segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pela primeira vez, Prefeitura de SP fará estação de metrô


Fonte: IG

Pela primeira vez desde que o Metrô passou a ser administrado pelo governo do Estado, a Prefeitura de São Paulo vai pôr dinheiro na construção de uma estação. A obra ficará no Jardim Ângela, zona sul, e será o ponto final da Linha 5-Lilás.

As negociações já começaram entre as duas esferas administrativas, mas ainda não há prazo para o início da construção. De acordo com a gestão Fernando Haddad (PT), a construção será tocada pelo próprio Metrô.
A nova extensão da Linha 5, que atualmente opera entre o Capão Redondo e o Largo 13, em Santo Amaro, terá cerca de 4 km de comprimento e três estações: Parque Santo Dias, São José e Jardim Ângela.

Outro prolongamento, na ponta oposta do ramal, já está em andamento e seguirá, por túneis de 11,5 km, com 11 estações, até a Chácara Klabin. Com investimento de R$ 6,9 bilhões, o trecho deve ficar pronto em dois anos.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Metrô altera circulação na Linha 3 domingo, para continuidade da modernização do sistema de alimentação elétrica dos trens


Fonte: Metrô

Dentro do processo de modernização do sistema de alimentação elétrica de trens na Linha 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera – Palmeiras/Barra Funda), durante todo o próximo domingo, dia 24 de fevereiro, no trecho entre as estações Tatuapé e Bresser-Mooca, o Metrô dará continuidade à substituição do sistema terceiro trilho, equipamento responsável pela distribuição de energia elétrica que permite a movimentação dos trens.

A modernização do sistema terceiro trilho da Linha 3-Vermelha visa aumentar a capacidade desse equipamento e vem sendo realizada durante as madrugadas, período sem circulação de trens. No próximo domingo, porém, em razão da extensão do trecho programado para o serviço de troca, 1.500 metros, a atividade terá início na madrugada do domingo e se estenderá por todo o dia. A previsão é que os trabalhos estejam concluídos antes da abertura das estações na segunda-feira, dia 25, às 4h40.

Durante o período, a circulação de trens entre as estações Tatuapé e Bresser-Mooca será realizada por via única, estratégia operacional denominada “via singela”. Algumas composições com destino à Palmeiras-Barra Funda serão esvaziadas na estação  Tatuapé. No sentido oposto, Corinthians-Itaquera, serão esvaziadas na estação Bresser-Mooca. Os usuários dessas composições deverão desembarcar naquelas estações e aguardar o trem seguinte para prosseguirem a viagem.

Metrô acionará PAESE
Para facilitar a mobilidade dos usuários, o Metrô acionará o PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) na CPTM, que nesse dia reforçará a frota de trens em circulação na Linha 11-Coral (Luz-Estudantes) durante todo o domingo.

Para informar sobre esse evento, o Metrô emitirá mensagens sonoras pelos sistemas de som das estações e dos trens e publicará cartazes nas estações e avisos nas redes sociais. Além disso, o quadro de funcionários das estações citadas será reforçado.

Metrô realiza serviços de manutenção na Linha 5-Lilás


Fonte: Metrô

No próximo domingo, dia 24 de fevereiro, o Metrô realizará serviços de manutenção na rede aérea da Linha 5-Lilás (Capão Redondo-Largo Treze). Para realizar as atividades programadas, as estações Capão Redondo, Campo Limpo, Vila das Belezas, Giovanni Gronchi, Santo Amaro e Largo Treze ficarão fechadas ao público das 4h40 às 09h.
Nesse período, os usuários serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), da SPTrans e da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que circularão, ininterruptamente, entre as estações  Capão Redondo e Largo Treze, dando cobertura ao trecho interrompido. 
Para informar sobre esse evento, o Metrô emitirá mensagens sonoras pelos sistemas de som das estações e dos trens, publicará cartazes nas estações e avisos nas redes sociais.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Quase um milhão de passageiros usaram o BOM na rede metroferroviária


Fonte: STM

A iniciativa da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos de permitir que o cartão BOM (Bilhete do Ônibus Metropolitano) seja utilizado nos trens da CPTM e no Metrô beneficiou cerca de 900 mil usuários desde dezembro de 2011. Essa integração garante aos usuários mais agilidade entre as viagens e faz com que aqueles que utilizam os ônibus da EMTU/SP não precisem comprar bilhetes individuais do Metrô e da CPTM, evitando filas. 

A partir desta sexta-feira, dia 22/2, os passageiros da EMTU/SP que fazem a integração com o sistema metroferroviário poderão utilizar o cartão BOM em mais três estações do Metrô e quatro da CPTM (veja abaixo). No total,  40 estações passam a aceitar o BOM, proporcionando mais rapidez nas viagens dos usuários de linhas intermunicipais.

Novas estações
Estações do Metrô na Linha 3: Vila Matilde, Tatuapé e Belém.
Estações da CPTM na Linha 8: Lapa, Domingos de Morais, Sagrado Coração e Engº Cardoso.
No final do processo de compatibilização dos sistemas de bilhetagem eletrônica da EMTU/SP/Consórcio Metropolitano de Transporte, Metrô e CPTM, 600 linhas metropolitanas de ônibus estarão conectadas com 153 estações, beneficiando 500 mil pessoas por dia. A integração física, sem alteração dos valores das tarifas, vale para o Cartão BOM Comum, o BOM Empresarial e o Vale-Transporte, ficando de fora o BOM Escolar,BOM Sênior e BOM Especial.

Aquisição do Cartão BOM
O interessado em obter o cartão BOM deve ligar para o Consórcio  Metropolitano de Transporte (CMT) no telefone 0800 - 771 1800 ou por meio do site www.cartaobom.com.br onde pode ser feito o cadastro, com retirada do cartão no posto indicado em sete dias corridos.

A recarga dos cartões BOM Vale Transporte e BOM Empresarial,  concedidos pelos empregadores, pode ser feita nas catracas dos ônibus  metropolitanos e também nas 60 lojas e postos de atendimento distribuídos na Região Metropolitana de São Paulo. O BOM Comum pode ser recarregado nas lojas e postos de atendimento. A relação completa pode ser consultada no site www.cartaobom.com.br

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Metrô: mais lojas e com cara de shopping


Fonte: O Diário de São Paulo

O Metrô iniciou nesta última sexta-feira a licitação para agências de viagens que estejam interessadas em instalar nos próximos meses nove guichês em estações das linhas 1-Azul, 3-Vermelha e 5-Lilás. A ação faz parte de um plano de expansão de estabelecimentos comerciais em áreas das estações da companhia. Somente neste ano, outras 49 lojas dos ramos de farmácia, alimentação e telefonia móvel  vão passar a funcionar em espaços que hoje estão ociosos, num total de 58 novos pontos comerciais.

Atualmente, o Metrô tem 66 lojas em funcionamento e há outros 155 espaços disponíveis para locação. A expectativa da empresa é de que nos espaços passem a funcionar lojas com vários tipos de atividades, como venda de roupas, lotéricas e óticas. Também são estudadas a implantação de correspondentes bancários e até lavanderias.

Os guichês de agências de viagem vão ficar nas estações Ana Rosa, Anhangabaú, Brás, Corinthians-Itaquera, Largo Treze, Luz, Tatuapé, São Bento e Sé. Os espaços variam de 4,5 m² a 34,76 m² e estão disponíveis em geral nas áreas de mezanino das estações. A ideia de abrir espaço para turismo veio da experiência bem-sucedida de uma empresa de venda de passagens aéreas na Estação Sé.

“Cada loja que vence a licitação tem um contrato médio de cinco anos para alugar o espaço. No caso dos quiosques de alimentação, o prazo é de três anos”, afirma Aluízio Gibson, gerente de negócios do Metrô.

Segundo Gibson, somente com as 66 empresas em funcionamento nas estações são arrecadados anualmente R$ 10 milhões. A expectativa é de que em 2013 o incremento dessa receita seja de R$ 4 milhões. “O aluguel varia de R$ 150 a R$ 300 pelo metro quadrado. Essa receita não operacional (que não vem da venda de bilhetes) contribui para manutenção da tarifa de transporte público mais barata”, afirma o gerente de negócios.

O Metrô ainda  estuda ampliar a locação de espaço para lojas em estações da Linha 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente).

Comércio rendeu R$ 18,5 milhões em 2012
O comércio lojista dentro das dependências da companhia registrou em 2012 R$ 18,5 milhões. Esse é apenas um dos segmentos que compõem a receita não tarifária do Metrô, composta de valores obtidos com a locação de espaços, publicidade em trens e estações, participação no faturamento de shopping centers e da administração de terminais rodoviários.

4 a 34 m²
é o tamanho das lojas onde ficarão agências de viagem

Público predominante é de mulheres jovens
Um estudo de 2012 mostra que as consumidoras são a maioria (55%). A faixa etária predominante de quem adquire produtos no Metrô está entre 18 e 24 anos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Em São Paulo, licitação da Linha 18 do Metrô sai até abril


Fonte: Diário de São Paulo

O secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, espera que as obras sejam iniciadas até dezembro. A previsão de conclusão é 2015.

No fim do ano, cronograma publicado no EIA/Rima (Estudo e Relatório de Impacto Ambiental) do empreendimento previa que a construção fosse iniciada em junho deste ano, prazo que não será cumprido em razão dos trâmites burocráticos.

Após o lançamento do edital, o Estado escolherá a proposta vencedora em 90 dias. A assinatura do contrato, no entanto, poderá sofrer outros atrasos se as empresas derrotadas entrarem com recursos na Justiça contestando o resultado do certame. O investimento previsto é de R$ 4,1 bilhões, sendo que R$ 1,7 bilhão será repassado pelo governo federal.

Fernandes explica que os esforços da Pasta ficaram concentrados em outra licitação do Metrô, a da Linha 6-Laranja, que ligará a Vila Brasilândia, na Zona Norte, até a Estação São Joaquim, no Centro da Capital. O edital para a concorrência internacional foi lançado no fim de janeiro. "Os entraves da Linha 6 servirão de elementos prontos para a Linha 18. Por exemplo, na Linha 6 discutíamos como ficaria a carga tributária. A presidente Dilma (Rousseff) criou legislação desonerando tributariamente", comenta o secretário.

Outra facilidade apontada pelo titular da Pasta no monotrilho do Grande ABC é o fato de a via ser toda aérea, o que diminui o número de desapropriações necessárias. Para a Linha 6, 406 imóveis foram decretados como de utilidade pública. Para a Linha 18, ainda não foi divulgado o total de propriedades. No entanto, a previsão inicial apontada pelo EIA/Rima é de que sejam removidos 203 mil m² de área, divididos em 17 blocos. Parte dos campi da Fundação Santo André e do Instituto de Engenharia Mauá podem dar lugar ao traçado do Metrô.

Diadema
O secretário confirmou que irá solicitar estudos para estender a futura Linha 17-Ouro (Jabaquara-Morumbi) a Diadema. Fernandes afirmou que a possibilidade ainda não havia sido estudada pelo Metrô, e que o pedido para que fosse feita a avaliação partiu do governador Geraldo Alckmin (PSDB). O único projeto de rede futura que já está sendo feito é o de trazer a futura Linha 20-Rosa até o bairro Rudge Ramos, em São Bernardo. A primeira fase do itinerário, prevista para 2021, ligará a Estação Cerro Corá, na Lapa, até Moema, na Zona Sul de São Paulo. O complemento deve sair do papel somente em 2025.

Monotrilho deverá receber 340 mil passageiros ao dia

A estimativa inicial é de que a Linha 18-Bronze transporte cerca de 340 mil passageiros por dia no trecho entre a Capital e São Bernardo. O projeto original prevê que as duas fases do empreendimento tenham 18 estações. No entanto, a empresa que executar a obra poderá decidir pela implementação do 19º ponto de parada, na Vila Carioca, em São Paulo. "Pode ser que a estação seja importante, pois, com ela, não será necessário que todos desembarquem no Tamanduateí. Quem quiser ir para o Expresso ABC desce na Carioca, e quem quiser ir para a região da Avenida Paulista, vai até o Tamanduateí", diz o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

As estações terão distância média de 1.156 metros entre si. Cada composição abrigará até 850 passageiros. Todas as paradas terão bicicletários e uma ciclovia ligará os pontos. Cerca de 3.000 empregos diretos e indiretos deverão ser gerados pelas obras.

Falhas complicam deslocamento de usuários na Linha 3-Vermelha nessa manhã


Por Diego Silva

A manhã de hoje não foi nem um pouco fácil para os passageiros da Linha 3-Vermelha do Metrô, que liga Barra Funda à Itaquera. Uma sucessão de problemas complicou muito o deslocamento no sentido Leste-Oeste, gerando ainda mais lotação, demora e impaciência dos milhares de usuários.

Tudo começou com uma falha de trem na estação Patriarca, por volta das 06h30. Em seguida, foi noticiado mais uma falha de trem, na estação Santa Cecília, por volta das 07h15. Para finalizar, um usuário acionou indevidamente o alarme de emergência de uma composição em Vila Matilde, que precisou ser evacuada e levada para a oficina em Itaquera.

Os reflexos dos problemas estavam sendo sentidos até agora há pouco, uma vez que os trens estavam completamente lotados num horário onde a demanda já é bem menor em relação ao momento. O Metrô noticiou via Twitter a normalidade de todas as linhas, às 08h.

Noite de ontem também foi complicada
Na noite de ontem, estávamos na estação Bresser-Mooca, monitorando o Twitter, quando chegou a notícia de uma avaria de trem em República. Isso foi o ápice. Chuva e atrasos dificultaram a já complicada volta para casa da Linha 3. Trens completamente lotados em ambos os sentidos, lentidão, muita espera e usuários bastante nervosos. Por volta das 19h, a situação ficou um pouco melhor no sentido Palmeiras-Barra Funda.

Leilão da linha 6 do metrô de São Paulo corre risco de ficar vazio


Fonte: Brasil Econômico
Texto de Juliana Garçon

Anunciado com pompa e circunstância pelo governo paulista, o projeto de construção da linha 6 - laranja do metrô pode ficar a ver navios. No mercado, comenta-se que o projeto do edital desanimou os investidores e é possível que não apareça nenhum interessado no leilão.

Para Guilherme Afif Domingos, vice-governador e presidente do Conselho Gestor das PPPs, o risco está descartado. “Sempre tem chororô. Pegamos o que cada proposta oferecia de melhor”, defendeu.

Orçada em R$ 7,8 bilhões, metade bancada pelo estado, a linha terá 15,5 quilômetros de extensão e ligará a região noroeste da cidade (Brasilândia) à porção sudeste do centro expandido (São Joaquim). Terá intersecção com as linhas azul e amarela e passará pelos bairros da Liberdade, Bela Vista, Higienópolis, Perdizes, Lapa e Freguesia do Ó, além da Brasilândia.

A concessão tem 25 anos e será levada pela empresa que apresentar a menor contraprestação para o estado. A previsão é de que as obras sejam iniciadas em 2014 e concluídas em 2020. O prazo para realização das obras é de seis anos, mas o governador Geraldo Alckmin disse, na cerimônia de lançamento do edital, crer que o projeto pode ser concluído em quatro anos.

As empresas têm até o fim de abril para apresentar propostas.

Mas, de acordo com fontes ligadas a potenciais participantes, o projeto do estado, lançado no último dia 30, não é atraente. Isso porque o governo costurou partes de três propostas e criou um "monstrinho".

As propostas foram apresentadas pela Odebrecht Transport, a Construtora Queiroz Galvão e o Consórcio Galvão - Somague Engenharia. Cada uma tinha premissas peculiares para o equilíbrio econômico-financeiro e a estrutura jurídica, além do estudo de engenharia.

Com relação à tecnologia, a combinação de propostas é viável, dizem especialistas. Mas não é possível criar um novo esqueleto econômico-financeiro e jurídico combinando diferentes propostas de índices de alavancagem, taxas e prazos de retorno, estruturas de garantia, mecanismos de pagamento e sistemas de verificação de desempenho. “Não dá para ‘fazer uma média’ dessas estruturas”, disse um advogado, cujo cliente, por ora, acena com abstenção.

Além de potenciais investidores, bancos consultados para financiar o projeto também ficaram desconfortáveis com o desenho final da PPP, que teria aumentado os riscos para os participantes da iniciativa privada.

Por isso, já se fala na possibilidade de um “leilão vazio”, repetindo insucessos como a primeira tentativa de licitar o trem-bala e as rodovias BR 116 e BR 040, todos do governo federal. “É estranho, pois o governo paulista tem acertado nas licitações”, afirmou outra fonte.

Confiança

Apesar das críticas que circulam no mercado, Afif se diz confiante. “Devemos ter, no leilão, ao menos os três grupos que apresentaram propostas.”

Ele apontou a captação de recursos como o diferencial entre os concorrentes. “Quem conseguir fonte de recursos mais baratos leva vantagem”, afirmou, lembrando que fundos de investimento internacionais estão ociosos devido à estagnação da economia global e, portanto, podem vir buscar oportunidades de negócio aqui.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Blog visita as obras da estação Adolfo Pinheiro, na Linha 5-Lilás


Por Diego Silva

Na última sexta-feira (dia 15), a convite da Companhia do Metropolitano de São Paulo, realizei visita na obra de construção da futura estação Adolfo Pinheiro, acompanhado de mais de uma dezena de admiradores e blogueiros que tratam do tema 'Transporte Público' em redes sociais e páginas particulares. O blog 'Metrô em Foco', no ar desde 27.03.2011, já faz parte do rol de páginas que atuam demonstrando o funcionamento e as notícias referentes ao transporte público paulistano e, como tal, recebeu convite para o evento.


Inicialmente, tivemos uma breve palestra com o sr. Jelson, responsável do Metrô pela obra desta estação. Com seus 27 anos de Companhia e uma autoridade e conhecimento que poucos possuem, nos apresentou todo o plano de extensão da Linha 5-Lilás, entre Largo Treze e Chácara Klabin. Todas as novas estações terão um padrão diferenciado em sua construção. Serão construídas 'redomas' de vidro como acessos, dando um aspecto moderno e prático, algo que é característico no Metrô de São Paulo. Na imagem acima, é possível notar um corte frontal de como será a estação Adolfo Pinheiro, que será entregue ainda neste ano de 2013. Depois de conhecer todo o projeto, todas as estações e planos, além do funcionamento do Shield (também conhecido como 'Tatuzão'), recebemos os kits de EPI (equipamentos de proteção individual) e descemos para a obra, a fim de conhecer como está sendo construída a mais nova estação do Metrô-SP.


Ao entrar na estação, foi possível perceber que grande parte da obra civil está de fato pronta. O Metrô havia anunciado dias atrás que 87% da construção estava finalizada e, de fato, está tudo bem adiantado. Em contrapartida, vem a parte mais complicada: o acabamento. Aí entram detalhes, instalações e coisas mais que vão dar a verdadeira identidade da nova estação. Observei bem cada detalhe da obra e é perceptível que ainda existe muito a se fazer, principalmente no fator via permanente. As bases que sustentarão os trilhos ainda não estão concluídas até Largo Treze, ou seja, o túnel já está todo escavado, porém, ainda falta concretar, preparar a passarela de emergência e realizar algumas instalações. Mas a obra em si está bem adiantada, onde todos acreditamos que será mesmo entregue até o final desse ano.


Deixamos aqui o nosso agradecimento às equipes do Metrô, que se mobilizaram e conseguiram mais esta visita para o pessoal das redes sociais. Desde o princípio, a Companhia acreditou em nosso potencial, ouvindo nossas sugestões e principalmente, aplicando-as nas operações do dia-a-dia. Uma parceria que ganha mais força a cada dia, que é um verdadeiro exemplo de incentivo e de colaboração mútua.

Metrô: um campeão de pedidos


Fonte: Estadão

Não há hoje assunto tão caro ao paulistano quanto mobilidade. É sua principal reclamação, seu maior anseio. Um terço das ideias recebidas na pesquisa Que SP Vc Quer? se refere a esse assunto, tanto em relação ao trânsito de carros e bicicletas quanto ao transporte público por ônibus, metrô ou trem. Esse quadro mostra o quanto o morador da metrópole está farto de chegar em casa esgotado, com o corpo dolorido do metrô lotado, de ficar em pé no ônibus sacolejante ou gastar horas no carro olhando o semáforo abrir e fechar, sem ninguém conseguir se mover. 
 
O paulistano hoje demora, em média, 1h05 diariamente para ir de casa ao trabalho. Isso significa que quase um mês inteiro é desperdiçado no trânsito no decorrer de um ano. Para reverter esse quadro, as propostas mais bem avaliadas trazem uma solução há décadas repetida por especialistas: expandir significativamente a malha do metrô.

Apesar de antiga, essa ideia demorou muito para sair do papel. Os primeiros projetos paulistanos para o metrô foram discutidos ainda no início do século 20, quando cidades como Buenos Aires, Londres e Nova York já operavam suas primeiras linhas. Mas, em São Paulo, a inauguração do primeiro trecho só ocorreu em 1974 e a expansão da rede a partir daí foi lenta: menos de 2 km de trilhos por ano.

A rede paulistana tem 74 km de extensão, bem menos do que cidades menores, como Berlim (331 km) e Moscou (313 km), de capitais latino-americanas, como Cidade do México (226 km), e até de locais que fizeram metrô mais tarde, como Seul (563 km) e Xangai (437 km). "Não entendo por que tudo no Brasil tem de demorar tanto. A população precisa cobrar a execução dessas obras o quanto antes", diz Leandro Gomes Silva e Silva, estudante que mora na Alemanha e enviou a ideia vencedora da categoria Transporte Público.

Pelos planos oficiais, a meta é que, em 2040, São Paulo tenha 264 km de metrô - quase quatro vezes a malha atual. Somando o crescimento da rede de trens, monotrilhos e corredores de ônibus, o transporte coletivo de média e alta capacidades deverá ter 1.336 km naquele ano. Caso essas promessas realmente saiam do papel, o tempo de deslocamento ao trabalho do paulistano não deverá passar de 30 minutos, menos da metade do de hoje.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Metrô dará continuidade à modernização do sistema de energia da Linha 3-Vermelha nesse domingo


Fonte: Metrô


Dentro do processo de modernização do sistema de alimentação elétrica de trens na Linha 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), durante todo o próximo domingo, dia 17 de fevereiro, no trecho entre as estações Penha e Tatuapé, o Metrô dará continuidade à substituição do sistema terceiro trilho, equipamento responsável pela distribuição de energia elétrica que permite a movimentação dos trens.
A modernização do sistema terceiro trilho da Linha 3-Vermelha visa aumentar a capacidade desse equipamento e vem sendo realizada durante as madrugadas, período sem circulação de trens. No próximo domingo, porém, em razão da extensão do trecho programado para o serviço de troca, 1.800 metros, a atividade terá início na madrugada do domingo e se estenderá por todo o dia. A previsão é que os trabalhos estejam concluídos antes da abertura das estações na segunda-feira, dia 18, às 4h40.
Durante o período, a circulação de trens entre as estações Penha e Tatuapé será realizada por via única, estratégia operacional denominada "via singela". Algumas composições com destino à Palmeiras-Barra Funda serão esvaziadas na estação Penha. No sentido oposto, Corinthians/Itaquera, serão esvaziadas na estação Tatuapé. Os usuários dessas composições deverão desembarcar naquelas estações e aguardar o trem seguinte para prosseguirem a viagem.
Metrô acionará PAESE
Para facilitar a mobilidade dos usuários, o Metrô acionará o PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) na CPTM, que nesse dia reforçará a frota de trens em circulação na Linha 11-Coral (Luz-Estudantes) durante todo o domingo.
Para informar sobre esse evento, o Metrô emitirá mensagens sonoras pelos sistemas de som das estações e dos trens, publicará cartazes nas estações e avisos nas redes sociais. Além disso, o quadro de funcionários das estações citadas será reforçado.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Metrô e CPTM funcionarão uma hora a mais por conta do fim do horário de verão


Fonte: Metrô


Na madrugada do próximo sábado (16) para domingo, quando termina o Horário de Verão e os relógios serão atrasados em uma hora, o Metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) estenderão sua operação comercial por uma hora a mais. Os passageiros poderão embarcar até a 1h do horário novo (2h do horário antigo).
Metrô
Com a ampliação do horário de circulação dos trens, o número de viagens ofertadas também será maior. Na Linha 1 (Jabaquara-Tucuruvi), foram programadas 17 viagens adicionais. Na Linha 2 (Vila Prudente-Vila Madalena), haverá acréscimo de 20 viagens. Os usuários da Linha 3 (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda) também se beneficiarão com a medida. Eles contarão com uma oferta de 22 viagens extras. Por fim, na Linha 5 (Capão Redondo-Largo Treze) os trens em operação realizarão 24 viagens a mais. No domingo (17), todas as estações reabrem para o público no horário habitual, às 4h40.
CPTM
As seis linhas da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) irão operar uma hora a mais na madrugada de sábado (16). No domingo (17), todas as estações reabrem para o público no horário habitual, às 4h, no novo horário.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Por pouco, SP não ganhou um metrô no século 19


Fonte: Estadão

A 1.ª viagem de Metrô na cidade foi em 1974. Mas, 86 anos antes, o engenheiro alemão Alberto Kuhlmann tentou fazer uma via férrea que poderia ter sido o marco inicial do transporte urbano sobre trilhos. 

Em 24 de março de 1888, ele obteve da Assembleia Legislativa Provincial direito de explorar por 50 anos a estrutura elevada metálica entre os Largos do Rosário e do Paiçandu – unindo o centro ao outro lado do Anhangabaú, para onde a cidade crescia. Em 3 de junho do mesmo ano, ele apresentou o projeto ao lado.

“É interessante que esse sistema lembra a Parceria Público-Privada da atual Linha 4-Amarela do metrô”, compara o historiador Guido Alvarenga, do Arquivo Histórico Municipal. “O transporte seria por carros puxados por pequenas locomotivas a vapor”, explica Eudes Campos, no livro Arquivo Histórico de São Paulo – História Pública da Cidade.

Kuhlmann, porém, não viu seu sonho realizado. Como não cumpriu o prazo do contrato, teve de desmontar o que estava feito. E só em 1892, com o Viaduto do Chá, o paulistano conseguiria atravessar o Anhangabaú.

Livro registra construção de linha 4-Amarela


Fonte: Folha de SP

Água, barro, escavadeira, escuridão. Concreto, vidro, metal, luz, um trem flutua sublime sobre os trilhos.

Quase cinco anos separam a primeira e a última imagem de "Linha 4" (Olhares, R$ 70, 132 págs.), livro de Rogério Canella que reúne fotos tomadas durante a construção da linha do metrô paulistano que liga a Luz (Centro) à Vila Sônia (zona oeste).

Longe da agitação da cidade, o fotógrafo, colaborador da Folha, lança olhares diferentes a SP. Em vez de se afastar do centro, ele submergiu. 

Não se veem as plataformas hoje cheias e o empurra-empurra do horários de pico. O embate aqui é entre máquina e natureza, na construção a fórceps dos túneis da via.

Tal como a obra de engenharia, o livro divide-se em quatro capítulos/fases. Se, no começo, falta forma, o túnel consolida-se diante dos olhos à medida que se avança nas páginas do volume.

A obra, com 120 fotos captadas por meio de equipamentos analógicos, será lançado hoje, antes mesmo da abertura à população de todas as estações que compõem a linha.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Menos de 30% das estações de metrô têm banheiro aberto ao público


Fonte: Folha de SP

Para os 4,3 milhões de passageiros que passam diariamente pelas cinco linhas de metrô, usar o banheiro pode não ser uma tarefa tão fácil e rápida como esse tipo de situação exige. 

Entre as 62 estações, apenas 18 possuem sanitários públicos. Em outras 20, os banheiros ficam em áreas próximas, como é o caso da estação Portuguesa-Tietê, da linha 1-azul, que possui dois banheiros no terminal rodoviário. Além disso, há banheiros que foram construídos em outras 11 paradas de metrô no ano passado, mas não ficam abertos ao público.

A sãopaulo percorreu todas as estações para verificar a existência e a condição das instalações. Entre as 18 estações com banheiros, apenas quatro deles ficam dentro da área paga (depois que o passageiro passa pela catraca) -Tamanduateí e Vila Prudente, da linha 2-verde; e Pinheiros e Paulista, da linha 4-amarela.

Na grande maioria das estações, o passageiro que já passou pela catraca precisa sair e pagar outra passagem se quiser usar o toalete. Isso acontece com quem faz baldeação nas estações Ana Rosa e Paraíso, que conectam as linhas 2-verde e 1-azul, por exemplo.

A estudante Gabriela Nunes, 21, que usa as linhas vermelha e amarela todos os dias, reclama dos banheiros do lado de fora da catraca. "Sempre usei banheiro aqui na estação República e, na prática, você paga R$ 3, porque tem que sair e entrar de novo", diz ela, que também reclama da falta de sinalização em muitas estações. "Nem sabia que tinha banheiro na estação Pinheiros. Se soubesse, usaria lá."

Achados e Perdidos do Metrô devolveu mais de 23 mil itens em 2012


Fonte: STM

A Central de Achados e Perdidos do Metrô recebeu, em 2012, 77.676 itens, entre objetos (34.477) e documentos perdidos (43.199) registrados no sistema. Desse total, foram devolvidos mais de 23 mil itens, número correspondente a cerca de 30% dos achados.

Foram feitas 118 mil consultas: pessoalmente na Central de Achados e Perdidos e nas estações, por meio de telefone na Central de Informações do Metrô e via web no site do Metrô-SP. Assim como nos anos anteriores, a cédula de Identidade (o RG) continua entre os documentos pessoais mais perdidos. Entre os objetos esquecidos pelos usuários também se destacam artigos de papelaria (como livros, cadernos, agendas e canetas), seguidos de carteiras, roupas e telefones celulares. Esses objetos são encontrados em sua maioria nas áreas próximas às bilheterias e dentro dos trens.

Os locais onde mais se perdem objetos são nas estações de maior movimento, como Sé (5.859), Palmeiras-Barra Funda (3.853), Jabaquara (3.160), Corinthians-Itaquera (2.919), República (2.420), Tatuapé (2.158), Paraíso (2.077), Santana (2.062), Tucuruvi (1.979) e Largo Treze (1.944).

Como consultar
O Metrô conta com canais para consulta sobre objetos e documentos perdidos no sistema: pessoalmente, no posto de Achados e Perdidos na estação Sé, das 7 às 20 horas, de segunda a sexta-feira, exceto feriados; pelo telefone 0800-770-7722 (Central de Informações), todos os dias, das 5h30 às 23h30; e no site www.metro.sp.gov.br, ícone Achados e Perdidos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Metrô implanta operação especial durante o feriado de Carnaval


Fonte: Metrô

A partir de sexta-feira, dia 8, para facilitar o deslocamento de quem for deixar a cidade durante o feriado prolongado de Carnaval, o Metrô implantará estratégia especial de operação. Haverá reforço na oferta de viagens na Linha 1-Azul (Jabaquara – Tucuruvi), principal via de acesso aos terminais rodoviários Jabaquara e Tietê. Nas demais linhas, a frota de trens em circulação não sofrerá alteração.

Durante o sábado e o domingo, a frota de trens em operação em todas as linhas metroviárias será equivalente a de um final de semana típico. Já na segunda-feira, dia 11, a frota em operação será semelhante à que circula num sábado típico. Na terça-feira, dia 12, a oferta de trens, em todas as linhas metroviárias, será equivalente a de um domingo.

Circulação de trens será antecipada
Na Quarta-feira de Cinzas, dia 13, para atender aos que retornam do feriado prolongado, a circulação dos trens será antecipada para as quatro horas da manhã nas linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena) e 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), onde desembarcam os usuários que chegam pelos terminais rodoviários Tietê, Jabaquara e Barra Funda. Na Linha 5-Lilás, a operação terá início no horário habitual; ou seja, a partir das 4h40.

Mais de 500 mil pessoas usaram o cartão BOM na rede metroferroviária


Fonte: Blog Ponto de Ônibus
Texto de Adamo Bazani

Mais sete estações metroferroviárias vão começar a aceitar o Cartão BOM – Bilhete de Ônibus Metropolitano - para o pagamento das tarifas a partir desta sexta-feira, dia 08 de fevereiro.
São as seguintes:
Linha 3 Vermelha do Metrô: estação Arthur Alvim, estação Patriarca, estação Guilhermina Esperança.
Linha 8 CPTM: estação Júlio Prestes, estação Imperatriz Leopoldina, estação Presidente Altino, estação Comandante Sampaio.
Com isso, sobe para 29 o úmero de estações de trem ou metrô que aceitam o BOM.
As novas integrações serão apenas físicas e não tarifárias. Isto é, o passageiro tem a comodidade de usar o mesmo cartão para pagar diferentes meios de transportes e evitar filas ou ter de manipular vários bilhetes no caminho, mas o custo das passagens continua o mesmo, tendo ele de pagar a tarifa cheia do ônibus intermunicipal e a tarifa integral do trem ou do metrô.
De acordo com a EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, gerenciadora dos ônibus intermunicipais, desde dezembro de 2011, quando iniciou a implantação gradual do bilhete nas estações, 599 mil 582 passageiros que possuem o Cartão BOM foram beneficiados com a possibilidade do uso no sistema metroferroviário.
O objetivo é compatibilizar a tecnologia das catracas das estações com a usada pelos ônibus intermunicipais em toda a rede de trens e metrô.
Serão cerca de 600 linhas de ônibus metropolitanos conectadas a 153 estações em toda a Grande São Paulo, o eu deve beneficiar 500 mil pessoas por dia.
O Cartão BOM é apresentado nas modalidades: Vale-Transporte, Comum, Escolar, Sênior, Empresarial e Especial.
As categorias Vale-Transporte e Empresarial podem ter os cartões recarregados nos próprios validadores dentro dos ônibus. Já para as demais modalidades, há 60 lojas e postos de atendimento.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Metrô prevê outro monotrilho para a extensão da linha 6-Laranja


Fonte: R7

A linha 6—Laranja do Metrô de São Paulo — entre Brasilândia, na zona norte, e o centro da capital — nem começou a ser construída e o governo do Estado já fala em estendê-la. Na quarta-feira (30), no evento que lançou o edital para as obras do empreendimento, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que estuda alongá-la até a rodovia dos Bandeirantes, na zona norte. Esse ramal, com 6 km de extensão, deverá ser um monotrilho, diferentemente do trecho inicial de 15,9 km e 15 estações, todo de metrô convencional. Será o 4.º monotrilho previsto para funcionar na cidade.

— Já estamos desenvolvendo o projeto de mais cinco estações.

O governador afirmou que a escolha do modal monotrilho se deve pelo fato de esse tipo de obra ser mais rápida de ser executada que um sistema metroviário comum. Além disso, Alckmin alegou que a quantidade de passageiros não será tão grande.

— Como é final da linha, você não tem mesma demanda.

As paradas mencionadas na quarta-feira (30) são Morro Grande, Velha Campinas, Centro de Convenções Pirituba, Vila Clarice e Bandeirantes. Mas o governo frisou que o benefício para os moradores dessa região da cidade, carente de transporte público de qualidade, só se materializará nesta década se São Paulo for escolhida a sede da Feira Mundial de 2020 — o terceiro maior evento do planeta, atrás apenas da Copa da Fifa e da Olimpíada. O resultado deve sair no fim deste ano.

Isso porque o provável monotrilho passaria pelo centro de exposições que o poder público quer construir em um terreno de 5 milhões de metros quadrados em Pirituba, na zona norte. Esse complexo será a sede da Expo 2020, caso a cidade seja eleita.

O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que, se essa extensão da linha sair do papel, a Estação Vila Clarice da Linha 7—Rubi da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) será reformulada, ganhando uma terceira plataforma, só para trens usados nos eventos da feira. O dirigente disse que se São Paulo perder a Expo 2020 terá "de repensar as prioridades" para fazer esse ramal.

Mas quem vive na região reclama da atual rede de transportes sobre trilhos, restrita à Linha 7. Um morador gritou sua frustração ao governador. 

— O senhor tem de pegar o trem para saber, é péssimo!".

Outra estação da Linha 6—Laranja pode ter a sua localização final alterada pelo Metrô. Trata-se da parada Brasilândia, a ser construída na Estrada do Sabão, na zona norte. Moradores do bairro querem evitar um número grande de desapropriados e, para isso, solicitaram ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) o deslocamento da obra para um terreno a150 metros do previsto no projeto.

É o que explica Walter Giacon, diretor da Sociedade Amigos do Jardim Guaraú e Gonçalves Centeno, que conseguiu uma audiência particular com Alckmin na manhã de quarta-feira (30) na Escola Estadual Cacilda Becker, onde houve a cerimônia para o lançamento do edital para a construção da linha.

— Tem como fazer essa estação sem desapropriar 300 famílias em dois quarteirões.

Ele explicou que o número de imóveis afetados pelo decreto de utilidade pública, editado em maio de 2012, é menor que a quantidade real de residências existentes no espaço destinado à Estação Brasilândia.

— São 80 casas, mas cada uma delas tem vários puxadinhos. Na minha própria casa existem cinco famílias.

Depois da pressão de Giacon, o Metrô agendou para esta quinta-feira uma reunião entre seus técnicos e representantes do bairro.

— O governador foi muito atencioso e colocou o Metrô para nos ouvir e rever essa situação. Ele mesmo disse que ainda dá tempo.

A intenção é fazer com que as obras ocupem um terreno vazio de 14 mil metros quadrados, poucas quadras mais para cima, na Estrada do Sabão.

— Fora que ali a densidade demográfica é maior, de 13,5 mil pessoas por quilômetro quadrado, sendo que no entorno de onde queriam fazer a estação são 6,5 mil.

Giacon diz que a associação entrou com representação no Ministério Público.
 
Angélica
Em 2011, alguns moradores de Higienópolis, na região central, reclamaram da localização da Estação Angélica, na mesma linha. Tempos depois, o Metrô a retirou da esquina da rua Sergipe. A empresa nega relação com a queixa de vizinhos.

Em nota, o Metrô informou que só o projeto executivo feito pela vencedora da licitação da Parceria Público-Privada da Linha 6, a ser definido neste ano, "trará o detalhamento de quais terrenos efetivamente serão desapropriados".

Linha 6 do Metrô deve ter 15,9 km de extensão


Fonte: R7

O governador Geraldo Alckimin (PSDB) anunciou, nesta quarta-feira (31), o edital para a licitação das obras de implantação e manutenção da Linha 6-Laranja, que prevê 15,9 quilômetros de extensão. A operação deve ser realizada por meio de PPP (Parceria Público-Privada), ou seja, as empresas interessadas devem apresentar a proposta comercial vantajosa e, desta forma, podem adquirir a concessão patrocinada do projeto. A expectativa é de que as obras sejam iniciadas em 2014 e concluídas em 2020.

O plano de obras da Linha 6 ligará a Vila Brasilândia, localizada na zona norte da capital, à estação São Joaquim, da Linha 1-azul. A implantação atenderá os bairros de Brasilândia, Freguesia do Ó, Pompeia, Perdizes, Sumaré e Bela Vista, com integração as linhas 7 e 8 da CPTM, futura estação Água Branca; Linha 4, com a estação Higienópolis- Mackenzie e Linha 1, na estação São Joaquim.
Além de incluir os planos de construção, o edital de obras da Linha 6 envolve a manutenção entre os trecho de Vila Brasilândia e Bandeirantes.

A extensão já é conhecida como linha das universidades que beneficiará centros universitários: Unip (Universidade Paulista), PUC (Pontifícia Universidade Católica), Faap (Fundação Armando Álvares Penteado), Mackenzie e FMU (Faculdade Metropolitanas Unidas).

De acordo com o governador Geraldo Alckmin, a expectativa é que a linha transporte mais de 630 mil passageiros por dia. Ainda segundo o governo, cerca 12 mil empregos serão gerados durante as obras.

Seguidores