segunda-feira, 3 de junho de 2013

Estações de SP devem ganhar mais 155 lojas


Fonte: Estadão

O Metrô de São Paulo está lançando editais para abrir mais lojas no sistema. Atualmente, existem 66 espaços em funcionamento. Agora, a empresa - controlada pelo governo do Estado - pretende fazer com que mais 155 atualmente desativados passem a funcionar nas quatro linhas sob sua supervisão - a Linha 4-Amarela é operada pela concessionária ViaQuatro.

Ao todo, são 4,8 mil metros quadrados disponíveis em estações para serem reocupados por estabelecimentos comerciais. A previsão da companhia é de que lojas de setores como saúde, alimentação e telefonia móvel já estejam funcionando até o fim do ano. Os contratos devem ser assinados entre junho e agosto. Outras atividades, porém, podem ser contempladas mais para a frente, em novos contratos.

Jardim suspenso. 
Entre os pontos onde, futuramente, a empresa estuda colocar uma loja está parte do jardim suspenso da Estação Palmeiras-Barra Funda, na Linha 3-Vermelha, sobre o terminal de ônibus da Avenida Auro Soares de Moura Andrade, na zona oeste da capital.

Recoberto de plantas ao ar livre, o local é uma das poucas áreas verdes no entorno da parada, embora há anos o público seja proibido de acessá-lo. Ouvidos pela reportagem, passageiros que circulam por ali se mostraram, em sua maioria, desfavoráveis à retirada da vegetação para instalação de uma loja.

"Acho jardim melhor, porque areja mais a estação", disse a dona de casa Lúcia Jesus Santos, de 28 anos.

O operador de máquina Elson Melo Araújo, de 21, afirmou que as árvores ajudam a trazer um contato com a natureza em um espaço onde dominam o concreto e os metais. "Assim está bom. Só acho que deveriam abrir para o público."

Por sua vez, o aquarista Elton Fogaça, de 30 anos, diz acreditar que as lojas facilitam a vida das pessoas que circulam pelas estações, mas acha que um estabelecimento instalado no lugar do jardim só seria positivo se fosse uma lanchonete ou uma farmácia.

Questionado, o Metrô não informou o tamanho nem desde quando o jardim suspenso da Barra Funda está fechado. Embora as pessoas não possam circular por ali, o local não tem paredes ou grades, o que permite a entrada de luz e ar na estação.

Sem definição. 
A empresa informou apenas que "realiza estudos para ampliar as áreas comerciais no sistema", mas "ainda não há uma definição" se o jardim da Barra Funda será usado. Com as lojas e os quiosques que já existem, a receita obtida pelo Metrô no ano passado foi de R$ 18,5 milhões. Dos espaços vazios, a maioria está desocupada desde 2010, quando os últimos contratos venceram. Os novos contratos têm duração média de cinco anos.

Um comentário:

Gerson Rigras disse...

Estas lojas são bastante úteis, principalmente quando surge aquela fome inesperada (eu quem diga, ontem passei por isso em Itaquera, precisando sair da estação para me alimentar) rsrs, além de serem fontes geradoras de empregos e renda.

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