sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Metrô consegue suspensão de decisão judicial para expansão da Linha 5-Lilás


Fonte: Conjur


O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Felix Fischer, suspendeu decisão judicial que impossibilitou a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) a imissão na posse de imóvel do Buffet Grécia Antiga, objeto de desapropriação para expansão do sistema metroviário da capital paulista. 

O ministro Felix Fischer considerou suficientemente demonstrado o risco de grave lesão à economia e à ordem pública, na medida em que a decisão questionada impede a continuação de obra de grande importância para a melhoria do transporte público de São Paulo, prejudicando milhões de cidadãos que serão atendidos pelo empreendimento. Além disso, a decisão traz prejuízo aos cofres públicos, em razão do desequilíbrio econômico-financeiro do contrato firmado com a empresa responsável pela obra.

“Não se está aqui a negar o direito de indenização do particular decorrente de desapropriação por utilidade pública do imóvel, notadamente no que concerne à indenização pelo fundo de comércio. Entretanto, entendo que tal discussão deve possuir guarida em ação própria para tal fim, onde será possível uma cognição exauriente dos procedimentos necessários à apuração dos valores devidos referentes à desapropriação”, afirmou Fischer.

A expansão, segundo a Companhia do Metrô, acrescentará 11,5 km à Linha 5 — Lilás —, que atualmente conta com 8,4 km em operação, e permitirá a interligação com a rede metroviária da cidade. A obra está na fase final de demolição dos 224 imóveis já desapropriados, informou a companhia. 

Fundo de comércio A empresa Buffet Grécia Antiga, proprietária do imóvel, ajuizou ação de indenização contra a companhia metroviária, por discordar do valor de avaliação do bem, anteriormente declarado de utilidade pública para fins de expansão do sistema metroviário.

A 3ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo deferiu a expedição de mandado de imissão na posse do imóvel expropriado, devendo a Companhia do Metrô, no ato da imissão, responsabilizar-se pela remoção do acervo físico da empresa — mobiliário e equipamentos — para local por ela indicado.

“Esclareço que a imissão na posse pela expropriante não impede que se promova, após consumação do ato, a valoração do fundo de comércio discutido nesta demanda, motivo por que nenhum óbice existe ao cumprimento da imissão”, afirmou o julgador.

A Buffet Grécia Antiga interpôs recurso de Agravo de Instrumento, o qual foi provido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, para impedir a imissão provisória na posse do imóvel por parte da Companhia do Metrô, devido à ausência de avaliação prévia do fundo de comércio.

Contra essa decisão, a companhia metroviária formulou pedido de suspensão no STJ. Sustentou que “o atraso pode resultar em desequilíbrio econômico-financeiro do contrato com a empresa responsável pela execução da obra, por força dos custos indiretos inerentes à paralisação do trecho”.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Após falha, Metrô abre edital para trocar empresa de recarga do Bilhete Único


Fonte: IG

O Metrô de São Paulo vai lançar nesta quinta-feira (29) dois editais de licitação para a contratação de empresas credenciadas pela SPTrans para a venda de créditos do Bilhete Único. A medida foi tomada após a falta de atendimento da empresa Serviços Digitais aos usuários que precisam adquirir créditos para o Bilhete Único em 17 estações do Metrô.


Além dos pontos nas 17 estações do Metrô onde a Serviços Digitais tem a concessão da venda de créditos em guichês e também em equipamentos de autoatendimento, quem vencer a licitação assumirá as vendas que estão sob a responsabilidade da Serviços Digitais em outras estações onde a venda é conjunta com outras concessionárias.

Em nota, o Metrô orienta os passageiros para realizar suas recargas em outras 46 estações metroviárias, casas lotéricas, bancas de jornais e demais estabelecimentos comerciais credenciados. 

As estações com problemas, segundo nota enviada pelo Metrô, são: Ana Rosa, Vila Mariana, Santa Cruz, Praça da Árvore, Saúde, São Judas, Tucuruvi, Parada Inglesa, Jardim São Paulo-Ayrton Senna, Santana e Armênia (Linha 1-Azul) e Corinthians-Itaquera, Artur Alvim, Patriarca, Guilhermina-Esperança, Vila Matilde e Penha (Linha 3-Vermelha). Mas a reportagem constatou que cabines das Estações Brigadeiro, Consolação e Vila Madalena, da Linha 2-Verde, também estão inoperantes.

Passageiros reclamam que, sem lugar para recarregar o bilhete nessas estações, as pessoas precisam sair de seus percursos diários para comprar créditos em outros lugares. Mas a queixa principal é de que, na correria diária, o passageiro acaba comprando bilhetes de papel nas estações do Metrô. Essas passagens não dão direito ao desconto nem às gratuidades quando parte da viagem é feita de ônibus.

Frio e calor dentro dos carros são as principais queixas recebidas pelo SMS-Denúncia do Metrô


Fonte: Instituto de Engenharia


O ar condicionado frio demais e a falta de ventilação nos vagões do metrô são a segunda maior queixa feita neste ano pelo SMS-Denúncia, serviço que recebe reclamações dos passageiros por meio de mensagens de celular. No ano passado, as queixas em relação à temperatura nos trens não estavam entre as três primeiras. 
O comércio irregular figura no topo das reclamações. Em terceiro, está o comportamento inadequado (colocar os pés no banco, fumar nas estações, bagunça etc.). 

O Metrô não informou o total de mensagens recebidas para cada tipo de queixa. Disse apenas que foram 59.489 entre janeiro e outubro deste ano --54,08% de aumento em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 17.120 queixas, 27,8% a mais que no mesmo período de 2011. 

A professora Cristiane Gameiro Gobbete, 33, afirma que a pior parte de andar nos trens é a falta de ventilação nas composições mais antigas. "É muito quente, principalmente no horário de pico." 

CPTM 
Para os usuários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o principal problema é a poluição sonora. Entre janeiro e outubro, o serviço recebeu 3.085 queixas de música alta e barulho -21,5% das reclamações. 
Em seguida estão a presença de vendedores ambulantes (14,8%) e o comportamento inadequado (14,5%). 

MAIS VIGILÂNCIA 
O Metrô afirma que os torpedos ajudam a ampliar a vigilância sobre o sistema e a inibir a prática de delitos. 
Em relação à temperatura nos vagões, a empresa informou que não haveria tempo hábil para falar com responsáveis pela área técnica --a reportagem procurou a companhia às 18h de ontem. 

A CPTM diz que os agentes de segurança são treinados para abordar os infratores. 
O número do SMS-Denúncia é 0/xx/11/9-7333-2252. É preciso descrever as características do infrator, a estação (ou a que o trem chegará) e o número do vagão. As queixas são sigilosas. 

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Empresa é proibida de recarregar Bilhete Único em 17 estações do Metrô


Fonte: R7

Uma das quatro empresas autorizadas a vender créditos do Bilhete Único dentro das estações do Metrô não repassou os valores que recebeu dos usuários para a SPTrans, que gerencia o sistema. Com isso, as recargas do vale-transporte em 17 estações foram suspensas.

A SPTrans disse, em nota, que a empresa Serviços Digitais Ltda. atrasou os repasses de créditos nos últimos meses e há 15 dias deixou de enviar os valores à autarquia. A partir de então, os guichês e as máquinas da Serviços Digitais não podem mais vender recarga do Bilhete Único.

O Metrô também informou que já multou a empresa em cerca de R$ 10 milhões por má prestação de serviço de recarga. A SPTrans aplicou mais de 30 multas e ainda iniciou um processo de descredenciamento da Serviços Digitais por descumprimento do contrato.  

Segundo a SPTrans, em 2010, o Metrô abriu licitação para oferecer o serviço de recarga em todas as estações. Os locais foram divididos entre as quatro empresas vencedoras.

As estações onde não está havendo recarga do Bilhete Único são: Ana Rosa, Vila Mariana, Santa Cruz, Praça da Árvore, Saúde, São Judas, Tucuruvi, Parada Inglesa, Jardim São Paulo-Ayrton Senna, Santana, Armênia, Corinthians-Itaquera, Artur Alvim, Patriarca, Guilhermina-Esperança, Vila Matilde e Penha.

A alternativa para quem precisar do serviço, segundo a SPTrans, é recorrer a um dos 28 terminais de ônibus da cidade de São Paulo e também a bancas de jornais, bares, restaurantes e casas lotéricas. Em outras 46 estações do Metrô o sistema funciona normalmente. A recarga também pode ser feita pela internet, no www.sptrans.com.br.

Até a publicação desta matéria, o R7 não havia localizado nenhum representante da Serviços Digitais para comentar o caso.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Obras do Metrô travam a região de Moema


Fonte: Diário de São Paulo

As obras de extensão da Linha 5-Lilás do Metrô têm congestionado o trânsito em Moema, na Zona Sul da capital, onde será implantado o trecho que ligará o bairro até o Hospital São Paulo, na Vila Clementino.

Por conta da construção, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) interditou duas das três faixas da Avenida Ibirapuera, sentido bairro-Centro, entre as avenidas Jamaris e Moema, só permitindo o acesso aos ônibus e táxis. Um desvio como alternativa para os demais veículos foi implantado pela Avenida Jamaris, Alameda Iraé e a Praça Nossa Senhora Aparecida (veja o mapa abaixo).

No entanto, as vias ficam travadas e deixam o motorista por mais tempo no trânsito. É o caso do  técnico de manutenção Wagner Barbosa, de 46 anos. “Demoro pelo menos 15 minutos para fazer o desvio. É um transtorno”, disse.

Quem também sofre com as intervenções é a moradora de um condomínio localizado na Avenida Jamaris, Priscila Bazan, 36 anos. Ela reclamou do fluxo intenso de veículos, principalmente no horário de pico, e do aumento dos acidentes. “Isso aqui virou um inferno. Essa rua era tranquila. Não pensaram em como o  trânsito seria impactado, sem contar nas batidas de veículos que ocorrem eventualmente.”

O gerente predial Eliseu Boaretto, 50 anos, contou que, após o início das obras, os moradores passaram a se queixar por causa do barulho que acontecia na madrugada. “Tive uma reunião com o Metrô recentemente. Por enquanto, o ruído vai até as 22h.”

Outro Lado/ A CET afirmou que conclusão dos trabalhos e a liberação das pistas está prevista para 2015. Em relação ao aumento dos acidentes, preferiu não comentar. O Metrô não respondeu ao DIÁRIO.

Tesouro arqueológico é encontrado nos arredores da estação Faria Lima


Fonte: Diário de São Paulo

Os 600 mil passageiros que transitam todos os dias pela Linha 4- Amarela do Metrô de São Paulo não imaginam que na região onde se situa a Estação Faria Lima, na Zona Oeste, escondia-se um verdadeiro tesouro.

Durante as obras de reconversão urbana do Largo da Batata, onde está a estação, descobriu-se um sítio arqueológico, onde foram coletadas cerca de 30 mil peças do século 19.

O arqueólogo responsável pelo trabalho, Plácido Cali, finaliza um relatório que levou três anos para ficar pronto e deverá ser entregue no início do ano para o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

O DIÁRIO teve acesso ao documento e publica com exclusividade trechos que revelam a importância do material coletado. O sítio arqueológico Pinheiros localiza-se em terreno na esquina das ruas Paes Leme e Fernão Dias, em frente à Igreja Nossa Senhora de Monte Serrat, na Zona Oeste.

“Devido à sua localização, próximo ao Largo de Pinheiros e em frente à igreja, no século 19 existiam no local casas e estabelecimentos comerciais”, diz o relatório. “Esse povoamento teve suas origens no século 16, a partir da formação do Aldeamento dos Pinheiros, constituído pelos jesuítas atraindo indígenas que se estabeleceram no entorno da Capela de Nossa Senhora da Conceição.”

Ainda de acordo com o relatório, “o Sítio Arqueológico Pinheiros permite-nos conhecer um pouco do cotidiano dessas famílias, seus hábitos alimentares, os padrões de consumo, os tipos de habitações, bem como as atividades comerciais presentes no local, em especial os tradicionais bares que há 150 anos existiam na Rua Teodoro Sampaio”.

No inventário das peças recolhidas, o arqueólogo Plácido Cali afirmou que os objetos encontrados são, predominantemente, de uso doméstico, como louças, garrafas de bebidas, de perfumes e de remédios, além de potes de cerâmica. Quase todas as peças eram importadas da Inglaterra, havendo ainda louças e frascos de bebidas provenientes da Holanda, da França, da Alemanha e de Portugal. “Havia ali uma antiga taberna”, explicou Cali.

Prefeitura tentou desqualificar conjunto de objetos achados
A Prefeitura de São Paulo e o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), que é ligado ao governo federal, entraram em verdadeira  guerra por causa do sítio arqueológico descoberto nas obras de revitalização do Largo da Batata.

Em 2009, quando o sítio foi descoberto, a Prefeitura convocou jornalistas para tentar mostrar que os objetos encontrados no local não passavam de utensílios domésticos  dos anos 1950, de valor histórico nulo.

A Prefeitura tentou desqualificar  o material porque parte das obras de revitalização do Largo da Batata ficou paralisada justamente por causa do sítio arqueológico, o que atrasaria as inaugurações.

O Iphan recebeu denúncia de que no local havia material histórico e determinou que os trabalhos ficassem suspensos até que toda a área fosse analisada. Durante a análise verificou-se que os objetos encontrados  a cerca de um metro da superfície foram fabricados quase 200 anos atrás na Europa e eram, portanto, de imenso valor histórico.

Pote do século 16 foi recolhido em plena Avenida Faria Lima
São Paulo tem 50 sítios arqueológicos conhecidos ao redor da sua região metropolitana.
A cerâmica mais antiga da capital foi encontrada em plena Avenida  Faria Lima, na Zona Oeste. Trata-se de um fragmento de pote da época da fundação da cidade, em 1554, achado na área onde existiu uma antiga casa bandeirista do Itaim.

Na região da Luz, no Centro, em outro sítio descoberto, foram resgatadas peças de cozinha de 200 anos. Na Lapa, na Zona Oeste, os achados são cerca de 30 mil peças da Santa Catharina, primeira fabricante de louças brancas da América do Sul.

Foi na área da Praça das Artes, um complexo cultural  construído atrás do Teatro Municipal, no Centro, que um grupo de arqueólogos encontrou xícaras, cachimbos, frascos de remédio e brinquedos, como soldadinhos de chumbo, de meados do século 19.  Como não havia coleta de lixo na cidade, restos do lixo doméstico contendo tudo o que havia quebrado e não era mais útil aos moradores era enterrado.

Legislação determina inspeção arqueológicaEm 1986, o Conselho Nacional do Meio Ambiente publicou uma resolução que obriga os estudos de impacto ambiental a desenvolverem atividades técnicas que contemplem “os sítios e monumentos arqueológicos, históricos e culturais da comunidade”. Desde essa data, obras de grande porte e em regiões de potencial histórico passam por inspeção.
 
Exigência esquentou setor de arqueologia
A determinação mudou o trabalho de campo dos arqueólogos. Em 1991, cinco estudos de campo foram realizados no país. O número saltou para 756 em 2009. Em 2010 já eram 969 e o número não para de crescer, alavancado pela expansão da construção civil.

sábado, 24 de novembro de 2012

Pane em sistemas de recarga gera filas e revolta no Metrô


Fonte: Terra

Os usuários do metrô de São Paulo enfrentaram alguns problemas nesta quinta-feira por conta de dificuldades na recarga do sistema de bilhete único. Durante todo o dia as pessoas tiveram que comprar bilhetes unitários e, segundo relatos, enormes filas se formaram em diversas estações pela cidade. O problema ficou mais evidente no final da tarde, por conta do horário de pico.

De acordo com a Companhia do Metrô, a empresa Serviços Digitais, responsável pela recarga do bilhete único em 17 estações, está realizando somente recargas de créditos do vale-transporte e outros crédito adquiridos antecipadamente pela internet.

"O Metrô já está tomando as medidas contratuais possíveis para a regularização da situação. Entretanto, ainda não há prazo definido para a normalização", disse a companhia, em nota.

A assessoria do Metrô disse ainda que, para orientar os usuários dos trens sobre postos alternativos de recarga, foram colocados cartazes com a relação das estações mais próximas onde é possível colocar créditos nos cartões.

Segundo a companhia, entre lotéricas, internet e outros postos de venda,há mais de 10 mil pontos disponíveis em São Paulo para que a recarga do bilhete único seja feita.

Estado não deverá aumentar investimentos no Metrô em 2013


Fonte: IG

Nem a proximidade da Copa do Mundo de 2014 parece estimular o governo paulista a aumentar os investimentos no Metrô.

Se neste ano a previsão de investimentos para o Metrô chega a exatos R$ 4.901.602.812, esse montante não será maior em 2013.

A proposta orçamentária encaminhada pelo governo do estado prevê até um valor ligeiramente menor para o Metrô em 2013, R$ 4.843.189.536, pouco mais de R$ 58 milhões a menos do que o que foi previsto para 2012.

Falha em sistema de via complicou embarque da Linha 3-Vermelha na tarde de ontem


Texto e imagem: Diego Silva

Uma falha em um equipamento de via, entre as estações Patriarca e Guilhermina-Esperança, complicou a volta para casa dos passageiros da Linha 3-Vermelha ontem à tarde. Estivemos na estação Santa Cecília por volta das 17h e do lado de fora da estação, já era possível notar filas para tentar embarcar. Na plataforma sentido Itaquera, mais gente esperando pelos já abarrotados trens.

Segundo informações apuradas, o problema começou por volta das 16h e afetou o sistema inteiro. Trens circulavam com velocidade reduzida e maior tempo de parada entre as estações. Fiquei na estação de Sta. Cecília durante uma hora e meia, pela impossibilidade de embarcar e pude acompanhar todo o desfecho do problema. Após o período e a consequente normalização, trens começavam a passar vazios para atender as estações Anhangabaú, República e Sé (as estações mais carregadas do trecho subterrâneo). Em seguida, o Metrô enviou uma composição vazia para aliviar a estação Santa Cecília, quando nesse momento, foi anunciado que a falha havia sido corrigida e que a circulação estaria se normalizando.

Durante toda a nossa espera, ainda ficamos sabemos de uma falha na Linha 1-Azul, que comprometia também a circulação na Norte-Sul. Ao embarcar no trem em Santa Cecília, acompanhamos uma falha (via Twitter) na estação Tamanduateí, que dificultou ainda mais a circulação na Linha 2-Verde. Ou seja, ontem a tarde foi de caos no sistema metroviário, mas como sempre, resolvido com rapidez e competência. Fica aqui registrado nosso contentamento com o Metrô de São Paulo, que em nenhum momento deixou de informar o que estava acontecendo e, ao concluir a manutenção e normalizar o sistema, teve a humildade de pedir desculpas pelo ocorrido. Digno de uma empresa que mantém o respeito pelo seu usuário.

Você também pode participar conosco! Siga-nos no Twitter e envie mensagens informando sobre a situação da linha que você usa: @metrosp_emfoco . Também estamos no Facebook: www.facebook.com/metrosp.emfoco.

SP admite que monotrilho da Linha 17-Ouro não ficará pronto a Copa


Fonte: Revista Ferroviária

A Linha 17-Ouro do Metrô de São Paulo, um monotrilho que fará a ligação entre o aeroporto de Congonhas e a rede de trens metropolitanos da capital paulista, a única obra de responsabilidade do governo do Estado de São Paulo que consta na Matriz de Responsabilidades da Copa do Mundo de 2014, não irá ficar pronta a tempo do Mundial de futebol, de acordo com informação do gabinete do governo estadual passada ao UOL Esporte na última segunda-feira.

Assim, o Estado de São Paulo admite uma realidade revelada pelo UOL Esporte há sete meses, a de que o governo não seria capaz de cumprir o compromisso que tomou para si em janeiro de 2010, ao assinar a Matriz de Responsabilidades, documento firmado por União, Estados e cidades-sedes que traz as obras que seriam executadas para o torneio de 2014.

Orçada em R$ 3,1 bilhões, sendo R$ 1,082 bilhão em recursos federais de uma linha especial da Caixa Econômica Federal criada exclusivamente para financiar obras essenciais para a Copa, a linha terá 17,7 quilômetros de extensão e 18 estações. Haverá conexões com as linhas 1-Azul (Estação Jabaquara), 4-Amarela (Estação São Paulo-Morumbi) e 5-Lilás (Estação Água Espraiada), bem como à Linha 9-Esmeralda da CPTM (Estação Morumbi).

Quando o Estado assinou o compromisso constante da Matriz, a previsão era entregar a obra toda a tempo da Copa do Mundo. Já quando o governo de São Paulo assinou o contrato com o consórcio vencedor da licitação para construir o monotrilho (formado pelas empreiteiras Andrade Gutierrez, CR Almeida, Scomi Engineering e MPE), em julho de 2011, o Estado já trabalhava com prazos diferentes dos iniciais.

À época, a previsão passou a ser entregar dois terços da obra até meados de 2014. O terceiro trecho passou a ter previsão de entrega para meados de 2015. Já em novembro do ano passado, conforme também revelou o UOL Esporte, o Estado passou a dizer que, a tempo para a Copa do Mundo, apenas pouco mais de um terço da linha, ou 7,7 quilômetros dos 17,7 quilômetros previstos, estariam prontos.

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos informou que a redução do compromisso paulista para a Copa acontecia porque, quando a Matriz de Responsabilidades fora assinada, esperava-se que o estádio a ser utilizado para a Copa do Mundo seria o Morumbi, destino final da Linha 17-Ouro. Agora que o estádio será no bairro de Itaquera (zona Leste), o projeto deixara de ser prioridade.

"Com a mudança do estádio da zona sul para a zona leste, o trecho estratégico da Linha-17 para a Copa do Mundo passou a ser a ligação do Aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária, passando por uma importante zona hoteleira.  Este trecho estará pronto até a Copa", informou, há um ano, a pasta estadual ao UOL Esporte.

Em abril deste ano, porém, o UOL Esporte revelou que o contrato firmado entre o governo do Estado de São Paulo e o consórcio responsável pela construção da Linha-17 do Metrô determina que a obra tem que ser entregue até o dia 27 de junho de 2014, ou seja, 15 dias após o início da Copa do Mundo de 2014.

Depois que a reportagem foi publicada, a Secretaria de Estado de Transportes Metropolitanos enviou uma nota à redação, afirmando que, "apesar de o referido contrato determinar que a obra tem que ser entregue até o dia 27 de junho de 2014, a secretaria trabalha para entregar a primeira fase da Linha-17 até o dia 31 de maio de 2014".

No dia 7 deste mês, porém, o governador Geraldo Alckmin rendeu-se à realidade. Durante visita ao canteiro de obras do monotrilho, na avenida Jornalista Roberto Marinho, ele afirmou: "A obra será entregue no segundo semestre." E justificou: "Não é uma obra para a Copa do Mundo, mas para a cidade".

O UOL Esporte, então, voltou a procurar a Secretaria de Estado de Transporte Metropolitanos, que manteve o discurso de abril de 2012, embora atenuado: "O Metrô irá fazer o máximo esforço para entregar a obra a tempo da Copa do Mundo". A reportagem, então, entrou em contato com o gabinete do governador. A assessoria do órgão informou, então, que o que o governador havia dito estava correto: não haverá monotrilho antes da Copa.

Com a confirmação oficial, a obra corre o risco de perder o financiamento federal, de mais de R$ 1 bilhão, já que a linha da Caixa tem condições especiais específicas para obras da Copa. No fim deste mês, será publicada uma atualização da Matriz de Responsabilidades. O Ministério das Cidades, responsável pelo financiamento das obras de mobilidade urbana da Copa,foi procurado pela reportagem, para que informasse se monotrilho paulista deixaria de constar na Matriz. A resposta da pasta foi a que segue:

"A Matriz de Responsabilidades, sob coordenação do Grupo Executivo da Copa (Gecopa), passa por revisões periódicas, podendo envolver a inclusão ou a exclusão de empreendimentos, obedecendo aos critérios estabelecidos pelo Gecopa para esta revisão. Uma nova revisão da Matriz está em fase final de consolidação." O que isso significa, só esperando até o final do mês para saber.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Obras da nova estação Oratório devem ficar prontas em dezembro

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Fonte: Metrô

O Metrô já concluiu 94% das obras civis brutas da futura estação Oratório, do monotrilho da Linha 15-Prata (Ipiranga - Hospital Cidade Tiradentes). Com aproximadamente cinco mil metros quadrados, a edificação integra o primeiro trecho da linha, com 2,9 km de extensão, e deverá ser entregue no segundo semestre de 2013, juntamente com a estação Vila Prudente. 

Paralelamente à conclusão das obras civis brutas prevista para dezembro, que inclui estruturas metálicas e de concreto, alvenaria e cobertura, a Companhia já iniciou os serviços de acabamento (contrapisos, pisos, alvenarias, instalações elétricas/hidráulicas e revestimentos cerâmicos). 

Para se ter uma ideia, cerca de 50% do piso, composto por peças de porcelanato antiderrapante de alto tráfego (50 x 50 cm) e piso tátil, já foi instalado na área das plataformas, que somam cerca de 850 metros quadrados. A cobertura de telhas metálicas, com isolamento térmico e acústico, também foi totalmente concluída. Com o término do acabamento, estimado para março de 2013, a estação terá sua parte de obras civis finalizada, restando a instalação dos sistemas (escadas rolantes, elevador, comunicação, detecção de incêndio etc.).


A arquitetura da nova estação Oratório privilegia a leveza das estruturas, com tubos metálicos e vedações com vidro, possibilitando ampla visão da paisagem urbana de qualquer ponto. A estação possui prédio central, um edifício de salas técnicas e operacionais e dois acessos. O prédio central, com dois pavimentos, abriga no primeiro piso o mezanino de acesso, onde se localizam os bloqueios de acesso, a bilheteria, a SSO (Sala de Supervisão Operacional), os sanitários públicos (comum e para pessoas com mobilidade reduzida) e fraldário. Já no piso superior, encontra-se a plataforma central, com 9 metros de largura e 95 metros de comprimento, que terá portas de plataforma, displays de comunicação digital e assentos. Esses pavimentos serão interligados por escadas rolantes e fixas e um elevador de uso preferencial.

O prédio das salas técnicas e operacionais, com oito pavimentos, terá vestiários, banheiros, refeitórios, escritórios, sala de controle e salas técnicas (grupo gerador diesel, trafos e transformadores). Os dois edifícios (o central e o lateral) serão interligados por passarela metálica, coberta por vidro. A estação será totalmente acessível, com elevador, rampas de acesso, sanitários exclusivos, piso tátil e comunicação em Braille.

Localizada no canteiro central da Av. Prof. Luiz Ignácio Anhaia Mello, a estação conta com dois acessos: um pela Av. do Oratório, com 90% das estruturas de concreto armado concluídas, e o outro pela Rua Nupeba, cuja estrutura metálica está 95% finalizada. Cada acesso terá um bicicletário com 50 vagas. A demanda diária estimada para o primeiro trecho, entre Vila Prudente e Oratório é de 13.300 passageiros.

Curiosidades
Embora não seja possível visualizar, a estação terá cerca de 5 km de conduítes elétricos e 3,5 km de tubos hidráulicos e de esgoto percorrendo o interior de suas estruturas metálicas e de concreto.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Suposta máscara do novo trem da Linha 5-Lilás vaza na internet


Por Diego Silva
Imagem: Denis Castro

Esta pode ser a possível cara nova da Linha 5-Lilás. Segundo informações não-oficiais, este seria a primeira aparição do que será o novo trem do Metrô. Se for confirmado, será um dos trens mais bonitos e tecnológicos da nova frota. O Metrô adquiriu 26 novas composições da CAF, para a extensão da Linha 5-Lilás, que atenderá o trecho Capão Redondo x Chácara Klabin.
Veja mais fotos do novo trem: Fotos do suposto novo trem da Linha 5

Metrô garante funcionamento do SMS-Denúncia


Por Diego Silva

O Metrô mostra cada vez mais o respeito com seus passageiros. Diariamente, quatro milhões de pessoas utilizam os 150 trens da Companhia para se deslocar na metrópole, fazendo deste, um dos metrôs mais lotados do mundo. São quatro milhões de gestos e atitudes diferentes, o que nem sempre traz a completa segurança de pessoas conscientizadas. Sempre haverá alguém com um pensamento diferente, em estragar ou tentar denegrir o sistema.

Pensando nisso, o Metrô adotou o serviço de SMS-Denúncia (utilizado anteriormente pela CPTM), para que os usuários pudessem informar aos responsáveis sobre possíveis irregularidades no sistema. O serviço, assim como qualquer outra iniciativa feita pelo Metrô, é de excelente funcionalidade. Em todas as vezes que precisei usar, fui prontamente atendido, mostrando a agilidade e competência dos funcionários e pessoas envolvidas nesse trabalho.

A critério de curiosidade, nos últimos dias, enviei três mensagens: a primeira, sobre comércio irregular na estação Santa Cecília. Em menos de dois minutos, surgiram seguranças sabe Deus de onde e coibiram a prática. A segunda, relativo a pedintes na estação Brás, onde fui atendido em cerca de quatro minutos. A última, mais recente, sobre usuários com os pés nos assentos: na estação seguinte, agentes entraram na composição e pediram gentilmente que os usuários colocassem os pés no piso do trem. Isso se chama eficácia.

Ou seja, se você presenciar alguém vandalizando trens ou estações, pedintes, comércio ambulante ou qualquer outra situação que fuja do cotidiano normal, envie um SMS com toda a descrição (número do carro, linha, sentido, próxima estação e o que está acontecendo) para 973 332 233. O sigilo é absoluto.

Plano diz que SP precisará ter 264 km de Metrô até 2040


Fonte: Revista Ferroviária

Representantes da Prefeitura de São Paulo, de universidades e da sociedade civil se reuniram para traçar o plano de uma cidade melhor. Uma das metas do projeto "SP 2040" estabelece que ninguém gaste mais de 30 minutos nos percursos de ida e de volta ao trabalho.

Hoje, a capital tem 74 km de Metrô. Para que os deslocamentos possam ocorrer em até 30 minutos, é preciso ter 264 km de trilhos. Para ampliar a rede, que inclui a CPTM, serão necessários quase R$ 235 bilhões. Também é necessário investir em ônibus e até no transporte não motorizado para incentivar quem quer ir de bicicleta ou a pé. Outro objetivo importante é aproximar os empregos das residências. Assim, o morador não precisa fazer longas viagens todo dia.

O desenvolvimento de uma cidade não vem se não tiver planejamento. Assim como Nova York, Londres, Paris, Hong Kong e Chicago, a Prefeitura de São Paulo reuniu setores representativos da sociedade para pensar a cidade de 2040. Para traçar esse plano estratégico de longo prazo para a capital participaram das discussões 30 especialistas da USP e da Universidade Mackenzie, oito consultores internacionais, 50 técnicos da Prefeitura e 25 mil cidadãos.

São Paulo é a cidade da correria, onde não adianta ter pressa. Quem marca horário para um compromisso sabe que pode chegar atrasado porque pegar trânsito no caminho é quase regra. Então, que tal viver em uma cidade de 30 minutos, onde nenhum deslocamento demore mais do que meia hora? A Pesquisa Origem Destino mostra que ir de um lugar para outro leva uma média de 49 minutos, um período que aumento em muito em diversos casos. A velocidade média nos corredores de ônibus da cidade é de 21 km/h.

Mas a situação não melhora muito com o carro. Um cálculo feito pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e que mostrou a velocidade média em São Paulo em 2011, concluiu que no horário de pico da tarde os motoristas andam a 21,46 km/h. Só um pouco mais rápido que os ônibus.

Quem fica em São Paulo nos feriados prolongados percebe a diferença no trânsito e no transporte público em geral. Para que em 2040 essa situação seja parecida, a capital não pode andar sozinha. Serão necessários investimentos e integração da Prefeitura, do estado e do governo federal.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Conheça a fabricação dos monotrilhos da Linha 15-Prata

Monotriho da Linha 15-Prata
Por Diego Silva

Dando sequência à visita na fábrica da Bombardier, fomos conhecer a linha de montagem dos monotrilhos que irão percorrer a Linha 15-Prata do Metrô de São Paulo. Essa nova linha irá atender uma região muito carente de transportes, refém dos ônibus e do caótico trânsito paulistano. Apresentado como a melhor solução para o transporte de passageiros dessa parte da cidade, o monotrilho Innovia 300, fabricado pela Bombardier, será o mais moderno do mundo, contando com tecnologia utilizada em aviões. Se não já bastasse essa patente, será ainda o primeiro monotrilho de alta capacidade do mundo (capacidade para 48 mil passageiros / hora / sentido). Mais uma inovação do Metrô de SP, que sempre sai na frente no que se diz em novidades e soluções no transporte de passageiros.

Mockup com a pintura, apresentado na Feira Negócios nos Trilhos
A fábrica da Bombardier, onde estão sendo fabricados os primeiros carros do Monotrilho, está toda preparada para a construção dos veículos. Curiosamente, há cerca de dois anos, todo o galpão que abriga a linha de montagem não passava de almoxarifado de peças. Porém, em tempo recorde de 18 meses, a Bombardier pôs ordem na casa e entregou a fábrica pronta para produção dos 371 carros do monotrilho de São Paulo (vale lembrar que uma composição com sete carros virá do Canadá, da planta de Kingston, onde a Bombardier tem uma via de testes, onde o primeiro trem já está em análises técnicas).

Planta fabril da Bombardier: o monotrilho sairá daqui
Os dois primeiros carros do Innovia já estavam em produção quando estivemos na Bombardier. Numa breve explicação da linha de montagem, o diretor responsável mostrou todos os processos e o desenho da fábrica, planificando passo a passo da montagem. De maneira resumida, tentarei mostrar à vocês como tudo funciona:

Chapa lateral do carro
Estrutura básica de um carro do monotrilho
Segundo Manuel Gonçalves, da Bombardier, as peças laterais são confeccionadas e encaixadas em uma segunda estrutura. Essas peças são feitas em alumínio, proveniente da China, que dão mais leveza ao veículo. O 'chassi' do Monotrilho é confeccionado em aço carbono, para dar mais sustentação e firmeza. Após encaixadas as laterais nas estruturas, o teto do trem também é posicionado e fixado. Em tese, o carro já está basicamente montado, passando para a fase seguinte, que seria da instalação interna e aplicação das portas e janelas.

Cobertura do carro: aparelhos de ar-condicionado são instalados em seguida
Primeiro carro do monotrilho, em avançado estado de produção
Após a montagem das estruturas, aplicação de portas e janelas, os carros fazem uma 'curva' na linha de montagem e entram na sessão de testes. Primeiro, o teste de infiltração (jatos de água são direcionados aos carros, a fim de verificar se todos estão bem isolados e que não apresentem vazamentos em caso de chuva moderada e tempestades). Passado nesse teste, os carros avançam um módulo, onde são ligados à energia de 750 V, para testes estáticos. Aprovados nesse ponto, seguem para o último estágio (adesivação e sinalização interna). Em seguida, já estão prontos para serem entregues ao cliente. 

Durante as explicações, soubemos de um fato muito curioso: esta planta da Bombardier já está preparada para montar um carro do monotrilho por dia. Ou seja, teremos 371 carros montados em Hortolândia. Em pouco mais de um ano, a frota inteira de monotrilhos estará à disposição do Metrô. Todo esse processo mostra o real motivo da escolha do Metrô em construir a Linha 15 nesse formato. Além do custo mais em conta do que realizar a obra em forma de metrô pesado (com túneis e etc), os trens também ficam prontos muito mais rápido. Todo o trabalho que está sendo realizado pela Bombardier é de última geração, com tecnologia de ponta e com muita responsabilidade. A empresa está completamente preparada para entregar todos os carros até o fim de 2013, o que será um grande marco. O Metrô de São Paulo prometeu a entrega do primeiro trecho para o primeiro trimestre de 2013, onde os primeiros trens farão o trecho Vila Prudente - Oratório. Estivemos acompanhando as obras na estação Oratório algum tempo atrás (Clique nesse link e veja a matéria: Blog visita obras do Monotrilho da Linha 15-Prata

Enquanto isso, as obras em SP avançam rapidamente para a chegada dos trens

Conheça a modernização dos trens da Linha 1-Azul do Metrô

Junto do trem A50, já em modernização na Bombardier
Por Diego Silva

No último dia 12, recebemos o convite da Companhia do Metropolitano para realizar uma visita técnica na fábrica da Bombardier, em Hortolândia. Tivemos o privilégio de conhecer a linha de modernização dos trens da Linha 1-Azul, além de conhecer dados técnicos e também a linha de montagem dos monotrilhos que serão utilizados na Linha 15-Prata. Nessa matéria, mostrarei à vocês como é realizada a modernização dos trens da linha Norte-Sul, em circulação há mais de 40 anos.

Trens Budd: após 40 anos de uso, chegou a hora da reforma
Dia chuvoso em São Paulo. Chegamos na estação Vila Madalena por volta das 07h da manhã para encontrar com os demais convidados e com os responsáveis do Metrô para dar início à viagem. Ao longo da viagem, um pouco de trânsito e bastante chuva, basicamente no translado inteiro. Ao chegar em Hortolândia, isso por volta das 10h, já havia um tempo mais ameno e seco. Um breve breakfast oferecido pela Bombardier e em seguida, tivemos uma apresentação em vídeo sobre os processos de reforma dos trens e sobre a construção dos monotrilhos Innovia 300, que irão circular na Linha 15-Prata.

Seguindo para os galpões, pudemos ver na prática como é feita a reforma dos trens. Ao chegarem na Bombardier, os trens são encarrilhados e começa todo um processo de desmanche, peça por peça. Somente a caixa de aço inox fica 'inteira' (onde, em determinado momento, é cortada para aplicação dos aparelhos de ar-condicionado). Os carros são separados e retirados dos truques (que também passam por modernização e troca de equipamentos e rodas).

Composição A50 completamente desmontada
Truques 'Pioneer', já reformados e pronto para serem instalados novamente
Segundo o relatório de modernização, todas as peças que puderem ser reaproveitadas dos trens, serão utilizadas nos mesmos, gerando assim uma economia no valor final da reforma. Após os truques, visitamos o espaço onde os trens passam pela nova montagem. Essa montagem envolve: instalação dos aparelhos de ar-condicionado, instalação das novas portas elétricas, instalação dos componentes de tração e pneumática, interiorismo e aplicação da nova máscara facial. Os demais equipamentos são de última geração, trazendo mais modernidade e confiabilidade aos novos trens.

Instalação das novas portas elétricas
Nova máscara intermediária: cabines foram retiradas
Seguindo a linha de montagem, notamos que alguns carros já estão em avançado estágio de modernização. Tanto que, num galpão à parte, a composição J42 já está quase pronta. Em média, a modernização de cada trem está durando de dois a três meses. A instalação da nova máscara, com a nova cabine e o novo interior são o toque final da Bombardier nas composições. Os 'novos' trens são testados estaticamente e em seguida, enviados para São Paulo, onde o Metrô recebe as composições e realiza os últimos testes.

Composição J50 na linha de reforma da Bombardier
Bombardier irá reformar metade dos trens da Linha 1
O translado dos trens até São Paulo é feito por carretas novamente, até a entrega ao Metrô. Em São Paulo, os trens são encarrilhados e acoplados, para serem ligados novamente à rede e para realização dos testes de tração. Aplicação de informações visuais, instalação dos sistemas de sinalização, softwares e últimos testes. Após todo esse longo processo, o trem é entregue à operação novamente, para ajudar no transporte dos mais de 4 milhões de passageiros que por aqui passam diariamente.
 
Nova cabine, mais espaçosa e confortável
Trem modernizado pela Bombardier, já entregue à operação da Linha 1-Azul
Agradecimentos especiais aos responsáveis do Metrô e ao sr. Manuel, da Bombardier, por toda a explicação e apresentação dos processos de modernização das composições. Ainda hoje, a matéria que mostra toda a linha de montagem do Monotrilho Innovia 300!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Denúncias aumentam 50% no Metrô


Fonte: Diário de São Paulo

O serviço SMS-Denúncia registrou aumento de 50% no Metrô, segundo último balanço divulgado pela Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos. Foram 36.185 mensagens de janeiro a outubro de 2012, contra 18.312 no mesmo período do ano passado. A principal reclamação foi o comércio irregular, seguido por comportamento inadequado de usuários (como sentar no chão do trem, pôr os pés nos bancos e não dar preferência a mulheres e idosos) e presença de pedintes.

Na CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), foram oficializadas entre janeiro e outubro 17.120 denúncias. O número subiu 27,8% em comparação ao mesmo período de 2011. Iniciativa pioneira tanto no Metrô como na CPTM, o projeto foi implantado em 2008 e já recebeu mais de 50 mil mensagens via celular com reclamações de passageiros.

As duas empresas de transporte sobre trilhos pedem que os passageiros utilizem o celular para que as equipes de segurança possam fazer a verificação. As denúncias auxiliam na análise das ocorrências e na  prevenção para reduzir a incidência dos problemas.

Denunciante não precisa se identificar
Para fazer a denúncia os passageiros devem colocar na mensagem o máximo de informações possíveis, como em qual linha está, o número do vagão, qual sentido segue e a próxima parada. Além disso, é importante informar a infração cometida e as características do autor (físicas e roupas). Tanto na CPTM como no Metrô não é preciso se identificar.

Metrô SP publica edital para revitalização de estações


Fonte: Revista Ferroviária

O Metrô de São Paulo publicou um edital para a revitalização das estações de suas três linhas mais antigas, a Linha 1-Azul, Linha 2-Verde e Linha 3-Vermelha. A licitação é do tipo técnica e preço.

O contrato a ser firmado entre o Metrô de São Paulo e a vencedora da licitação terá vigência de 23 meses, contados a partir da data de assinatura do contrato. O valor base da licitação é R$ 2.012.019,66. 

A sessão pública para recebimento e abertura das propostas está marcada para o dia 20 de dezembro, às 09h, na Rua Boa Vista, 175, 2º andar, Centro de São Paulo.

Estações Linha 17-Ouro
O Metrô de São Paulo publicou também um edital para a execução de obras civis nas estações Linha 17-Ouro. A licitação inclui obra bruta, acabamento, comunicação visual, sistemas hidráulicos e paisagismo das estações. 

A concorrência será efetuada em dois lotes. O primeiro será para as estações Congonhas, Jardim Aeroporto, Brooklin Paulista e Vereador José Diniz. O segundo lote contempla as estações Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi/CPTM. O valor da licitação é de R$ 486.559.362,09, sendo que dessa quantia R$ 271.470.056,99 será  destinado ao primeiro lote e R$ 215.089.305,10 para o segundo.

As propostas devem ser entregues até dia 13 de dezembro, às 14h, na Rua Boa Vista, 175, 2º andar,no Centro de São Paulo, quando ocorrerá a abertura dos envelopes. Os editais completos podem ser obtidos no site do Metrô (www.metro.sp.gov.br).

Metrô de SP firma contrato com Alstom e Thyssen-Krupp


Fonte: Valor Econômico

Um consórcio composto pela francesa Alstom (72,43% de participação) e pela alemã Thyssen-Krupp (27,57%) firmou um contrato de 40 milhões de euros com a Companhia do Metropolitano de São Paulo, o Metrô.
 
A sociedade fornecerá a infraestrutura da segunda fase da Linha 4-Amarela, cujos investimentos são realizados por um modelo de parceria público-privada (PPP). A operação é feita por uma subsidiária do grupo de concessões CCR (por sua vez, controlado por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Soares Penido).

O governo do estado de São Paulo se comprometeu a fazer a maior parte dos investimentos e a ViaQuatro, controlada pela CCR, fará a menor parte dos desembolsos (como em trens e sistemas) em troca de receitas de exploração da linha. O contrato da ViaQuatro tem 30 anos de vigência.

Segundo a Alstom, a companhia será responsável por mais de 70% do contrato, o que inclui o fornecimento de energia, telecomunicações (estações de monitoramento para câmeras, sistema de telefone e de som nas estações), sistema de controle local (informações da estação para o centro de controle) e sistemas auxiliares (detecção de incêndios, iluminação, ventilação das salas técnicas e equipamentos para o pátio).

sábado, 17 de novembro de 2012

Obras na rede aérea da Linha 5-Lilás alteram circulação nesse domingo


Fonte: Metrô

No próximo domingo, dia 18 de novembro, o Metrô realizará serviços de manutenção na rede aérea da Linha 5-Lilás (Capão Redondo-Largo Treze). Para executar as atividades programadas, as estações Capão Redondo, Campo Limpo e Vila das Belezas ficarão fechadas ao público das 4h40 às 12h. 

Nesse período, os usuários serão atendidos gratuitamente por ônibus do sistema PAESE (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) que circularão, ininterruptamente, entre as estações Capão Redondo e Giovanni Gronchi, dando cobertura ao trecho interrompido. No trecho entre as estações Giovanni Gronchi e Largo Treze, a circulação das composições ocorrerá normalmente.

Para informar sobre a ação, o Metrô está emitindo mensagens pelos sistemas de som das estações e dos trens e por meio de cartazes.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Metrô terá operação especial durante feriado prolongado


Fonte: Metrô

A partir da próxima quarta-feira, 14 de novembro, para facilitar a viagem de quem for deixar a cidade durante o feriadão prolongado, o Metrô implantará estratégia especial de operação durante o período que envolverá os feriados de 15 de novembro (Proclamação da República) e 20 de novembro (Dia da Consciência Negra).

Na Linha 1-Azul (Jabaquara - Tucuruvi), principal via de acesso aos terminais rodoviários Jabaquara e Tietê, serão ofertadas 32 viagens a mais no período da noite de quarta-feira. Nas demais linhas, a frota de trens em circulação não sofrerá alterações.

Já na quinta-feira, dia 15, em função do feriado, a frota de trens em operação será reduzida, semelhante a que circula num domingo típico. Na sexta-feira, dia 16, a oferta de viagens volta a ser semelhante à programada para um dia útil normal. Durante o final de semana, tanto no sábado quanto no domingo, a frota de trens em circulação não sofrerá alterações.

Dia da Consciência Negra
Na segunda-feira, dia 19, véspera do feriado do Dia da Consciência Negra, o número de composições em operação nas linhas do Metrô não terá mudanças, permanecendo semelhante a de um dia útil comum. Já na terça-feira, dia 20, o esquema de operação será igual ao de um domingo, porém com oferta especial de viagens. Na linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), serão acrescidas 249 viagens em relação a um domingo típico. Para a Linha 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), foram programadas 273 viagens extras, e na a Linha 5-Lilás (Capão Redondo-Largo Treze), os usuários também contarão com 66 viagens adicionais. Somente na Linha 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena) a oferta de viagens não muda, ficando igual à programada para um dia de domingo. 

Circulação de trens será antecipada
Na quarta-feira, dia 21, para atender aos que retornam do feriado prolongado, a circulação dos trens será antecipada para as 4h nas linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, por onde desembarcam e se transferem os usuários que chegam pelos terminais rodoviários Tietê, Jabaquara e Barra Funda. Na Linha 5-Lilás, a operação terá início no horário habitual: às 4h40.
A antecipação do início da operação comercial beneficiará os usuários com 46 viagens a mais na Linha 1-Azul, 18 na Linha 2-Verde e 50 na Linha 3-Vermelha.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Nesse feriado, Metrô realizará testes na Linha 2-Verde até as 09h


Monotrilho de SP terá até borracheiro


Fonte: Diário do Comércio


Mais do que um novo modelo de transporte público em São Paulo, o monotrilho do consórcio Expresso Leste (Linha 15-Prata, do Metrô) será o ponto de partida para uma profissão até hoje impensável na lista de funcionários responsáveis pela manutenção de uma composição.
Com o início da operação do novo sistema, previsto para início de 2013, a Companhia do Metrô passará usar indispensáveis serviços de um... borracheiro.

Esse profissional será responsável pela manutenção dos pneus que conduzirão o monotrilho ou Veículo Leve sobre Trilho (VLT) de 86 metros de comprimento pelos pilares do Expresso Leste, do Metrô, o primeiro do gênero no mundo para a alta capacidade (acima de 40 mil passageiros/hora).

Modelo
A necessidade de  borracheiros para cuidar do monotrilho de São Paulo foi revelada na quinta-feira, na Bombardier, empresa franco-canadense responsável pela fabricação do monotrilho. Instalada em Hortolândia (a 115 km da Capital, na região de Campinas), essa unidade será a responsável mundial por monotrilhos que poderão correr o mundo a partir do modelo paulistano.

Segundo informações da empresa, cada unidade do monotrilho paulistano terá quatro pneus. Segundo o Manuel Gonçalves, gerente geral da Bombardier em Hortolândia, os pneus do monotrilho serão fornecidos pela multinacional Michelin e se assemelham aos usados pelos caminhões.

"É muito parecido com o modelo dos caminhões. A diferença é que eles não serão submetidos às ruas ou avenidas esburacadas, mas circularão por vias lisas e com pouco atrito", disse Gonçalves.

Peso
Segundo Gonçalves, o maior teste dos pneus será suportar o peso do grande número de passageiros que passarão pelo sistema. Pelas contas do Metrô, cada composição poderá transportar até mil pessoas, sendo 48 mil por hora/sentido  - aproximadamente um milhão de pessoas por dia.

Além dos passageiros, os pneus também deverão suportar a "leve" composição do monotrilho, que pesará pouco mais de 15 toneladas e será movido a eletricidade. Estima-se que o peso do VLT seja 50% mais leve do que uma composição de metrô convencional, por utilizar alumínio vindo da China em vez de outros metais mais pesados. Além disso, composições do metrô, que podem operar sob o solo, são maiores que as do VLT.

Mesmo assim, o peso do monotrilho é grande e só um borracheiro para cuidar da manutenção preventiva dos pneus. "Pela primeira vez, o Metrô terá um borracheiro para fazer a manutenção de um equipamento", brincou Gonçalves.

Garantias
Mas e se, por acaso, estourar um pneu durante uma viagem? O sistema vai parar para que os passageiros possam descer? A Bombardier descartou qualquer risco de paralisação do sistema, caso haja o estouro de pneus durante o transporte de passageiros. "Há uma tecnologia que compensa o esvaziamento de um pneu e permite que a composição siga até a próxima estação", afirmou. Para o diretor de comunicação da Bombardier, Luís Ramos, o risco de acidente no sistema monotrilho, incluindo os pneus, está descartado.

Preto e branco
Segundo a empresa, o primeiro carro do monotrilho paulistano deve ficar pronto até o fim do ano, sendo que a composição completa será entregue no início de 2013. Basicamente, as composições do monotrilho serão pintadas de preto e branco, com alguns detalhes que só serão revelados na próxima terça-feira. "O carro foi escolhido a partir de um concurso promovido pelo Metrô e será uma surpresa", disse Ramos.

Etapas
A operação do monotrilho de São Paulo vai obedecer a um cronograma com três etapas. A primeira, prevista para 2013, vai ligar Vila Prudente à estação Oratório, com 2,9 km. A segunda etapa, em 2014, ligará a estação Oratório a São Mateus, com 10 km. Finalmente, em 2016, o monotrilho deverá chegar a Cidade Tiradentes, com mais 11 km de trilhos.

Aos 38 anos, Metrô quer mudar identidade


Fonte: Metrô


Aos 38 anos, o metrô de São Paulo planeja uma mudança no visual. Estudo encomendado pela companhia e entregue recentemente mostra a intenção da empresa de alterar os painéis informativos das estações, aqueles de uma cor só que indicam o nome da parada, a direção da saída e o destino da linha. Eles devem ser trocados por placas azuis, com a cor específica do ramal apenas em uma faixa inferior.

Também serão colocadas grandes chapas com a mesma cor da linha na parede ao lado dos trilhos, nas estações onde a plataforma fica no centro, como a Brigadeiro, na Linha 2-Verde. A intenção, diz Vagner Rodrigues, chefe do Departamento Técnico da Operação, é criar uma unidade no sistema. As imagens do manual de sinalização da Companhia do Metropolitano de São Paulo, obtidas pela reportagem, revelam inspiração na nova comunicação visual da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), instalada em 2009.

"A ideia é sempre padronizar tudo, de forma que toda a rede de transportes tenha a mesma comunicação visual", diz Rodrigues. Isso incluiria até os ônibus municipais da São Paulo Transporte (SPTrans), embora, de acordo com ele, a proposta ainda não tenha sido levada para a empresa da Prefeitura. O objetivo dessa unificação é parecido com o da Transport for London, que gerencia e dá a mesma "cara" para todos os meios de mobilidade da capital britânica, do metrô aos barcos do Rio Tâmisa.

Os novos painéis só devem começar a ser instalados na futura Linha 6-Laranja (da Brasilândia, na zona norte, à região central), prevista para ser totalmente entregue em 2019. As linhas mais antigas ainda não têm um cronograma definido de substituição.

Há três anos, o Metrô começou a substituir os painéis velhos na Linha 1-Azul, como a Paraíso e a Tiradentes. A substituição foi interrompida, pois não agradou a todos dentro da companhia. Diferentemente das placas originais, essas eram brancas e com letras arredondadas.

Alguns usuários também protestaram. Caso do universitário José Rodolfo Chufan Mendes, de 30 anos, que usa o metrô três vezes por semana para ir para a Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, zona oeste. Ele diz que a nova proposta parece ser melhor que a anterior. "O padrão com faixas horizontais é mais parecido com o projeto original e é mais harmônico", diz ele, que integra a Associação Preserva São Paulo.

O azul empregado no novo projeto é a cor institucional do Metrô. A empresa foi questionada, mas não informou quanto foi gasto para desenvolver o plano.

Monotrilho da Linha 15 terá tecnologia de avião


Fonte: G1


O monotrilho que começa a operar na Linha 15-Prata do Metrô em São Paulo, entre o final de 2013 e início de 2014, está sendo construído em Hortolândia (SP) com tecnologia usada em aviões. A composição terá capacidade de percorrer os 24 quilômetros do trecho total entre a Vila Prudente e a Cidade Tiradentes em 50 minutos, contra as atuais 2 horas. Na primeira etapa, os carros vão circular entre a Vila Prudente e a Oratório, em um percurso de dois quilômetros. O trecho completo só estará operando em 2016.

De acordo com o diretor geral da empresa canadense Bombardier Transportation, Manoel Gonçalves, para reduzir o peso do carro e alcançar a capacidade similar do metrô de 48 mil passageiros por hora, foi preciso usar a mesma estrutura de alumínio das aeronaves, para que fiquem leves.


Bombardier inicia produção de monotrilho em Hortolândia
“Com isso, reduzimos o peso em até 30%. Foi otimização máxima de peso”, explica Gonçalves, sobre a tecnologia canadense utilizada na produção dos carros no Brasil.

Com a redução do peso, a composição atinge até 80 km/h. Rodando em pneus de borracha, a velocidade será praticamente mantida mesmo em dias de chuva, segundo os técnicos da empresa.

A expectativa é que uma composição passe por cada uma das 17 estações a cada 75 segundos.Como na Linha 4 do Metrô, o monotrilho utiliza energia elétrica, mas em caso de falta de abastecimento, uma bateria permitirá que a composição chegue até a próxima estação.

Mesmo assim, se uma das composições parar por algum motivo, outro monotrilho pode rebocá-lo. Os passageiros podem ser retirados dos carros por uma espécie de passarela que há nos trilhos. “São nulas as chances de acidente com este tipo de transporte”, afirma o diretor de comunicação da Bombardier, Luís Ramos.

O monotrilho é totalmente automatizado e funciona sem piloto. Tudo é controlado por uma central de monitoramento.


Interno
A parte interna do monotrilho é semelhante ao do metrô. Cada carro terá capacidade para 147 passageiros, mas serão 15 bancos disponíveis. De acordo com a empresa canadense, o carro foi projetado para até oito pessoas por metrô quadrado, mas deve operar com seis.

As portas funcionarão como as do metrô, com abertura automática e largura de 1,60 metro.

Antes de rodar na capital, o monotrilho passará por testes em um trilho no Canadá, com características semelhantes as da capital paulista. O valor da tarifa será igual ao do metrô, e será válido o Bilhete Único. Na próxima semana a Bombardier vai demonstrar o carro completo com pintura e parte interna pronta na Negócios nos Trilhos, uma feira do setor entre os dias 6 e 8 de novembro no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte, na Vila Guilherme, em São Paulo.

Produção
A Bombardier Transportation abriu a fábrica em Hortolândia (SP) em abril com 250 funcionários e investimento de US$ R$ 15 milhões. A expectativa é produzir 371 carros, sendo um por dia, quando a capacidade total da fábrica for atingida. A multinacional canadense informou que até o momento, apenas São Paulo utilizará os carros produzidos no interior paulista, mas cidades como Belo Horizonte (MG) e Recife (PE) estariam interessadas.

O monotrilho é até 60% mais barato para sem implantado do que o metrô convencional e tem a vantagem de não fazer barulho.

Metrô prepara concurso público para Agente de Segurança


Fonte: JC Concursos

A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) prepara concurso público para a carreira de agente de segurança. A perspectiva é de que o edital seja publicado já no primeiro trimestre de 2013.

Com o último concurso para a carreira vigorando até 18 de janeiro de 2013, o Metrô ainda avalia qual será o quantitativo de vagas a ser oferecido neste futuro edital. Mas a perspectiva é de que haja tanto a oferta de postos para o preenchimento imediato, quanto a formação de cadastro reserva.

O agente de segurança é responsável por executar ações preventivas, corretivas e repressivas nas dependências do Metrô, que incluem estações, trens e terminais.O objetivo é garantir tanto a segurança do usuário, quanto do patrimônio e sistema operacional, coibindo a ação de infratores, com a prestação de atendimento de primeiros socorros, operando equipamentos de fluxos das estações, encaminhamento de ocorrências aos órgãos competentes e elaborando de relatórios e boletins de ocorrência em colaboração com a polícia.

Requisitos 
Para concorrer ao cargo, o candidato deve ter nível médio completo e ter altura mínima de 1,70m, se homem, e de 1,65m, se mulher. A jornada de trabalho varia entre 36h e 40h semanais,com turnos de revezamento e escalas fixas. O salário inicial é de R$ 1.991,91. Para todos os cargos o Metrô oferece benefícios como vale-transporte e vale-alimentação. A admissão será pelo regime de CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

A seleção dos candidatos é composta por prova objetiva de conhecimentos básicos de língua portuguesa, matemática e raciocínio lógico, e atualidades; além de prova de capacidade física.

Monotrilho da Linha 15-Prata será o mais moderno do mundo


Fonte: Revista Época


Em um dos galpões industriais da empresa de transportes canadense Bombardier, dois esqueletos de “vagão” em processo de montagem estão suspensos sobre estruturas de vigas metálicas. “Não são vagões, são carros. Vagão é para carga”, diz Manuel Gonçalves, diretor geral da fábrica, corrigindo os jornalistas reunidos para conhecer o processo de construção do monotrilho. Daqui a um ano, se tudo correr conforme o cronograma, os “carros” estarão imersos na paisagem da capital paulista, no polêmico projeto do monotrilho da Zona Leste.

Os 378 carros do monotrilho da linha 15 – Prata do metrô virão de mais longe, da cidade de Hortolândia, a 20 minutos de Campinas. O projeto estipula 2016 como o prazo para ligar o bairro Cidade Tiradentes à estação Vila Prudente, da linha 2 – Verde, num total de 24 quilômetros e 17 estações. Mas já no fim do próximo ano, o primeiro trecho deve ser inaugurado, percorrendo os 2,9 quilômetros que separam a estação Vila Prudente da futura parada Oratório.

Para mensurar o impacto desse novo sistema no transporte da cidade, basta imaginar que um ônibus circulando no trecho entre a Avenida Jaguaré, na zona oeste, até a Avenida Paulista, de pouco mais de10 quilômetros, leva em torno de 40 minutos – se o trânsito não estiver muito ruim. Com o mesmo tempo, seria possível percorrer quase toda a extensão do monotrilho, estimada pelo fabricante em 50 minutos. Praticamente o dobro da distância. O ônibus transporta até 34 pessoas sentadas e 54 em pé, um total de 88 passageiros. Já o trem com traços futuristas carregará cerca de 15 passageiros sentados e 128 em pé, num total de 143 passageiros. Por carro.


A estimativa é que o serviço receba 500 mil usuários diariamente, algo como toda a população do Grajaú, bairro mais populoso da capital, somada aos moradores da Vila Mariana. Segundo o diretor de comunicação da Bombardier na América Latina, Luis Ramos, a linha vai ajudar a suprir a carência da região leste por transporte coletivo. “O principal problema das cidades é que houve um grande crescimento da população, mas não da infra-estrutura”, diz.

Para transportar um contingente tão expressivo, é preciso algumas inovações. A Bombardier, que também atua no ramo da aviação, trouxe tecnologia aeronáutica para reduzir o peso dos carros, e assim aumentar o número de usuários transportados. São 15 toneladas de alumínio, estruturadas em forma de colmeia. “É um truque para reduzir espaço e ganhar performance”, explica o diretor Manuel Gonçalves. O motor é de ímã permanente e fica dentro do cubo da roda de borracha, gerando um nível de ruído quase nulo.

A multinacional classifica o sistema como “de alta capacidade”, único no mundo com cara de metrô. Na China, um monotrilho carrega 30 mil pessoas por hora, e no Japão, 25 mil. No Brasil serão 40 mil pessoas por hora. “Um trem com a nossa capacidade é inédito”, explica Luis Ramos, que vê um futuro promissor para a exportação. A fábrica já tem encomendas de 12 carros para a Arábia Saudita, e as cidades de Belo Horizonte, Recife e Rio de Janeiro já demonstraram interesse. A meta para o auge de produção é de um carro pronto a cada dia. Se o monotrilho entregar tudo o que promete, a Zona Leste terá muito mais carros na garagem a partir de 2016. “O que é mais confortável, estar sozinho na sua ‘poltrona’ e ficar duas horas parado no trânsito, ou chegar em 50 minutos?”, pergunta Luis Ramos. Como se fosse preciso responder.

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