sexta-feira, 30 de março de 2012

Metrô não dá conta da demanda, aponta revista

Cobrasma 307 - Estação Penha - Linha 3-Vermelha
Fonte: Viatrólebus

Publicação da revista The Economist aponta algo que nós, paulistanos já estamos carecas de saber: apesar dos avanços representados pela inauguração da Linha 4 do metrô, o sistema de transporte público de São Paulo ainda é insuficiente para atender a demanda da maior cidade da América do Sul.

“Os 71 Km da rede de metrô de São Paulo são minúsculos para uma cidade de 19 milhões de habitantes. Isso dificilmente seria digno de nota em outras cidades internacionais.”, diz a reportagem, que conta ainda: “O metrô da Cidade do México tem mais de 200 Km de extensão. O de Seul, quase 400 Km. Até mesmo Santiago, com um quarto do tamanho de São Paulo, tem uma rede de metrô 40% maior”. O artigo esqueceu a malha da CPTM.

A Economist cita que o recente crescimento econômico e o fato de o Brasil ser sede da Copa do Mundo de 2014 colocaram o transporte público de volta à agenda do governo federal. Entretanto, o artigo afirma que ainda deve levar tempo para que se note uma grande melhora na questão do transporte público em São Paulo, e que isso deve exigir não apenas ajuda do governo federal, mas também dinheiro do setor privado.

Monotrilho vai ligar Congonhas ao Morumbi em 12 minutos


Fonte: R7

A viagem pelo monotrilho da linha 17- Ouro do Metrô que vai ligar a região do Morumbi ao aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, deve durar 12 minutos. A estimativa de tempo foi dada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), nesta quinta-feira (29) durante a assinatura do documento que autoriza o início das obras desse ramal. 

A primeira fase da linha Ouro, que irá do aeroporto à estação Morumbi da linha 9 - Esmeralda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), terá 7,7 km de extensão e ficará pronta em 2014, para o início da Copa do Mundo. Esse primeiro trecho vai ter oito estações: Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan  e Morumbi.

Já a segunda fase terá cinco estações: Panamby, Paraisópolis, Américo Maurano, estádio Morumbi e São Paulo/Morumbi, onde haverá ligação com a linha 4 - Amarela do Metrô. A terceira e última parte do ramal terá 3,5 km de extensão, ligando a estação Jardim Aeroporto à linha 1 - Azul do Metrô, na estação Jabaquara. As últimas estações serão Jabaquara, Hospital Saboia, Cidade Leonor, Vila Babilônia e Vila Paulista. 

De acordo com o governador, o segundo e o terceiro trecho devem estar prontos em 2016. 

Licença 
No dia 21 de março, o Metrô recebeu, da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, a licença ambiental de instalação do primeiro trecho, entre o aeroporto de Congonhas e a estação Morumbi da CPTM. Na época, o secretário de transportes metropolitanos, Jurandir Fernandes, disse que essa etapa iria beneficiar toda a rede hoteleira de São Paulo. 

- Esse primeiro trecho com cerca de 8 km, além de ligar o aeroporto à CPTM, vai servir boa parte da rede hoteleira da capital para a Copa. 

No total, a Linha 17-Ouro terá 17,7 km de extensão, 18 estações e integrações com as linhas 1-Azul (estação Jabaquara), 4-Amarela (estação São Paulo-Morumbi), 5-Lilás (estação Água Espraiada/Campo Belo), além da 9-Esmeralda da CPTM (estação Morumbi). 

Cerca de 252 mil pessoas devem utilizar, diariamente, o trecho Jabaquara–São Paulo/Morumbi, segundo estimativa do Governo de São Paulo. 
Expresso aeroporto 

Há uma semana, Alckmin também anuncou que, até a metade do ano, deverá sair o edital para a licitação das obras do expresso aeroporto, um trem que vai ligar o centro de São Paulo ao aeroporto de Guarulhos. A concorrência já havia sido aberta há cerca de três anos, mas a licitação não foi feita. 

De acordo com o secretário de transportes metropolitanos, a expectativa é de que todas essas obras estejam prontas até a Copa de 2014. 

- Esperamos que até 2014 a gente tenha os dois aeroportos de São Paulo ligados à ferrovia.

Metrô está entre os 4 sistemas que possuem menos panes no mundo


Fonte: Viatrólebus

Nos últimos tempos é comum se ler em jornais e blogs que falam sobre mobilidade urbana que algum trem do Metrô parou por problemas. Os mais sensacionalistas sempre gostam de dizer que antes o Metrô não parava como hoje.

O Governo rebate as criticas. Segundo declarações do secretário de Transportes Metropolitanos Jurandir Fernandes, o Metrô de São Paulo está entre os 4 Metrô que registram os menores números de panes e falhas do mundo. O grande problema da rede metroviária paulistana é a hipersensibilidade devido ao grande número de usuários transportados em uma rede considerada pequena para o tamanho da cidade.

Agora o Governo do Estado tenta recuperar o tempo perdido, e a falta de investimento de décadas do setor. Neste ano 4 linhas de Metrô/Monotrilho estarão em obras ao mesmo tempo: A segunda fase da Linha 4 – Amarela, os monotrilhos das linhas 2 – Verde e 17 – Ouro e o prolongamento da Linha 5 – Lilás.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Governo autoriza início da construção do monotrilho, na Linha 17-Ouro

Governador assinou a autorização
Fonte: G1
Imagem de Juliana Cardilli (G1)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou nesta quinta-feira (29) a autorização para início das obras da primeira fase da Linha 17-Ouro do Metrô, que será operada como monotrilho. De acordo com o governo, a instalação de canteiros de obras deve ser iniciada ainda nesta quinta. Na primeira fase está prevista a construção de oito estações, ligando o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi da Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), ambos na Zona Sul da capital.

Inicialmente, será feita a parte de colocação de estacas e preparação do terreno. A licença ambiental para a construção do primeiro trecho foi recebida no dia 21. Segundo o governo, o esforço será para que as estações estejam prontas e funcionando até a Copa do Mundo de 2014. O primeiro trecho terá 7,7 km de extensão, com as estações Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Morumbi. A primeira fase da Linha 17 terá uma frota de 24 trens.

“Serão dois anos de obras, nós vamos correr o máximo para ficar pronto antes da Copa do Mundo, se possível. As pessoas vão poder sair do Aeroporto de Congonhas e pegar o trem”, disse Alckmin. No aeroporto, a estação ficará na Avenida Washington Luís, do ouro lado a de Congonhas, e a ligação será feita por um túnel.

Clique para visualizar melhor

Na segunda etapa, serão construídas estações até a interligação com a futura Estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela do Metrô, passando por Paraisópolis. Esta fase tem conclusão prevista entre 2015 e 2016. Já a terceira fase ligará Congonhas à Estação Jabaquara da Linha 1-Azul do Metrô.
A linha completa tem valor estimando em R$ 3,2 bilhões – sendo R$ 600 milhões investidos pela Prefeitura de São Paulo.

A implantação da Linha 17 como monotrilho foi muito criticada por moradores do Morumbi, que terá estações. Por ser feita em via elevada, eles temem a degradação do bairro. “Não é como o Minhocão. É tudo vazado. Ele é uma estrutura bem alta, vazada, silenciosa, tem pequeno impacto ambiental e arquitetônico”, afirmou.

Moradores chegaram a entrar na Justiça contra a linha. “É uma luta constante. Dentro da democracia isso faz parte. Nós tivemos a liberação desse trecho, era o trecho menos complicado em termos de desapropriações, mas coincidentemente um trecho muito importante para 2014. No meio disso tudo a gente vai lutando com as questões judiciais. Nós não vamos cruzar os braços e esperar o mundo ficar resolvido”, disse o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes.

Linha 4-Amarela bate novo recorde de usuários


Fonte: Viatrólebus

A mais jovem linha de Metrô bateu na ultima sexta feira um novo recorde de passageiros transportados, sendo 601 mil pessoas. Com a entrega das novas estações da segunda fase a linha deverá ultrapassará a marca de 1 milhão de passageiros por dia. Hoje cerca de 14 trens operam no ramal amarelo, e até 2014 a linha amarela terá 29 trens.

As quatro novas estações da Linha 4, São Paulo – Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Mackenzie, devem ser inauguradas em dois anos mas, para isso, é necessário o investimento de R$ 1,8 bilhão na conclusão das estações, o que inclui sinalização, instalação de elevadores e dos acessos automáticos, por exemplo.

terça-feira, 27 de março de 2012

Blog completa 1 ano


Por Diego Silva

Caros leitores, eis que o blog ''Metrô em Foco'' completa seu primeiro ano no ar. Em paralelo com o blog 'CPTM em Foco', essa página procura manter os usuários do Metrô informados sobre o sistema, além de explicar algumas situações que passam despercebidas diariamente.

Nesse primeiro ano, alcançamos a marca de 80 mil visitas, além de um certificado (estamos entre os 100 blogs mais importantes do Brasil, na categoria 'Notícias e Cotidiano', escolhidos por votação popular). A título de comparação, o blog da CPTM contava com 27.500 visitas em seu primeiro aniversário. Em plena expansão e crescimento, essa página tem muito a comemorar, pois já são resultados muito importantes para o primeiro ano no ar.


No exato momento de seu lançamento, em 27 de março de 2011, eu estava com o presidente Sérgio Avelleda, realizando vistoria das obras na estação Butantã da Linha 4-Amarela, que seria inaugurada em seguida. Daquele dia até hoje, procuro manter o portal atualizado, com informações e notícias. Apesar de, ainda não ter tanto material técnico, tento escrever algumas matérias sobre situações e assuntos específicos. Um detalhe interessante: esse é o único blog que fala 100% sobre o Metrô de São Paulo. Na virada de ano para 2012, o blog ganhou sua primeira repaginação, ganhando um atraente visual, mais leve e funcional, além de contribuir para a facilidade de navegação.

Dados importantes desse período em que estamos no ar:

- 83 mil visitas (média de 227 visitas diárias)
- Entre os 100 blogs mais importantes do Brasil (Prêmio Top Blog 2011, categoria 'Notícias e Cotidiano')

E assim, vamos seguindo. Diariamente, com notícias sobre o principal meio de transporte de São Paulo. Atualmente, 4 milhões de pessoas utilizam o Metrô todos os dias. Uma pequena parte desses usuários passa por aqui, em busca de informações e notícias. Esse é o nosso trabalho: informar, noticiar e explicar aquilo que o usuário não sabe. Muito obrigado a todos que fizeram parte desse primeiro ano de 'Metrô em Foco'! Estamos sempre trabalhando para oferecer à você, leitor, um blog cada vez melhor.

Diego Silva, editor do blog, durante entrevista à TV Gazeta (Pátio Itaquera, outubro/2011)

domingo, 25 de março de 2012

Qual é a relação custo x benefício do metrô no Brasil?

Mafersa Frota L
Fonte: STEFZS

Embora tenha preços próximos ao dos europeus, o metrô brasileiro oferece bem menos linhas e estações e possui índices de habitantes por km muito superiores aos do velho continente. É o que mostra um levantamento feito pelo professor Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios.

O bilhete unitário dos metrôs de São Paulo e Rio de Janeiro custam, respectivamente, 3 reais e 3,10 reais, quase o triplo da mesma passagem no metrô de Buenos Aires, que sai por 1,05 real (valor convertido pela cotação de 14/03).

O valor está mais próximo dos preços praticados em cidades como Madrid (a partir de 3,45 reais por viagem) e Paris (4,03 reais por viagem).

“O metrô brasileiro é mais caro que o de outras cidades latino-americanas, mas colocando em paridade do poder de compra, os preços até estão parecidos. O problema é que a extensão é pequena em relação à demanda”, explica Leite. “Se mantivéssemos a tarifa, mas dobrássemos o tamanho da rede, a relação custo benefício seria melhor”, ele acrescenta.

Com 74,3 km de rede, o metrô de São Paulo tem quase um terço da extensão do de Paris (211 km) e um quarto da de Madri (283 quilômetros). Se comparado ao de Londres (415 km), o metrô de São Paulo tem um quinto do tamanho.

Com uma população consideravelmente superior a dessas cidades, o resultado é que o metrô de São Paulo é muito mais lotado. Na cidade, há 269 mil pessoas para cada quilômetro de metrô construído – cinco vezes mais que em Paris (57 mil pessoas/km), oito vezes mais que em Londres (31 mil pessoas/km) e doze vezes mais que o de Madri (21 mil pessoas/km).

O mesmo vale para o metrô do Rio de Janeiro. Com apenas 46,3 km de extensão, ele é metade do metrô de Santiago (94,2 km) – embora a capital fluminense tenha quase o dobro da população. O metrô carioca tem um nono do tamanho do de Nova York (398 km) e um quarto do de Tóquio (195 km). Em contrapartida, a taxa de habitantes por quilômetro de metrô na cidade é de 260 mil, contra 50 mil e 164 mil, respectivamente.

sábado, 24 de março de 2012

Governador inicia segunda fase da Linha 4-Amarela

Linha 4-Amarela teve seu início de obras. Segunda fase contemplará chegada até V. Sônia
Fonte: Metrô

Neste sábado (24/3), o governador Geraldo Alckmin, acompanhado do secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e do presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, autorizou a Companhia a dar início às obras da segunda fase da Linha 4-Amarela.

Essa etapa abrange inicialmente a construção de novos acessos, acabamento de obras civis e instalação de equipamentos em mais quatro estações: São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie.

Para concluir a segunda fase da Linha 4-Amarela será necessário também a construção de trecho em túnel de cerca de 1,5 km para acesso à estação Vila Sônia e a construção da própria estação Vila Sônia e de terminal de ônibus no local. Uma segunda licitação foi realizada para essa finalidade. Já para a implantação de sistemas operacionais nas novas estações e no trecho complementar está prevista licitação específica.

O investimento total para a conclusão da Linha 4 –Amarela, considerando as duas licitações já realizadas mais a parte de sistemas, será de R$ 1,8 bilhão. Assim, o investimento total na Linha 4-Amarela será de R$ 5,6 bilhões, incluindo R$ 1,8 bilhão da segunda etapa.

A segunda fase, com as cinco estações, tem previsão de entrega para 2014. Durante a execução da obra deverão ser promovidos cerca de 1.000 empregos diretos e 3.000 indiretos. A linha terá 12,8 km de extensão e 11 estações. Com a conclusão da segunda fase, a demanda da Linha 4-Amarela é estimada em cerca de 1 milhão de passageiros/dia.

Paralelamente ao andamento da segunda fase, o Metrô agiliza a contratação dos projetos funcional e básico da terceira fase da Linha 4-Amarela, que vai estender o percurso, da estação Vila Sônia até o município de Taboão da Serra, com aproximadamente mais três quilômetros de extensão.

Quatro novas estações
As novas estações da Linha 4-Amarela terão arquitetura com cores atraentes, contarão com bilheterias blindadas, piso tátil, elevadores especiais e escadas rolantes “inteligentes”, que funcionam com velocidade reduzida quando não há usuários sobre elas, de forma a economizar energia. O acabamento será realizado com cerâmicas esmaltadas, nas cores areia, azul e avermelhada, com detalhes em aço inox.

Especificamente, a estação Fradique Coutinho tem uma área construída de pouco mais de nove mil metros quadrados e sua demanda diária prevista é de 14 mil pessoas.

Próximos investimentos
A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM) avança atualmente com um plano para acelerar a ampliação e modernização da rede de linhas de metrô, trens e ônibus metropolitanos. Hoje, São Paulo conta com uma malha metroferroviária de 335 quilômetros de extensão (74,3 de linhas metroviárias, 65,3 km a cargo da Companhia do Metrô e 9 km com operação e manutenção sob a responsabilidade da concessionária privada ViaQuatro, e 260,7 km da CPTM).

Para expandir a rede de transporte metropolitano de passageiros, a STM realiza dois grandes empreendimentos no Metrô (prolongamento da Linha 5-Lilás, entre Largo Treze em Santo Amaro e Chácara Klabin, e o monotrilho da extensão da Linha 2-Verde, entre Vila Prudente e Cidade Tiradentes, na zona leste), que estão em obras ao mesmo tempo. O contrato da Linha 17-Ouro (ligação da rede metroferroviária com o aeroporto de Congonhas) já foi assinado e, em breve, as obras terão início. Segundo o Plano de Investimentos da STM, os recursos financeiros necessários para o período de 2011 a 2014 serão de R$ 26,2 bilhões.

Além das obras civis, o Metrô contratou a aquisição do sistema de sinalização e controle de tráfego de trens CBTC (controle de trens baseado em comunicação), para as linhas 2-Verde (já em testes), 1-Azul e 3-Vermelha, que vai possibilitar a redução da distância entre os trens em circulação, permitindo menores intervalos, maior segurança e menor tempo de espera para o usuário na plataforma. O novo sistema vai proporcionar um aumento de 20% na capacidade de transporte, oferecendo um aumento significativo no número de viagens e mais conforto aos passageiros.

Até 2014, o Metrô de São Paulo deverá ultrapassar 100 km de extensão, que somados aos futuros 300 km de linhas da CPTM resultarão em uma rede metroferroviária de aproximadamente 400 km, com maiores opções de conexões entre as linhas e novos trajetos à disposição da população.

Afinal, monotrilho é uma boa ou má opção?


Fonte: STEFZS

A pergunta foi feita pelo jornal Estado de São Paulo em matéria publicada na última segunda-feira (19). Com o trânsito cada vez mais caótico nos grandes centros urbanos e na região metropolitana de São Paulo, está aí a Raposo Tavares para comprovar isso, o monotrilho, o famoso trem de superfície sobre rodas, é considerado o salvador da pátria, a solução para melhorar o trânsito.

Por outro lado, associação de moradores, urbanistas não aprovam a ideia e a consideram um verdadeiro símbolo de mau gosto e degradação urbana. “Afinal, quem está certo? Há um meio termo?”, pergunta a reportagem do Estadão.

Em Cotia o assunto gera polêmica e mexe com o imaginário dos moradores e lideres políticos, embora por enquanto tudo não passou de discussões teóricas. Considerado solução para o caótico trânsito da Raposo Tavares, que se transformou em uma grande avenida, o monotrilho passou a fazer parte do sonho de parte da população a partir de 2009, quando o grupo Think Tank – pensar e agir Granja Viana, apresentou um proposta que foi considerada viável pelo então presidente do Metrô de São Paulo, José Jorge Fagalli.

Recentemente o prefeito Carlão Camargo disse ao cotiatododia que não havia desistido de levar a ideia adiante e recebeu resposta positiva do secretário Estadual de transportes Jurandir Fernandes que disse que irá encaminhar os estudos.

O monotrilho é um trem elétrico suspenso, que corre com pneus encaixados em um trilho a cerca de 15 metros de altura. Um dos mais antigos do mundo, o de Wuppertal, na Alemanha, foi construído em 1901 e ainda continua funcionando.

Apesar de ser mais conhecido em parques de diversão e aeroportos, o monotrilho é a aposta da Prefeitura e do governo do Estado para criar um sistema de média capacidade. Três linhas devem ser construídas e os primeiros veículos já estão quase prontos. Mas, voltando ao primeiro parágrafo, o monotrilho é bom para São Paulo? O poder público está certo em investir no modelo, ou os moradores estão corretos em criticar os trens suspensos?

sexta-feira, 23 de março de 2012

Moradores protestam contra Monotrilho da Linha 17


Fonte: Revista Ferroviária

Cerca de 300 pessoas (segundo estimativa da PM) ainda protestavam na zona sul de São Paulo, por volta das 9h50 desta quarta-feira, por melhores condições do transporte público. Devido à manifestação, a rua Túlio Mugnaini estava bloqueada, além de uma faixa da avenida Carlos Caldeira Filho, na altura da estrada de Itapecerica, sentido centro.

Os manifestantes estavam em frente ao metrô Capão Redondo. Representantes das subprefeituras de M'Boi Mirim e Campo Limpo estavam no local, e, de acordo com os manifestantes, uma reunião deverá ser marcada para discutir as reivindicações que inclui a alteração do projeto do monotrilho para metrô.

A manifestação começou por volta das 7h, na estrada do M'Boi Mirim, também na zona sul. Inicialmente, foi informado que os manifestantes iriam até a subprefeitura, mas o grupo desistiu. Apesar da estimativa da PM apontar cerca de 300 pessoas durante a passeata, manifestantes apontam que chega a 1.500 pessoas.
A via mais congestionada de São Paulo no horário ainda era a pista expressa da marginal Pinheiros, com 5,6 km de filas no sentido Interlagos. A retenção ia da Castello Branco até a ponte Cidade Universitária, e era resultado do excesso de veículos.

O trânsito estava abaixo da média na cidade de São Paulo, com 51 km de lentidão, o que representa 5,9% dos 868 km de vias monitoradas. A média do horário é de 6,9%. A pior região era a zona oeste, com 20 km de congestionamento. Segundo o serviço da empresa MapLink, usado pela Folha, a cidade tinha 290 km de filas no horário.

Ministério público denuncia executivos por cartel em obra da Linha 5-Lilás


Fonte: Revista Ferroviária

O Ministério Público Estadual (MPE) acusou anteontem formalmente 14 dirigentes dos consórcios responsáveis pela ampliação da Linha 5-Lilás do Metrô de formação de cartel para fraudar a licitação da obra. Eles foram denunciados anteontem à 12.ª Vara Criminal da Capital por crimes contra a ordem econômica e a administração pública.

O promotor Marcelo Botlouni Mendroni pede que todos sejam citados e processados até a condenação. Para o crime contra a ordem econômica a pena pode chegar a 5 anos de prisão e contra a administração pública, a 4. O presidente do Metrô, Sergio Avelleda, que chegou a ser afastado pela Justiça do cargo em novembro do ano passado por causa dessa licitação, não foi citado. A Justiça não havia analisado a denúncia até a meia-noite de ontem. Apenas após a avaliação do pedido, os empreiteiros poderão ser considerados indiciados.

A acusação é de que representantes de grandes construtoras - como Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Heleno & Fonseca, Carioca, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão e Consben - tenham combinado os preços que apresentariam ao Metrô. A obra, estimada em cerca de R$ 8 bilhões, prevê a ampliação da linha, da Estação Largo 13 até a Chácara Klabin, na zona sul de São Paulo.

Segundo a denúncia, os dirigentes "fraudaram o procedimento licitatório e estabeleceram regras próprias do cartel. Reuniam-se e/ou comunicavam-se de forma a fixar os valores e de modo que a empresa que deveria vencer o trecho preestabelecido ofereceria preço abaixo do valor de referência da licitação, e todas as demais apresentariam, como de fato apresentaram, preço acima do valor de referência", diz o texto.

Obras da Linha 4 vão recomeçar no sábado

Linha 4-Amarela terá mais estações
Fonte: Diário de São Paulo

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem o prosseguimento das obras das estações da Linha 4- Amarela do Metrô a partir do próximo sábado. “Nós iniciaremos as estações que estão faltando, vamos entregar todas em 18 meses. Estações Fradique Coutinho, Vila Sônia, Morumbi, Higienópolis/Mackenzie, Oscar Freire, todas vão ser entregues até 2014”, afirmou.

A Linha 4 é uma Parceria Público-Privada e a concessionária Via Amarela é a responsável pelos investimentos. A empresa tem enfrentado dificuldades na operação do trecho que hoje vai do Butantã, na Zona Oeste, passa pela Avenida Paulista e chega a até a Estação da Luz, no Centro. Panes elétricas e defeitos nos trens atrapalharam os usuários. O governo chegou a estudar a possibilidade de multar a empresa por conta dos problemas, o que acabou não acontecendo.

Segundo o secretário estadual de Transportes, Jurandir Fernandes, a Linha 4 tinha ações administrativas pendentes, fato que não tinha sido divulgado até então. O entrave seria com uma  empresa  espanhola que vai atuar nas obras.

Monotrilho
Hoje o governo estadual recebe a licença de instalação da Linha 17-Ouro do sistema de monotrilhos. O primeiro trecho, que vai do Aeroporto de Congonhas até a Marginal  Pinheiros passando por trilhos elevados sobre a avenida Roberto Marinho  rumo ao Morumbi, também será entregue em 2014. A previsão é atender  43,2 mil usuários por dia.

“Nós já tínhamos tido a licença prévia, faltava a licença de instalação. Já temos a obra contratada, vamos dar a ordem de serviço e canteiro correndo”, garantiu Alckmin.  

Há expectativa também da retomada das obras das Linha 5-Lilás, que ligará Adolfo Pinheiro à Chácara Klabin quando pronta, após uma briga judicial na licitação. O Ministério Público alega que houve manipulação na concorrência.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Linha 5 terá praças sobre as estações

Metropolis na estação Santo Amaro - Linha 5-Lilás
Fonte: Revista Ferroviária

As futuras estações da Linha 5-Lilás do Metrô, todas subterrâneas,terão um diferencial: praças amplas ocuparão a parte de cima das paradas, criando “respiros” urbanos em regiões que hoje carecem de grandes áreas abertas, como o entorno da Avenida Santo Amaro, na zona sul. Esses espaços terão, em média, 2,8 mil m². Atividades como feiras de artesanato, exposições e campanhas de vacinação poderão ocorrer nelas, deixando-as mais integradas ao bairro.

É o que explica Ivan Piccoli, coordenador de arquitetura, paisagismo e urbanização do Metrô. “Aquele é um trecho de cidade muito adensado, com imóveis que tendem à degradação ou já degradados.” O fato de as avenidas chegarem muito perto dos imóveis, diz ele, contribui para a deterioração urbanística. “Então, o Metrô resolveu construir praças, para que ali a área se reorganize.”

Piccoli entende que a Linha 5 poderá se transformar num vetor para a reconfiguração desses pontos. O engenheiro Jaime Waisman, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), concorda. “O Metrô em si já é um empreendimento positivo. E pôr praças em áreas que precisam é trabalhar para requalificá-las.” Por isso, Waisman acredita em uma transformação urbana no entorno dessas praças, com novas opções comerciais e residenciais em um raio de até 500 metros das estações.

Um dos trechos onde as obras do Metrô devem alterar bastante a paisagem é o da futura Estação Moema. Situada ao lado da Praça Nossa Senhora Aparecida, onde fica uma tradicional igreja católica, a área verde sobre a estação será uma espécie de “prolongamento” da vizinha. As duas serão separadas só pela Avenida Divino Salvador. A quadra ao lado já está cheia de tapumes para a obra.

Outra estação, a Servidor, perto do Hospital do Servidor Público Estadual, contará ainda com um estacionamento embaixo da sua respectiva praça. A garagem ocupará, segundo o projeto conceitual, dois níveis no subsolo. O Metrô não informou quantas vagas serão oferecidas neste espaço.

As praças da Linha 5-Lilás – que não terão nomes, pois não serão logradouros oficiais, e sim propriedades do Metrô – deverão se concentrar no trecho entre as estações Alto da Boa Vista e Servidor. No trecho final, entre as paradas Vila Clementino e Chácara Klabin, haveria menos necessidade para esse modelo de intervenção.

Os novos ambientes externos ainda serão contemplados com grandes estruturas de aço e vidro para cobrir as entradas das estações. Elas devem se tornar a “marca registrada” desse trecho da linha, que terá 11 paradas e deve ser entregue em 2015. A cobertura da Estação Alto da Boa Vista lembra a da Canary Wharf Station, do metrô londrino. Claraboias espalhadas pelas praças levarão luz natural até as plataformas.

Monotrilho da Linha 17 recebe licença ambiental

Monotrilho do Morumbi recebeu licença ambiental
Fonte: Revista Ferroviária

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem também que a licença de instalação da Linha 17-Ouro do Metrô, que será operada por meio de monotrilho e fará a ligação do Aeroporto de Congonhas com a rede metroferroviária da capital, sairá hoje. "Já temos a obra contratada e vamos dar a ordem de serviço."

Segundo Alckmin, o primeiro trecho do monotrilho, que interligará o Aeroporto de Congonhas à Marginal do Rio Pinheiros, ficará pronto até 2014. Essa linha fará interligação nas Estações Jabaquara, Santo Amaro e Chácara Klabin. "Ela integra com a Linha 1 (na Estação Jabaquara), integra com a linha 9 da CPTM, passa sobre o Rio Pinheiros, por Paraisópolis, pelo Estádio do Morumbi e termina na Linha 4", explicou.
Prefeitura. A emissão da licença ambiental era, até agora, o principal entrave para o início das obras da linha. Ela não depende do governo do Estado, mas da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente.
Em nota, a Prefeitura não confirmou - nem desmentiu - as informações do governador. Disse que "a equipe de licenciamento da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente continua trabalhando e deve ter seu parecer sobre a concessão da Licença Ambiental de Instalação (LAI) da Linha 17- Ouro do Metrô publicado nos próximos dias da semana".

Segundo o governo do Estado, uma reunião hoje no Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades) vai confirmar a emissão da licença. Mas a Prefeitura também não confirmou que a reunião estivesse marcada.

A obra enfrenta forte oposição de moradores do Morumbi, na zona sul. Entre as reivindicações, estava o pedido de que a linha fosse um metrô convencional, não um monotrilho.

Respostas. 
Os anúncios das novas obras ocorrem uma semana após uma sequência de falhas trazer caos à operação tanto do Metrô quanto da CPTM. Na semana passada, duas falhas no sistema elétrico da Linha 9-Esmeralda da CPTM e cinco defeitos em trens do Metrô trouxeram caos à operação das linhas e prejudicou ao menos 165 mil passageiros, segundo dados do próprio Metrô. Aos domingos, a partir do dia 25, a Linha 9-Esmeralda ficará fechada para obras de melhorias.

Máquinas do Metrô vendem mais 35 mil livros por mês

Incentivando a leitura, Metrô vende milhares de livros todos os meses
Fonte: Metrô News

Lançada em dezembro, e presente em dez equipamentos espalhados pelas linhas Verde e Vermelha do Metrô, a campanha ‘Pague quanto acha que vale’ fez crescer a venda de livros nas estações. No último mês foram 35 mil livros comercializados.

Operadas pela 24x7 Cultural, as máquinas de livros do Metrô, que tinham preços fixados para cada exemplar, que incluem clássicos como ‘O Cortiço’ de Aluísio Azevedo, dão ao usuário, agora, a opção de pagar o que ele quiser.

Os equipamentos, que há mais de oito anos estão presentes nas estações, funcionam 24 horas por dia. “Já tinha comprado um para minha namorada, mas o preço era R$ 8. Agora, pagando quanto quiser, posso presentear mais pessoas e até me presentear. Ler é bom e com um preço ainda mais acessível, vai virar rotina, comprar sempre um”, diz o autônomo, João Carlos César, 24 anos. “Muita gente vê as máquinas e acha que é caro. Se as pessoas soubessem, mais iriam comprar, porque dá para comprar um livro por R$ 2”,diz.

Essa é a mesma opinião da empresa responsável pela operação das máquinas e por isso, a 24x7 está fechando parcerias com Metrô e CPTM para que mais estações tenham equipamentos. “A intenção é, além de presentear os que são leitores e conhecem o serviço, também atrair novos leitores. 

São títulos importantes, clássicos, agradando vários perfis e com isso, queremos incentivar para que mais pessoas leiam livros”, diz a analista de marketing da 24x7, Keka Bego, que afirma que a empresa também busca parceiros para ampliar ainda mais, o projeto. “Buscamos parceiros ou órgão que queiram anunciar e colocar um flyer, dentro de nossos livros. Isso ajudaria que o projeto seja mais amplo”, diz. Para saber quais títulos estão disponíveis e onde encontrar os equipamentos, acesse www.24x7.com.br .

SP quer tecnologia espanhola para acelerar o Metrô


Fonte: Estadão

A Prefeitura e o governo do Estado de São Paulo  buscam, em conjunto, uma forma de acelerar as obras do metrô na capital paulista, para a construção de 90 km de linhas até 2018. Como primeiro passo, vão assinar um convênio com o governo espanhol para que as empresas Metro Madrid, Renfe e Aves - responsáveis pelo sistema de transporte por trens em Madri - participem do plano metropolitano, que prevê investimentos de R$ 60 bilhões até 2018.

Outros dois itens do modelo espanhol que serão incorporados em São Paulo vão buscar aliviar a lotação e ampliar a segurança. A ideia é estabelecer nas novas linhas o sistema computadorizado de controle e as portas de vidro externas automáticas, que se abrem de forma simultânea às portas dos trens, fechando o vão existente entre o trem e as áreas de embarque e desembarque, o que conferirá maior segurança. O sistema computadorizado de monitoramento do metrô de Madri fará o intervalo entre um trem e outro reduzir o tempo de espera em São Paulo em pelo menos 20%

quarta-feira, 21 de março de 2012

SP retoma obras da Linha 4-Amarela

Linha 4-Amarela terá obras das novas estações
Fonte: Revista Ferroviária

As obras das cinco estações que faltam ser entregues da Linha 4-Amarela do Metrô, que ligará a Vila Sônia, na zona sul, à Estação da Luz, no centro, serão retomadas a partir do próximo sábado. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem que vai assinar, neste dia, a ordem de serviço para a retomada das obras nos dois lotes restantes da linha.

Citando as Estações Vila Sônia, São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Mackenzie-Higienópolis, Alckmin disse que vai "entregar todas em 18 meses" - em setembro de 2013. O anúncio foi feito durante o 3.º Seminário sobre Gestão de Cidades em Tempos de Sustentabilidade, na Faculdade Armando Álvares Penteado (Faap).

Atualmente, a linha já tem túneis prontos e seis estações em funcionamento (mais informações no mapa ao lado). As novas obras serão para a construção das estações restantes. A licitação para esse serviço havia sido dividida em dois lotes: um para construção das estações São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Mackenzie-Higienópolis e outro para a Estação Vila Sônia, com previsão de ligação para Taboão da Serra, por um túnel de 1,5 quilômetro, e um terminal de ônibus.

Espanha. 
Um único grupo, entretanto, venceu os dois lotes. É o consórcio Corsán-Corvian Construcción, S. A., com sede na Espanha. O valor a ser pago ao grupo é de cerca de R$ 1,58 bilhão, segundo o orçamento do Metrô. No sábado, apenas a ordem de serviço para o primeiro lote, com a maior parte das estações, será assinado. O Metrô não confirmou a data de assinatura do segundo lote.

A obra reforça a ligação do sistema metroferroviário paulistano com o país europeu: conforme o Estado informou no sábado, o vice-governador Guilherme Afif Domingos esteve na Espanha na semana passada para costurar um convênio com o governo daquele país e com as empresas Metro Madrid, Renfe e Aves - responsáveis pelo sistema de transporte por trens em Madri -, para que elas participem das obras de ampliação do transporte sobre trilhos. A meta é investir R$ 60 bilhões até 2018 e aumentar de 2 para 13 a média de quilômetros de linha construídos por ano.

Atrasos. 
As obras da Linha 4-Amarela estão sendo retomadas seis meses após a entrega total da primeira fase. As últimas estações, Luz e República, foram abertas em setembro do ano passado. Mas a linha já nasceu superlotada e hoje transporta mais de 550 mil pessoas por dia - o que provoca, por exemplo, filas nas conexões com as outras linhas, sobretudo na Estação Consolação, da Linha 2-Verde.

A previsão original era de que toda a linha, com as 11 estações, estivesse pronta em 2008. Mas houve uma série de atrasos - um deles, consequência do acidente na Estação Pinheiros, em 2007, que matou sete pessoas. As novas estações também serão operadas pela empresa ViaQuatro, que já gerencia a linha por meio de uma Parceria Público-Privada.

Análise: Acelerar obras não depende só dos profissionais

Estação Butantã - Linha 4-Amarela
Fonte: Estadão

Precisamos analisar esse convênio em partes. Primeiramente, no que envolve investimentos, o Plano Plurianual vigente, que vai até 2015, prevê para a área de transportes investimento de R$ 45 bilhões. Parte vem do Tesouro do Estado, parte vem de organismos financiadores, e parte das Parcerias Público-Privadas. Mas, para atrair os parceiros, é preciso projetos de viabilidade que garantam uma taxa de retorno atraente, senão ele não vem. Duvido que empresas de construção venham para cá. Mas as empresas de engenharia, sim.

O Metrô tem número suficiente de profissionais para execução dessas obras. Mas, na década de 1990, muitos não tinham mercado de trabalho, resultado da paralisação do setor. E todos os outros metrôs do Brasil tiveram apoio técnico paulista. Os profissionais que já se aposentaram ainda trabalham, até na China. Não é a quantidade de profissionais que vai acelerar as obras. Há o arcabouço jurídico que não conseguimos vencer. A Linha 17-Ouro (no Morumbi), por exemplo, não está parada por falta de profissionais nem de recursos, mas de licença ambiental.

terça-feira, 20 de março de 2012

Expansão das linhas nem sempre significa mais conforto


Fonte: Revista Ferroviária

A pane desta quarta-feira (14) nos trens e no metrô de São Paulo revelou uma situação comum às grandes cidades do país. Novas linhas e estações nem sempre significam mais conforto.
Passageiros se esbarrando. Outros quase esmagados pela porta. Esta quinta-feira (16) foi mais um dia de superlotação nos trens e no metrô de São Paulo. “Todo mundo espremido. Fica difícil assim”, diz uma passageira.

As quatro panes que prejudicaram cerca de 200 mil pessoas, na quarta-feira, são um sinal de que o sistema sobre trilhos da maior cidade do país opera no limite, diz o professor de transporte público da USP Jaime Waisman: “Não existem soluções mágicas. Nós temos uma herança maldita do passado, onde pouco ou quase nada se fez. Então, agora, para tirar essa defasagem e partir para uma situação mais confortável vai demandar algum tempo”.

A carência de transporte público é tão grande que até agora o investimento não se traduziu em conforto para o passageiro. Uma estação que integra metrô e trem, e é uma das mais novas de São Paulo, é um exemplo. Desde que foi inaugurada, vive lotada.

Situação que se repete nas grandes metrópoles. Nos últimos dez anos, o sistema de trens e metrô de São Paulo ganhou 26,5 quilômetros. Mas construir novas linhas ou estações nem sempre resulta em mais satisfação.magine uma cidade que tem rede restrita, com três linhas de metro, a amarela, a azul e a vermelha. Se uma quarta, a verde, é construída, quem mora ou trabalha ao longo da nova linha deve se tornar usuário também. Mas estes novos passageiros não vão ficar apenas nesta linha. Poderão usá-la para alcançar as outras. Eles mudam os trajetos, o que acaba sobrecarregando alguns trechos e desafogando outros.

Só em 2011, aumentou em 1,4 milhão o número de passageiros que o metrô e os trens de São Paulo transportam por dia. A cidade tem 33 mil habitantes por quilômetro de metrô e trem. Em Londres, a média é de 16 mil. Em Belo Horizonte, que tem apenas metrô, esse número passa de 88 mil.
O crescimento da economia, que faz mais pessoas se deslocarem, e o congestionamento nas ruas também contribuem para sobrecarregar o transporte coletivo. Com a construção de novas linhas e a compra de mais trens, o presidente do Metrô de São Paulo, Sérgio Avelleda, prevê um alívio para os passageiros a partir de 2014. E diz que só o transporte sobre trilhos, não resolve o problema das grades cidades: “Nós precisamos investir na integração dos meios de transporte, corredores de ônibus, a integração dos ônibus com metrô e expandir o metrô. Portanto, o segredo é melhorar o planejamento da cidade, melhorar a integração e expandir o sistema”, avalia.

segunda-feira, 19 de março de 2012

SP irá assinar convênio com Madri para ampliar rede de Metrô


Fonte: Yahoo

A Prefeitura e o Governo de São Paulo assinarão convênio com o Governo espanhol, a Metro Madrid, a Renfe e Aves - responsáveis pelo transporte de trens em Madri - para que as empresas participem da ampliação do projeto da cidade, publicou neste sábado o jornal "O Estado de S.Paulo".

O convênio prevê a participação das companhias espanholas no plano de expansão do metrô paulista, que contempla a construção de 90 quilômetros de linhas férreas até 2018, com investimentos de R$ 60 bilhões.
A operação incluiria a instalação no metrô paulista do sistema de monitoração de Madri, para reduzir o intervalo dos trens em até 20%, revelou a publicação.

O vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, citado pelo jornal, afirmou que o banco Santander, também espanhol, vai financiar a operação.
Afif Domingos explicou que São Paulo quer copiar o modelo do metrô de Madri, que bateu recorde na construção de sua rede de transporte. A parceira, ao mesmo tempo, resolveria a falta de engenheiros que o país padece.

"A forma de suprir essa carência é por meio dessa sociedade conjunta internacional, na qual podemos absorver a capacidade ociosa das empresas europeias e levar uma cultura nova a nossa engenharia", avaliou Afif Domingos.

O vice-governador contou que nos últimos 32 anos foram construídos apenas dois quilômetros de linhas de metrô por ano e garantiu que a meta do Governo é fazer 13 quilômetros por ano.

domingo, 18 de março de 2012

Obras das estações do monotrilho acabam em 2013

Obras do monotrilho da Linha 2-Verde
Fonte: BAND

O transporte ferroviário de São Paulo ganhará dois novos pontos de integração no fim do ano que vem. É neste prazo que o Estado promete entregar as estações Vila Prudente e Oratório, as duas primeiras a operar com o sistema de monotrilho. Elas serão integradas ao Expresso Tirandentes e à linha 2-Verde do metrô.

Com a integração, o governo espera uma melhor distribuição dos passageiros, reduzindo a superlotação. O monotrilho do metrô terá 24,5 km e 17 estações.

O eixo, que deve estar concluído em 2016, percorre o canteiro central de sete avenidas em via elevada até Cidade Tiradentes. A estação Vila Prudente também será ligada à futura linha 15- Branca, do metrô, que chegará a via Dutra. O percurso terá uma ciclovia e bicicletários em todas as estações.

Fabricados em Hortolândia, no interior, os 54 trens serão operados automaticamente. Em abril, uma réplica será instalada na estação Vila Prudente do metrô.

Com velocidade de até 85 km/h, cada trem terá sete vagões com capacidade para mil passageiros. O comprimento (86 metros) é inferior aos 132 metros dos trens do metrô.  “O tamanho é ideal para a demanda. Haverá um impacto na linha 2-Verde do metrô, mas vamos suportar”, diz o gerente da obra, Paulo Sérgio Meca.

sábado, 17 de março de 2012

Passageiros processam Metrô após acidentes


Fonte: O Estado de São Paulo

 Acidentes com usuários do metrô de São Paulo têm chegado à Justiça. A companhia foi condenada a pagar indenização de R$ 30 mil a uma passageira ferida durante o embarque na Estação Corinthians-Itaquera, na Linha 3-Vermelha. Ela caiu no vão entre a plataforma e o trem. Em outra ação, a concessionária ViaQuatro responsável pela operação da Linha 4-Amarela, é processada por uma usuária por ter sofrido aborto de gêmeos após uma queda na Estação Paulista (mais informações ao lado).

Um passageiro por dia, em média, deixa os vagões do metrô ou da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) com algum ferimento. No ano passado, foram registrados 393 casos de lesão corporal, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública. "Em tese, boa parte dos acidentes pode estar relacionada à superlotação, na hora do embarque", diz o titular da Delegacia de Polícia do Metropolitano (Delpom), Valdir de Oliveira Rosa. "Em um ou outro caso, acaba havendo fratura."

O acidente com uma cabeleireira de 55 anos, que não quis se identificar, é desse "um ou outro caso" relatado por Rosa. Ela teve um ferimento grave na perna esquerda durante empurra-empurra no embarque, em agosto de 2008, e ficou, a partir daí, meses sem poder trabalhar. "Cheguei a desmaiar, porque a pancada foi grande. Machuquei a canela, o tornozelo e o joelho. Caí com a perna no vão e corpo no trem."

O acidente aconteceu durante o horário de pico da manhã. A cabeleireira foi socorrida por um casal. Ela afirma ter sido puxada do vão, o que teria causado mais escoriações na perna, e diz que manca até hoje, dependendo de fisioterapia. A mulher conta que, no dia do acidente, o Metrô lhe pagou um táxi da Estação Anhangabaú, onde desembarcou, até a Santa Casa de Misericórdia, no centro.

Insatisfeita com o tratamento, ela entrou com uma ação de indenização por danos materiais e morais. Venceu em primeira instância. Em decisão da quinta-feira passada, a juíza Ana Cláudia Dabus Guimarães, da 37.ª Vara Cível do Fórum Central, diz que Metrô deve indenizá-la.

Na sentença, ela escreve que o fato "não pode ser considerado imprevisível ou inevitável, tratando-se de situação comum aos usuários de transportes públicos, especialmente nos horários em que há intenso fluxo de pessoas". Ana Cláudia afirmou que serviço de transporte garante a segurança dos passageiros.

A decisão foi elogiada pelo presidente da Comissão de Direito Administrativo da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP), Adib Kassouf Sad. Para o advogado, o Metrô só se eximiria de responsabilidade em casos de força maior ou caso fortuito - incidentes inesperados, como terremoto ou atentado terrorista. "Agora, todos os dias, naquele mesmo local, temos milhares de pessoas se amontoando. Não dá para dizer que é uma situação absolutamente imprevisível", afirma Kassouf Sad. O advogado diz que esse tipo de processos deve aumentar, principalmente com a crescente superlotação do sistema.

Sub judice. 
O Metrô de São Paulo informou, em nota, que a discussão sobre o acidente na Estação Corinthians-Itaquera "está sub judice". A sentença proferida na semana passada foi em primeira instância, ou seja, a companhia ainda pode recorrer no Tribunal de Justiça. O Metrô informou que "prestou o auxílio necessário" à vítima, mas não especificou o que foi feito.

Segundo a companhia, "para atender a grande concentração de pessoas que circulam nos horários de pico, o Metrô adota estratégias operacionais específicas, como a Operação Plataforma" e o Embarque Preferencial, para idosos, grávidas e pessoas com mobilidade reduzida em estações mais cheias.

A empresa diz também emitir, "de forma constante, mensagens sonoras nas estações e trens" sobre "o uso seguro do sistema", além de criar campanhas para incentivar "o respeito entre os usuários".

sexta-feira, 16 de março de 2012

Metrô tem novo problema na manhã dessa sexta

Trem da Linha 1 apresentou problema nas portas
Fonte: Estadão

Uma falha em porta de um dos vagões do trem da Linha 1 - Azul (Tucuruvi - Jabaquara) do metrô atrapalhou a viagem dos passageiros na manhã de hoje. A composição seguia no sentido sul quando o problema apareceu na Estação Armênia.

Segundo o metrô, uma porta de um dos vagões apresentou falha às 7h43 e os passageiros foram transferidos para outros vagões da mesma composição, que seguiu viagem 10 minutos depois. O vagão com problema foi totalmente esvaziado. Por conta da falha, os trens da linha circularam com velocidade reduzida durante a operação, de acordo com o metrô.

Mesmo sem panes, passageiros enfrentam filas para entrar nas estações

Filas enormes para acessar estações de Metrô
Fonte: Diário da CPTM (Clipping)


Mesmo sem apresentar panes e falhas nos trens, passageiros enfrentavam filas longas para conseguir entrar em algumas estações do Metrô nesta manhã de quinta-feira (15). Na estação Corinthians-Itaquera, na zona leste, pessoas aguardavam para passar pelas catracas e embarcar nos trens.

A quarta-feira (14) foi marcada por falhas em linhas do Metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Os problemas registrados nas duas empresas afetaram pelo menos 195 mil usuários.

As falhas foram vistas na linha 1-Azul do Metrô, onde circularam 65 mil passageiros pela manhã, na linha 3-Vermelha, com 100 mil prejudicados e na linha 9-Esmeralda da CPTM, onde pelo menos 30 mil passageiros foram afetados.

De acordo com as empresas, a circulação de trens foi normalizada por volta das 8h de quarta-feira. O reflexo das panes, no entanto, ainda era visível em algumas estações da linha 3 - Vermelha do Metrô e da linha 9-Esmeralda, da CPTM, que continuavam cheias. 

quinta-feira, 15 de março de 2012

Novo site do Metrô inova no design e destaca informações para os usuários

Novo site do Metrô é mais leve e atraente
Fonte: Metrô

O Metrô de São Paulo colocou no ar seu novo site na internet. Exceto o endereço que permanece o mesmo (www.metro.sp.gov.br), o novo portal traz layout totalmente remodelado, dividido em blocos temáticos com os principais serviços, além de estar mais limpo, intuitivo e de fácil navegação.

Na página inicial, estão reunidos os temas mais buscados pelos usuários, como as informações operacionais fornecidas pelo serviço “Direto do Metrô”, o “Simulador de Trajetos”, o “Metrô Mensagem” (SMS), as atrações culturais e a seção “Últimas Notícias”, cujas matérias de destaque aparecem no banner randômico no alto da página.

As páginas internas dividem-se em seis temas principais: Empresa, Sua Viagem, Notícias, Cultura e Lazer, Tecnologia e Fale Conosco. Por exemplo, a seção Sua Viagem concentra os principais serviços, como o “Simulador de Trajetos”, o download do aplicativo do “Direto do Metrô” (situação das linhas em tempo real) para PC, cadastro para recebimento de SMS gratuitos (alertas sobre a situação das linhas), mapa da rede, pontos de interesse nos arredores das estações, tipos de bilhetes e tarifas, entre outros.

Outra página de destaque, a seção “Empresa”, disponibiliza informações sobre dados gerais (Metrô em Números), a história da companhia (Portal Memória), negócios e oportunidades de exploração comercial (Mídia Metrô), licitações e um bloco dedicado a programa de estágio e concursos públicos (Trabalhe no Metrô). Na página “Fale Conosco”, estão todos os canais de relacionamento do Metrô (Ouvidoria, Central de Informações, Assessoria de Imprensa, etc).

O internauta também encontrará informações sobre as obras de expansão, arquitetura das estações, métodos construtivos, novas tecnologias, manutenção e operação na página “Tecnologia”.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Metrô registra nova falha na Linha 3-Vermelha

Milenio E10 em Artur Alvim
Fonte: G1

O Metrô registrou uma nova falha na Linha 3-Vermelha por volta das 9h45 desta quarta-feira (14), na Estação Artur Alvim, na Zona Leste de São Paulo. Segundo a assessoria de imprensa, um trem que seguia no sentido Corinthians-Itaquera teve um problema de tração e precisou ser esvaziado na estação. Ele foi recolhido ao pátio em Itaquera. Ainda segundo o Metrô, a ocorrência durou cerca de um minuto e não prejudicou a circulação das outras composições.

Mais cedo, falhas afetaram a circulação de composições do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na CPTM, um defeito no sistema de energia fez os trens da Linha 9-Esmeralda circularem em velocidade menor e por apenas uma única via entre estações Granja Julieta e Santo Amaro no início desta manhã. Segundo a CPTM, às 8h10 a falha havia sido corrigida. O problema na CPTM causou reflexos na Linha 5-Lilás do Metrô, com quem possui integração.

No Metrô, houve uma falha no sistema pneumático de um trem na Estação Pedro II. Com isso, as composições da Linha 3-Vermelha circularam com velocidade reduzida e maior tempo de parada. Na Linha 1-Azul, houve uma falha de tração de um trem entre as estações Vila Mariana e Santa Cruz. Os problemas haviam sido resolvidos antes das 8h30.

Falhas constantes
Usuários afetados pelos problemas ocorridos nesta quarta reclamaram dos atrasos e das falhas constantes dos serviços. O desempregado Vanderlei Buenos, de 22 anos, saiu de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, e precisava chegar ao Centro da capital. Ele é usuário da Linha 9-Esmeralda e se programou para chegar às 9h na região central, onde iria se cadastrar para uma vaga de emprego. “Fiquei muito bravo, mas esse tipo de falha não é surpresa. Elas são constantes”, disse enquanto aguardava para embarcar em um trem na Estação Santo Amaro, na Zona Sul da capital.

O desenhista Natanael Messias Cardoso da Silva, 21 anos, mora em Itapecerica e trabalha na região do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo. O trajeto feito diariamente leva cerca de uma hora e 20 minutos. Pouco antes das 9h, ele já esperava por mais de uma hora para embarcar na Estação Santo Amaro. “Cheguei às 7h30, mas não dava para entrar no trem. Tem gente que apanha para entrar. Eu mesmo já levei tapa, murro e cotovelada”, conta. Ele há havia telefonado para o trabalho informando que chegará atrasado.

Metrô de SP vira grife e estampa suvenires

Trem Frota L - Estação Corinthians-Itaquera
Fonte: Época Negócios

O Metrô de São Paulo quer copiar o de Londres. Você leu certo. Mas não, ainda não estamos nem perto de chegar aos 402 quilômetros da rede londrina - as linhas paulistanas têm 74 km, o equivalente a menos de 20% da malha existente na capital inglesa. A novidade é que, como lá, estarão à venda aqui em breve suvenires como camiseta, chaveiro e caneta, com a logomarca do Metrô.

"Adoro esses brindes dos metrôs estrangeiros", diz Sérgio Avelleda, presidente da companhia paulista. "Estamos copiando, sim, as iniciativas de metrôs como o de Londres e o de Nova York", diz. O primeiro passo rumo a essa comercialização pop do Metrô já foi dado. Na semana passada, a companhia divulgou um conjunto de regras para estabelecer os critérios do licenciamento e da exploração da marca. A expectativa da empresa é a criação de produtos variados, que vão desde peças de vestuário, artigos de escritório e de recreação até suvenires e livros.

"Vamos transferir para a iniciativa privada a tarefa de pensar novos itens, que terão de ser aprovados pelo Metrô antes de serem comercializados", explica Avelleda. "O céu é o limite, mas vamos analisar caso a caso. Uma bebida alcoólica, por exemplo, com a marca do Metrô, jamais aceitaríamos, assim como objetos que façam alusão ao transporte individual, como carros e motos", afirma.

Como protótipos, a própria companhia mandou fazer camisetas, canetas, chaveiros e até um trenzinho de brinquedo. "Tenho certeza de que a aceitação vai ser boa. O metrô é motivo de orgulho para os paulistas e todo turista que vem para cá quer conhecê-lo. Saí na rua com essa camiseta e muita gente me parou para perguntar onde era possível comprar uma igual", diz Avelleda. As regras de comercialização são claras. Se o produto foi concebido pela empresa privada, o Metrô ganha 7% do valor das vendas. Se for uma ideia da própria estatal, ela embolsa 9%.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Falhas e paralisações ameaçam bom momento da Linha 4-Amarela


Fonte: Terra

Embora conte com trens modernos e automáticos, a linha 4-Amarela do metrô de São Paulo é objeto de reclamações dos usuários afetados por panes ou presos em congestionamentos diários de pessoas nos horários de pico. Desde que foi inaugurada, em 2010, a linha já sofreu pelo menos oito paralisações, duas delas registradas entre o fim de fevereiro e o inicio de março.

Conheça a linha 4-Amarela do metrô de SP

Por dia, cerca de 550 mil passageiros utilizam a linha amarela, que faz ligação com as linhas 2-Verde e 3-Vermelha do metrô, e com a linha esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). Na falha mais grave registrada neste ano, ocorrida no último dia 29, uma pane elétrica paralisou a circulação de trens entre todas as estações por cerca de 40 minutos, o que prejudicou 16 mil pessoas - alguns passageiros chegaram a descer de um vagão e caminhar pelos trilhos.

"Ficamos dentro do metrô das 8h20 às 9h. Quase 30 minutos desse tempo estávamos sem luz nos vagões e menos ainda ar condicionado, ainda bem que os usuários abriram as portas, mas mesmo assim, eu e muitas outras pessoas passamos mal", contou a internauta Dayane Domingues, em relato enviado ao Terra.

Apenas dois dias depois, uma falha de comunicação entre os trens obrigou os passageiros de uma composição a trocar de vagão, entre as estações Faria Lima e Paulista. O problema durou poucos minutos, mas causou lentidão na linha no início da tarde.

"A linha é boa, mas não está livre de problemas. Eu já cheguei esperar uma hora e meia na estação de Pinheiros por um trem, até saber que estava com pane. Eles avisaram que havia um problema, mas você fica na esperança de voltar a funcionar", contou Flávio Sampaio, 42, que trabalha em uma empresa de informática e usa esse metrô todos os dias para trabalhar.

Coincidentemente, o problema mais grave ocorrido no ano ocorreu justamente no dia em que os deputados da Comissão de Transportes e Comunicações da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) ouviam as explicações do presidente da ViaQuatro (empresa responsável pelas operações), Luiz Valença, sobre uma outra pane, ocorrida em outubro do ano passado, quando todas as estações da linha amarela ficaram fechadas por quatro horas logo no início das operações - horário de pico. Na ocasião, 75 mil usuários foram afetados.

"É normal que aconteçam problemas, mas chama a atenção o número de falhas em uma linha tão moderna, com trens e equipamentos novos. E, mais que isso, nos estranha o fato de a empresa não ter sofrido nenhuma penalidade até agora", disse o deputado estadual Gerson Bittencourt (PT-SP), membro da comissão que ouviu Valença.

Investimentos e penalizações

Na avaliação de Rogério Belda, diretor da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), é normal que ocorram falhas nessa fase, porém, os transtornos não podem gerar pânico nos usuários. "Não vejo como incomum, é o que chamamos de 'doença infantil', porque a linha é nova e leva-se tempo para adaptação, até mesmo para a relação entre Estado e concessionária. O que não pode ocorrer é deixar o passageiro sem informações, porque a desinformação leva medo, que se aumenta vira pânico e que termina em violência", analisa o dirigente.

Para Paulo Pasin, presidente da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), o fato de os trens operarem sem condutor faz com que os usuários fiquem mais tempo "no escuro" em caso de panes. "Ela a ViaQuatro está priorizando a redução de custos em detrimento da segurança", dispara o sindicalista.

Em nota, a assessoria do Metrô informou que existe um plano de contingência para lidar com situações adversas. "Metrô, CPTM e ViaQuatro já elaboraram e encontra-se em vigência o Plano de Estratégicas em Situações de Anormalidade entre CPTM, Metrô e ViaQuatro, que trata de situações de anormalidades no sistema metro-ferroviário", esclarece. O objetivo é evitar justamente que os usuários sejam prejudicados.

Porém, embora o contrato com o Estado preveja a "redução de remuneração" da concessionária em caso de falhas ou paralisação, nenhuma penalidade ainda foi imposta à ViaQuatro. Isso porque, o Estado concedeu um período de quase dois anos para que a empresa se "adaptasse" ao serviço. De acordo com a assessoria de imprensa do Metrô paulistano, a responsável pela linha 4-Amarela só poderá ser penalizada a partir de abril deste ano, e o contrato não prevê multas retroativas, referentes às panes passadas.

Lotação

Mas se por um lado as panes ocorrem com pouca frequência, por outro, a superlotação de usuários já é uma realidade da nova linha. O Terra percorreu algumas estações da linha 4-Amarela no horário de pico e, como já ocorre em outros trechos, encontrou vagões e plataformas lotados. Só para se ter uma ideia, devido ao enorme fluxo de pessoas, por volta das 18h30, o usuário gasta mais de 15 minutos para trocar de estações entre uma linha e outra (em um percurso que não deveria levar cerca de cinco minutos) - no caso, entre a estação Consolação (linha 2-Verde) e a estação Paulista (linha 4-Amarela). E, no percurso, não é difícil ouvir reclamações de usuários descontentes com a "romaria".

"Todo o dia é desse jeito. Eu levo mais tempo pra trocar de estações que dentro do próprio trem. Eu já cheguei a desistir da viagem e pegar a linha 1-Azul", diz a bancária Camila Clemente, 34 anos. "A linha amarela é ótima, mas fora de horário de pico. Olha isso, não tem como passar por isso todo dia, faz muito calor e não adianta ter pressa", desabafa a recepcionista Rita de Cássia.

O problema pega de surpresa quem não está acostumado a usar o trecho no horário de pico e, por isso, muitos usuários fotografam as filas e questionam os agentes que trabalham nas estações se houve algum problema. Para evitar acidentes, os agentes do metrô chegam desligar as escadas e esteiras rolantes na descida, para evitar um efeito "avalanche".

Em nota, o Metrô informou que a "a Gerência de Concepção de Projeto Civis está analisando diversas possibilidades para melhorar a distribuição de fluxo no corredor de integração das estações Consolação e Paulista". A empresa admitiu, porém, que a solução só virá com a ampliação da malha metroviária. "A solução definitiva só virá com a operação da Linha 5-Lilás que se integrará com a Linha 1-Azul, na estação Santa Cruz e com a Linha 2-Verde, na estação Chácara Klabin".

O especialista Peter Alouche, consultor de transportes especializado em tecnologia metroferroviária, também avalia que a superlotação é um problema cuja solução está longe. "Em longo prazo, a superlotação só irá diminuir com a finalização das novas linhas de metrô e de monotrilhos, o que deve ocorrer até 2016. Agora, em curto prazo, só há uma solução: o escalonamento de horário de chegada e saída dos funcionários das empresas. É fazer com que as empresas distribuam os horários para evitar a saída às 18h", aponta.

Na avaliação do especialista, porém, São Paulo precisa pensar em um "novo modelo de urbanização", que inclua, entre outras medidas, a construção do trem de alta velocidade. "Não adianta construir AlphaVille sem pensar em como os moradores irão se deslocar da casa pro trabalho".

Procurada pelo Terra, a ViaQuatro não quis se manifestar sobre nenhuma das reclamações ou falhas relatadas.

As paralisações

A linha 4-Amarela foi alvo de oito paralisações desde o início de suas operações. Veja:

24 de Agosto de 2010: uma queda de energia interrompeu as operações da linha por cerca de 50 minutos. Na ocasião, havia apenas um trem em movimento.

30 de Setembro de 2011: uma falha de comunicação entre trens e controle central paralisou as operações por cerca de 30 minutos.

3 de Outubro de 2011: maior pane já registrada na linha, quando os sistemas de sinalização dos trens paralisaram as operações por quatro horas, prejudicando 75 mil usuários.

5 de Outubro de 2011: um problema no sistema de sinalização do fechamento das portas em dois trens atrasou as operações à tarde. A falha foi solucionada após 50 minutos.

18 de Novembro de 2011: uma falha elétrica parou por cerca de 30 minutos a circulação de trens entre as estações Butantã e Luz, no início da manhã.

24 de Novembro de 2011: uma falha elétrica em um trem paralisou as operações da linha durante 40 minutos. A pane ocorreu no horário de pico, provocando caos nas estações.

29 de Fevereiro de 2012: pane elétrica interrompeu a circulação de trens por 40 minutos, no horário de pico. Cerca de 16 mil usuários foram afetados e passageiros de um vagão andaram pelos trilhos.

3 de Março de 2012: uma falha de comunicação entre centro de operações e trens interrompeu a circulação de um trem, entre as estações Faria Lima e Paulista. O problema foi solucionado em poucos minutos.

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