quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Metrô planeja primeiro minishopping dentro de estação


Fonte: Folha de SP

Os lojistas da 25 de Março, na região central, ganharão um concorrente no ano que vem. Dentro da estação São Bento, vizinha ao principal ponto de comércio de rua paulistano, o Metrô instalará seu primeiro minishopping. 

A ideia é a mais ambiciosa do plano de expansão de lojas iniciado pela companhia na semana passada. No intervalo de um ano, a expectativa é elevar o total de pontos de venda nas estações de 68 para 148. O anúncio do projeto representa a retomada do comércio nas quatro linhas controladas pela empresa --exceção, a 4-amarela é administrada pela ViaQuatro. 

As primeiras lojinhas, como o Metrô costuma chamá-las, surgiram na década de 1970, quando foram inauguradas as linhas 1-azul e 3-vermelha. Elas se disseminaram ao longo das décadas e, em 2009, somavam cem. A partir daí, entraram em processo de decadência. Em meio a problemas com lojistas e queixas de passageiros, a companhia passou a não renovar os contratos que permitiam as vendas nas estações.

"As lojinhas eram feias, não tinham um padrão visual nem produtos interessantes", afirma Dóris Lemos de Castro Vasconcelos, assistente da Gerência de Negócios do Metrô. "Os usuários às vezes reclamavam, mas não podíamos fazer nada."

Agora, segundo a companhia, as lojas terão de acompanhar um "nível um pouco mais alto", com melhores produtos. Ou seja, vão ter jeito e cara de loja de shopping.

A maior mudança prevista no pacote ocorrerá na São Bento, que dá acesso para a rua 25 de Março. Está prevista ali a instalação de um centro comercial com 42 lojas, com custo inicial estimado em R$ 3 milhões. "Tem lugar até para um restaurante grande, com vista para o Anhangabaú", afirma Dóris.

Caberá ao futuro sócio do Metrô definir quais marcas atuarão ali. Nas demais estações, a intenção é oferecer de remédios a vestidos de noiva. Completam a lista sapatos e chinelos, perfumes, passagens aéreas e pacotes de viagem.
 
TUDO PARA ELAS
Tudo para atrair o principal alvo: as passageiras. "Elas são a maioria dos usuários [no sistema] e as que mais compram", conta a assistente. A base da empolgação é uma pesquisa feita em março deste ano com 600 passageiros, na qual elas apareceram entre os consumidores mais ávidos. "Homem compra lanche, toma café, passa rápido. Já as mulheres preferem os acessórios."

As marcas que funcionarão nas estações serão escolhidas por meio de licitação. As lojas terão de pagar mensalmente uma espécie de aluguel --o preço do metro quadrado varia de R$ 283 a R$ 894.

No minishopping da São Bento, o Metrô poderá ficar com parte dos lucros. Ao todo, a companhia prevê a arrecadação de cerca de R$ 4 milhões por ano com o negócio.
Segundo Dóris Lemos, as novas lojas não atrapalharão o fluxo de passageiros no sistema, que apresenta superlotação em três das cinco linhas. "Evitamos os principais corredores de acesso e todos os espaços estão combinados com a operação."

Na linha 4-amarela, da ViaQuatro, a expansão do comércio deverá ser concluída até o início de 2013. As estações receberão, ao todo, 60 lojas. Metade já está instalada. 

"Para nossa surpresa, elas têm tido um bom desempenho", afirma Donato Ponzio, gerente comercial da concessionária. De acordo com ele, fatores como a expansão da renda dos paulistanos nos últimos anos e o longo tempo que eles gastam para se deslocar na metrópole ajudam a impulsionar as vendas nas estações.

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