sábado, 28 de abril de 2012

Monotrilho da Linha 18-Bronze terá investimentos do PAC da Mobilidade

Monotrilho Scomi
Fonte: Repórter Diário

O governo federal, por meio do Ministério das Cidades, anunciou nesta terça-feira, a seleção do Monotrilho Estação Tamanduateí-São Bernardo como uma das obras do PAC de mobilidade urbana. O projeto de financiamento do Estado de São Paulo, elaborado pela Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional, tem um valor total de R$ 4 bilhões, sendo que R$ 1,276 bilhão sairão de financiamento da Caixa Econômica Federal e mais R$ 400 milhões do Orçamento Geral da União. A contrapartida do Estado será de R$ 2,397 bilhões.

O governador Geraldo Alckmin, que participou da solenidade, em Brasília, ressaltou que o monotrilho irá beneficiar a população do ABC, Região Metropolitana de São Paulo. “É uma linha importante, são cerca de 20 estações, 19 km, e capacidade para 270 mil passageiros dia”, destacou.

A Linha 18-Bronze atenderá os polos industriais e de serviços da Região Metropolitana de São Paulo, os municípios de São Caetano do Sul, São Bernardo do Campo e Santo André. A obra também ligará importantes polos educacionais, com destaque para o Instituto Mauá de Tecnologia, UNIBAN, Faculdade de Medicina de Santo André, Faculdade de Engenharia Industrial – FEI, Fundação Santo André e a Universidade Municipal de São Caetano do Sul.

O trajeto será de 20 quilômetros, que deverão ser percorridos em 35 minutos. Estão previstas 19 estações, que atenderão os bairros Jardim São Caetano e Mauá, em São Caetano; Vila Palmares, Sacadura Cabral, Vila Scarpelli e Jardim Bom Pastor, em Santo André. Passará, ainda, pelo Baeta Neves, Centro, Ferrazópolis e Alvarenga, em São Bernardo. A Linha 18-Bronze terá mais quatro terminais integrados, com o transporte diário de cerca de 400 mil usuários na ligação Tamanduateí.

Em fevereiro, a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) iniciou processo de “chamamento público” para interessados da iniciativa privada apresentarem manifestação de interesse em realizar estudos de modelagem linha. O edital foi publicado no dia 2 de fevereiro, no Diário Oficial do Estado, pela STM e o Conselho Gestor de Parcerias Público-Privadas.

O projeto está dividido em duas partes, que ainda deverão passar pela avaliação do Ministério das Cidades e de técnicos da Caixa antes da assinatura definitiva do contrato:

Fase 1: Tamanduateí – Paço Municipal (SBC)
Com extensão de 14 km, é composta por doze estações (Tamanduateí, Goiás, Espaço Cerâmica, Estrada das Lágrimas, Praça Regina Matielo, Rudge Ramos-Instituto Mauá, Afonsina, Fundação Santo André, Winston Churchill, Senador Vergueiro, Baeta Neves e Paço Municipal) e pelo Pátio Tamanduateí para manutenção e estacionamento de trens.

A diretriz de traçado da Linha 18 – Tamanduateí – SBC (Alvarengas), inicia na Estação Tamanduateí, no Município de São Paulo, seguindo em direção ao eixo da Av. Guido Aliberti, servindo nessa avenida aos municípios de São Paulo e São Caetano do Sul. Na transição da Av. Guido Aliberti para a Av. Lauro Gomes, a diretriz de traçado passa a atender aos municípios de São Bernardo do Campo e Santo André, até a região do Paço Municipal de São Bernardo do Campo. Operação prevista para 2015.

Fase 2: Paço Municipal – Estrada dos Alvarengas
Com extensão de 6 km, é composta por seis estações (Djalma Dutra, Praça Lauro Gomes, Ferrazópolis, Café Filho, Capitão Casa e Estrada dos Alvarengas) e pelo Pátio Alvarengas para estacionamento de trens. Nessa fase a diretriz de traçado se desenvolve dentro do Município de São Bernardo do Campo, partindo do Paço Municipal e seguindo pelo eixo da Av. Faria Lima até as proximidades do Terminal Ferrazópolis da EMTU/SP, onde inicia deflexão à direita, passando sobre a Via Anchieta e buscando o eixo da Av. Café Filho, em direção à Estação Estrada dos Alvarengas, próximo à Faculdade de Engenharia Industrial – FEI. Operação prevista para 2016.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Projeto prevê ônibus expressos entre estações da CPTM e do Metrô

327 no Pátio Itaquera
Fonte: G1

A cidade de São Paulo deve ter linhas expressas de ônibus entre estações de Metrô e trem para aliviar a lotação nos trechos mais críticos. O projeto foi anunciado nesta terça-feira (24) pelo novo presidente do Metrô, Peter Walker, e está sendo estudado por técnicos de quatro empresas de transporte: Metrô, SPTrans, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU).

A ideia é que os ônibus expressos só façam paradas entre o ponto de embarque e o de destino. Um dos exemplos dados pelo governo de São Paulo é uma rota direta entre as estações Vila Matilde e Sé, da Linha 3-Vermelha do Metrô. A linha é campeã em lotação no Metrô, com 1,4 milhão de passageiros por dia. Passageiros já formam filas do lado de fora de estações nos horários mais críticos, segundo reportagem do G1 publicada no início de de abril.

No caso da Linha 7-Rubi, também da CPTM, ônibus expressos devem ser colocados no trecho entre a cidade de Caieiras e o bairro da Lapa, na Zona Oeste de São Paulo.

O projeto está em andamento a pedido da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Ele deve ser apresentado ao Conselho Diretor de Transporte Integrado quando estiver pronto. A SPTrans afirma que aguarda um estudo do Metrô com os pontos mais críticos do trajeto da Linha 3- Vermelha para dar continuidade ao projeto, chamado de "reforço de ônibus" pela empresa.

Nesta terça-feira (24), o novo presidente do Metrô, Peter Walker, deu entrevista na qual relatou que o sistema de linhas expressas de ônibus deve permitir aliviar a demanda de passageiros no sistema metroviário.

Walker diz que o aumento na demanda contribui para as falhas ocorridas nas linhas – apenas em 2012, foram 67 problemas, segundo balanço da TV Globo. Nesta manhã, a circulação na Linha 3-Vermelha foi interrompida após outra falha de tração em trem.

“De imediato nós temos um trabalho junto com a Prefeitura, criando um sistema de linhas expressas de ônibus para que as pessoas diminuam um pouquinho o carregamento no sistema de Metrô e da CPTM”, disse o novo presidente do Metrô.

O G1 mostrou que número de passageiros no Metrô de São Paulo cresceu 40% em cinco anos. A quantidade representa quase 1 milhão a mais de pessoas por dia nas estações. No período, a companhia diz ter aumentado o número de trens, inaugurado novas estações e reduzido o intervalo entre composições. Entretanto, entre 2010 e 2011, balanços oficiais da companhia indicam que o investimento em novas estruturas e na rede atual diminuiu.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Metrô completa 44 anos de sua fundação


Fonte: Metrô

Na última terça (24) a Companhia do Metropolitano de São Paulo completa 44 anos desde sua fundação. Alguns meses depois de sua criação, começaram as obras do primeiro trecho da Linha 1-Azul (antes chamada de Norte-Sul), cuja operação comercial, entre as estações Jabaquara e Vila Mariana, foi iniciada em setembro de 1974.

Em seus 44 anos a empresa buscou acompanhar o que havia de melhor na tecnologia de cada época.

A primeira utilização de Shield ("tatuzão") na construção de uma linha de metrô no Brasil ocorreu em outubro de 1972, na obra da Linha 1-Azul. Atualmente, o Metrô está inovando ao implantar o sistema monotrilho, de construção mais rápida e de menor custo, nas Linhas 17-Ouro e extensão da Linha 2-Verde.

O controle de trens também foi sendo atualizado com uso das novas tecnologias. No momento, a empresa está modernizando toda sua frota de trens e seus sistema de controle, para diminuir ainda mais o intervalo entre as composições.

Mudanças na sociedade também foram sentidas no Metrô, como a maior inserção damulheres no mercado de trabalho. Hoje, elas representam 55% dos usuários do sistema metroviário.

O crescimento da metrópole, aliado à pressa cotidiana também tornou o sistema metroviário a opção mais rápida de transporte coletivo - indispensável ao paulistano.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Linha 17-Ouro - Metrô a 18 metros de altura


Fonte: Estadão

Uma viagem a 18 metros de altura e 80 km/h. Segundo o Metrô, será essa a sensação do passageiro que utilizar a Linha 17-Ouro no trajeto sobre a Marginal do Pinheiros. O trecho será o mais alto do percurso de 17,9 km, que ligará o Morumbi ao Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital.

Após cruzar o rio e a linha férrea da CPTM, a altura dos pilares – que representa um prédio de seis andares – será reduzida e deve oscilar no cruzamento com avenidas e viadutos existentes. Imagens divulgadas pela empresa mostram qual será o impacto visual que o monotrilho provocará por onde passar.

Nas projeções feitas pela empresa é possível visualizar, por exemplo, as intervenções previstas na Avenida Jornalista Roberto Marinho. O monotrilho passará por baixo da alça de acesso da Ponte Octavio Frias de Oliveira e por cima dos viadutos nos cruzamentos com as Avenidas Santo Amaro e Vereador José Diniz.

A região, que corta os bairros de Campo Belo, Brooklin e Jardim Aeroporto, tem lançamentos imobiliários de alto padrão, com apartamentos de mais de R$ 2 milhões. Com a chegada do monotrilho, os imóveis podem perder valor.

Segundo Antonio Claudio Fonseca, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie, quanto mais próxima estiver a estrutura do edifício, pior será o efeito. “Isso deve acontecer, por exemplo, na chegada ao Aeroporto de Congonhas, pela Avenida Washington Luís. Ali, segundo mostram as imagens do Metrô, os pilares não ficarão no canteiro central, mas na lateral da via, bem perto dos prédios”, diz. Fonseca ainda cita outras soluções preocupantes do ponto de vista urbanístico. “São os cruzamentos da nova linha com viadutos já existentes, como a ponte estaiada. Serão muitos componentes juntos.”

Em construção desde o dia 1.º de abril, a Linha 17-Ouro já interdita uma faixa de 400 metros da Avenida Jornalista Roberto Marinho, na Marginal do Pinheiros. Ao longo do trecho, 110 imóveis serão desapropriados para permitir a construção da linha, que terá 18 estações.

 Na lista há terrenos comerciais e residenciais espalhados pela Avenida Jorge João Saad e pelas Ruas Senador Otávio Mangabeira e Doutor Flávio Américo Maurano, no Morumbi, além de áreas do Jabaquara. Segundo o governo, a primeira fase, com 7,7 km, deve ser entregue em 2014. O trecho ligará o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi, da Linha 9-Esmeralda da CPTM.

Para Kazuo Nakano, arquiteto e urbanista do Instituto Pólis, o impacto paisagístico talvez nem seja o mais grave, mas a funcionalidade do projeto. “O monotrilho é usado hoje em lugares menores, como em aeroportos, não em ambiente metropolitano.

Com um grande número de viagens e de passageiros, como o monotrilho vai se comportar? Se já estamos vendo um grande número de problemas no metrô e na CPTM, como será com o monotrilho?”, questiona.

Por falta de investimentos, Metrô parece uma 'lata de sardinhas', diz especialista


Fonte: Mobilize

Quem viaja todo dia no metrô de São Paulo já incorporou à conversa as palavras: falha técnica, pane, superlotação... O termo "pane", vale esclarecer, é questionado como impreciso tecnicamente pelo secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes na entrevista concedida ao Mobilize.

Na visão do sindicato dos metroviários de São Paulo não há porque relativizar a situação atual, que deve ser considerada crítica, exigindo uma atuação mais firme do governo. O sindicalista Ciro Moraes, secretário de comunicação do sindicato, é enfático: "Os problemas de falhas e superlotação enfrentados pelo sistema metroferroviário se devem à negligência de consecutivos governos", diz, acrescentando que "se não houve investimento na expansão de linhas de metrô, por outro lado se gastou recursos públicos na ampliação da infraestrutura viária para o automóvel, na construção de viadutos e avenidas que atendem somente ao interesse do petróleo, da indústria automobilística", denuncia.

Segundo ele, para atenuar o sufoco, o metrô deveria ter pelo menos 200 km de extensão (o ideal seria 300 km, ou mais, completa), e não os tão-somente 74 km de linha atuais.

Mesmo a linha 4 Amarela, para a qual migraram usuários de todas as linhas (subindo a demanda em todo o sistema para algo em torno de 4,5 milhões de passageiros/dia), já apresenta problemas técnicos, o que tem levado a área técnica da empresa que controla o sistema a cogitar a introdução de um condutor nos trens, ou mais funcionários que possam orientar melhor os passageiros em caso de emergência, revela Moraes.

O próprio secretário Jurandir Fernandes reconhece que o metrô paulistano é recordista mundial de superlotação. E Moraes dispara: "São verdadeiras latas de sardinha, onde em cada vagão viajam onze pessoas por metro quadrado". E as obras seguem em ritmo aquém do esperado, avalia, dando o exemplo Santiago do Chile, onde para uma população que é a metade da de São Paulo, há quase 90 km de metrô.

Sistema CBTC
Para driblar problemas como o tempo de circulação entre os trens, a direção do metrô vem adotando, desde o ano passado, o sistema de sinalização CBTC, que possibilita às composições trafegarem mais próximas umas das outras.

Teoricamente, o sistema permitiria introduzir mais composições na linha, reduzindo em vinte metros o intervalo entre trens. Adiantando não ser contra a tecnologia, Moraes explica que, com o CBTC, o metrô evitou a compra de mais trens, e reformou as atuais composições. Mas a sua opinião é de que só isso não resolve: "Como o sistema funciona como um carrossel, a superlotação cria um problema de efeito cascata e os trens não têm como funcionar mais rapidamente", sustenta.

Segundo ele, a solução seria investir em mais linhas, criando uma rede com rotas alternativas. O usuário poderia pegar variantes, conforme sua conveniência. A imagem é a de um diamante, diz ele, em que vários raios convergem para um destino. "É como está estruturado o metrô de Londres, Paris, Nova York, ou seja, em todas as metrópoles desenvolvidas".

Curta a Fan Page do blog 'Metrô em Foco' no Facebook: www.facebook.com/metrosp.emfoco

segunda-feira, 23 de abril de 2012

BIRD ajudará em 3 linhas do Metrô, diz governador

Budd 121
Fonte: Diário do Grande ABC

O governo do Estado de São Paulo vai desembolsar R$ 3 milhões por uma consultoria do Banco Mundial (Bird) para projetos de Parceria Público-Privada (PPP) na área de transportes no Estado. O trabalho envolve três novas linhas do Metrô e a duplicação da Rodovia dos Tamoios (SP-99). "Precisamos trabalhar mais e aprender mais com a experiência do Banco Mundial para dizer o que não devemos fazer", disse o governador Geraldo Alckmin.

A colaboração do Banco Mundial terá vigência de 18 meses, período em que serão lançados os editais dos projetos. O governo estadual acredita que, além da experiência da instituição, a parceria agrega também credibilidade a agentes externos no momento de formar as parcerias de financiamento.

Os projetos envolvem a Linha 6 - Laranja (Brasilândia - São Joaquim), que terá 15 estações, com um total de 15,9 quilômetros. Há ainda a Linha 18 - Bronze(São Paulo - ABC), em 20 quilômetros de monotrilho, com 18 estações. A terceira é a Linha 20 - Rosa, (Lapa - Moema), que terá 13 estações em 12,3 quilômetros. No caso da Rodovia dos Tamoios, que liga os municípios de São José dos Campos e Caraguatatuba, a PPP prevê a duplicação do trecho de Serra e contornos viários de Caraguatatuba a São Sebastião.

A diretora do Banco Mundial para o Brasil, Deborah L. Wetzel, avalia que a parceria dos projetos ajudará no avanço da mobilidade urbana e na infraestrutura. "São Paulo teve uma melhora notável da malha metroviária e ferroviária, mas ainda falta muito para melhorar a qualidade do sistema e assegurar o crescimento econômico do Estado", disse. A última parceria no Estado de São Paulo com o Banco Mundial foi na Linha 4 - Amarela do Metrô, em que o governo fez o aporte na obra física, com Parceria Público-Privada apenas na parte rodante do projeto, que envolve os trens. "Agora, será tudo PPP", disse Alckmin.

Curta a Fan Page do blog 'Metrô em Foco' no Facebook: www.facebook.com/metrosp.emfoco 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Metrô prorroga licitação de energia da Linha 5


Fonte: Revista Ferroviária


O Metrô de São Paulo adiou para o dia 27 de abril, às 9h, a entrega e abertura das propostas para o projeto executivo, fornecimento e implantação do sistema de alimentação elétrica do trecho Adolfo Pinheiro – Chácara Klabin da Linha 5-Lilás. Com o novo prazo, o período de compra do edital também foi ampliado para 26 de abril.

A licitação já tinha sido adiada anteriormente. O Metrô de São Paulo informou que o adiamento é para que os interessados tenham um prazo maior para compra do edital e entrega das propostas, e que não houve alterações no texto do documento.

O projeto de expansão da Linha 5- Lilás entre as estações Adolfo Pinheiro e Chácara Klabin está orçado em R$ 6,9 bilhões.  O trecho contará com 11 novas estações.

Curta a Fan Page do blog 'Metrô em Foco' no Facebook: www.facebook.com/metrosp.emfoco 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Blog alcança marca de 100 mil visitas


Por Diego Silva

Caros leitores do blog, chegamos à marca de 100 mil visitas... Uma marca que representa o posicionamento definitivo do 'Metrô em Foco' nas mídias informativas, bem como a sua página irmã, 'CPTM em Foco', que já está desbravando a marca de 340 mil visitas em seus dois anos no ar.

O blog 'Metrô em Foco' nasceu graças ao sucesso do 'CPTM em Foco'. A ideia de manter os usuários informados, explicando aquilo que passa despercebido pelos olhos durante o dia-a-dia foi o passo principal para criação dessas duas páginas, que hoje são um completo sucesso. E o mais curioso de tudo: no momento da inauguração do blog, um dos primeieros visitantes foi justamente o então presidente, Sérgio Avelleda. Eu havia sido convidado pelo mesmo para vistoriar as obras da estação Butantã, que seria inaugurada no dia seguinte. Com isso, uma das primeiras matérias desse blog foi justamente uma vistoria.

Gostaria de agradecer a cada um de vocês que nos acompanham desde o começo. Recebemos um número ainda tímido de visitas diárias, mas cada visita e participação são essenciais para o crescimento e desenvolvimento dessa página. Agradeço plenamente à pessoas como Luis Fernando da Silva e Derick, que estão sempre comigo, em busca de novidades e ideias para o blog; Sérgio Avelleda, ex-presidente do Metrô, pelo apoio determinante e pelas informações antecipadas do Metrô; Marcos Borges, ex-assessor de Sérgio Avelleda e Aluizio Gibson, pela receptividade e pela ajuda de sempre; Reginaldo Seixas, pelos newsletters. 

E agradecer principalmente a você, leitor! Sem você, nada disso teria chegado onde chegou hoje. O nosso muito obrigado à todos que passam por aqui diariamente, contribuindo e indicando o blog para todos.
 O 'Metrô em Foco' chegou na marca de 100 mil, iremos trilhar muitas outras marcas, sempre procurando manter o usuário e leitor informados. O blog se espelha no Metrô: Fica melhor com você!

Muito obrigado a todos!

Curta a Fan Page do blog 'Metrô em Foco' no Facebook: www.facebook.com/metrosp.emfoco 

Monotrilho vai impactar áreas importantes de SP

Perspectiva de passagem do monotrilho
Fonte: Revista Ferroviária
Imagem: IG

Quem anda pela Av. Roberto Marinho, na zona sul de São Paulo, percebe que ela começa a ficar com jeito de “em obras”. Pistas interditadas, máquinas para escavar, trabalhadores com coletes e capacetes apareceram nos últimos dias. Sobre a via, irá passar a única novidade importante no transporte público da cidade que será inaugurada antes da Copa do Mundo: a Linha 17 Ouro do monotrilho. O iG teve acesso a imagens que mostram como a obra irá impactar áreas relevantes da cidade, como a Ponte Estaiada e o Estádio do Morumbi.

A linha toda ligará a estação Jabaquara do Metrô ao Shopping Butantã, na Av. Francisco Morato. Mas, para a Copa, ficará pronto apenas o trecho entre o aeroporto de Congonhas e a Marginal Pinheiros, onde o monotrilho fará integração com a Linha 9 da CPTM. O Metrô promete entregar essa etapa em maio de 2014, um mês antes do evento. Essa ligação terá 7,7 km de extensão e oito estações: Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi.

As outras “duas pontas” da Linha 17 Ouro – da Marginal Pinheiros ao Morumbi, do aeroporto ao Jabaquara – ficarão prontas depois de 2014 e dependem, além do Metrô, também da Prefeitura. O município é responsável pela construção de avenidas (a Perimetral, na altura da favela de Paraisópolis), parques lineares e urbanização de favelas (na Av. Roberto Marinho) que permitirão a conclusão da obra.
O monotrilho é um trem relativamente pequeno – menor que um metrô – e já opera em cidades dos EUA, Japão e vários outros países. Ele correrá sobre vigas de concreto a 15 metros do chão, mais ou menos a altura do terceiro andar de um prédio, suficiente para fazê-lo passar por cima das pontes que cruzam o trajeto. Os pilares que sustentam essas vigas ficarão, quase sempre, nos canteiros centrais das avenidas. Os vagões se movimentam com pneus de borracha sobre concreto, por isso, segundo o Metrô, são mais silenciosos que um trem comum – com rodas e trilhos de aço.

É fácil imaginar a diferença que a Linha 17 Ouro fará no transporte público. Orçada em R$ 3,2 bilhões, ela terá 18 estações e levará 250 mil pessoas por dia quando for inaugurada. Vai conectar três linhas do Metrô – a Azul, na estação Jabaquara, além das futuras linhas Lilás, no cruzamento com a Av. Santo Amaro, e Amarela, na Av. Francisco Morato. Também dará a São Paulo algo que outras grandes metrópoles possuem faz tempo: uma saída “sobre trilhos” do principal aeroporto da cidade.

Quando comparado ao Metrô, o monotrilho leva metade do tempo para ser construído e custa 60% da opção subterrânea, segundo os responsáveis pela obra. Ainda assim, tem boa capacidade – o monotrilho que está sendo construída na Zona Leste vai levar 42 mil passageiros por hora em cada direção, enquanto a Linha 2 Verde do Metrô leva 60 mil. Essa outra linha, diga-se, será o maior monotrilho do mundo em capacidade, e terá duas estações inauguradas no final do ano que vem.

Mas a Linha 17 Ouro causou alguma polêmica, devido ao impacto visual que trará a áreas nobres da capital paulista. O Metrô explica que não será um viaduto, mas vigas suspensas – ou seja, uma estrutura leve e que permitirá a passagem de luz do sol. “Além disso, o projeto de paisagismo, que inclui o plantio de muitas árvores para ‘disfarçar’ os pilares, será entregue junto com a obra”, afirma Eduardo Curiati, gerente do empreendimento da Linha 17 Ouro.

O Metrô também vai enterrar fios em alguns trechos, além de construir e recuperar calçadas em outros. “As compensações ambientais são bastante exigentes. Na Av. Roberto Marinho, por exemplo, onde teremos de remover 1.300 árvores, vamos plantar 13 mil na região [não somente na avenida]”, explica Curiati.

Além disso, o engenheiro garante que os trens terão um sistema que escurece o vidro quando o monotrilho passa próximo a prédios residenciais. A tecnologia, segundo Curiati, vai impedir que os passageiros vejam áreas privadas dos condomínios. Ele também afirma que em nenhum ponto o monotrilho passará a menos de 25 metros de edifícios. “Quando as pessoas conhecem melhor o projeto, perdem o medo do impacto visual e percebem que a avenida vai melhorar em muitos aspectos”, diz.

A Linha 17 Ouro é construída pelo Consórcio Monotrilho Integração, formado pelas empresas Andrade Gutierrez, CR Almeida, MPE e Scomi – essa última, sediada na Malásia, fornece os trens do trecho.

Curta a Fan Page do blog 'Metrô em Foco' no Facebook: www.facebook.com/metrosp.emfoco 

Catracas do Metrô podem virar fonte de energia


Fonte: O eco

A cada dia útil do ano passado, 2.56 milhões de pessoas, em média, passaram pelas catracas de metrô da cidade de São Paulo. E se todo esse movimento fosse convertido em energia? Foi essa ideia criativa que rendeu aos alunos de administração da FEI (Fundação Educacional Inaciana) a vitória no concurso EDP University Challenge 2010 – promovido pela primeira vez no Brasil por uma das maiores empresas européias do setor de energia e a quarta maior do país.

Aparentemente a Green Pass é uma catraca normal, porém é capaz de produzir toda a energia de que precisa para funcionar. O seu giro permite que as pessoas façam parte do processo de conversão de movimento em energia elétrica, possibilitando a utilização de cartões magnéticos, a inserção de moedas, bilhetes ou permitir que a catraca conte o número de pessoas que passam por ela. Esse engenho dos alunos da Guangdong University of Technology já venceu várias competições nacionais e internacionais de Design, incluindo o Prêmio Conceito Alemão IF, considerado o Oscar do Desenho Industrial.

Metrô cresceu 40% em cinco anos e já tem filas do lado de fora das estações

Estação Palmeiras-Barra Funda, por volta do meio-dia
Fonte: G1


No período, a companhia diz ter aumentado o número de trens, inaugurado novas estações e reduzido o intervalo entre composições. Entretanto, passageiros relatam que a lotação não está restrita aos vagões. Nos horários de maior movimento, já é possível ver filas na porta de estações.

O problema ocorre principalmente em estações da Linha 3-Vermelha, que liga as zonas Leste e Oeste,  tanto pela manhã, entre 6h30 e 7h30, quanto à tarde, entre 17h30 e 18h30. A reportagem acompanhou filas do lado de fora das estações Anhangabaú, Artur Alvim e Corinthians-Itaquera. Passageiros relataram também haver filas nas estações Tatuapé, Armênia e Consolação.

O aumento de 40% é inferior ao registrado no mesmo período nas composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), que cresceu 73% em cinco anos. Os números relativos ao Metrô não consideram os dados da Linha Amarela, administrada pela iniciativa privada e que não divulgou dados solicitados pela reportagem.

O Metrô atribui o aumento de lotação nos trens e estações a quatro fatores: a implantação do Bilhete Único nas estações, o início da operação da Linha 4-Amarela, que tem conexões com outras vias, a expansão da Linha 2-Verde e o crescimento econômico do país.28% mais trens no período Ao longo de cinco anos, o orçamento da empresa aumentou de R$ 1,279 bilhão (em 2006) para R$ 4,426 bilhões (2011). O orçamento inclui tanto investimento quanto custeio com funcionários. Entretanto, de acordo com relatório divulgado na terça-feira, houve queda no investimento entre 2010 e 2011. O investimento na rede atual caiu 19,6% e, nos projetos de expansão, a queda foi de 39%.

Para melhorar a operação e diluir o excesso de passageiros, a empresa colocou 28% mais trens em circulação (passaram de 117, em 2007, para 150 em 2012), reduziu os intervalos entre as composições em algumas linhas e implantou o sistema CTBC (Controle de Trens Baseado em Comunicação), considerado o mais moderno do mundo e similar ao adotado em Nova YorkMais passageiros, mais espera Mesmo com as estratégias da companhia, o aumento da demanda causa reflexos no dia a dia dos passageiros. Na estação Artur Alvim (Linha 3-Vermelha), as filas pela manhã chegam a dar a volta no quarteirão, segundo a consultora de hotéis Laene Rodrigues, de 25 anos. Ela, que costumava embarcar entre 7h e 7h30, aceitou trocar de horário no emprego para resolver o desconforto. "Apareceu uma proposta no trabalho para entrar mais tarde e não tive dúvida. Mudei de horário por causa da fila."

A viagem diária de Laene demora uma hora e 10 minutos, em média, da estação Artur Alvim até a Trianon, na Avenida Paulista. Antes de chegar, ela troca de linha duas vezes - vai da Linha 3-Vermelha para a 1-Azul e depois para a 2-Verde do Metrô. "Depois da fila [na estação], tem que pegar o metrô lotado, onde não dá para se mover. A gente chega ao trabalho cansada, irritada e tensa", diz.

No Anhangabaú, o problema é similar. A auxiliar administrativa Elaine Carvalho, de 19 anos, diz encontrar filas para entrar na estação no horário de pico da tarde. "Vai até o meio da rua, principalmente às 18h. Do começo do ano para cá percebi que vem piorando [a lotação]", diz a jovem. Ela estima levar até 30 minutos para embarcar no horário de pico - 15 minutos para passar da fila até a catraca e mais 15 para entrar no trem. "Daqui [do lado de fora da estação] até a catraca, leva 3 minutos se está tudo livre", comenta.

Já o motorista Sidney da Silva, de 39 anos, diz que as filas chegam a ter 90 metros a partir da catraca da estação Corinthians-Itaquera. "Vai para além da plataforma. Todos os dias eu encontro fila, e é enorme, não é daquela fininha não", diz. Silva relata já ter se atrasado para trabalho devido à espera no Metrô. "A gente começa a se precaver, chegar mais cedo, é um horário que atrapalha."

Segundo dados do próprio Metrô, o número de passageiros passou de 775 milhões, acumulados em 2006, para 1,1 bilhão em 2011. O público é de 14 mil vezes a capacidade do Estádio do Morumbi, de 80 mil pessoas. Comparando a quantidade de viagens no Metrô nos dois primeiros meses do ano, a demanda subiu de 61 milhões, em 2007, para 84 milhões em 2012.
 Fenômeno novo As filas na porta das estações são um fenômeno novo, diz o engenheiro Horácio Augusto Figueira, especialista em transportes. "A Linha Vermelha já estava no limite há cinco anos atrás. Quando veio a integração com a Linha Amarela, extravasou", disse. O engenheiro diz que ele mesmo encontrou fila e levou 15 minutos para chegar até as catracas da estação Artur Alvim.

Para Figueira, o Metrô poderia minimizar o problema aumentando a oferta de trens fora do horário de pico.  "O Metrô está fazendo o possível e o impossível. Tem limitado os bloqueios, desligado escada rolante para fazer as pessoas circularem mais devagar."

A empresa afirma ter reduzido os intervalos entre os trens na Linha 2-Verde em 12% - de dois minutos e 30 segundos, em 2007, para dois minutos e 12 segundos neste ano. Já na Linha 5-Lilás, a redução foi de 28% - de cinco minutos e sete segundos para três minutos e 42 segundos. Na Linha 3-Vermelha, o intervalo permanece o mesmo nos últimos cinco anos - um minuto e 41 segundos, o menor do Metrô.Quase o dobro de passageirosTodas as linhas do Metrô tiveram aumento no número de passageiros, nos últimos cinco anos. Duas - a Linha 1-Azul e a 3-Vermelha - tiveram demanda 30% maior, na comparação entre 2006 e 2011.

Já a Linha 2-Verde teve um crescimento ainda maior - de 89 milhões passageiros, em 2006, para 163 milhões em 2011, aumento de 85% aproximadamente. Na Linha 5-Lilás, a demanda mais do que triplicou, passando de 18 milhões para 63 milhões de passageiros.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Manutenção do Metrô envolve 2,4 mil trabalhadores

Túnel da Linha 4-Amarela
Fonte: Metrô News


Apesar de ter registrado 12 falhas notáveis –  com mais de cinco minutos sem serviço – até o fim do mês passado, causando reclamação de usuários, este número dentro dos 1,8 milhão de km percorridos mensalmente pelos trens do Metrô representa apenas uma interrupção para cada 28 mil viagens realizadas. Somente no ano passado as composições do Metrô percorreram 21,5 milhões de quilômetros em suas quatro linhas, realizando 1,2 milhão de viagens ou 99% das viagens programadas, atingindo 74% de avaliação excelente ou boa entre seus usuários, segundo uma pesquisa da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) realizada em 2011.

Muito desta eficiência, segundo a Companhia do Metropolitano, se deve aos serviços de manutenção preventiva do sistema, que durante 24 horas por dia mobilizam 2,4 mil pessoas para fazer o Metrô funcionar.

Segundo o Metrô, são 1,5 mil, ou 65% dos funcionários, atuando durante o dia; 15%, ou 360 trabalhadores, em escala de revezamento de 24 horas; e 20% ou 480 pessoas que – enquanto os 4,3 milhões de passageiros dormem e as catracas das estações fecham – atuam na madrugada.

Além da limpeza das 64 estações, feitas durante todo o dia, serviços como a higienização das composições, lavagens de vias e túneis ou ainda esmerilhamento, lubrificação ou até trocas de trilhos são feitos enquanto os 164 trens do sistema descansam nos seis pátios (Jabaquara, Itaquera, Belém, Capão Redondo, Tamanduateí e Vila Sônia).

Um trabalho de equipe, cada uma em sua função, atuando em conjunto para que, entre a 1h da madrugada até às 4h, enquanto a eletricidade das vias é desligada, tudo esteja pronto para no outro dia as estações e 984 carros funcionarem plenamente.

“A manutenção do Metrô, incluindo a limpeza das estações, é feita 24 horas por dia, e é prioritariamente de caráter preventivo”, explicou o diretor de Operações do Metrô, Mário Fioratti, que completa: “Mas, parte das atividades é desenvolvida durante a madrugada, para que a operação comercial, realizada entre 4h40 e meia-noite, não sofra qualquer tipo de interferência”, explicou.

Enquanto usuário dorme, há trabalho em todos os trechos
Para conferir o trabalho das equipes de manutenção do Metrô, que envolve diariamente cerca de 2,4 mil pessoas, a reportagem do Metrô News acompanhou a atuação em vários trechos, na madrugada da última  sexta-feira.

Todo o trabalho, além do planejamento e atribuição de tarefas, que acontece antes, começa quando o serviço comercial para de ser prestado, por volta da 1h da manhã, e os 164 trens do sistema são encaminhados aos seis pátios. Nos locais, as composições recebem limpeza e higienização, baseados no Plano de Sanificação, que existe há 37 anos, desde o início das operações do Metrô na cidade e faz do sistema um dos mais limpos do mundo.

Ao mesmo tempo em que os trens são limpos, as vias e túneis são lavados. Para isso, duas máquinas chamadas gôndolas-pipas, com tanques de 25 mil litros de água, visitam trechos semanalmente, lavando chão e teto. Na sexta-feira, a reportagem acompanhou o trecho na estação Sumaré.

A iluminação das vias do Metrô também recebe manutenção diária. Um v666 de via, espécie de caminhonete adaptada para andar nos trilhos, ajuda a substituir, em média, 30 luminárias por noite nas linhas. Junto com os serviços, outras equipes em carros semelhantes fazem o esmerilhamento de trilhos todas as noites, retirando imperfeições dos dormentes, e outras fazem a lubrificação dos equipamentos para que o chamado atrito roda-trilho não desgaste os dormentes.

Troca de trilhos lembra um pit-stop de Fórmula 1
O trabalho de troca de trilhos na madrugada lembra um pit-stop de Fórmula 1. Tudo deve ser feito entre 1h da manhã e 4h. Na última sexta-feira,  o Metrô News  acompanhou a substituição de 250 metros de trilhos entre as estações São Joaquim e Liberdade.

Tudo começa com três trens de transporte dos funcionários e equipamentos, que sai da estação Jabaquara, por volta da 1h, passa pela estação Paraíso, até chegar ao trecho da substituição.

A execução é orquestrada e com pressa: um grupo inicia o corte do trilho que será retirado. Ao mesmo tempo, um grupo com dez homens posiciona grampos, segura os trilhos e após o corte o retiram.
Na seqüência, o novo trilho é posicionado da mesma forma, tudo em menos de 30 minutos. “Todos juntos ou não adianta. Força”, grita o líder do grupo, que também ajuda no posicionamento, na primeira fila.

Após o posicionamento, começa o parafusamento e a solda. Após a aplicação, por volta das 3h, é iniciado o esmerilhamento manual do local, seguido pela limpeza para que, enfim, o Metrô volte a operar.

Metrô faz bem à saúde e ao bolso dos passageiros

Budd/Mafersa 112 - Pátio Itaquera
Fonte: Fapesp

Expandir a rede de metrô de cidades como São Paulo pode até sair barato. Basta incluir nos cálculos os benefícios que esse tipo de transporte traz para a saúde.

Um grupo coordenado pelos pesquisadores Paulo Saldiva, da Universidade de São Paulo, e Simone Miraglia, da Universidade Federal de São Paulo, analisou o impacto do metrô sobre a qualidade do ar na capital paulista e a economia gerada na área da saúde pela redução nos níveis 
de poluição.

Para isso, compararam as taxas de poluentes atmosféricos durante duas greves de funcionários do metrô – uma em 2003 e outra em 2006 – com os níveis medidos em dias úteis anteriores e posteriores às paralisações.

A taxa de poluentes no 
ar quase dobrou quando os trens pararam e as mortes por problemas cardiorrespiratórios aumentaram entre 10% e 14%. Houve oito óbitos a mais atribuídos à poluição na greve de 2003 e seis na de 2006.

Essas mortes equivalem, respectivamente, a uma perda diária em produtividade de US$ 51 milhões e US$ 36 milhões (Journal of Environmental Management, junho 2012).

“Apesar dos custos elevados de construção e operação, os benefícios da expansão do metrô superam os gastos quando se levam em conta valores ambientais e sociais”, escrevem os autores.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Investimento no Metrô cai 31,8%. Demanda cresce 7% no mesmo período

Cobrasma 321 - Estação Penha
Fonte: Folha de SP

No ano passado, entraram no Metrô de São Paulo 812 milhões de passageiros, quantidade 7,7% maior do que em 2010, quando foram registradas 754 milhões de entradas. Os números levam em conta as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás. A Linha 4-Amarela é administrada pela concessionária ViaQuatro. Apesar do aumento da demanda, os investimentos no Metrô caíram 31,8% de um ano para o outro.  Em 2011, os recursos para expansão, recapacitação, modernização, operação e acessibilidade somaram R$ 1,1 bilhão, ante R$ 1,7 bilhão no ano anterior.

Das quatro linhas operadas pelo próprio Metrô, apenas a 1-Azul teve mais investimentos em 2011 do que em 2010. No período, os aportes para a linha entre Jabaquara, na zona sul, e Tucuruvi, na zona norte, passaram de R$ 181,2 milhões para R$ 199,7 milhões.  A Linha 2-Verde, a que mais registrou panes no ano passado, teve os recursos diminuídos de R$ 70,9 milhões para R% 65,9 milhões.

A Linha 3-Vermelha, a que historicamente mais enfrenta o problema da superlotação, ganhou R$ 188 milhões, ante R$ 236 milhões no ano retrasado. Já a Linha 5-Lilás, entre Capão Redondo e Largo Treze, na zona sul, obteve R$ 2,6 milhões no ano passado. Em 2010, o ramal havia recebido R$ 4,2 milhões.

Esses investimentos estão na rubrica “recapacitação e modernização” da rede. Os dados foram divulgados hoje (10) no relatório da administração do Metrô.
De acordo com esse documento, a Prefeitura de São Paulo repassou ao Metrô no ano passado R$ 121,3 milhões, 37,8% menos do que em 2010, quando a gestão Gilberto Kassab (PSD) destinou R$ 195 milhões para o sistema. Repassar R$ 2 bilhões para o Metrô é uma promessa do prefeito.

O governo do Estado, por sua vez, enviou ao Metrô R$ 1,3 bilhão em 2011. Há dois anos, havia destinado R$ 1,7 bilhão. A redução foi de 21,9%.

Expansão
Os investimentos em expansão da rede também caíram. Eles diminuíram 39%, de R$ 1 bilhão em 2010 para R$ 650 milhões no ano passado. O prolongamento da Linha 2-Verde em forma de monotrilho entre a Vila Prudente e Cidade Tiradentes, na zona leste, recebeu R$ 300 milhões no ano passado. Em 2010, tinha levado R$ 218 milhões.

Já a construção da Linha 4-Amarela ganhou R$ 91 milhões em 2011, ante R$ 403,8 milhões no ano retrasado. No mesmo período, os aportes para a expansão da Linha 5-Lilás caíram de R$ 211,5 milhões para R$ 193,7 milhões.

Por sua vez, a concepção da Linha 6-Laranja, entre a Brasilândia, na zona norte, e São Joaquim, na zona sul, ganhou R$ 16,6 milhões no ano passado. Em 2010, nada havia sido destinado para ela.

A Linha 15-Branca, de Vila Prudente à região da Rodovia Dutra, na zona leste, também registrou um incremento. Os investimentos nela passaram de R$ 500 mil em 2010 para R$ 2,3 milhões no ano passado. No caso do monotrilho da Linha 17-Ouro, cujas obras começaram há pouco mais de uma semana, os aportes cresceram significativamente: subiram de R$ 200 mil para R$ 46,7 milhões.

Já a linha de metrô leve entre São Paulo e a região do ABC teve menos investimentos: R$ 200 mil no ano passado. Em 2010, foram R$ 12,7 milhões.

Uma das rubricas de investimento de expansão do Metrô deixou de existir no ano passado. Trata-se da expansão da Linha 2-Verde entre Alto do Ipiranga, na zona sul, e Vila Prudente. As obras foram concluídas em 2010. Naquele ano, os investimentos foram de R$ 220,4 milhões.

O Metrô foi procurado no fim da manhã para comentar a redução nos investimentos, mas ainda não se manifestou.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Linha 6-Laranja poupa áreas nobres

CAF 158 - Pátio Jabaquara
Fonte: Jornal da Tarde

O relatório de impacto ambiental da obra mostra que o trajeto cruzará trechos de ruas como João Ramalho e Sergipe.

Entretanto, outras opções incluíam, por exemplo, a passagem do ramal subterrâneo sob toda a Rua Doutor Homem de Melo e o Parque Buenos Aires.

Questionado, o Metrô não informou por que escolheu esse traçado. Mas o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Metrô  (Aeamesp), José Geraldo Baião, explica que provavelmente foram levadas em consideração questões de topografia e desapropriação.

“Todos os parâmetros são simulados para se chegar, técnica e economicamente, ao melhor traçado”, diz. No caso de Higienópolis e Perdizes, regiões onde o metro quadrado custa caro, a intenção seria causar menos interferências. “Em lugares com mais edificações, o custo é mais elevado.”

Mas a versão escolhida criou uma dificuldade, pois, diferentemente de outras, deixará a Estação Higienópolis-Mackenzie mais distante da sua vizinha homônima da Linha 4-Amarela, à qual será ligada. Uma ficará sob a esquina das ruas Sergipe e Consolação, ao lado do cemitério, e a outra perto da Universidade Mackenzie, na Rua Piauí.

A distância entre elas será de 280 metros. Será preciso um túnel e esteiras rolantes para realizar a conexão. Uma medida parecida foi adotada na integração das linhas 2-Verde e 4-Amarela, mas, nos horários de pico, ela fica superlotada, levando até a interrupção das esteiras, para agilizar a passagem das pessoas.

A Estação Angélica-Pacaembu, alvo de polêmica no ano passado, quando ocorreu o “churrascão da gente diferenciada” para protestar contra a mudança de local da parada, ficará na Rua Sergipe com a Bahia. O protesto ocorreu porque, na época, o governo desistiu de fazer a estação na Avenida Angélica por pressão dos moradores.

Para o empresário Pedro Ivanow, presidente da Associação Defenda Higienópolis, não há tanta diferença entre passar a linha sob a Rua Sergipe em vez da Alagoas, da Piauí ou da Maranhão, como propunham outras alternativas. O que ele teme é que as obras possam piorar o trânsito na área. “Qualquer coisa que cause desvios tem efeito no sistema viário.”

Na zona norte, uma das alternativas previa que a linha passasse por um trecho bem maior da Avenida Itaberaba do que o que será usado. O Metrô disse em nota que as informações constam do projeto funcional e que, agora, fará o executivo, “cujas informações terão o detalhamento necessário”.

Metrô avalia percurso da Linha 6-Laranja

Alstom 217 - Estação Tamanduateí
Fonte: EBand

O Metrô de São Paulo avaliou, nesta quinta-feira, o percurso de menor impacto para a construção da Linha 6-Laranja. Oito traçados diferentes foram analisados antes da escolha pelo trajeto de menor interferência urbana entre os bairros de Perdizes, na zona oeste, e Higienópolis, no centro da capital paulista. 

A avenida Pompeia com a rua Venâncio Aires, por exemplo, será o local onde funcionará a estação Pompeia. A construção da linha 6-Laranja deve resultar na desapropriação de 202 mil m². Segundo estudo de impacto ambiental entregue à Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), as áreas passíveis de desapropriação equivalem a 28 campos de futebol.

A maioria dos imóveis é de uso comercial e residencial, mas também há órgãos públicos e áreas verdes. Entre os imóveis que podem dar lugar à nova linha estão bares, postos de combustíveis, agências bancárias, praças, uma subprefeitura, parte do estacionamento da Faap e até a sede da escola de samba Vai-Vai, no bairro do Bixiga.

A primeira fase, com 13,5 km, ligará a Brasilândia (zona norte) até a Liberdade, passando por áreas de alta valorização imobiliária como Perdizes, Pompeia, Higienópolis, Pacaembu e Bela Vista. O preço do metro quadrado varia de R$ 400 a R$ 1.200.

Vias importantes do eixo centro-avenida Paulista terão imóveis desapropriados, como a avenida Brigadeiro Luís Antonio e as ruas da Consolação e Frei Caneca. As desapropriações devem ser concluídas em 2013, quando está previsto o início das obras. A linha só deve entrar em operação em 2017, de acordo com o governo de SP.

domingo, 15 de abril de 2012

Metrô vai selecionar novas obras de arte para futuras estações da Linha 5

Alstom 501 - Estação Santo Amaro
Fonte: Metrô

A Companhia do Metrô está com inscrições abertas para que artistas plásticos participem do projeto “Arte no Metrô”. As novas obras selecionadas farão parte do acervo permanente e estarão expostas nas futuras estações Adolfo Pinheiro e Moema da Linha 5-Lilás. Os interessados poderão se inscrever até o dia 30 de setembro deste ano.

O projeto, iniciado em 1978, tem estimulado artistas para produzir e introduzir nas estações novas obras de arte, que são vistas por milhões de usuários todos os dias. Hoje, esse acervo abriga 91 peças de arte, incluindo esculturas, murais e painéis assinados por artistas renomados como Tomie Ohtake, Claudio Tozzi, Antonio Peticov, Mario Gruber, Gontran Guanaes, entre outros.

A seleção de novas obras de arte é feita antecipadamente para minimizar as interferências geradas com a implantação após a inauguração das futuras estações. A proposta artística é humanizar o espaço das estações e aproximar os passageiros dessas manifestações culturais.

Processo seletivo
Os interessados em terem suas obras nas estações metroviárias deverão apresentar suas propostas conforme as regras apresentadas no link ( http://www.metro.sp.gov.br/cultura-lazer/arte-metro/croquis.aspx ). Posteriormente, as propostas serão avaliadas pela Comissão Consultiva de Arte (CCA), formada por integrantes de instituições ligadas à arte e à cultura, tanto públicas como privadas. Após esse processo de avaliação e a aprovação pela CCA, a obra será reavaliada pela Companhia do Metropolitano de São Paulo.

Os custos para a implantação, instalação e finalização da obra de arte serão integralmente cobertos pelo artista ou pela iniciativa privada, sob a forma de apoio cultural.

Seis empresas disputam o Metrô na região do ABC


Fonte: STEFZS


Seis empresas retiraram o edital do Governo do Estado para participar da licitação do projeto do Metrô ABC, a Linha 18-Bronze (Tamandatueí-Alvarenga). As propostas das companhias, no entanto, devem ser abertas só no segundo semestre – a previsão do início das obras é para o início de 2013. O projeto será posto em prática no sistema de PPP (Parceria Público-Privada).


O governador Geraldo Alckmin também pediu uma suplementação à Lei 14.477/11, na qual autorizava o Estado a buscar R$ 445 milhões de recursos com a Caixa Econômica Federal. Agora, com o Projeto de Lei 65/2012, o governo quer mais R$ 1,2 bilhões.


A proposta de alteração do novo valor a ser contratado está em análise na Assembleia Legislativa e deve ser votada até o fim de abril.


Até o momento, os valores tratados são para a construção do trecho que sairá do Tamandatueí e levará ao Paço de São Bernardo. A linha será a primeira da rede metroviária a ser intermunicipal do estado.


“Antes de concluir o projeto funcional, a expectativa era de que a linha custaria cerca de R$ 3 bilhões, mas com a finalização desta etapa chegou-se à conclusão de que serão necessários R$ 4,2 bilhões. O governador pediu a alteração de valores como maneira de suplementar o novo valor”, explicou o deputado estadual e relator do projeto de lei Orlando Morando.


De acordo com a Secretaria de Transportes Metropolitanos, os recursos pedidos ao PAC 2 – Mobilidade devem ser oficializados nos próximos dias pelo Governo Federal. Entretanto, o repasse chegará somente a  R$ 400 milhões. O Estado pediu inicialmente R$ 850 milhões, mas foram reduzidos para atender  às demandas existentes não só do Governo  como da prefeitura de São Paulo.


Projeto
A Linha 18-Bronze será um monotrilho, passará em uma via elevada. A composição deste tipo de veículo se encaixa nas vigas-trilho e a composição é propulsionada por energia eléctrica.

É possível, ainda, que tenha pneus no lugar das usuais rodas de ferro. Os pneus rolam por cima e pelos lados do trilho, de forma a fazer movimentar e estabilizar o trem.

O monotrilho permite uma implantação mais barata e muito mais rápida que a de um sistema de metrô convencional, de acordo com a Secretaria. Como utiliza via elevada, não haverá necessidade de escavação e construção de túnel. Por outro lado, costuma não agradar do ponto de vista da paisagem urbana.

As obras são feitas com estruturas de concreto pré-moldado instaladas, em grande parte, em canteiros centrais de avenidas, o que ainda segundo a Pasta, elimina o número de desapropriações que teriam que ser feitas no caso de metrô tradicional.

Serão 25 composições em circulação em toda o  trajeto da Linha 18-Bronze.

Linha ligará regiao à Capital
O Metrô ABC terá extensão aproximada de 20 km, 18 estações e quatro terminais integrados. Quando estiver em operação plena, a previsão é que a linha transporte cerca de 400 mil usuários por dia.

Estações contemplam locais de muito trânsito
O traçado tem início na estrada do Alvarenga, passando pelas imediações do terminal Ferrazópolis do corredor ABD, seguindo pelas avenidas Lauro Gomes, Guido Aliberti, Presidente Wilson, até chegar ao terminal Tamanduateí, onde integra com o Metrô.

Estações previstas
Tamanduateí
Carioca
Goiás
Espaço Cerâmico
Estrada das Lágrimas
Rudge Ramos
Instituto Mauá
Afonsina
Fundação Santo André
Winston Churchill
Senador Vergueiro
Paço Municipal
Djalma Dutra
Praça Lauro Gomes
Ferrazópolis
Café Filho
Capitão Casa
Estrada do Alvarenga
Curta a Fan Page do blog 'Metrô em Foco' no Facebook: http://www.facebook.com/metrosp.emfoco

sábado, 14 de abril de 2012

Metrô suspenso muda paisagem da zona leste

Monotrilho da Linha 2 foi apresentado ontem em Hortolândia
Fonte: Diário de São Paulo
Imagem: José Luis da Conceição/GESP


Estão avançadas as obras do primeiro trecho da expansão em monotrilho  da Linha 2-Verde do Metrô, que receberá trens fabricados no Brasil pela empresa canadense Bombardier, cuja fábrica foi inaugurada ontem em Hortolândia.

Serão 17 estações ao longo de 24,6 km de extensão, ligando Vila Prudente ao Hospital de Cidade Tiradentes, na Zona leste, com um total de investimento de R$ 4,9 bilhões e previsão de 550 mil passageiros por dia.

Já é possível ver a estrutura bruta que está preparada para o lançamento das vigas-guia no primeiro trecho de 2,9 quilômetros de extensão, entre as estações Vila Prudente e Oratório. Serão empregadas 450 vigas-guia, incluindo o pátio de estacionamento e manutenção de trens, localizado próximo à estação Oratório. A previsão de entrega deste trecho é no final de 2013.

A produção das vigas – até seis peças por dia – está sendo feita em uma fábrica montada em uma área de 50 mil metros quadrados, situada na altura do número 1.800 da Avenida Jacu Pêssego. Cerca de 170 trabalhadores estão envolvidos na fabricação das vigas.

Ao mesmo tempo, 139 operários executam as lajes da plataforma e mezanino da futura estação Oratório. “A fase mais adiantada da obra é a estrutura bruta em concreto, que está 75% realizada”, disse o engenheiro Paulo Meca, responsável pela obra. “A próxima fase será o acabamento e a instalação de cobertura metálica.”

A estimativa é de que mais de nove mil passageiros por dia utilizem a estação Oratório quando em funcionamento, em 2013.
As obras de construção do Pátio Oratório tiveram início em abril de 2010. Atualmente, estão sendo realizadas as obras de terraplanagem, a construção de galerias enterradas e as fundações para as vigas-guia do monotrilho.

O segundo trecho, até São Mateus, deverá iniciar funcionamento em 2014 e a chegada à Cidade Tiradentes, em 2016.
A estudante Elaine Moura, que todo os dias percorre este trecho de ônibus espera economizar três por dia quando todo percurso estiver concluído. “Hoje dá para ler um livro por dia no ônibus”, disse.

Ouro /Outra que será operada por monotrilho é a nova Linha 17-Ouro, que fará a ligação do aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária. O primeiro trecho a ser entregue  será entre o Aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da CPTM (Osasco-Grajaú), com 7,7 quilômetros de extensão, atendendo à concentração da rede hoteleira na região.

Na sequência, a Linha 17 será conectada à Linha 5-Lilás do Metrô na estação Campo Belo, até meados de 2014, e o restante da linha  até meados de 2015.

Pela segunda vez, governo põe no Metrô presidente condenado por improbidade


Fonte: Estadão



Pela segunda vez em nove dias, o governo do Estado nomeou para chefiar o Metrô um executivo condenado em primeira instância por improbidade administrativa. O nome do engenheiro Peter Walker, atual secretário adjunto dos Transportes Metropolitanos, foi anunciado ontem pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB). Sua condenação foi em 2010, mas o recurso ainda está em andamento.

Junto a outros 17 executivos, o novo presidente foi condenado por improbidade quando esteve à frente da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa), empresa de Campinas responsável pelos serviços de água e esgoto. O Ministério Público Estadual os acusou de terem contratado servidores de forma irregular entre 1988 e 1996.

Pela sentença de outubro de 2010, Walker foi condenado à perda de direitos políticos por três anos e, pelo mesmo período, proibido de manter contratos com o poder público. Além disso, o juiz Mauro Iuji Fukumoto, da 1.ª Vara da Fazenda Pública de Campinas, determinou pagamento de multa equivalente a dez vezes seu salário como presidente da Sanasa. Walker apelou contra a decisão e, como o processo ainda corre, ele não teve de cumprir as penalidades.

No Metrô, o engenheiro substituirá José Kalil Neto, indicado ao posto na quarta-feira da semana passada. No dia seguinte, após o Estado revelar que Kalil Neto tinha sido condenado em primeira instância também por improbidade administrativa, o governo recuou da nomeação.

Datada de 2007, a condenação de Kalil Neto se deu por contratação irregular de escritório de advocacia quando era diretor da empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa). O escritório contratado por Kalil é o mesmo que fez a defesa de Walker, indicado para a presidência do Metrô pelo secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, que também é de Campinas. "Sempre quem escolhe presidente de empresa é o secretário. Não tem política", afirmou ontem o governador Geraldo Alckmin, que disse ter aceito Walker por "sua capacidade técnica, de engenheiro eletricista, sua competência e sua expertise". "Ele já é secretário adjunto desde o começo do governo e conhece tudo de Metrô e CPTM", completou.

O Estado procurou Walker e Fernandes, mas a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Transportes Metropolitanos disse que só o secretário falaria. Depois, informou que ele estava na estrada, sem sinal de celular. Em nota, Fernandes disse que "a condenação do engenheiro Peter Walker, em primeira instância, não constatou enriquecimento ilícito, tampouco desvio de dinheiro e verificou que os serviços foram efetivamente prestados". "Portanto, o governo do Estado age dentro da lei ao indicar o nome de Peter Walker."

Inauguração da fábrica marca início da produção de Monotrilhos

Monotrilho da Linha 2-Verde começará a ser construído
Fonte: Governo do Estado de São Paulo
Fotos: José Luis da Conceição/GESP

A inauguração da primeira fábrica de monotrilhos do Brasil, nesta sexta-feira, 13, em Hortolândia, marca o início da produção dos 54 trens que vão compor a frota do sistema em construção pelo Metrô de São Paulo. 

Para o governador Geraldo Alckmin, essa é mais uma conquista importante para o Estado. “É investimento em transporte de alta capacidade e qualidade para atender o grande desafio metropolitano, que é a mobilidade urbana”, ressaltou. A nova fábrica, da canadense Bombardier, gera 250 empregos.

Alckmin destacou o impacto positivo do sistema de monotrilhos no meio ambiente. Serão 15 ônibus lotados a menos nas ruas, e, consequentemente, menos fumaça e monóxido de carbono na atmosfera. Os moradores do extremo da zona leste da capital vão economizar pelo menos duas horas por dia de viagem com o monotrilho. O primeiro trecho, de Vila Prudente até o Oratório, já em construção, tem inauguração prevista para 2013.

O secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que a fábrica representa um reforço na solução da mobilidade dos grandes centros urbanos. “Esta planta representa um empenho, um esforço, uma decisão política fortíssima: a retomada do sistema metroviário.”



Governador, durante discurso na fábrica da Bombardier
Agilidade
O modal é capaz de transportar até 48 mil passageiros por hora e por sentido, o que beneficiará mais de meio milhão de usuários diariamente quando toda a linha estiver em funcionamento, em 2016. São 54 trens e 378 carros na composição do sistema.

O prolongamento da Linha 2-Verde (Vila Prudente – Hospital Cidade Tiradentes) transformará São Paulo na primeira cidade da América Latina a ter o monotrilho como sistema público de transporte de alta capacidade.

A opção de transporte se destaca por ser silenciosa e não poluir o meio ambiente. No total, serão 24,5 km de vias, com 17 estações, que vão funcionar como extensão da Linha 2-Verde do Metrô, ligando a estação Vila Prudente à Cidade Tiradentes.



Confira as fotos do Monotrilho
Trens do Monotrilho serão fabricados em Hortolândia, SP
Interior do veículo: bastante espaço
Mapa de estações: Primeiro veículo pronto em Agosto

Obras da Linha 17 interditam parcialmente faixa da Av. Jornalista Roberto Marinho

Em breve, monotrilhos Scomi estarão presentes em SP, pela Linha 17-Ouro
Fonte: Metrô

O Metrô informa que para dar continuidade à construção da Linha 17-Ouro, em monotrilho, o “Consórcio Monotrilho Integração”, responsável pela obra, solicitou à CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) a interdição parcial de mais uma faixa de rolamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho.

O bloqueio terá início no próximo domingo (15/04), às 17h00, para execução das fundações dos pilares, cujo prazo previsto de interdição é de sete meses.

O trecho interditado ocupará cerca de 400 metros na faixa mais próxima ao canteiro central da Avenida Jornalista Roberto Marinho, no sentido da Marginal do Rio Pinheiros, e localiza-se entre as ruas Constantino Souza e Princesa Isabel.

As três faixas mais à direita no sentido da Marginal do Rio Pinheiros permanecerão livres.

Aviso aos leitores, sobre 'blog pirata' que está nos plagiando

Diego Silva é o administrador do blog ' Metrô em Foco'
Por Diego Silva

Caros leitores, na manhã desse sábado, enquanto me preparava para escrever mais algumas matérias para vocês, me deparei com uma cópia suja e totalmente descarada desse blog, que faço desde fevereiro de 2010. Uma pessoa que ainda não foi identificada montou um blog chamado 'Foco na CPTM', que já conta com mais de 400 mil visitas. Até aí estaria tudo bem, se não fosse o seguinte fato: copiar as minhas matérias, as minhas fotos (apagando os créditos e jogando os créditos falsos por cima) e ainda se passar por mim.

Deixo bem claro aos meus leitores, além de me posicionar para a CPTM e ao Metrô de São Paulo, que trata-se de um blog totalmente falso, que não merece créditos nem tampouco atenção da parte de todos vocês. Os blogs 'CPTM em Foco' e 'Metrô em Foco' são de minha total responsabilidade, tanto textos quanto fotos, onde criamos uma seleta lista de leitores, que nos acompanham diariamente, além de estabelecer ótimas relações com as duas empresas, as quais são os alvos de nosso trabalho. Todos sabem que eu faço esse trabalho sozinho, contando a ajuda regular de alguns amigos, que participam em casos especiais. O blog 'CPTM em Foco', como todos sabem, é o 3º blog mais importante e visitado do Brasil (na categoria Notícias e Cotidiano, votado por júri popular).

Certificado de 3º Lugar, conquistado por Júri Popular - Top Blog 2011
Todas as imagens que são publicadas são registradas no sistema de trens metropolitanos, além de estações e áreas públicas. As imagens realizadas em áreas internas das duas companhias foram mediante autorização das mesmas (em pátios, oficinas e áreas onde usuários não possuem acesso, especificamente). Estamos resolvendo essa questão da melhor maneira possível, solicitando à plataforma Blogger.com que retire todo o conteúdo desse farsante do ar. Todas as imagens de minha autoria são creditadas, com nome e data. Esse farsante está retirando os meus créditos, jogando os créditos dele por cima.

Na foto em destaque, o farsante tem a cara de pau de dizer que cedeu a matéria para o blog 'Metrô em Foco'. Detalhe para a foto, tirada por mim no Pátio Jabaquara, sem os devidos créditos
Veja a matéria acima, originalmente postada no blog Metrô em Foco: http://metroemfoco.blogspot.com.br/2012/04/com-novos-ramais-e-ligacoes-governo-de.html

Com isso, alertamos à todos que estamos sendo alvo de plágio, que não iremos deixar isso de maneira barata, pois o nosso trabalho é reconhecido tanto por vocês que nos acompanham, quanto pela CPTM e pelo Metrô. Fiquem atentos, caros leitores, pois vocês conhecem o blog 'CPTM em Foco', todo o seu trabalho e suas conquistas mediante as empresas. Estamos atuando para retirar essa farsa do ar.

''Quem copia algo que faz sucesso, não tem capacidade de fazer algo melhor para superar''

Página do blog pirata que está nos plagiando (clique para visualizar melhor)
Confira a matéria copiada acima, originalmente postada aqui: http://cptmemfoco.blogspot.com.br/2012/04/investigando-o-caos-ferroviario.html

Prática comum, desrespeito causa até brigas no Metrô de SP

Escadas da estação Vila Prudente - Linha 2-Verde
Fonte: Folha de SP

Logo na catraca, uma mulher tem problemas para encontrar o cartão e forma uma quase-fila atrás de si, na estação Santa Cecília do metrô, região central de São Paulo.

Outros desrespeitos a regras simples de convivência se enfileiram: uso indevido do elevador e dos bancos preferenciais, burlas para tentar entrar primeiro no trem, desencontros no desembarque.

Na Sé, um homem ocupa todo o degrau da escada rolante, onde o fluxo deve ficar livre na esquerda para quem tem mais pressa.

Tudo isso foi observado ontem pela reportagem, fora do horário de pico --das 15h às 16h-- na linha 3-vermelha.

Na véspera, pela primeira vez houve registro de briga entre passageiros --iniciada por um não ceder espaço ao outro na escada rolante--, levando a confusão generalizada e interrupção da linha 4-amarela por 23 minutos, conforme a Folha noticiou.

"Já vi uma gestante tendo que ceder lugar a uma mulher com criança de colo, porque ninguém ofereceu", disse a operadora de caixa Simone Antunes, 25, também grávida. "Tem quem finge dormir para não me deixar sentar."

Bruno Daniel de Souza, 23, já viu dois passageiros "saírem no tapa" porque um deles esbarrou no outro no embarque e desembarque.

Esse é o motivo mais comum de brigas e reclamações, segundo a percepção do vigilante Antonio Lopes, 48, que trabalha na estação Sé. "Quem mais reclama é quem está com mais pressa: um xinga, olha feio para o outro e, se tiver bagunça, vamos tentar conter."

PANCADÃO
A enfermeira Renata Simões, 26, presenciou, há duas semanas, um homem dando um murro no nariz de outro que ouvia um funk "pancadão" ao lado e se recusava a baixar o volume do som.

Segundo o Metrô, o volume de músicas será alvo da Campanha de Cidadania deste ano pela primeira vez --além do respeito no embarque e desembarque, ao público preferencial, ao fluxo nas escadas rolantes e limpeza, também alvo de campanhas do grupo CCR, responsável pela linha 4-amarela.
O índice de desentendimentos notificados no Metrô é de 0,1/milhão de passageiros.

SUPERLOTAÇÃO
A superlotação leva às desavenças entre passageiros do metrô, na opinião do especialista em transportes Sergio Ejzenberg.

"Tratam-se de pessoas levadas a situação extrema de falta de civilidade e perda total de paciência pelas condições subumanas. Ficam como sardinha em lata todos os dias: uma hora alguém explode e a massa pode entrar em paranoia."

Ele aponta o risco de pisoteamentos no sistema metroviário mais lotado do mundo, com dez pessoas por m². "Tem que pedir a todos para colaborar. Vamos conviver com isso bastante tempo, até que haja investimento em transporte de massa", afirma.

"A gente tem lotação, é um fenômeno urbano, mas temos, em contrapartida, a colaboração das pessoas", diz Cecília Guedes, chefe do Departamento de Relacionamento com o Cliente do Metrô.

Com novos ramais e ligações, governo de SP quer Metroanel até 2030

CAF 158 - Pátio Jabaquara
Fonte: Estadão

Hoje com 62 estações, o Metrô de São Paulo quer chegar até 2020 com mais que o dobro de paradas, exatas 161. A rede, historicamente criticada por não dar conta de uma megalópole de 11 milhões de moradores, passaria então de atuais 70,6 km para 184,2 km de extensão, quase o mesmo índice de cidades como Tóquio e Cidade do México. Os novos ramais subterrâneos e os trechos de superfície que estão sendo planejados pelo governo estadual farão com que a Região Metropolitana ganhe até um "Metroanel" em 2030, ligando os ramais e criando um mapa metroferroviário muito parecido com o das grandes metrópoles mundiais.

Os projetos estão no plano estratégico de investimentos do Metrô, obtido pelo Estado, chamado pelos técnicos de "Expansão 2020". Esse estudo detalha todas as novas linhas já programadas, os ramais em estudo e a integração com outros meios de transporte. Até o fim de 2014, último ano da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), R$ 27,4 bilhões serão investidos nas Linhas 5-Lilás, 15-Branca, 17-Ouro, 4-Amarela e 18-Bronze. Além delas, o governo estadual já enviou para a Assembleia Legislativa o detalhamento para a construção de duas novas linhas, a 20-Rosa (que vai ligar a Lapa, na zona oeste, ao bairro de Moema, na zona sul) e a chamada 19-Celeste (que ultrapassará os limites entre municípios e ligará a Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul, a Guarulhos).

Para além desse período, o Metrô já conta com estudos preliminares para a construção de diversos novos ramais e trechos, como a Linha 23-Preta, que pretende ligar o Pari, no centro, a São Miguel Paulista, na zona leste, e a Linha 21-Roxa, da Vila Prudente, na zona leste, a Cachoeirinha, na zona norte. Se todos os planos saírem do papel, São Paulo passaria a ter 76 pontos de conexão para os passageiros, contra apenas dez atuais. Há também planos para a criação da Linha 16, chamada de Arco Norte, que ajudaria a criar um ramal circular para ligar boa parte da rede metroferroviária. 

"Seria uma espécie de Circle Line (linha circular), como a que existe em Londres, fazendo um círculo e unindo todas as outras linhas", diz o arquiteto e urbanista Alberto Epifani, gerente de Planejamento e Integração de Transportes Metropolitanos do Metrô. "A ideia é que a rede abarque realmente a Região Metropolitana. Pelos nossos estudos atuais, esses seriam os melhores investimentos a serem feitos no metrô."

Prioridades. 
De acordo com Epifani, os projetos até 2015 estão garantidos do jeito que estão detalhados no estudo "Expansão 2020". Para os outras linhas, novas projeções de demanda serão feitas no ano que vem, o que pode alterar detalhes e prioridades. "Não vai mudar muito o que está sendo planejado até 2020 e 2030, o que vai mudar é aumentar a prioridade de uma linha ou outra", explica. "Ainda vamos aferir as nossas pesquisas de origem e destino para saber a necessidade dos usuários. Se muda a economia, pode cair o custo de deslocamento, o que muda também a nossa projeção. Mas a intenção, o ideal para a Região Metropolitana, seria isso que está no estudo da expansão."

O Metrô também aponta em seu plano de investimentos os novos prazos de entrega dos trechos que estão atualmente em construção - isso se nenhuma ação judicial ou acidente atrasar o cronograma. Em 2013, o governo estadual espera entregar a Linha 5-Lilás até a Estação Adolfo Pinheiro e a expansão da Linha 2-Verde (conhecida como Linha 15-Branca) da Vila Prudente até a Estação Oratório.

Para 2014, essa mesma Linha 15-Branca chegará até São Mateus e o monotrilho da Linha 17-Ouro vai ligar o Morumbi a Congonhas. Já para 2015, a Linha Lilás será estendida até a Chácara Klabin e a Linha 18-Bronze vai levar da Estação Tamanduateí até o Paço Municipal de São Bernardo do Campo. "A não ser que aconteça algo fora do nosso planejamento, esses ramais estão garantidos", diz Epifani. 

A gestão Alckmin também quer encaminhar o início da construção da Linha 6-Laranja, que vai da Estação São Joaquim, já existente na Linha 1-Azul, a uma futura estação em Brasilândia, na zona norte. No estudo do Metrô, já há a intenção de ampliá-la até a Rodovia dos Bandeirantes e à Cidade Líder, na zona leste. 

Clique na imagem para visualizar melhor

Curta a Fan Page do blog 'Metrô em Foco' no Facebook: http://www.facebook.com/metrosp.emfoco

Seguidores