sábado, 27 de abril de 2013

Trens modernizados do Metrô chegam a São Paulo


Fonte: Metrô

O Metrô de São Paulo recebe mais dois trens totalmente modernizados para melhorar ainda mais a qualidade dos seus serviços. Com a chegada destes dois equipamentos, já somam, desde 2010, um total de 33 trens. 

No início desta sexta-feira, dia 26, estacionaram no Pátio do Jabaquara seis vagões vindos de Cabreúva, interior da capital. Já na segunda-feira, dia 29, mais seis vagões vão chegar de Araraquara.

Os trens passarão pelos testes finais para ser implantado na Linha 1 - Azul (Jabaquara-Tucuruvi)  e na Linha 3 - Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), respectivamente.  Estes testes são iniciados ainda na fábrica durante o processo de modernização por uma equipe própria do Metrô. Para garantir maior segurança aos usuários, os trens, quando chegam ao pátio, ainda passam por testes rigorosos para entrar em operação.

Os trens modernizados ganharam novo sistema de ar-condicionado, câmeras de vigilância, sensores para detecção de fumaça, sistema de informação audiovisual (monitores e displays) e monitoramento contínuo dos equipamentos pelo operador (caixa preta), sistema de controle de patinagem e deslizamento que melhora o desempenho dos freios em condições de baixa aderência, como em tempo chuvoso.


Também foram realizadas melhorias no sistema de tração, na ergonomia e iluminação, intervenções que proporcionam ainda mais eficiência ao sistema de tração em corrente alternada (motores com controles e componentes eletrônicos mais eficientes que possibilitam menor consumo de energia).

As composições modernizadas contemplam as normas vigentes de acessibilidade, com espaços para cadeira de rodas e sinalização audiovisual de abertura e fechamento de portas. O interior dos carros traz mapa dinâmico visual das estações, comunicação em braile e dispositivos de emergência para comunicação com o operador.

As cabines dos operadores foram ainda ampliadas e receberam novo banco ergométrico e acesso mais rápido às informações geradas pela viagem, ficando as mais significativas dispostas no console de comando ou na própria cabine.

A modernização dos trens inclui ainda sistema de som que melhora a audição das mensagens sonoras eletrônicas e das divulgadas pelo operador de trem, além de pega-mão fluorescente destinado a pessoas com dificuldades visuais.

No total, serão 98 composições modernizadas, com investimentos na ordem de R$ 1,75 bilhão.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Carros de monotrilhos de SP serão mais leves


Fonte: Revista Ferroviária

A diferença de 500 quilos a menos no peso de um carro monotrilho que se move com pneus a 15 metros de altura, em relação aos trens de metrô, é a vantagem que leva os construtores desse veículo aéreo a escolher o alumínio para a construção das carcaças dos carros. O inconveniente nesta escolha é que a durabilidade do alumínio não passa de 30 anos, enquanto que os carros de aço inoxidável do metrô resistem meio século, o que, no entanto, é compensado pelo custo desse insumo, de até 40% menos que o utilizado no metrô. 

Essas foram as razões que levaram os construtores do monotrilho de São Paulo a optar pelo alumínio. Primeiro da América Latina, o trem começará com duas linhas, a 17 Ouro, que ligará Congonhas ao Morumbi, e a 15, Prata, que irá da Vila Prudente à Cidade Tiradentes. O alumínio é o material usado no Japão, desde a década de 1960. O que não ocorre nos países nórdicos, onde a opção é pelo aço inoxidável.

"A vantagem é a leveza que se ganha no sistema e na estrutura. Hoje, o alumínio tem uma resistência que atende as especificações e garantias de vida do material rodante, com duração superior a três décadas", explica Alan Moreira, presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros Sobre Trilhos (ANP/Trilhos). O executivo, que também é diretor do Grupo MPE, fabricante de monotrilhos, observa que, além de mais leve, o alumínio facilita o processo de implantação. "O monotrilho tem uma capacidade de implementação muito mais rápida que o do metro. É possível implantar 40 quilômetros de monotrilho em 40 meses sendo que a mesma extensão de metrô pode consumir até 10 anos. Outra vantagem é o custo. O monotrilho chega a custar até 40% do valor total da construção de um metro", completa Moreira. Considerando-se o fato de o monotrilho correr em vigas elevadas e o metrô exigir escavações bastante dispendiosas.

David Turbuk, gerente de concepção e sistema da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), explica que, além das qualidades do alumínio em termos de leveza, há um outro aspecto que precisa ser levado em conta. "É mais simples fabricar uma caixa de alumínio que uma de aço inoxidável. O aço exige um trabalho artesanal, sendo que o processo de produção com alumínio pode ser automatizado", afirma.

Segundo Turbuk, um carro do metrô chega a pesar 8 toneladas enquanto o do monotrilho pesa 7.500 quilos. "No caso do metrô, que corre sobre trilhos, o peso maior é irrelevante. O que não ocorre com os vagões do monotrilho, porque trafegam sobre vigas e pneus. Qualquer redução, nesse caso, é um grande ganho."

As empresas OAS e Queiroz Galvão são as responsáveis pelas obras de infraestrutura, onde serão colocados os trilhos. Os 53 trens que rodarão pelo sistema são produzidos pela canadense Bombardier em uma fábrica inaugurada há cerca de um ano em Hortolândia, no interior de São Paulo. O objetivo da empresa é transformar o local em um centro mundial de produção de monotrilhos de alta capacidade. "Aplicamos a tecnologia usada na fabricação de avião aos monotrilhos", diz Luis Ramos, diretor de Comunicação da Bombardier para a América Latina.

"Será o primeiro monotrilho de alta capacidade do mundo, considerando custo benefício", diz Ramos. A expectativa é que o Expresso Monotrilho Leste tenha capacidade para transportar meio milhão de pessoas por dia. Parte dos componentes usados na fabricação é importada da China. "A expectativa é que 60% das peças sejam nacionais, fabricadas por empresas da região de Hortolândia. Já estamos firmando parcerias com fornecedores", informa.

Metrô iniciou revitalização da estação República


Fonte: Metrô

O Metrô iniciou na quinta-feira passada, dia 18, as obras de revitalização da Estação República, que conecta as linhas 3- Vermelha e 4- Amarela. Os principais serviços serão a troca do piso do mezanino e das plataformas, o tratamento do concreto aparente das paredes, tanto internamente quanto externamente, e a recuperação das calçadas no entorno da estação.

Para garantir a segurança dos 172 mil usuários que circulam pelo local diariamente, além de comunicação visual para orientar os usuários, o Metrô vai colocar tapumes para isolar as áreas onde os serviços estiverem sendo executados. Nenhum serviço será feito na plataforma de embarque e desembarque da Linha 4- Amarela. A previsão é que as obras sejam concluídas no final de 2013.

"A estação ficará com um aspecto ainda melhor, mais funcional. A troca do piso interno, por exemplo, trará melhoria no nível de iluminamento e facilitará o serviço de limpeza, um dos motivos pelos quais o Metrô de São Paulo é mais elogiado pelo público usuário", afirma Milton Gioia, gerente de manutenção do Metrô.
 
Ainda em 2013, serão iniciados os trabalhos para revitalização das estações São Bento, Luz e Portuguesa-Tietê, na Linha 1- Azul; Corinthians-Itaquera, Artur Alvim, Vila Matilde, Tatuapé, Brás, Anhangabaú, Marechal Deodoro e Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3- Vermelha; Sumaré, na Linha 2- Verde; além de Sé, estação de conexão das linhas 1- Azul e 3- Vermelha e Ana Rosa e Paraíso, estações que integram as linhas 1- Azul e 2- Verde. No final de 2014, essas estações estarão revitalizadas.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

45 anos de fundação do Metrô de São Paulo


Fonte: Revista Ferroviária

Nesta quarta-feira a Companhia do Metropolitano de São Paulo faz 45 anos de criação. A data marca o dia da fundação da instituição. A Linha 1-Azul, a primeira do sistema, teve seu planejamento iniciado em 1968, mas sua inauguração se deu seis anos depois, em 14 de setembro de 1974.

Atualmente, o metrô paulistano possui 74,3 quilômetros de malha e cinco linhas, ligadas por 64 estações (58 operadas pelo Metrô e seis pela ViaQuatro).  As linhas do sistema se dividem em: Linha 1-Azul (Jabaquara - Tucuruvi), 2-Verde (Vila Prudente - Vila Madalena), 3-Vermelha (Corinthians-Itaquera - Palmeiras-Barra Funda), 4-Amarela (Luz-Butantã) e 5-Lilás (Capão Redondo - Largo Treze). A Linha 4-Amarela é administrada pela iniciativa privada.
 
No ano passado, mais de 1,2 bilhão de pessoas utilizaram o metrô da capital, numero que vem crescendo nos últimos anos com a inauguração de novas estações e futuramente com a conclusão das novas linhas, como a Linha 6-Laranja, Linha 15-Prata e Linha 17-Ouro, (nas duas últimas serão utilizados o monotrilho).

Sérgio Avelleda assumirá cargo no Metrô do Rio de Janeiro


Por Diego Silva

O ex-presidente do Metrô de São Paulo e da CPTM, Sérgio Henrique Passos Avelleda, foi convidado para assumir a diretoria de planejamento e expansão do Metrô do Rio de Janeiro. A notícia foi divulgada na última semana por canais de mídia de grande circulação. Grande empreendedor, Avelleda retornará ao ramo de transportes públicos após tentar êxito no setor ferroviários de carga.

Formado em Direito pela PUC de Campinas e pós-graduado em MBA executivo pela INSPER, presidiu a CPTM de 2007 a 2010. Nesse período, Avelleda fez várias intervenções na companhia, que deram um novo fôlego no transporte de passageiros de São Paulo. Antes de assumir a CPTM, Avelleda era funcionário executivo do Metrô de São Paulo. Ao assumir a presidência da companhia de trens, encontrou uma empresa em desenvolvimento, ainda com certos desafios a serem cumpridos, mas enfrentou todos. Durante esse período de sua administração, podemos citar grandes e efetivas melhorias, sendo algumas delas:

- Modernização de trens de diversas linhas; Construção de novas estações; Aquisição de 48 novos trens de última geração; Unificação do Centro de Controle Operacional; Programa Usuário Amigo; Ciclovia do Rio Pinheiros; Nova identificação visual da CPTM; Aproximação com o usuário; SMS-Denúncia; Expresso Turístico; Ciclista Cidadão; Câmeras de vigilância em todas as estações; Implantação de câmeras à bordo dos trens; Padronização da frota para oito carros/trem; Cobertura total de grande parte das estações; Redução significativa do intervalo entre trens; Programa Dirigente de Plantão; Acessibilidade; Atuação com redes sociais (abertura de sugestões e críticas, espaço posteriormente fechado com a troca de presidência)

Após um trabalho reconhecido na Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, Avelleda foi convidado pelo atual governador Geraldo Alckmin para retornar ao Metrô de São Paulo, agora como diretor presidente. Ciente do desafio e já conhecedor da instituição, Avelleda retornou às origens e administrou a Companhia do Metropolitano de São Paulo por alguns meses. Dentre os muitos feitos, podemos citar:

- Entrega da primeira fase da Linha 4-Amarela; Entrega dos primeiros cinco trens modernizados para a população usuária das linhas 1-Azul e 3-Vermelha; Aquisição dos 26 novos trens da Linha 5-Lilás; Início das obras de construção do Monotrilho da Linha 15-Prata; SMS-Denúncia; Maior segurança; Identificação dos trens para melhor atuação em situações de emergência; Atuação com redes sociais (abertura de sugestões e críticas, atuação em problemas centrais e visitas técnicas/institucionais).

De uma humildade sem precedentes, Sérgio Avelleda é um profissional de caráter. Sabe trabalhar sem atacar inimigos, sabe agir sem precisar derrubar ninguém. Dono de um carisma sem igual, terá sucesso similar ao que teve em São Paulo agora nesse novo desafio. Além de empreendedor (deu início à muitos projetos de sucesso tanto na CPTM quanto no Metrô-SP, como o SMS-Denúncia, o Expresso Turístico e a aproximação do Metrô com as redes sociais), terá boa comunicação com seus novos companheiros de trabalho. Que tenha uma boa sorte nessa nova jornada e que tenha muito sucesso, colhendo bons frutos!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Metrô SP lança edital para Linha 15-Prata


Fonte: Revista Ferroviária

O Metrô de São Paulo publicou na última quinta-feira (18/04) o edital referente ao fornecimento e implantação dos sistemas de alimentação elétrica e auxiliares para o trecho São Lucas-Hospital Cidade Tiradentes da Linha 15-Prata, que será o monotrilho da extensão da Linha 2-Verde. 

A licitação é do tipo menor preço. A vencedora da licitação terá 47 meses a partir da data da assinatura para efetuar a obra que esta orçada em R$ 700.758.994,07.

As propostas e os documentos para habilitação deverão ser entregues na sessão pública que será realizada no dia 17 de maio, na Rua Boa Vista, 175, 2º Andar.  O edital pode ser obtido gratuitamente por meio da Internet, no site www.metro.sp.gov.br.

A Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo será uma linha de monotrilho com 24,6 quilômetros de extensão e 17 estações, ligará os distritos de Vila Prudente e Cidade Tiradentes e integrará os terminais de ônibus de Vila Prudente, Sapopemba, São Mateus e Cidade Tiradentes.

Monotrilho da Linha 15 candidato a prêmio mundial


Fonte: Revista Ferroviária

Em reconhecimento das melhores práticas no transporte público, o projeto da Linha 15-Prata no Metrô está entre os candidatos ao prêmio da União Internacional dos Transportes Público (UITP), na categoria de projeto mais inovador. O projeto Expresso Monotrilho Leste, Linha 15-Prata do Metrô, coloca São Paulo na vitrine do transporte público urbano mundial. São Paulo é a primeira cidade do mundo a implementar a nova tecnologia de Monotrilho de alta capacidade como sistema público de transporte massivo.

A premiação será realizada durante a 60ª edição do Congresso Mundial de Mobilidade e Transporte Público da UITP, que decorrerá em Genebra, na Suíça, de 26 a 30 de Maio. O congresso, que acontece a cada dois anos, é o maior e mais importante fórum de operadores e indústria do transporte público urbano. Tem como objetivo apresentar grandes projetos, discutir sobre mobilidade urbana, além de mostrar melhores práticas, inovações e tecnologia.

O novo sistema de Monotrilho de alta capacidade é candidato ao prêmio mundial da UITP porque permite mudar as regras do jogo. As suas vantagens são únicas, uma capacidade de transporte muito elevada e uma infra-estrutura leve, elegante e fácil de construir, que reduz significativamente o preço da construção e os prazos de implantação.

A nova Linha 15-Prata do Metrô vai conectar as estações de Vila Prudente e Cidade Tiradentes na zona Leste da cidade, um percurso de 24 km e 17 estações onde vão circular 54 novos trens de monotrilho, cada um com capacidade para transportar 1000 passageiros, vai permitir transportar meio milhão de passageiros cada dia. A linha também é equipada com um sistema de controle automático de trens BOMBARDIER CITYFLO 650, que permite um intervalo dinâmico de circulação entre trens de apenas 75 segundos. Atualmente, um morador da zona Leste leva mais de duas horas nesse percurso, tempo de viagem que com o Monotrilho será reduzido para apenas 50 minutos.

A execução do projeto da Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo está sob responsabilidade do Consórcio Expresso Monotrilho Leste, composto pela parceria das empresas Queiroz Galvão, OAS e Bombardier, vencedor da licitação realizada em 2010 pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô).

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Cartões do bilhete único mensal serão aceitos no Metrô


Fonte: Estadão

Técnicos do governo do Estado que acompanham a implantação do bilhete único mensal concluíram que o novo cartão poderá ser aceito nos trens do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Falta, agora, o governo tomar a decisão política de adotar, na rede metroferroviára, a cobrança de uma única tarifa, mensal, dentro da rede sobre trilhos da Grande São Paulo.

Para decidir isso, os técnicos precisam avaliar quantas pessoas devem usar os novos bilhetes e quantas vão continuar a comprar os créditos comuns, debitados diariamente, da forma como é feita hoje.

A estimativa do Estado é que de 10% a 20% dos passageiros façam a migração para o bilhete único mensal.

Essa conta é necessária para determinar se será preciso o Estado fazer aporte de subsídios para a operação do metrô e dos trens. Na rede de ônibus, a estimativa é que esse valor chegue a R$ 400 milhões por ano.

O Metrô, historicamente, opera sem aporte de subsídios: o valor pago pelos passageiros consegue sustentar toda a operação. Mas a CPTM precisa de cerca de R$ 500 milhões por ano para manter a passagem no mesmo patamar de metrô e ônibus (com linhas e distâncias maiores, a operação é mais cara).

A expectativa é que a decisão sobre a adoção ou não da cobrança única, mensal, saia até novembro, quando isso vai começar nos ônibus.

Até as 18 horas dessa terça-feira (16), 5.833 pessoas haviam feito cadastro para obter o bilhete único mensal, segundo a SPTrans.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Monotrilho do Grande ABC terá obra neste ano


Fonte: R7

O monotrilho da linha 18-Bronze do metrô, que vai ligar São Paulo a três cidades do Grande ABC, deve ter a licitação para obras publicada em 90 dias. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta terça-feira (16) que as obras do novo modal, primeiro a entrar no Grande ABC, deverão começar ainda neste ano.

Cerca de 300 mil passageiros deverão usar a nova linha. As cidades do Grande ABC estão entre as regiões mais carentes de transporte público de toda a região metropolitana — os ônibus são os mais mal avaliados pela Secretaria de Transportes Metropolitanos. A linha 18 deverá ter 12 estações e 14,3 km de comprimento. Ela vai ligar a estação Tamanduateí, da Linha 2-Verde, na zona sul da capital paulista, onde haverá conexão gratuita com o metrô, até a futura estação Paço Municipal, no centro de São Bernardo do Campo, passando por São Caetano do Sul e por Santo André.

Os estudos básicos dessa linha preveem que, posteriormente, o ramal poderá ser estendido até o bairro Alvarenga, nas proximidades da divisa entre São Bernardo e Diadema. A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos espera que a linha seja feita por meio de uma PPP (parceria público-privada).

As cidades do ABC, grande parte sob comando de prefeitos petistas, fez durante os últimos dois anos várias negociações com o governo federal para obter recursos para essa linha, como conta o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT).

— A linha 18 finalmente parece que vai. Era uma linha prevista para 2025. A partir de nossa intervenção em 2009, São Bernardo apresentou o projeto funcional, portanto há viabilidade técnica para fazer.

Os repasses são do governo federal, parte deles obtidos pelo PAC 2 (Plano de Aceleração do Crescimento para Grandes Cidades). Ele classificou a obra como estratégica para toda região do ABC.

— E ajuda São Paulo também, porque se você tira carros e pessoas que vêm para São Paulo de transporte coletivo, ajuda todo mundo.

O restante dos recursos virá do parceiro privado, segundo a modelagem feita pelo governo do Estado. A previsão é de que o prazo de concessão da linha seja de 25 anos. As obras devem demorar até quatro anos para ficar prontas.

JHSF inaugura Shopping Metrô Tucuruvi


Fonte: DCI

Com mais de 32 mil metros quadrados de Àrea Bruta Locável (ABL), a JHSF abre as portar de seu mais novo shopping center, o Shopping Metrô Tucuruvi, nesta quinta-feira (18) ao público da Zona Norte de São Paulo (SP).

Com investimento de R$ 238,4 milhões, o empreendimento agrega grandes lojas âncoras como Renner, C&A, Riachuelo, Marisa, Casas Bahia, Magazine Luiza entre tantas outras.

Segundo Robert Harley, diretor de shoppings da JHSF, ele vem para atender a carência que a região tem de grandes empreendimentos e está agregado a estação de metrô do mesmo nome. “Esse é o único empreendimento com conceito diferenciado na região”, disse ele.

O empreendimento ainda não está 100% finalizado, tanto que as entradas para o empreendimento na estação do metrô só serão definitivamente abertas no próximo mês.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Monotrilho da Linha 15 trará benefícios para a Linha 3-Vermelha


Por Diego Silva

Em reunião bimestral ocorrida no Centro de Controle do Metrô na noite desta terça-feira, um dos principais temas levantados foi o alívio de demanda na Linha 3-Vermelha com a inauguração do monotrilho da Linha 15-Prata. Hoje, existe muita demanda reprimida em áreas que futuramente a nova linha alcançará. Seria o caso de bairros como Cidade Tiradentes, São Mateus, Sapopemba e arredores.

Atualmente, a Linha 3-Vermelha é a linha mais carregada do mundo. Quem utiliza o trecho nos deslocamentos diários sabe bem o que acontece: é muita gente, o tempo todo. Aos poucos, o conceito de pico e vale está caindo por terra. Qualquer hora é hora de fluxo grande. Mas o que acontece de verdade: as estações da leste-oeste estão concentradas em pontos estratégicos, ligadas à terminais de ônibus, que complementam a viagem dos paulistanos. Com a construção do Monotrilho, os usuários dos ônibus deverão migrar aos poucos para a Linha 15-Prata.

Para tanto, é necessário um processo de redistribuição da demanda. O Metrô prometeu para este ano a entrega das duas primeiras estações (Vila Prudente e Oratório), onde o primeiro trem irá circular. Para o fim de 2014, princípio de 2015, a Linha 15 deverá chegar em São Mateus, que é um ponto importante da zona leste: conta com um terminal de ônibus da EMTU e outro da SPTrans.

O alívio esperado é que os usuários que seguem para estações como Itaquera, Penha, Carrão e Tatuapé para embarcar em ônibus de linhas alimentadoras passem a usar o Monotrilho como principal deslocamento. Lembrando que cada trem deverá carregar 1000 pessoas por viagem, sendo o primeiro sistema de monotrilho de alta capacidade do mundo. Assim como toda linha de Metrô paulistano, já deverá nascer muito saturada, apesar de aliviar, em partes, outra linha que já sofre do mesmo mal há muito tempo.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Metrô e CPTM terão intervalos menores em 2014, diz Alckmin


Fonte: G1

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), anunciou nesta quinta-feira (11) que os trens do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) terão intervalos menores em 2014 nos horários de pico. A estimativa é que o intervalo entre as composições caia de cinco para três minutos na CPTM. No Metrô, o tempo de espera cairá de 120 segundos para 85.

Questionado se as tarifas do Metrô e da CPTM serão reajustadas em junho, como o valor da passagem dos ônibus municipais, o governador disse acreditar que isso deve ocorrer na mesma data.

“Normalmente o reajuste de trem e metrô é em fevereiro, a cada 12 meses. No sentido de colaborar e evitar a alta da inflação, nós também estamos cobrindo um subsídio importante, provavelmente também será em junho”, afirmou Alckmin, após visita às obras do estádio do Corinthians, na Zona Leste de São Paulo.

Alckmin disse ainda que a adoção do Bilhete Único Mensal para os trens e Metrô está sendo estudado pela Secretaria de Transportes Metropolitanos.

domingo, 14 de abril de 2013

Metrô fará campanha para uso correto de lixeiras de coleta seletiva


Fonte: Metrô

A partir da próxima segunda-feira (15), o Metrô dará início a uma campanha de conscientização sobre o uso de recipientes de coleta seletiva existentes nas suas 58 estações. Instalados nos mezaninos de acesso, os conjuntos de aço escovado foram identificados com comunicação visual própria e adaptados para receberem papel, plástico, metal, vidro e lixo não reciclável que os usuários normalmente descartam durante a permanência no sistema metroviário. 

O objetivo da iniciativa é demonstrar a importância da seleção do lixo que pode ser reciclado posteriormente e a forma correta de depositá-lo nos recipientes. Nas áreas de circulação, serão afixados cartazes com dizeres como: “Lixeiras para coleta seletiva do Metrô. Bom para você, melhor ainda para o meio ambiente”.        
          
Os próprios recipientes foram reutilizados e adaptados para o projeto. As peças de aço inox retiradas das plataformas foram reaproveitadas por técnicos de manutenção do Metrô.
 
O Metrô já se preparou para esclarecimento de eventuais dúvidas dos usuários. Folhetos com o slogan “Coleta seletiva no Metrô: uma mudança que começa nas estações e continua fora delas” serão distribuídos para funcionários e terceirizados, além de cartazes que serão colocados nas áreas internas das estações, visando engajá-los na campanha.    
       
A coleta e destinação adequada dos resíduos serão feitas pelas empresas contratadas pela Companhia para os serviços de limpeza das estações.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Cartão BOM é ampliado para mais três estações do Metrô


Fonte: Metrô

Amanhã, sexta-feira (12/04), três estações da Linha 1 Azul do Metrô passam a aceitar o Cartão BOM (Bilhete do Ônibus Metropolitano). São elas: Liberdade, Jardim São Paulo e Parada Inglesa. O BOM proporciona aos usuários mais agilidade na integração entre os sistemas de transporte por ônibus e sobre trilhos, já que não há necessidade do uso de outro cartão ou bilhete para o pagamento da tarifa.

O BOM passará a ser aceito em 74 estações do Metrô e da CPTM e no final do processo, 600 linhas de ônibus intermunicipais, gerenciadas pela Empresa Metropolitana de Transportes - EMTU/SP, estarão conectadas com 153 estações, beneficiando 500 mil pessoas por dia.

Veja a relação das estações que aceitam o Cartão BOM no endereço www.cartaobom.net.

terça-feira, 9 de abril de 2013

'Tarsila' e 'Lina' farão túneis do Metrô


Fonte: Estadão



No próximo dia 25, uma quinta-feira, "Tarsila" chegará ao Porto de São Sebastião, no litoral norte do Estado. Pesando cerca de 630 toneladas e medindo 6,9 metros de diâmetro, ela será uma das duas "artistas" que vão construir os túneis da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo, que ligará Santo Amaro à Chácara Klabin, na zona sul da cidade.

"Tarsila" e "Lina" são os nomes que os engenheiros da Companhia do Metropolitano deram aos shields que escavam os túneis. Os equipamentos, também conhecidos por aqui como "tatuzões" (desta vez, tatuzetes, segundo o próprio Metrô) estão neste momento cruzando o Oceano Atlântico, vindos do Porto de Antuérpia, na Bélgica. Os nomes são em homenagem à pintora Tarsila do Amaral e à arquiteta Lina Bo Bardi. O barco que traz Lina chega em maio. 

As duas vão se juntar a um terceiro tatuzão, que já está na cidade. Embora não tenha sido batizado com nome de artista, ele já tem uma obra "assinada": o túnel da Linha 4-Amarela, que hoje liga o Butantã, na zona oeste, à Luz, no centro. A máquina, que teve parte dos equipamentos trocados por causa do uso, é a mesma que fez a linha mais nova da cidade. Ele é maior: tem 10,5 metros de diâmetro e pesa 1.800 toneladas. Será a primeira vez que três equipamentos do tipo estarão em operação simultânea na cidade. As máquinas, "xodós" dos engenheiros do Metrô, são admiradas pelos técnicos por causa da praticidade.

Ao mesmo tempo que as gigantescas brocas vão cavando os túneis, o restante da estrutura das máquinas já vai fixando as placas de concreto que darão sustentação aos túneis, o que torna a obra muito mais rápida. E pressa é a palavra de ordem na construção dessa linha, cuja promessa original era que ficasse pronta até 2012.

Além disso, a máquina ameniza o "inferno" que é o subterrâneo: os túneis são úmidos, abafados e a diferença de pressão entre o nível do solo e a área de escavação piora ainda mais o ambiente. "Antigamente, para escavar um túnel, nós e os operários precisávamos passar por uma câmara de descompressão, às vezes alguém ficava até surdo", conta Luís Bastos Lemos, gerente do empreendimento da Linha 5. Com os shields, apenas uma pequena parte da obra, à frente das brocas, tem a pressão atmosférica diferente do nível do solo. 

Além disso, os tatuzões dispensam o uso de explosões para abertura dos túneis, algo complicadíssimo de ser feito em uma área urbana como a capital. 

Planejamento. As tatuzetes vão chegar por São Sebastião porque é o porto mais adaptado para equipamentos desse tipo; várias megamáquinas já entraram por ali. Outra vantagem é que o caminho para São Paulo não inclui túneis. Os equipamentos chegaram ao Porto de Antuérpia de trem. As máquinas foram fabricadas na Alemanha, pela empresa Herrenknecht. O trajeto entre o litoral e a capital será feito de caminhão. 

A logística trabalhosa não é só no transporte. Cada shield vem em seis contêineres, e a montagem dura três meses. As paredes de concreto dos túneis, que saem de uma fábrica montada em um canteiro próximo da Estação Santo Amaro, são fabricadas, empilhadas, transportadas e montadas seguindo uma ordem numérica preestabelecida: quando uma é feita, os gerentes da obra sabem exatamente onde será fixada, em um processo controlado por computador. São 11 km de placas, cada uma tem 1,5 metro de largura. 

Obras. O projeto da Linha 5 prevê que o trecho entre a Estação Adolfo Pinheiro, já em obras, e a futura Estação Eucaliptos, em frente ao Shopping Ibirapuera, será feito em um único túnel - aí a razão do tatuzão maior. Dali em diante, até Chácara Klabin, serão dois túneis, um para cada sentido do trem. Trabalho para as duas tatuzetes.

A promessa é entregar o prolongamento da Linha 5-Lilás em 2015. É a aposta do Metrô para aliviar as superlotadas Linha 4-Amarela e Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), além de facilitar a vida de quem mora na zona sul. 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Bilhete Único Mensal, a R$ 140, será vantajoso a partir de 46 viagens


Fonte: G1

O Bilhete Único Mensal deve custar R$ 140 e será vantajoso para quem faz a partir de 46 viagens mensais, afirmou nesta terça-feira (2) o prefeito Fernando Haddad (PT). A nova modalidade de pagamento começa a valer em novembro, conforme o prefeito havia adiantado em entrevista ao G1.

“Os estudos preliminares são de R$ 140  a valores de janeiro de 2013, que é a data referência”, afirmou Haddad.

Entretanto, o custo para o passageiro citado por Haddad nesta manhã, que é o mesmo divulgado ainda na campanha, pode ser maior. O secretário de Transportes, Jilmar Tatto, lembrou que o valor do Bilhete Mensal pode ser alterado. “Se tiver alguma mudança tarifária em relação a isso possivelmente pode mudar esse valor. É sempre proporcional”, disse Tatto.

A prefeitura trabalha com a possibilidade de o aumento da tarifa básica nos ônibus ocorrer no primeiro semestre.
 
Cadastro
Para ser beneficiado pela nova modalidade de cobrança, o passageiro precisa fazer o cadastramento para ter direito ao Bilhete Mensal. O cadastro começará a ser feito a partir de segunda-feira (15), no site da SPTrans.

A emissão da primeira via do Bilhete Único Mensal será gratuita. O usuário que precisar solicitar uma segunda via deverá pagar o valor de sete tarifas comuns (R$ 3) ou de dez tarifas de estudante (R$ 1,5). Não será possível transferir os créditos do Bilhete Único para o Bilhete Único Mensal.

Os custos para a implantação do projeto aos cofres públicos municipais são estimados em R$ 400 milhões, segundo a prefeitura. Contra fraudes, o novo cartão do Bilhete Único Mensal terá impresso o nome do usuário, CPF e foto digitalizada. Ainda não há previsão para o uso do sistema biométrico através da leitura de digitais.

A administração municipal espera que seis milhões de usuários se cadastrem. A inscrição para ter direito ao benefício será feita até o final do ano. O uso do Bilhete Mensal valerá para quem tiver o Bilhete Único comum ou o Vale Transporte (modelo de pagamento usado por empresas para funcionários). Os empregadores poderão adotar o Bilhete Mensal como Vale Transporte após acordo com os funcionários.

Inicialmente, o cadastramento só poderá ser feito pela internet. Em um segundo momento, isso deverá ser feito também nos postos de atendimento da SPTrans. O cartão será entregue pelos Correios ou poderá ser retirados nos postos da SPTrans.

Segundo a Prefeitura, o Bilhete Único Mensal será vantajoso para o usuário que faz mais de 46 viagens por mês. Com o novo cartão, o passageiro poderá fazer quantas viagens de ônibus quiser durante um mês. O prazo de 30 dias começará a contar na primeira viagem que o usuário fizer após recarregar o cartão.

A Prefeitura estuda ainda um bilhete único diário e outro semanal, que poderão ser implantados após o início da operação do Bilhete Único Mensal.

Segundo o secretário de Transportes, Jilmar Tatto, o novo sistema representará economia e “maior flexibilidade, facilidade de usar o transporte público de noite, de madrugada, nos fins de semana, dando maior mobilidade”.

Fraudes
Para evitar fraudes, o Bilhete Único Mensal terá a foto do usuário. “Haverá rigor e controle para evitar fraudes no sistema de transporte”, disse Tatto. O design dos bilhetes ainda será definido, mas eles terão o nome do usuário, CPF e foto digitalizada.

A administração municipal irá fazer também um monitoramento dos hábitos dos usuários. A utilização do cartão fora dos horários rotineiros do passageiro será observada. Entretanto, não foram divulgados possíveis sanções ou medidas adotadas para responsabilizar usuários por uso irregular.

A Prefeitura de São Paulo afirma que a implantação do Bilhete Mensal não deve gerar aumento no fluxo de passageiros nos horários de pico. A administração municipal, entretanto, acredita que os usuários poderão tomar mais ônibus em outros horários.

De acordo com o prefeito, está em negociação com o governo estadual a integração do Bilhete Único Mensal com o Metrô e a CPTM: a questão técnica já foi superada, restando agora os cálculos financeiros para a ampliação do Bilhete Mensal.

Nos próximos dias, a Prefeitura deverá convocar uma audiência pública para discutir a tecnologia que será usada na implantação do Bilhete Mensal. Em seguida, será lançado o edital que tratará não apenas do Bilhete Mensal, mas de todo o sistema de ônibus. O atual contrato com as concessionárias do transporte público municipal acaba em julho.

domingo, 7 de abril de 2013

Menos sufoco nas estações do Metrô


Fonte: Diário de São Paulo

Apesar da demanda crescente do Metrô  paulistano, nove estações registraram  redução no número de pessoas que passaram pelas catracas em dias úteis no ano passado. As maiores quedas ocorreram na Vila Madalena e no Anhangabaú.

Pela Vila Madalena, Zona Oeste, entraram, em 2012, 28 mil usuários por dia. No ano anterior, a média era de 31 mil entradas. No Anhangabaú, no Centro, a redução foi de 88 mil passageiros em 2011 para 80 mil no ano passado.

O consultor em transporte Horácio Figueira afirma que a inauguração das estações da Linha 4-Amarela em 2011 provocou uma redistribuição na rede. “Isso, porém, não alivia o Metrô como um todo, pois o novo tronco também atrai novos usuários.”  Os números comprovam a tese: no geral, o total  de usuários  cresceu 8%.

“Para entender por que as estações perderam  passageiros é preciso uma pesquisa que leve em conta linhas de ônibus.” No caso do Anhangabaú, diz Figueira, há uma linha de ônibus importante que tem o Campo Limpo como origem. “Cito um exemplo pessoal. Usuários dessa linha que antes pegavam Metrô  no Anhangabaú podem ter migrado para a parada Faria Lima. Eu já fiz isso.”

O analista  Marcelo Santos, de 38 anos, é um exemplo de usuário que deixou a Vila Madalena. Morador da Rua Girassol, ele prefere  a Faria Lima para ir ao Centro. “Vou à República sem baldeação”, diz. A República, que integra a Linha Amarela desde setembro de 2011, é a estação cuja procura mais cresceu – passou de 85 mil usuários por dia em 2011 para 172 mil em 2012. Com isso, as entradas na Sé diminuíram 2%.

sábado, 6 de abril de 2013

Incêndio no Centro de Controle da CPTM causa problemas em SP


Por Diego Silva

Um princípio de incêndio no Centro de Controle Operacional da CPTM ainda causa muitos problemas na circulação das linhas de trem em São Paulo. Desde as 13h, equipes dos Bombeiros estão no local para eliminar os focos e garantir a segurança.

Sem ninguém nos controles, todas as linhas apresentam lentidão ou paralisação completa. As informações expostas em todos os canais de mídia apontam que um curto circuito foi a causa do incêndio. Não há registro de vítimas. Por conta da paralisação dos trens em São Paulo, a alternativa para algumas regiões está sendo o Metrô.

Acompanhe as informações atualizadas a todo instante no blog 'CPTM em Foco' (www.cptmemfoco.blogspot.com) e pelo Twitter (www.twitter.com/cptm_emfoco). As atualizações também são constantes no perfil do Facebook (www.facebook.com/cptm.emfoco).

quinta-feira, 4 de abril de 2013

São Paulo investe só 44% do previsto no Metrô


Fonte: Estadão

Apesar de manter obras em quatro linhas simultaneamente, o que nunca havia ocorrido na capital, o governo de São Paulo investiu apenas 44% do orçamento previsto para 2012 na expansão do metrô paulista. O total de recursos previsto para os trilhos no ano passado era de R$ 4,9 bilhões. Ao fim do ano, entretanto, R$ 2,1 bilhões foram efetivamente gastos.

O desempenho é reflexo, segundo o próprio governo, da dificuldade que o Estado têm em obter licenças ambientais, uma exigência legal, e por causa de recursos judiciais e processos de desapropriações. Ou seja: os recursos estão disponíveis, mas não podem ser gastos por causa de uma série de trâmites burocráticos. "A execução do orçamento de 2012 em obras que dependiam exclusivamente do Metrô foi bem alta, como a recapacitação e modernização da Linha 3-Vermelha, com execução em 91,3%. Por outro lado, o Metrô foi impedido de executar parte do orçamento previsto em algumas obras por fatores exclusivamente externos, como recursos judiciais, demora na concessão de licença ambiental, entre outros", afirma a Companhia do Metropolitano, em nota.

No texto, o Metrô argumenta que "a análise do ritmo de obras de mobilidade, levando em conta apenas um dado técnico como execução orçamentária, é simplista e pode induzir a erro os leitores". Entretanto, os gastos abaixo do esperado são consequência desses atrasos burocráticos, como ocorre por exemplo no caso da Linha 17-Ouro, monotrilho que ligaria o Aeroporto de Congonhas ao Morumbi, com duas conexões com a rede metroferroviária (na Linha 1-Azul e na Linha 9-Esmeralda, da CPTM).

Prometido para a Copa do Mundo, o Estado já descartou a inauguração do projeto antes dos jogos do ano que vem. Ali, os gastos ficaram em 44% do previsto para 2012. O outro monotrilho em obras na cidade, a Linha 15-Prata, que ligará Vila Prudente à Cidade Tiradentes (na zona leste), também teve menos gastos do que o previsto, por causa de demora no licenciamento ambiental.

Linhas subterrâneas
Entre as outras linhas em obras, a que teve menor gasto porcentual foi a Linha 4-Amarela. O ramal tem seis estações em funcionamento e há obras para construção de mais cinco. A previsão é de que essas obras consumissem R$ 471 milhões em 2012. Só foram gastos R$ 136 milhões. Ali, as obras atrasaram porque o Estado demorou a adaptar-se às regras do financiador, o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Já na Linha 5-Lilás, na zona sul, os investimentos ficaram em R$ 764 milhões, quando a previsão era de R$ 1,5 bilhão. A culpa, segundo o Estado, foi de atrasos em desapropriações e mudança de projeto para atender às licenças de instalação. Esse ramal é tido como a solução para desafogar gargalos criados nas conexões da Linha 4, superlotada, em parte, pelo fato de a Linha 5 ainda não estar pronta.

Sindicato denuncia riscos na Estação Higienópolis



Fonte: O Estado de São Paulo

O Sindicato dos Metroviários informou que técnicos da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) encontraram, no ano passado, problemas na construção da laje no fundo do poço 2 da futura Estação Higienópolis-Mackenzie, que servirá de entrada para os passageiros. A obra fica na esquina das Ruas da Consolação e Piauí, na região central da cidade, bem ao lado da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A parada atenderá à Linha 4-Amarela (Luz-Butantã) e deverá ser inaugurada em 2014, conforme o calendário da Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos. As obras ali começaram em 2004. De acordo com o sindicato, que nos últimos dias divulgou uma carta aberta à população sobre o assunto, com a identificação desse problema, as obras tiveram de ser paralisadas e, com isso, houve atrasos no cronograma. Ainda segundo o texto entregue aos passageiros do sistema, haveria "risco de repetição da tragédia da Estação Pinheiros", caso os técnicos da empresa não tivessem achado a falha, que em nenhum momento foi especificada pelo órgão.

Até mesmo o título do panfleto - "Metroviários evitam tragédia na Linha 4" - também alude à tragédia de 7 de janeiro de 2007 nas obras da Estação Pinheiros, na Rua Capri, na zona oeste da capital. O canteiro desabou, engolindo caminhões, equipamentos e um micro-ônibus, o que resultou na morte de sete pessoas.

O diretor de Comunicação do sindicato, Ciro Moraes, disse que a conclusão da laje estava nas metas do Metrô para que fossem calculados os lucros do programa de participação nos resultados da empresa. "Contraditoriamente, nossos técnicos, que também se beneficiariam se as metas fossem batidas, constataram que a obra estava meia-boca e não estavam dando a devida infraestrutura segura na conclusão daquele local", afirmou.

"Os técnicos viram que o trabalho tinha de ser refeito. A pavimentação da laje não estava nos padrões de segurança exigidos", afirmou Moraes.

Sem risco. Procurado, o Metrô de São Paulo, responsável pela obra, admitiu que a obra teve de ser suspensa "por 25 dias", mas afirmou que "não houve risco à obra do poço 2 da futura Estação Higienópolis-Mackenzie".

A versão da empresa, que é controlada pelo governo do Estado, indica que "na fase final de escavação, em decorrência de um fluxo de água além do previsto, foi necessária a reavaliação de procedimento para a continuidade da obra" na Linha 4-Amarela. Segundo nota enviada pelo Metrô, esse tipo de ação é "rotineira" em trabalhos subterrâneos.

O texto oficial informa que, "para controle do fluxo de água, a escavação foi suspensa por 25 dias, prazo que não interfere no cronograma da obra". Além disso, alega o Metrô, o início da operação desta estação está previsto para o segundo semestre do ano que vem.

O Metrô de São Paulo também informou que, desde janeiro deste ano, "a obra da futura Estação Higienópolis-Mackenzie está em pleno desenvolvimento e já foram executados 60% do total da obra civil".

Metrô obtém licença ambiental da extensão da Linha 2 até Dutra


Fonte: Metrô

O Metrô de São Paulo obteve, no dia 27 de março, a Licença Ambiental Prévia da  Linha 2- Verde,  trecho Vila Prudente/Dutra, emitida pela CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).
O Metrô agora dará início ao processo de solicitação da Licença Ambiental de Instalação - LAI, que permite começar as obras.

A expansão da Linha 2-Verde, de Vila Prudente a Dutra, terá 13,5 km e 12 estações: Orfanato, Água Rasa, Anália Franco, Vila Formosa, Guilherme Giorgi, Nova Manchester, Aricanduva, Penha, Penha de França, Tiquatira, Paulo Freire e Dutra. Com o prolongamento, a Linha 2-Verde fará interligação com a Linha 3-Vermelha, na estação Penha, e com a futura Linha 6- Laranja (na estação Anália Franco).

A extensão da Linha 2- Verde, que está em fase de pré-qualificação das empresas interessadas na obra, também terá conexões com três linhas da CPTM: 11- Coral, na estação Penha, 12- Safira e a futura 13-Jade, na estação Tiquatira, e com a Linha 15- Branca, em monotrilho, na futura Estação Vila Prudente.

As previsões são para início das obras já neste ano de 2013. Com a linha completa em operação, de Vila Madalena até as proximidades de Guarulhos, cerca de 1,7 milhão de passageiros serão transportados diariamente, em média. O investimento previsto para realização dessa obra é R$ 8,8 bilhões.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Extensão da Linha 2 fica R$ 1 bilhão mais cara


Fonte: Valor Econômico

Depois de quase seis meses do lançamento do edital do prolongamento da Linha 2-Verde do metrô de São Paulo, o investimento total no projeto, previsto pelo governo de São Paulo, ficou R$ 1,1 bilhão mais caro. A obra vai estender a linha da Vila Prudente, na região leste de São Paulo, à rodovia Presidente Dutra, próximo à divisa com Guarulhos, terá 13,5 quilômetros de extensão e 12 estações. O projeto recebeu na semana passada licença ambiental prévia.

O lançamento do edital da obra ocorreu em 15 de outubro de 2012 e foi feito pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), em ato na estação Corinthians-Itaquera, na região leste. Na época, Alckmin afirmou que o investimento total, incluindo trens, sistema elétrico e obras, chegaria a R$ 7,7 bilhões, com recursos totalmente aplicados pelo governo do Estado. Ontem, o Metrô informou que o investimento saltou para R$ 8,8 bilhões, 14,3% a mais do que o inicialmente previsto.

De acordo com o Metrô, o processo de pré-qualificação para contratação das obras de extensão da Linha 2-Verde está em andamento e ainda não há valor final para o intervenção, já que ainda não há projeto básico da obra. "Os custos estimados para a licitação só serão estabelecidos após a conclusão dos projetos básicos. O valor de R$ 8,8 bilhões é apenas uma projeção, que é uma exigência legal", informou a empresa em nota.

O Metrô afirmou ainda que para o financiamento do projeto está contratando uma linha de R$ 1,5 bilhão com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e que estuda outras formas de financiamento. A estimativa da companhia é concluir o primeiro trecho do projeto no fim de 2018 e a linha completa em 2019.

A licença prévia foi emitida pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), mas ainda não permite o início das obras. De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô, para garantir o começo da intervenção, a companhia entrará agora com processo de solicitação da licença ambiental de instalação.

Com o prolongamento, a Linha 2-Verde, que começa na Vila Madalena, região oeste de São Paulo, fará interligação com a Linha 3-Vermelha, na estação Penha. O número de passageiros que serão transportados quando a obra estiver concluída também mudou. No lançamento do edital do prolongamento, a previsão era que esse número saltaria para 1,1 milhão. Agora, a previsão é transportar 1,7 milhão de passageiros.

A linha é uma das sete previstas para os próximos anos pela Secretaria de Transportes Metropolitanos. Até 2015, o sistema metroferroviário deve receber mais 30 quilômetros de metrô e 41 quilômetros de trem da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Entre os projetos previstos para os próximos anos estão a conclusão da Linha 4-Amarela do metrô (Luz-Vila Sônia), obras da extensão da Linha 5-Lilás (Santo Amaro-Chácara Klabin), início do monotrilho da Linha 17-Ouro (Aeroporto de Congonhas-Morumbi), da Linha 13-Jade da CPTM (Engenheiro Goulart-Aeroporto de Guarulhos), do monotrilho da Linha 15-Prata (Vila Prudente-São Mateus), da Linha 6-Laranja (Brasilândia-São Joaquim), e da Linha 20-Rosa (Lapa-Moema).

terça-feira, 2 de abril de 2013

Linha 15-Prata: Monotrilho Leste pode operar já em 2013


Fonte: Portal Mobilize

O primeiro trecho do monotrilho da zona Leste da cidade de São Paulo, que ligará o bairro Cidade Tiradentes à estação Vila Prudente da linha 2 – Verde do Metrô, deverá ficar pronto ainda em 2013. Nessa etapa, serão entregues 2,9 km de via, as estações Vila Prudente e Oratório e o Pátio Oratório. A obra faz parte do projeto da Linha 15 – Prata, do monotrilho de São Paulo, que terá extensão total de 24,5 km, 17 estações e dois pátios de estacionamento e manutenção de trens, atendendo 500 mil usuários por dia até o final de 2016.

A implantação do sistema elevado e segregado do viário, sem similar no Brasil, está sob a responsabilidade do Consórcio Expresso Monotrilho Leste. Segundo o consórcio, o chamado “efeito Minhocão”, com degradação do entorno, não existe devido à elevação de vias e estações a 15 m, com espaçamento de 30 m entre os pilares, o que impede o sombreamento do solo

Impacto na vizinhança
Um dos fatores determinantes para a escolha do modal foi a possibilidade de implementá-lo nos canteiros das avenidas centrais, minimizando o impacto da ocupação do viário. Isso só foi possível em virtude das condições do traçado, que permitia a construção dos pilares e, consequentemente, a elevação da via a alturas que variam de 12 m a 15 m. “Avaliamos todas as opções, incluindo os Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs). Mas esse sistema demandaria a construção de uma canaleta, ocupando uma faixa do viário. Os corredores de ônibus a diesel também foram descartados porque sua capacidade de transporte é metade da do monotrilho, de apenas 250 mil usuários por dia”, explica Paulo Sérgio Amalfi Meca, gerente do empreendimento Linha 15 – Prata.

Além de custar em torno de 50% a 60% de uma linha de metrô, outra vantagem do sistema, segundo o Metrô de São Paulo, é a redução no número de desapropriações – um terço do necessário para a construção de linhas enterradas. O grande diferencial do ponto de vista da engenharia, no entanto, é a adaptabilidade ao viário. O monotrilho permite vencer curvas acentuadas de até 45 m de raio, acompanhando o desenho do viário, o que seria impossível com trens convencionais. “A forma como os carros são concebidos e as dimensões entre os seus truques também contribuem para maior adequação, possibilitando, inclusive, vencer rampas com até 6% de inclinação, ante 4% do trem convencional do metrô”, observa Meca.

"Efeito Minhocão"
O receio inicial com relação ao impacto visual, à geração de ruídos e ao chamado “efeito Minhocão”, com possível sombreamento e degradação do entorno das vias, foi a principal barreira para a aceitação do novo sistema de transporte por parte da população e dos órgãos públicos. De acordo com Meca, os temores são infundados, já que os pneus dos veículos do monotrilho são de borracha e a leveza da estrutura – com espaços vazados entre vigas de concreto, que ficam a 15 m de altura do chão – reduz a sombra no solo.

Como parte das exigências para licenciamento ambiental, o projeto prevê tratamento paisagístico – com plantio de árvores que integrarão o processo de reurbanização das avenidas por onde o monotrilho passará – e a implantação de ciclovia ao longo dos 24,5 km de extensão das vias e de bicicletários com capacidade para 50 bicicletas em cada estação.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Goteiras no Metrô SP paralisam até escada rolante


Fonte: O Estado de São Paulo

Inaugurada há apenas três anos, a Estação Sacomã, da Linha 2-Verde da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), tem tantas goteiras que até uma das escadas rolantes teve de ser desligada para não quebrar, por causa da água. Diariamente, as 32 mil pessoas que embarcam no metrô nessa estação precisam desviar de quatro grandes conjuntos de poças, isoladas com fitas.

Os avisos de "chão molhado" se multiplicam pelo caminho de quem entra na estação pela Rua Bom Pastor. Há também baldes d'água - uma ferramenta inútil, dada a quantidade de água que cai pelo teto das estação.
"Não dá para falar muito mal dessa estação. Se você lembrar como era esse pedaço do bairro antes dela e ver agora, vai notar a diferença. O comércio está mais agitado, tem prédios novos, ficou mais bonito. Mas, quando a gente entra aqui e vê esse monte de goteira pingando, dá uma impressão de desleixo", diz o mecânico Samuel Moreira Conde, de 54 anos.

A reportagem contou sete goteiras pingando mesmo em dias sem chuva. As poças d'água (uma com até três metros de largura) fazem praticamente toda a entrada da estação ficar com o piso molhado. Na escada rolante que liga o nível das catracas com o da saída, as placas não informam que uma das três escadas rolantes está desligada por causa da água.

"A presença de goteiras na Estação Sacomã é decorrente de infiltração nas juntas de dilatação da cobertura, agravada pelas fortes chuvas de verão. O problema já está sendo tratado pela equipe de manutenção da companhia. A referida escada rolante está temporariamente inoperante pelo mesmo motivo e a sua normalização está prevista para o mês de abril", diz o Metrô, em nota.

O texto não esclarece exatamente quando os consertos estarão prontos. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada em março de 2012 já contava o problema na estação - e em mais oito endereços da companhia. "Quando são detectadas goteiras em estações, é aberto um pedido de manutenção que em média é atendido entre 24h e 72h, dependendo do tipo de intervenção requerido. No entanto, goteiras podem exigir mais de uma intervenção da equipe de manutenção para serem solucionadas.

O Metrô está atento a estas condições e atua permanentemente na contenção e na solução destas ocorrências", continua a nota.

A companhia ainda alega que sempre que é detectado que o piso está molhado, "as equipes de limpeza são acionadas de imediato para secá-lo". Entretanto, nos cerca de 30 minutos que a reportagem esteve na estação há oito dias, não viu nenhuma equipe - e qualquer tentativa de secar o chão teria efeito duvidoso, uma vez que os pingos de água continuavam a cair. "Durante o processo de secagem, é colocada uma placa indicativa até a completa solução do problema, para garantir a segurança dos usuários", finaliza a nota da companhia.

Trens trariam 'horas de economia para todos'


Fonte: Estadão

Em 1968, quando o projeto do metrô foi concebido, os moradores e políticos de São Paulo sonhavam com um novo meio de transporte subterrâneo capaz de fazer evaporar o engarrafamento das ruas.

O objetivo maior era oferecer um meio de transporte rápido para milhões de paulistanos. "Serão muitas horas de economia para todos", apostavam os técnicos da prefeitura. "O metrô não será apenas a solução dos problemas de transportes coletivos da capital, será importante também para o desenvolvimento industrial de todo o Brasil", declarou na época ao Estado o prefeito Faria Lima.

As expectativas eram muitas para o ano de 1972, quando a primeira linha Norte-Sul estivesse concluída. As equipes responsáveis pela arquitetura do metrô anunciavam um projeto inspirado em Paris, "com cancelas automáticas que se fecham quando o trem entra na estação, além de perfeita iluminação dos ambientes e jogo de cores". Nos jornais, os esboços de três protótipos do logotipo de identificação das estações do futuro metrô provocavam a curiosidade das pessoas.

"Metrô começa no segundo semestre", anunciou o Estado em sua edição do dia 2 de abril de 1968. A extensão total da linha Norte, a primeira a ser inaugurada, incluía um ramal para Moema, com um total de 23 estações, informou a reportagem.

A primeira linha deveria estar toda concluída em 1972. O trecho Sul, entre Liberdade e Jabaquara, entraria em operação já em 1971. "A segunda linha, Leste-Oeste, começará dois anos após o início da primeira e assim sucessivamente em relação aos demais trechos: Sudeste-Sudoeste e Avenida Paulista."

Em 24 de abril de 1968 foi formada oficialmente a Companhia do Metropolitano. "Inicia-se hoje uma empresa destinada a ombrear-se, dentro de pouco tempo, com as maiores da América Latina", disse o prefeito Faria Lima.

Projeto do Metrô SP em 1968 previa mais estações


Fonte: Estadão

O projeto original do metrô paulista, que está completando 45 anos, se parece só um pouco com o que virou realidade. A proposta indicava que São Paulo deveria ganhar 75 estações, oito a mais do que as existentes hoje. O traçado da rede básica, entregue em 1968 à gestão do prefeito José Vicente Faria Lima (1965-1969) - à época, a Companhia do Metropolitano pertencia ao governo municipal -, era composto por quatro linhas, denominadas conforme o traçado.

Elaborado pelo consórcio alemão HMD (das empresas Hochtief, Montreal Empreendimentos e Deconsult), o esquema era ousado, com ambição de transformar a mobilidade em uma metrópole que já sofria com os congestionamentos e a falta de um bom transporte coletivo. Os estudos tinham como cenário e meta o ano de 1987. Pela proposta alemã, naquele ano, os paulistanos deveriam ter à disposição 66,2 quilômetros de metrô, uma extensão que só seria atingida (pasmem) mais de duas décadas depois. Hoje, a rede metroviária tem 74 quilômetros de comprimento, acanhada perto de cidades menores, como Londres (402 quilômetros) e Santiago do Chile (103 quilômetros).

O então prefeito foi ainda mais longe e, na introdução que escreveu para o projeto original, afirmou que São Paulo precisaria de 360 quilômetros de linhas de metrô em 1990. Mas por que os sucessivos governos do município e, depois, do Estado falharam em seguir até mesmo o plano de 1968, entregando os ramais em um ritmo muito lento?

De acordo com o Metrô, além da insuficiência de recursos, a cultura do automóvel "refletiu-se diretamente, então, no ritmo insatisfatório de metrô para a dimensão em que a metrópole foi se transformando". Por sua vez, o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (Aeamesp), José Geraldo Baião, avalia que a execução foi estancada porque a fonte de dinheiro secou. "Depois de inaugurarmos a primeira linha em 1974, houve a crise do petróleo. Foi um incentivo a mais para investir em transporte eletrificado, mas, ao mesmo tempo, tivemos problemas financeiros que ficaram mais latentes nas décadas de 1980 e 1990."

Em 1968, a cidade tinha 5,8 milhões de habitantes. Hoje, são 11 milhões de moradores. Muitos deles vivendo nos extremos da capital, que são carentes de metrô.

A arquiteta e urbanista Lucila Lacreta, diretora do Movimento Defenda São Paulo, acredita que a capital seria melhor hoje se, em 1987, todo o projeto tivesse sido concretizado. "Provavelmente, teriam a capacidade de continuar planejando mais metrô conforme o crescimento da cidade."
O atual governo do Estado promete "a maior ampliação de metrô" da história paulistana, com quatro linhas em obras (extensões da 4-Amarela e da 5-Lilás e construção da 15-Prata e 17-Ouro).

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