terça-feira, 11 de setembro de 2012

Metrô perto rende nota alta ao Ipiranga


Fonte: Folha de São Paulo

Vou de ônibus ou de metrô? O aposentado Antônio da Silveira Costa, 82, sempre faz a pergunta a si mesmo quando sai de sua casa no Ipiranga, na zona sul, em direção a outros lugares da cidade. Para chegar à estação ou ao ponto, basta uma caminhada de dez minutos. É essa "variedade" que deixa os moradores do bairro felizes da vida com os meios de transporte na região, segundo o Datafolha. 

Quem vive no Ipiranga dá nota 8,1 às opções de transporte coletivo, patamar mantido em relação à pesquisa de 2008 (7,7). A nota é a mais alta entre os 22 distritos da região, cuja média é 6,4. Costa, que vive no bairro há dez anos, deixa seu carro --que usa só aos finais de semana-- na garagem e caminha até a estação Alto do Ipiranga na linha 2-verde, inaugurada em 2007.Ali ele escolhe entre pegar os ônibus que passam pela avenida Doutor Gentil de Moura ou o metrô. "Tanto faz, os dois são rápidos", conta.

Dono de uma loja de bolsas e calçados, Tadeu de Nazaré Torrezi, 54, comemora tanto o movimento gerado pelo vaivém de passageiros ao lado da estação como a facilidade na hora de visitar seus clientes e fornecedores.

"Eu pego o metrô e chego rapidamente na região da Paulista. O bom é que não pego horários de pico, então, não tem nem lotação", diz.

A filha dele, de 19 anos, anda cinco quadras de casa ao metrô. Em cerca de 50 minutos, atravessa a cidade e chega à estação Butantã (zona oeste), perto da USP, onde estuda geologia. "A região é bem localizada. Com o metrô perto, não dá para reclamar", afirma Torrezi.

Em 2010, foi a vez do Sacomã, vizinho ao Ipiranga, ganhar sua estação. Não à toa, o distrito também avalia bem o serviço, e melhor do que em 2008, quando deu nota 6,6 ao transporte público. Neste ano, subiu para 7,2.
 
Linha 5-Lilás: aumento de satisfação do usuário
DO LADO DE LÁ
Quando se estendem os caminhos rumo ao extremo da zona sul, a avaliação do transporte coletivo cai bastante, mas vem melhorando em alguns bairros, revela o Datafolha. Grajaú e Capão Redondo, distritos da periferia, melhoraram suas notas.

Os moradores do Grajaú davam nota 4,2, agora dão 5,5. No Capão, a avaliação subiu de 5,4 para 6,5. A qualidade dos transportes cai no vizinho Jardim Ângela, onde a nota é 4,5, a pior entre todos os distritos nesse item.
 
"Não consigo achar o transporte bom. Se o trânsito emperra na Estrada do M'Boi Mirim, os ônibus ficam parados e lotados de gente", reclama o segurança Jackson Souza, morador do Jardim São Luís. Ali, a nota era 5,2. Agora é 6.

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