domingo, 23 de junho de 2013

Tarifa dos transportes em SP volta a R$ 3 a partir desta segunda


Fonte: R7

O preço das passagens do Metrô, CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e ônibus na capital paulista passará a R$ 3 a partir da próxima segunda-feira (24). A medida foi anunciada em uma coletiva de imprensa no início da noite desta quarta-feira (19) pelo prefeito da cidade, Fernando Haddad, e pelo governador do Estado, Geraldo Alckmin.

A redução ocorre após 18 dias do aumento oficial do preço do transporte. Alckmin e Haddad destacaram que o reajuste do início do mês estava abaixo da inflação. Segundo o governador, com isso, houve "ganhos de eficiência e produtividade para o usuário do sistema".

— Nós [Governo de São Paulo], junto com o prefeito Fernando Haddad, temos trabalhado em conjunto, em benefício da cidade, da população. Tínhamos feito um esforço importante anteriormente em razão da questão da tarifa tanto que o reajuste que seria no início do ano foi postergado para o meio de junho para evitar pico inflacionário.

Com o aumento, segundo Haddad, "o orçamento da cidade precisará ser repensado".

— Nós precisamos abrir a discussão sobre as consequências dessa decisão que foi tomada para hoje e para o futuro. Não há como faze-lo sem essas extensas do investimento. O investimento acaba sendo comprometido. Esse debate vai ser feito com a sociedade. É um gesto de aproximação, de abertura do entendimento, de manutenção do espírito de democracia, de convívio pacífico que nós continuaremos a fazer pela cidade, agora com mais responsabilidade porque temos que explicar as consequências desse gesto para o futuro da nossa cidade.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Transporte coletivo é a opção mais lenta em São Paulo e no Rio de Janeiro


Fonte: Último Segundo IG

O uso de transporte coletivo é a opção mais lenta de deslocamento urbano para os moradores de São Paulo e Rio de Janeiro, é o que revela uma pesquisa da Proteste, uma associação de defesa ao consumidor. Em testes realizados nas duas capitais, os ônibus e trens do metrô chegaram a levar mais que o dobro de tempo para percorrer o mesmo trajeto que veículos particulares, apesar do trânsito das duas cidades.

Durante três dias, a associação acompanhou o trajeto feito com os diferentes meios de transporte durante o horário de pico (por volta das 8h e depois, às 17h30). Em São Paulo, o trecho de 14 km entre a avenida Luiz Carlos Berrini, no Brooklin, em direção à sede da prefeitura, na região central da capital paulista, chegou a levar duas horas e 26 minutos quando percorrido de ônibus. O trajeto, no mesmo dia e horário, demorou 42 minutos de carro e 35 de moto. De metrô, o tempo de viagem foi de uma hora e dez minutos. Ainda de acordo com a pesquisa, o trânsito do final da tarde na capital paulista faz com que o trajeto de volta demore, em média, duas vezes mais do que o tempo enfrentado na ida. 

Já no Rio de Janeiro, os usuários de ônibus e de metrô levaram cerca de 20 minutos a mais do que os motoristas para percorrer o trajeto da Barra da Tijuca até o Largo da Carioca, no centro, que somava 28 km. Na capital carioca, apenas quem usou moto conseguiu fazer o trajeto em menos de uma hora, enquanto o transporte coletivo demorou, em média, duas horas para ir e voltar pelo trecho nos três dias do estudo.

terça-feira, 18 de junho de 2013

Alckmin descarta reduzir tarifa de ônibus e metrô


Fonte: Ansalatina

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) descartou nesta quinta-feira a possibilidade de reduzir as tarifas de ônibus, trens e metrô pelos próximos 45 dias, conforme sugestão feita pelo Ministério Público, por intermédio do promotor de Habitação e Urbanismo, Maurício Lopes. A proposta, acordada com o Movimento Passe Livre, que vem liderando os protestos, foi discutida em reunião na quarta-feira. 

"Elas (as manifestações) são naturais e legítimas e fazem parte do processo democrático. O que não podemos concordar é com a baderna e a depredação do patrimônio público, deixando um rastro de destruição por onde passa, além de prejudicar o usuário do sistema", disse Alckmin, que está em Santos. 

Alckmin considerou positiva a oferta de ajuda do Ministério da Justiça, de recrutar a Polícia Federal para analisar os protestos registrados nos últimos dias na capital. "Toda a colaboração é bem-vinda, porque nosso lema é a parceria", afirmou Alckmin, destacando que "queimar ônibus e deixar a população sem transporte não é razoável e as pessoas devem responder por essas ações".

Metrô vai ter 13 bicicletários em julho


Fonte: Diário do Grande ABC

A partir do dia 5 de julho, 13 estações do Metrô de São Paulo vão oferecer o serviço de bicicletários aos usuários. Além dos três existentes nas estações Anhangabaú, Guilhermina-Esperança e Palmeiras-Barra Funda, dez novos bicicletários vão operar nas seguintes estações: Liberdade, Paraíso, Sé, Vila Madalena, Tamanduateí, Brás, Carrão, Corinthians-Itaquera, Guilhermina-Esperança e Santa Cecília. Na última sexta-feira, 7, o credenciamento da empresa FGTV Produções, que vai operar o serviço, foi publicado no Diário Oficial do Estado.

Os três bicicletários que já existem foram fechados temporariamente nesse domingo, 10, para adequação. A partir do próximo dia 5, a empresa terá que disponibilizar, no mínimo, dez vagas para o estacionamento de bicicletas em cada uma das estações. As 12h primeiras horas serão gratuitas para os ciclista e, após esse período, haverá uma cobrança de R$ 2 por hora.

Os 13 bicicletários terão ainda serviço de empréstimo das bicicletas. O aluguel sai de graça pelo período de 30 minutos e, depois, também vai custar R$ 2 por hora. Os bicicletários terão seguro contra possíveis danos, roubos os furtos dos equipamentos. Segundo o Metrô, o serviço funcionará diariamente das 7h às 22h.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

SP deixaria de produzir R$ 6,15 bilhões se metrô não existisse


Fonte: Correio Braziliense

Um estudo apresentado nesta sexta-feira (7/6) mostrou que, se o metrô paulistano deixasse de existir, a economia local perderia R$ 6,15 bilhões por ano, o equivalente a 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no município) da capital paulista. O estudo fez parte de um workshop promovido na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP), em que foram mostradas pesquisas sobre os impactos da existência do metrô no município sob vários aspectos, como economia, acessibilidade e saúde.

Segundo o professor Eduardo Haddad, coordenador da pesquisa, os cálculos foram baseados na infraestrutura ligada à mobilidade e no modo como ela afeta a produtividade dos trabalhadores. “Isso, por sua vez, afeta a competitividade das firmas, e, através de relações de renda, produtivas e comerciais, afeta toda a economia brasileira”, disse Haddad, que é professor do Departamento de Economia da USP e diretor de Pesquisas da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Com as pessoas que usam o transporte público demorando mais a chegar ao trabalho, elas tornam-se menos produtivas e as empresas obtêm menos lucro, fazendo com que o governo arrecade menos, destaca a pesquisa. Outro ponto levantado na consulta foi que a redução do bem-estar proporcionado pelo metrô faria o consumo das pessoas cair e, com isso, diminuiria a arrecadação governamental.

Além disso, como a capital paulista é um grande polo econômico, a inexistência do metrô geraria impacto negativo na economia nacional – o país perderia R$ 19,3 bilhões por ano, o correspondente a 0,6% do PIB. “Apesar de ser uma infraestrutura local, o metrô [de São Paulo] causa impacto sobre toda a economia brasileira”, conluiu Haddad.

Ao longo de 74 quilômetros e 64 estações, o metrô paulistano transporta diariamente 4 milhões de passageiros, o equivalente a 20% das viagens no transporte público. De acordo com Haddad, o valor de R$ 19,3 bilhões ao ano (impacto no país) corresponde a 65% dos custos da construção de toda a rede do metrô. A despesa com cada quilômetro do metrô fica em torno de R$ 300 milhões.

Na opinião do pesquisador, o exemplo da capital paulista pode ser pensando para outros municípios. “Isso é importante não apenas para São Paulo, mas, quando se pensa em mobilidade em outras grandes cidade brasileiras, esse problema também se coloca”.

Poluição do ar em São Paulo seria 30% maior se metrô não existisse


Fonte: Uol

O ar na capital paulista seria, em média, 30% mais poluído caso o metrô, que transporta diariamente 4 milhões de passageiros, não existisse. O resultado foi obtido por meio de uma simulação feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que mostra aumento nas concentrações dos poluentes no ar, principalmente de material particulado.

Responsável pela pesquisa, a professora do Departamento de Ciências Exatas e da Terra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Simone Georges Miraglia explica que esse percentual foi obtido em determinadas condições meteorológicas, que podem variar conforme o dia.

A pesquisa, intitulada Os Efeitos Positivos em Saúde devido ao Transporte Urbano sobre Trilhos – Estudo de Caso para São Paulo, foi apresentada durante workshop promovido hoje (7) na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP). Foram divulgados também estudos envolvendo os impactos da existência do metrô na capital paulista sob vários aspectos, como economia, acessibilidade e saúde.

De acordo com Simone, a análise, feita durante a década de 2000, comparou a qualidade do ar entre os dias em que o metrô funcionou normalmente e aqueles em que o transporte foi afetado por greves, ocorridas em 2003 e 2006. "O serviço do metrô leva a uma não emissão de poluentes significativa", destacou a pesquisadora.

Os levantamentos usaram as medições de qualidade do ar fornecidos pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), além de dados do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade no Município de São Paulo (PRO-AIM).

Simone explica que, nos dias em que a cidade fica sem o metrô, há aumento considerável nos atedimentos em prontos-socorros e nas internações hospitalares. "Em qualquer evento em que a gente tem aumento das concentrações de poluentes atmosféricos, existem diversos efeitos indesejáveis na saúde, entre eles, aumento da incidência de doenças respiratórias, cardiovasculares e problemas oftalmológicos", explica. Segundo ela, o município também registra elevação do nível de mortalidade, em decorrência de complicações das doenças que pioram com poluição do ar.

domingo, 16 de junho de 2013

Proteção metálica é colocada em frente à estação Faria Lima


Imagem: Rodrigo Coca / Fotoarena
Fonte: Terra


O entorno da estação Faria Lima, da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, foi protegido com placas metálicas. No local será realizada a concentração do protesto contra o aumento da passagem no transporte público, o quinto organizado pelo Movimento Passe Livre (MPL) na cidade.

Segundo a ViaQuatro, que administra a Linha 4-Amarela, a concessionária “adotou como medida preventiva a colocação de tapumes em frente à estação Faria Lima, como forma de proteger o patrimônio público e resguardar a segurança de seus usuários”.

Até a última terça-feira, o Metrô de São Paulo havia contabilizado prejuízo de R$ 109 mil por conta de atos de vandalismo cometidos por manifestantes durante os protestos. 

Cenas de guerra nos protestos em SP A cidade de São Paulo enfrenta protestos contra o aumento na tarifa do transporte público desde o dia 6 de junho. Manifestantes e policiais entraram em confronto em diferentes ocasiões e ruas do centro se transformaram em verdadeiros cenários de guerra. Enquanto policiais usavam bombas e tiros de bala de borracha, manifestantes respondiam com pedras e rojões.

Durante os atos, portas de agências bancárias e estabelecimentos comerciais foram quebrados, ônibus, muros e monumentos pichados e lixeiras incendiadas. Os manifestantes alegam que reagem à repressão opressiva da polícia, que age de maneira truculenta para tentar conter ou dispersar os protestos.

Segundo a administração pública, em quatro dias de manifestações mais de 250 pessoas foram presas, muitas sob acusação de depredação de patrimônio público e formação de quadrilha. No dia 13 de junho, vários jornalistas que cobriam o protesto foram detidos, ameaçados ou agredidos.

As passagens de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no dia 2 de junho. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota. 

Haddad havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para o transporte público. A proposta foi aprovada, mas não houve manifestação da administração municipal sobre redução das tarifas.

Passageiros invertem caminho para embarcar em trens vazios no Metrô


Fonte: G1

Passageiros do Metrô em São Paulo adotaram a estratégia da chamada viagem negativa para tentar viajar com mais conforto. Eles seguem o caminho inverso para pegar um Metrô vazio. Apesar de demorar mais para chegar ao destino, os usuários dizem que vale a pena.

As irmãs Bete e Eliana Américo dos Santos, que moram no Jardim Helena, no extremo da Zona Leste, resolveram adotar a medida para pegar o Metrô mais vazio.

Às 5h30, as duas já estão dentro do ônibus para chegar ao Metrô. Elas seguem pelo sentido Corinthians-Itaquera quando deveriam seguir no sentido Palmeiras-Barra Funda. Elas chegam a esperar sete trens para poder conseguir sentar num vagão vazio. “Descemos na [estação] Guilhermina-Esperança para pegar o trem vazio”, conta Bete.

Ao todo, a viagem das irmãs até o destino final dura duas horas. “Não importa que espere meia hora, mas vale a pena", afirma Bete.

O Metrô não sabe quantas pessoas fazem a viagem negativa por dia em toda rede, nem divulga as estações onde alguns trens entram vazios no sistema. Segundo a companhia, a estratégia de colocar trens vazios é adotada em horários de pico e em trechos sobrecarregados das linhas Azul, Verde e Vermelha.

Piscinão do Jabaquara vira canteiro de obras do Metrô


Fonte: R7

As obras do polêmico monotrilho da Linha 17-Ouro, na zona sul da capital, estão chegando ao Piscinão do Jabaquara, onde ficará o pátio de manutenção dos trens do ramal. Um decreto do prefeito Fernando Haddad (PT), publicado no sábado (8), autoriza o Metrô de São Paulo a usar o espaço — que pertence ao município — para a construção da área de manobras e estacionamento. Com isso, quatro quadras poliesportivas e uma pista de skate, todas públicas e dentro do terreno, serão fechadas.

Por sua vez, a prefeitura impôs ao Metrô, controlado pelo governo do Estado, a obrigação de remanejar os equipamentos sociais ali situados, "evitando a interrupção dos serviços prestados à comunidade". A área destinada a essa obra totaliza cerca de 64,3 mil metros quadrados.

Dentro do terreno do piscinão, funciona, além do reservatório (capaz de armazenar 360 mil metros cúbicos de águas pluviais), o Centro Comunitário Água Espraiada, onde costuma haver oficinas profissionalizantes. É também aí que se situam as quadras e rampas dos skatistas. A região, cheia de comunidades pobres, é carente de infraestrutura pública de qualidade.

Um dos tópicos levantados na última quinta-feira em uma audiência sobre o Metrô no Ministério Público Estadual foi justamente a questão do remanejamento de favelas perto do traçado da Linha 17.

Líderes comunitários e outras pessoas engajadas no assunto expuseram, ao secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, sua preocupação com os despejos. O foco são as comunidades Buraco Quente e Comando, na própria Avenida Jornalista Roberto Marinho, pela qual passará o monotrilho e onde se localiza o Piscinão do Jabaquara.

Segundo a universitária Ana Marília de Souza, do Núcleo de Direito à Cidade da USP (Universidade de São Paulo), os moradores se queixam da falta de acesso às informações sobre as obras do Metrô.

— Não existe um diálogo contínuo e efetivo com a população.
A diretora de assuntos corporativos da empresa, Alexandra Leonello Granado, assumiu que o Metrô deve melhorar nesse sentido.

— Nós não aceitamos prejudicar comunidades inteiras como um efeito colateral.

Dividida em três trechos, a obra da Linha 17-Ouro começou no ano passado pela porção central, de 7,7 km, que envolve oito estações (Morumbi, Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo, Vereador José Diniz, Brooklin-Paulista, Congonhas e Jardim Aeroporto).
 
Prazo
A Assessoria de Imprensa do Metrô afirmou que a entrega desse trecho será em 2014. Mas o gerente de Planejamento do Metrô, Alberto Epifani, disse o seguinte, na semana passada:

— Em 2015, eu vou entregar o trecho desde o Jardim Aeroporto até Morumbi, da CPTM, com um shuttle que vai engatar o Aeroporto de Congonhas à linha.

O prolongamento oeste do monotrilho, até a Estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela, segundo Epifani, ocorrerá em 2016, assim como a extensão leste, até a Estação Jabaquara, da Linha 1-azul.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Metrô superlotado manda trens para Estação Palmeiras-Barra Funda


Fonte: Estadão

Superlotado e caótico, o Metrô de São Paulo está adotando a estratégia de mandar trens cheios de passageiros para a área de manobra da Estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3-Vermelha, na noite desta quinta-feira, 13. Com isso, os usuários ficam vários minutos dentro das composições paradas, sem a possibilidade de sair.

Por volta das 19h, a reportagem flagrou dois trens nesta situação. Em um deles, estava o repórter do Estado. Às 19h10, depois de dez minutos parado na área de manobra, ao oeste da estação, o operador do trem disse pelo sistema de áudio que a medida, bastante incomum no sistema, era "devido ao acúmulo de trens" na Linha 3.

Os passageiros estavam desorientados. "Não estou entendendo nada. É horrível ficar parado sem saber o que está acontecendo", disse o mecânico Wagner Santos de Carvalho, 28, que pega a linha diariamente.
Após quase 15 minutos, o trem voltou à plataforma da Barra Funda, sentido Corinthians-Itaquera. A estação estava muito mais lotada do que o comum.

Quando o trem parou e abriu as portas, os passageiros na plataforma deram gritos de comemoração. Uma das pessoas que entrou com a multidão era a secretária Rita Maronese, de 39 anos. Ela enfrentava um verdadeiro calvário para conseguir ir para a faculdade. Embarcou às 17h30 na Estação Bresser-Mooca, na zona leste, tentando ir para Itaquera.

Não conseguiu embarcar devido à lotação excessiva, e teve que segui até o outro extremo da Linha 3, na Barra Funda, para conseguir pegar um trem rumo a Itaquera.

"Demorei uma hora para conseguir pegar um trem aqui na Barra Funda. Vou perder a aula na faculdade."
Mais cedo, por volta das 18h, a reportagem demorou uma hora para ir da Barra Funda até o Brás, na Linha 3. Havia excesso de passageiros. Uma pessoa relatou ter esperado 50 minutos para conseguir embarcar na Estação Sé.

ExplicaçãoPelo sistema de auto-falantes, funcionários disseram que a lentidão excessiva era devido à greve na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que atingiu três linhas nesta quinta-feira.

Os tempos de parada entre as estações eram muito maiores do que o normal. Para ir da Barra Funda à Estação Marechal Deodoro, levou dez minutos.

Pelas caixas de som, na Estação República, que às 19h45 estava abarrotada, funcionários do Metrô informaram que uma falha na Estação Bresser-Mooca também prejudicava a circulação dos trens.

A reportagem presenciou cenas extremas no meio da superlotação do trem. Um homem idoso, na porta do vagão, foi visto chutando uma mulher que forçava para entrar na composição na Estação Santa Cecília. Uma mulher se queixou, espremida entre centenas de pessoas no vagão, que passava mal.

O trem estava parado durante vários minutos no meio do túnel e o ar-condicionado deixou de funcionar em alguns momentos, abafando rapidamente o interior do trem.

Greve afeta 4 linhas da CPTM e fecha estações na Grande SP


Fonte: G1

Funcionários das linhas 8-Diamante, 9-Esmeralda, 11-Coral e 12- Safira anunciaram greve a partir da meia-noite desta quinta-feira,13. Categoria não aceitou proposta do governo que incluia reajuste salarial de 8,56%. A SPTrans informou que vai colocar todos os 15 mil ônibus à disposição durante todo dia, o Metrô também irá reforçar a operação em todas suas estações. Estima-se que 1,1 milhão de usuários devem ser prejudicados devido à greve.

A linha 9-Esmeralda está completamente paralisada. A linha 11-Coral não opera entre as estações Guaianases e Estudantes e a linha 12-Safira não tem trens entre as estações Engenheiro Manuel Feio e Calmon Viana, informa a CPTM. A linha 8- Diamante segue com movimentação reduzida e as linhas 7-Rubi e 10-Turquesa funcionam normalmente.

O Metrô informa que, devido à greve, irá estender o horário da operação máxima em todas as linhas e também irá reforçar o número de funcionários nas estações. A CET informou que o rodízio municipal de veículos está mantido. Já a SPTrans, que gerencia os ônibus municipais, informou que vai manter 100% da frota, de 15 mil veículos, em operação no dia todo. Em situações normais, esse efetivo só é empregado nos horários de pico.

Demora. 
Passageiros acostumados a pegar o trem em Santo Amaro, zona sul da capital, tiveram que pegar uma fila de cerca de 800 metros na manhã desta quinta-feira, 13, para conseguir entrar em um ônibus que fizesse o mesmo trajeto que a Linha 9 - Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Os funcionários da linha entraram em greve à zero hora desta quinta-feira por tempo indeterminado. Eles pedem aumento de salário. A espera pelos ônibus disponibilizados gratuitamente pela SPTrans chegava a uma hora, segundo alguns usuários. A chegada de cada veículo era seguida por confusão, pois algumas pessoas tentavam furar fila.

A maior parte dos passageiros só soube da greve da CPTM hoje de manhã, quando chegaram à estação. Os usuários reclamaram da falta de organização para pegar o ônibus.  "Se não bastasse a gente pagar caro na tarifa, ainda tem que aguentar uma coisa dessas. Está uma bagunça isso aqui", disse a auxiliar administrativa Maria Gorete da Silva, de 38 anos. Ela havia saído de casa, no Capão Redondo, às 6h45. Apenas às 8h20 conseguiu pegar o Paese.

Negociação. 
A CPTM, que foi formada pela união de três empresas de transporte de passageiros sobre trilhos, tem três sindicatos que representam seus funcionários. A greve é por uma rediscussão do plano de carreira dos ferroviários, pelo pagamento de um adicional de risco de 15% sobre os salários dos funcionários que trabalham nas estações e pelo pagamento de vale-alimentação no valor de R$ 248. Uma nova assembleia dos ferroviários está marcada para as 14h desta quinta-feira, 13.

O sindicato da antiga Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, que representa os funcionários das linhas 7-Rubi e 10-Turquesa, fez acordo com o Estado para evitar a paralisação.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Metrô de SP é cenário para paixões relâmpago e para álbum de casamento

Hélio Hayashida, 38, e Yuri Joyce de Abreu, 28, se casaram em 2011 e fotografaram na estação Carrão, onde namoravam

Fonte: Folha de São Paulo

Todos os dias, a estudante de relações internacionais Samara Rizzo, 18, recebe até cem declarações de amor pelo Facebook.

Mas ela avisa: é só a mensageira. Samara virou uma espécie de pombo correio do século 21. Ela publica na internet relatos de paixões despertadas nas duas horas e meia que o paulistano gasta, em média, nos deslocamentos diários pela cidade, segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo.

Ela criou a página Spotted: Metrô SP (facebook.com/metrospotted), com 7.500 fãs e o slogan "procure aquela pessoa que ocupou seu coração por algumas estações". Desde abril, foram quase mil histórias de gente que se apaixonou no metrô (usuários de ônibus e trem também aderiram).

A cantada é pública, mas o autor fica anônimo (veja exemplos no final da reportagem). "Se preciso, só corrijo alguns erros de português", conta ela, que também é responsável por outra página pop na rede social, a São Paulo da Depressão --sobre perrengues como o frio e a greve dos professores.

Deprimidos podem ficar, também, os românticos dos trilhos. A chance de a flecha acertar o alvo é muito rara. Apenas cinco pessoas escreveram a Samara para contar que acharam quem procuravam. "Mas não sei se esses casos deram certo", conta.

"Fica mais fácil quando a pessoa está com um uniforme, alguém pode saber onde ela estuda ou trabalha."

Têm mais chance de dar certo iniciativas semelhantes em faculdades como PUC e USP, que têm espaços virtuais para estudantes descreverem suas paixões. Nesse caso, amigos em comum podem ajudar a identificá-las.
Cristiane Leão da Silva, 28, e Wagner Bernardo, 37, fizeram fotos de seu casamento em Guilhermina-Esperança em 2010
ASIÁTICAS E LOIROS
Fazem sucesso na Spotted: garotas asiáticas, homens loiros e funcionários da linha 4-amarela. O affair é tanto que, às vezes, tipos menos cortejados não deixam barato.

Como a usuária que protesta: "Loira, morena, loira, morena. Desse jeito fica difícil, pessoal! Cadê os amantes de ruivas artificiais e naturais?". Ou um outro internauta cabisbaixo: "Uma mençãozinha aqui ia levantar o ego".

Mas há casos em que o flerte anônimo assusta. A designer Laura (nome fictício), 24, estava a caminho do trabalho e notou que um rapaz a olhava e fazia anotações.

Ela desceu em Pinheiros e, horas depois, viu seu nome na internet -fora identificada por uma amiga. "Fiquei paranoica durante uma semana e comecei a sair em outros horários."

O psicólogo Ailton Amélio, especializado em relacionamentos, diz que é normal "ficar com o pé atrás, pois a pessoa pode ser perigosa. O mais comum é conhecer alguém em 'paqueródromos' como as baladas".

Amélio fala de um "kit de segurança" para desconhecidos. "Peça telefone antes, marque encontros em locais públicos e não revele muitas coisas a seu respeito."

Longe do anonimato virtual, vários casais se formam nesse vaivém. Segundo o metrô, as estações com mais "pegação" estão próximas a colégios e faculdades, como Palmeiras-Barra Funda, São Joaquim, Sé e todas as da avenida Paulista.

Os estudantes Rubens, 17, e Vanessa, 18, namoram há um ano e se veem todos os dias na estação Ana Rosa. Ele vem de uma faculdade na Consolação, e ela, da Vila Mariana. "É dentro do metrô para não ter que sair e pagar passagem de novo", diz Vanessa.

A assistente comercial Yuri Joyce de Abreu, 28, e o diagramador Hélio Hayashida, 38, também usaram o meio de transporte para se conhecer. Eles eram colegas de trabalho, mas mal se falavam na empresa. Só que voltavam juntos, e o trajeto que durava uma hora triplicou --ficavam de papo na catraca do Carrão, destino dela.

E aí a coisa andou: Joyce terminou um noivado de cinco anos e casou-se com Hélio no mesmo ano, 2011. Fizeram questão de fazer as fotos do casório no metrô.

A estação Guilhermina-Esperança serviu de cenário para o álbum de casamento da secretária Cristiane Leão, 28, e do bancário Wagner Bernardo, 37. O primeiro encontro foi às cegas, marcado por meio de uma amiga em comum, na estação Tatuapé, em 2008.

"Ele disse como ele era, e eu disse como eu era. Quando nos vimos, já nos beijamos. Depois pegamos o metrô de novo para ir a um bar na zona sul", lembra Cristiane.

Em maio, o metrô de Praga, na República Tcheca, anunciou que terá um vagão especial para solteiros. O Metrô de São Paulo diz que não cogita essa ideia, mas há quem sonhe com isso.

"Uma paixão a cada dia na linha verde. Se tivesse correio elegante e música ao vivo, acho que eu ia e voltava umas duas vezes por dia", diz um recado na Spotted.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Comissão aprova cães e gatos no ônibus e metrô de São Paulo

Gaiola especial para transporte de animais
Fonte: Estadão

O transporte de cães e gatos de até 10 kg nos 14 mil ônibus coletivos de São Paulo foi aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal e deve entrar na pauta de votação na terça-feira, 11. De autoria do governista e líder evangélico David Soares (PSD), a proposta prevê que o animal seja levado em "gaiolas" usadas hoje nos aeroportos nacionais, sem "dejetos, água e alimentos".

A nova regra tem o apoio de entidades de defesa da proteção animal e dos principais líderes do Legislativo. "A lei é um avanço, mas 10 quilos ainda é muito pouco. Acho que deveria ser permitido para cães maiores. Muitas pessoas na periferia querem socorrer um cachorro e levá-lo até um hospital, mas não conseguem pela falta de opção para transportá-lo", avalia Anna Soghomonian, da entidade MMSP, uma rede de protetores independentes que atua na Grande São Paulo.

Soares, filho do líder evangélico R.R. Soares, concorda: "A iniciativa beneficia, principalmente, a população de baixa renda que, muitas vezes, não tem condições financeiras de custear o transporte até o posto de vacinação ou mesmo ao veterinário". Entre as raças de cães que poderão circular nos ônibus, estão yorkshire, poodle, shitszu, dachhund, pug e vira-latas de pequeno porte.

O passageiro terá de apresentar ao motorista a carteira de vacinação em dia do animal que será transportado. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Legislativo avaliou que a proposta tem fundamento jurídico. "A Constituição Federal atribuiu ao município competência para organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local", diz o parecer pela legalidade da nova regra emitido pela CCJ.

De acordo com relatos de usuários de ônibus feitos à Câmara Municipal, muitas pessoas já levam hoje animais domésticos escondidos em sacolas e bolsas nos ônibus. "Eu já levei meu gato no ônibus e até no metrô", diz a bancária Luciane Seren Franco. Hoje, apenas o cão-guia, usado para auxiliar deficientes visuais, pode entrar nos ônibus e nos vagões do Metrô.

Melhoria

Autor do projeto que criou o primeiro hospital público para cães e gatos, Roberto Tripoli (PV) também elogiou o projeto. "Muitas pessoas já levam seus cães na linha que atende a região perto do hospital público de cães no Tatuapé. Vamos agora discutir a proposta no plenário e analisar com as entidades como aperfeiçoá-la."

Protestos em SP causaram prejuízo de R$ 73 mil, diz Metrô


Foto: Estadão
Texto: Terra

O Metrô de São Paulo anunciou nesta sexta-feira que os estragos causados em estações durante a manifestação desta quinta-feira contra o aumento das tarifas do transporte público em São Paulo - ônibus, trens e metrô – causaram prejuízos patrimoniais de R$ 73 mil.

Em nota, a companhia afirmou que, do total, R$ 68 mil são prejuízos causados por conta de vidros quebrados e R$ 5 mil com luminárias danificadas.

Segundo o Metrô, as estações Brigadeiro e Trianon-Masp, da Linha 2-Verde, tiveram os vidros de seus acessos quebrados e, junto com a estação Consolação, foram fechadas enquanto os manifestantes passavam pelo entorno, para evitar riscos aos usuários.

A estação Vergueiro, da Linha 1-Azul, teve um de seus acessos fechado por conta “de depredação em seu interior, que resultou em um agente de segurança do Metrô ferido, sem gravidade”.

A companhia afirmou que irá responsabilizar e acionar judicialmente os autores do que classificou como “atos de vandalismo” por danos ao patrimônio público, e classificou o episódio como “lamentável”.

Na nota, o Metrô afirmou que “o reajuste da tarifa, de 6,7%, concedido conjuntamente com os ônibus municipais no último dia 2, foi inferior à inflação do período”.

Polícia prende 15 após protestos

Ao todo 15 pessoas foram detidas por conta do protesto. A Polícia Militar (PM) informou que os detidos foram encaminhados para o 78º DP (Jardins). O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino de Melo Prazeres, faz parte do grupo.

Desses suspeitos, nove foram ouvidos e liberados em seguida, incluindo o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino Prazeres . Os outros seis detidos passaram a noite na delegacia, segundo informações do Bom Dia SP.

Dos que continuaram detidos, segundo o delegado de plantão Severino Pereira, quatro foram liberados no início da manhã, após pagamento de fiança. Alguns tiveram que arcar com o pagamento de um salário mínimo (R$678), por terem causado pequenos danos ao patrimônio. Outros, que causaram danos maiores, pagaram fiança de R$ 3 mil.

Um dos detidos continua na delegacia, porque não tem dinheiro para a fiança e o último acusado permanecerá preso, pois foi flagrado ateando fogo em via pública e, segundo o delegado, não terá direito à fiança.

Pela estimativa policial, aproximadamente 2 mil pessoas participaram do protesto - a organização Passe Livre, que liderou a passeata, indicou que o evento reuniu cerca de 5 mil.

Nesta quinta-feira, os manifestantes fecharam a bifurcação entre as avenidas 23 de Maio e 9 de Julho, na região do Terminal Bandeira, no centro de São Paulo, por volta das 19h, e interditaram as vias queimando caixotes e itens de sinalização de trânsito. Os manifestantes entraram no Terminal Bandeira e, de acordo com a PM, danificaram e picharam ônibus. A polícia então utilizou munições químicas, como gás lacrimogêneo, e balas de borracha.

Aumento da tarifa
As tarifas de ônibus, metrô e trem da cidade de São Paulo passaram a custar R$ 3,20 no domingo passado. A prefeitura informou que a proposta de reajuste, de 6,67%, foi enviada em 22 de maio à Câmara de Vereadores. A tarifa anterior, de R$ 3, vigorava desde janeiro de 2011.

Segundo a administração paulista, caso fosse feito o reajuste com base na inflação acumulada no período, aferido pelo IPC/Fipe, o valor chegaria a R$ 3,40. "O reajuste abaixo da inflação é um esforço da prefeitura para não onerar em excesso os passageiros", disse em nota. A previsão é que haja pagamento de R$ 1,25 bilhão em subsídios ao sistema de ônibus em 2013.

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) também alegou que o reajuste é menor que a inflação no período de janeiro de 2012 a maio de 2013, que foi de 7,2%. "Ao comprar uma passagem no Metrô, o passageiro tem acesso aos 74,3 quilômetros da malha metroviária e aos 260 quilômetros da rede ferroviária da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos)", disse a empresa em nota.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou, junto com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que o preço abaixo da previsão é um esforço feito para colaborar com o governo federal, que enfrenta dificuldades para manter a inflação no teto da meta estabelecida (6,5%).

Ele também havia declarado que o reajuste poderia ser menor caso o Congresso aprovasse a desoneração do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para as passagens de ônibus, trem e metrô. O decreto foi publicado na semana passada, mas não houve manifestação da administração municipal.

Metrô de SP estuda 'esconder' monotrilho


Fonte: Revista Ferroviária

Para evitar incômodos a moradores de um prédio de luxo, o Metrô de São Paulo estuda "esconder" o monotrilho da Linha 17-Ouro, que funcionará na zona sul da capital paulista. Uma ideia avaliada pela empresa, controlada pelo governo do Estado, é instalar um envelope de plástico ao redor do elevado por onde circularão os trens. A estrutura tem cristais que escurecem na hora em que a composição roda por ali, impedindo que os passageiros olhem para fora e possam ver os apartamentos.

Esse mecanismo, segundo Jurandir Fernandes, secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, poderá ser colocado em um trecho da linha que fica perto de um edifício residencial no Panamby, bairro nobre da cidade. "Então (com) esse prédio, nós temos esse compromisso: iremos e podemos envelopar o trecho", disse o dirigente ontem, em audiência pública sobre o Metrô na sede do Ministério Público Estadual, no centro.

Sobre o material que compõe o envelope, Fernandes explicou que ele muda de tonalidade por meio de um circuito elétrico, acionado quando o trem está se aproximando. "A gente pode deixar essa barreira totalmente translúcida, bonita, leve, mas, na passagem do trem, ela simplesmente muda. Como exemplo, aqueles brinquedos que, conforme você mexe, eles ficam mais escuros ou mais claros. Essa movimentação que você pode fazer com uma descarga elétrica no circuito que fecha os cristais (no plástico)."

O secretário afirmou que envelopamentos já foram utilizados em outras linhas do Metrô, como a 2-Verde, perto da Estação Tamanduateí, na zona leste. Ali, no entanto, o material empregado foi o metal, ou seja, bem menos "leve" do que o que a Companhia do Metropolitano agora avalia para a Linha 17.

Depois da audiência pública, a Assessoria de Imprensa do Metrô informou que o projeto executivo daquele trecho da Linha 17 ainda está sendo elaborado e que o tipo da barreira visual ainda será definido. Existem duas opções, segundo o órgão: usar um sistema de células fotoelétricas para "embaçar" (e não escurecer, como disse o secretário) os vidros dos próprios trens quando eles passarem na região do Panamby ou instalar uma barreira metálica com uma proteção plástica naquele local.

A diretora do Movimento Defenda São Paulo, Marcia Vairoletti, que acompanhou a audiência pública - e é contra a obra em forma de monotrilho - questionou a eficácia dessa barreira. "Vai continuar sendo semelhante ao Minhocão (pelo fato de ser elevado). É apenas para justificar uma obra que não tem justificativa." Para ela, o Metrô pode ter avaliado essa medida para fazer os compradores de apartamentos milionários em condomínios da região "ficarem com a boca fechada" e não reclamarem tanto da obra.

domingo, 9 de junho de 2013

Linha 18-Bronze do Metrô SP terá licitação até agosto


Fonte: Revista Ferroviária

O governo de São Paulo promete publicar até agosto o edital de licitação da nova linha do Metrô que vai ligar a cidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, à estação Tamanduateí, onde haverá conexão com a linhas 2 - Verde do Metrô e a linha 10 Turquesa da CPTM.

A nova linha, denominada linha 18-bronze, terá 12 estações em 14,3 km de extensão e vai funcionar com 23 trens. A demanda estimada é de 365 mil passageiros por dia.

O trajeto irá da estação Tamanduateí até o Paço Municipal de São Bernardo, interligando a região do ABC e o Sistema Metroferroviário da Região Metropolitana de São Paulo.

A nova via metroviária vai utilizar um sistema inédito de monotrilho usado em cidades como Nova York, Chicago, Sidnei e Osaka.

Trata-se de uma alternativa de custo mais baixo para a expansão da rede do Metrô em São Paulo. A implantação, operação e manutenção ficarão a cargo de uma concessionária privada, no modelo de Parceira Público-Privada (PPP) que vem sendo usada pelo governo paulista.

"Os investimentos são da ordem de R$ 3 bilhões, sendo 55% de aportes públicos e 45% aplicados pelo setor privado", informou o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional do Estado de São Paulo, Julio Semeghini.

A concessão patrocinada, com prazo previsto para 25 anos, passou por audiência pública para oferecer ao mercado o modelo de parceria e suprir empresas interessadas com informações sobre o projeto.

"Haverá desoneração de parcela de ICMS em obras civis, sistemas e material rodante", diz Julio Semeghini. 
Nesta quarta-feira, 5, o secretário terá encontros na Prefeitura de São Paulo com o prefeito Fernando Haddad, e autoridades dos municípios da grande São Paulo (ABC), para acertar detalhes do projeto, que contou com assessoria do Banco Mundial (Bird).

Expansão do Metrô SP é debatida em audiência pública


 Fonte: Revista Ferroviária

A expansão e a prestação de serviços do metrô paulista foi tema de audiência pública hoje (6) promovida pelo Ministério Público Estadual. A desapropriação e o reassentamento das famílias que foram ou ainda serão removidas de suas moradias por causa das obras do metrô foram os assuntos mais discutidos entre os participantes. O caso mais preocupante atualmente é o das famílias que moravam ou ainda moram nas comunidades do Buraco Quente e do Comando, próximas à Avenida Água Espraiada, na zona sul da capital, onde serão feitas obras de ampliação da Linha 5- Lilás do Metrô.

“As negociações não foram claras e transparentes para toda a população, ou seja, teve pessoas que receberam valores muito irrisórios; outras receberam valor dito alto, de R$ 119 mil, que é o teto para dez anos de moradia e benfeitorias na sua casa. Mas isso foi exceção. A regra foram valores muito baixos, entre R$ 30 mil e R$ 60 mil”, disse Geilson Sampaio, representante da Comissão de Moradores do Buraco Quente e Comando e do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos.

Sampaio morou no Buraco Quente por 25 anos, até que se casou e passou a viver em outro local. Mas sua mãe, que viveu na comunidade por mais de 35 anos, saiu de lá por causa das obras do metrô, passando a morar com ele. “Estamos brigando pelo valor máximo da indenização. Ela teve que sair de lá, a casa dela foi demolida, e está morando comigo. Estamos agora negociando uma casa da Cohab”, disse.

Segundo Sampaio, 421 famílias que viviam nas duas comunidades foram cadastradas pelo Metrô. A maior parte delas já deixou o local. “Sou a favor do acesso, do progresso, mas não da obra como está sendo feita. Sou usuário do metrô e sei da facilidade que ele possibilita. Porém a obra, em si, não deveria acontecer de forma que o direito ao transporte passe por cima do direito à moradia. Uma coisa deve falar com a outra”, ressaltou.

O bombeiro civil Adriano da Paz vive no Comando há 37 anos. “Nasci lá e estou lá até hoje. Estou esperando o Metrô resolver. Até agora não tem resposta nenhuma para a gente poder tomar outro rumo na nossa vida”, falou. O caso de Adriano é ainda mais complicado. A casa que ele construiu no Comando para viver com a ex-mulher está hoje alugada. E o Metrô ainda não reconheceu o seu direito como proprietário do imóvel.

“Separei, e fui morar com a minha mãe [também no Comando] e aluguei a casa [onde morava]. E eles [Metrô] dizem que a pessoa que está alugando a casa não precisa de casa. Então, o meu caso está sendo estudando. Aliás, 28 casos estão nessa mesma situação”, disse. De acordo com Adriano, o local onde vive foi invadido pelas famílias há cerca de 40 anos. Mas há uma ação tramitando na Justiça há nove anos, de usocapião, para o reconhecimento de posse.

O secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, admitiu que a grande dificuldade no processo não é a desapropriação das famílias, mas o reassentamento. “Na desapropriação existe todo um procedimento de uma avaliação do imóvel. O Metrô é muito criterioso e, quando há contestação, judicializamos e a Justiça decide. A questão do reassentamento é mais complexa porque há normas. O reassentado tem necessidade de permanecer nas proximidades e nem sempre se encontra áreas próximas de onde ele está. Existem também algumas situações mais difíceis, como aqueles reassentados que tm um negócio, um bar ou uma hospedaria e que também é preciso valorar isso quando se discute a questão do reassentamento”, declarou. Mas segundo o secretário, todas as pessoas que estão sendo afetadas com as obras do metrô estão sendo atendidas.

Para atender às famílias das comunidades do Buraco Quente e do Comando, o secretário propôs a uma reunião na próxima semana. “Temos que achar o melhor caminho”, disse. A reunião foi marcada para as 10h da próxima sexta-feira (14), com a participação do Ministério Público.

Moradores da região de Paraisópolis também fizeram a mesma queixa sobre a desapropriação e o reassentamento das famílias. Mas, segundo o Metrô, lá a situação não é tão emergencial quanto a do Buraco Quente e do Comando, já que deverão ocorrer poucas desapropriações e a obra ainda deverá demorar a começar.

De acordo com o secretário, até 2030 as obras que estão previstas em toda a rede do Metrô paulista deverão estar concluídas. A Agência Brasil procurou o Metrô para ter informações sobre quantas famílias, no total, deverão ser desapropriadas por causa das obras, mas até o momento não obteve retorno.

Problemas, como o de superlotação, também foram discutidos durante a audiência. Segundo o Metrô, uma das causas da superlotação é a maneira como a população está distribuída pela cidade, com os empregos concentrados na região central e as pessoas vivendo, em sua maioria, na periferia. O Metrô reconhece a superlotação das linhas e avalia que a solução para o problema virá com a expansão da rede.

O promotor de Justiça Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da área de habitação e urbanismo, disse que a audiência pública é importante para o Ministério Público ter clareza dos projetos do Metrô e para a sociedade se manifestar sobre uma obra que afeta a sua vida.

“Temos inúmeros inquéritos civis que versam sobre o Metrô e a prestação de serviços públicos relacionados à mobilidade urbana. Achamos que esta era a oportunidade tanto para o Ministério Público obter alguns esclarecimentos sobre planejamento do Metrô e como é feita a expansão da rede, os problemas que vem enfrentando e como está solucionando esses problemas, como também para a sociedade civil trazer suas críticas e seus pedidos de esclarecimentos. Queremos fazer uma aproximação entre o Metrô, Ministério Público e a sociedade civil”, disse.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Estações de metrô como Pinheiros podem se tornar cartões-postais


Fonte: Veja São Paulo
Imagens de Mário Rodrigues e Texto de Daniel Salles

A construção da Estação Pinheiros foi a mais encrencada da história do metrô paulistano. Além do atraso na execução do projeto, o local foi palco de um colossal desabamento em 2007, que abriu uma cratera de 80 metros de diâmetro e ceifou a vida de sete pessoas. Passado o pesadelo, a retirada dos tapumes ao redor da construção revelou o resultado de tanto trabalho: um prédio arrojado, com estrutura circular de vidro, que atrai o olhar de quem circula pela região. Seu interior, banhado pela luz natural e repleto de pilastras coloridas, lembra o de uma galeria de arte. “Como o transporte subterrâneo sobre trilhos pressupõe ambientes escuros e pouco ventilados, resolvi criar um espaço arejado e agradável para os passageiros circularem”, explica a responsável pelo projeto, a arquiteta Sonia Regina Gomes, que também assina o desenho da futura Estação Fradique Coutinho, cujo término está previsto para 2014.


Um capricho arquitetônico semelhante já havia sido criado em outra estação da Linha Amarela, a Butantã, que tem uma vistosa estrutura metálica. Os novos projetos contrastam com os caixotes feios e cinzentos das construções do sistema nos anos 70. “A onda é bem-vinda, pois um dos objetivos da obra pública deve ser embelezar a cidade”, afirma o arquiteto João Valente Neto, um dos projetistas da Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira.

No exterior, essa preocupação existe há muito tempo. Plataformas inovadoras despontam na paisagem de diversas cidades europeias. As de Bilbao, na Espanha, por exemplo, repletas de vidro e estruturas curvas, foram projetadas por Norman Foster, o cultuado autor da remodelação do Estádio de Wembley, na Inglaterra. Por imitar um vagão que parece ter saído do asfalto, uma das entradas do serviço de Frankfurt, na Alemanha, é alvo constante das máquinas fotográficas dos turistas, assim como os pórticos em estilo art nouveau do metrô parisiense.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Furtos em trens e metrô mais que dobram nos 4 primeiros meses de 2013


Fonte: Folha de São Paulo

Os furtos nos trens e nas estações do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) mais do que dobraram entre janeiro e abril deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública, entre um período e o outro, o o número de furtos saltou de 852 para 1.945 casos -aumentou 128%.

No comparativo entre o mesmo mês de cada ano, abril registrou a maior alta do ano (176%). Foram contabilizados 719 casos neste ano, contra 260 em 2012.

De acordo com o delegado Antonio Cassola Filho, da Delegacia de Polícia do Metropolitano, o principal alvo dos criminosos são os celulares e as carteiras das vítimas.
Segundo o policial, o ladrão aproveita a distração da vítima para agir.

"Muitos passageiros são furtados enquanto estão dormindo no vagão. As pessoas devem ficam atentas principalmente nos locais de maior aglomeração de pessoas", afirma o delegado.

PARALELO
Ainda segundo ele, o celular é muito procurado porque é facilmente negociado pelo criminoso no mercado paralelo. "Hoje, não se anda com muito dinheiro na carteira. Já um celular sofisticado é facilmente vendido por, no mínimo, R$ 100", afirma.

As mulheres são a maioria das vítimas. "Algumas delas guardam o celular na bolsa e a coloca nas costas. Muitas vezes, elas nem percebem que estão sendo furtadas. Por isso, elas devem ter a cautela de andar com a bolsa na frente do corpo", diz.

Homens que usam calça social, que ficam com o celular mais à mostra, também são os alvos preferenciais, segundo a polícia.


REGISTROS
O delegado-titular da Delegacia de Polícia do Metropolitano, José Eduardo Navarro, atribui o aumento do número de casos ao crescimento dos boletins de ocorrência registrados pelas vítimas pela internet, por meio da delegacia eletrônica.

"As pessoas que não vinham à delegacia relatar o caso agora estão registrando o fato pela internet."

O Metrô informou, em nota, que "as ocorrências que incluem furtos" se mantêm estáveis desde 2011.

Apesar do sucesso de público, Turismetrô está desativado


Fonte: Estadão

Uma das formas mais práticas de conhecer a cidade está desativada. Trata-se do Turismetrô, serviço lançado em 2006 pela São Paulo Turismo (SPTuris), da Prefeitura, que usava o sistema metroviário para levar turistas e paulistanos a pontos turísticos da capital. Em quase sete anos de funcionamento, o programa atendeu 42 mil pessoas. Apesar do sucesso de público, desde dia 17 o serviço - que funcionava aos sábados e domingos em dois horários, às 9h e às 14h - está indisponível.

O contrato de operação venceu e não foi renovado a tempo. Segundo a SPTuris, ainda não há prazo para que o projeto seja reativado. Por mês, 700 pessoas em média usavam o Turismetrô para percorrer lugares que marcaram a história paulistana, especialmente na região central. O serviço guiado era gratuito e os interessados só precisavam ter o número mínimo de passagens de metrô - ou os créditos suficientes no bilhete único - para realizar o roteiro escolhido no dia.

Os passeios eram guiados por pessoas bilíngues e conhecedoras dos locais do itinerário. Esses funcionários falavam, além do português, espanhol e inglês, dependendo do trajeto.

Havia seis roteiros regulares por fim de semana: República, Sé, Niemeyer (voltado a explorar as obras do arquiteto na metrópole) e Modernismo Paulista, além de Paulista, Liberdade e Luz. Em algumas ocasiões, durante datas comemorativas ou festivais, eram oferecidos percursos especiais.

Todas as saídas partiam da Estação Sé - onde fica o balcão do Turismetrô -, mas, dependendo do passeio, percorriam também as Estações São Bento, Anhangabaú, República, Paulista, Consolação, Brigadeiro, Luz, Tiradentes, São Joaquim e Liberdade. Os roteiros tinham previsão de duração de quatro horas.

Ajustes. Em nota, a SPTuris informou que o contrato para restabelecimento do serviço "deverá ser renovado em breve entre a São Paulo Turismo e a Secretaria de Governo Municipal, assim que forem realizados alguns pequenos ajustes no projeto". Segundo a Prefeitura, o valor do contrato do serviço em 2012 foi de R$ 376.565,40.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Veja os principais pontos aprovados pela assembleia


Fonte: Sindicato dos Metroviários

- Reajuste de 5,37% + 2,5% de produtividade, totalizando 8%;
- Reajuste de 11,51% para o VR (vale-refeição), ficando em R$ 25,65 por dia (R$ 615,60 por mês);
- Reajuste de 13,62% para o VA (vale-alimentação), aumentando de R$ 218,00 para R$ 247,69;
- Reajuste de 50% no auxílio-creche, que ficará em R$ 532,83;
- Empresa concederá uma 13ª cota de vale-alimentação no mês de dezembro de 2013.

Equiparação Salarial: a empresa se compromete, com prazo até dezembro de 2013, a regularizar as situações pendentes, analisando a lista a ser apresentada pelo Sindicato, até 15 de junho, comprometendo-se a pagar as diferenças correspondentes, em janeiro de 2014.  O Metrô também assumiu a responsabilidade de apresentar ao Sindicato – até o dia 22 de junho – a relação dos salários, nomes e datas de admissão dos trabalhadores atingidos pela Equiparação Salarial a ser feita.
 
O Metrô fez o compromisso de implantar, em 1º de junho de 2013, o divisor 200 para jornada de trabalho de 40 horas semanais e o divisor 180 para jornada de trabalho de 36 horas semanais. 
Jornada de Trabalho: o Metrô se compromete a discutir o assunto com o Sindicato, com a participação do Ministério Público do Trabalho e Ministério do Trabalho e Emprego, mantendo as cláusulas já existentes no Acordo Coletivo sobre o assunto.
 
Plano de Cargos e Salários: a proposta da empresa é reduzir de 15 para 10 anos o tempo de progressão salarial na carreira dos Técnicos de Manutenção da Gerência de Manutenção. O Metrô afirmou que, no prazo de 120 dias, fechará um acordo e uma avaliação global dos demais cargos técnicos, comunicando o Sindicato.

Metroviários aceitam proposta e greve é descartada


Por Diego Silva

Em assembléia realizada na noite dessa segunda-feira, o Sindicato dos Metroviários aceitou a proposta apresentada pelo Governo e encerrou o Estado de Greve. Com o acordo, todas as linhas do Metrô irão funcionar normalmente nesta terça-feira.

CPTM
Os ferroviários da CPTM, que também estiveram reunidos nesta noite, acataram a proposta oferecida e mantém as atividades nesta terça-feira.

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