quarta-feira, 22 de maio de 2013

Tarifas de trem, metrô e ônibus de SP subirão para R$ 3,20


Fonte: Folha de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado enviam nesta quarta-feira, respectivamente para a Câmara Municipal e a Assembleia Legislativa, comunicado com o valor das novas tarifas dos ônibus municipais, do Metrô e dos trens da CPTM, que serão de R$ 3,20. 

O reajuste será de 6,7%. No caso do ônibus, cujo valor da passagem não é corrigido desde janeiro de 2011, o valor ficará bem abaixo da inflação acumulada no período. 

O IPCA, medido pelo IBGE e base da inflação oficial, acumulou 15,5% desde o último aumento da tarifa. O IPC, da Fipe-USP, 12,8%. O IGP-M, da FGV, atingiu 14,4%. Os índices foram calculados até abril --os números de maio não foram fechados. 

Se optassem por repor toda a inflação, os governos teriam de elevar as tarifas para R$ 3,44, mas foi levado em conta o ônus político do reajuste e optaram por uma tarifa menor. 

Da mesma forma, os governos combinaram o anúncio simultâneo dos preços das passagens, e fixar as tarifas no mesmo valor. O novo tarifário do transporte urbano entra em vigor em 2 de junho.

Os dois governos ainda discutem detalhes da recomposição tarifária. Ainda não foi batido o martelo, mas a integração entre mais de um modal por meio do Bilhete Único deve passar dos atuais R$ 1,65 para R$ 1,80.


EVOLUÇÃO DA TARIFA
A tarifa de ônibus da capital é a mesma desde 5 de janeiro de 2011, quando a gestão Gilberto Kassab (PSD) subiu a passagem para R$ 3. O aumento concedido na época foi de 11,11%, bem maior que a inflação do período, de 6,03%.

Como não houve aumento no ano passado, o subsídio às empresas de ônibus foi recorde no ano passado já que o valor da passagem não cobriu todos os custos das viações.

Em 2012, a prefeitura chegou a desembolsar R$ 961 milhões com subsídios. A proposta de Orçamento enviada pela gestão Kassab à Câmara prevê R$ 660 milhões neste ano, o que aponta a necessidade de reajuste da tarifa.

O último aumento da passagem em São Paulo foi em janeiro de 2011. Haddad já pretendia reajustar o preço no começo deste ano, mas segurou a medida a pedido da presidente Dilma Rousseff para ajudar a conter a inflação. O governo do Estado fez o mesmo com trens e metrô.

Um comentário:

Gerson Rigras disse...

Os custos operacionais são altíssimos. Entendo a lógica da tarifa. A solução? Geração de empregos, onde o cidadão teria condições de arcar com este custo, uma vez que o VT é benefício e é descontado um valor fixo, em cima do salário. E desoneração de impostos sobre itens como combustíveis, folha de pagamento, fabricação das carroçarias, o que diminuiria a elevação das tarifas.
São Paulo pode ter os problemas que forem, mas é uma das cidades que mais subsidia o transporte público, o que faz com que haja a possibilidade de integrações temporais com o Bilhete Único e a frota da capital esteja dentro de um padrão exigido, tanto na acessibilidade, quanto idade média. Abraços e parabéns pela explicação detalhada sobre este reajuste!

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