segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Metrô de São Paulo é preparado para salvar vidas

Agentes de segurança: treinados para salvar vidas
Fonte: Diário de São Paulo
Imagem: Bruno Poletti

Levantamento feito pelo Metrô com base em atendimentos feitos em passageiros que tiveram uma parada cardíaca e precisaram da utilização do desfibrilador (aparelho que, por meio de choque elétrico, faz o coração voltar a bater) revela que a chance de sobrevivência das vítimas subiu de 36% para 50% entre 2009 e 2012.
 
Atualmente, há um desfibrilador em cada uma as 58 estações da Linha 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás. Esse aparelho poderia ter salvado a vida da estudante Angelita Pinto Simões Caldas, de 28 anos, que morreu após parada cardiorrespiratória, em uma unidade da Faculdade FMU, em 23 de agosto.

O Metrô transporta 4,1 milhões de pessoas por dia nas quatro linhas que administra. A empresa atribui a melhora na taxa de sobrevivência dos passageiros que foram vítimas de parada cardíaca ao programa de treinamento e salvamento a passageiros em situação de ermergência, feito em parceria com o Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas).

O Incor classifica o Metrô como um dos lugares onde as vítimas de parada cardiorrespiratória têm o atendimento mais eficiente, além dos hospitais: uma pessoa tem 18 vezes mais chances de sair sem sequelas se estiver no Metrô.


Anualmente, 200 mil pessoas morrem vítimas de parada cardíaca no país e só a cidade de São Paulo registra uma média de 21 mil mortes por ano, segundo a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia). A SBC também revela que em 75% dos casos a morte ocorre porque o socorro não foi feito de maneira adequada.

No caso do aposentado Adérito dos Santos Sanches, de 64 anos, o preparo dos funcionários da Estação Itaquera, da Linha 3-Vermelha, e o desfibrilador disponível na estação salvaram a sua vida.
Na manhã do dia 2 de abril, Adérito saiu de casa, no Jardim Liderança, região de Itaquera, para ir até o Hospital das Clínicas, na Zona Oeste da cidade, onde recebia medicamento para o coração (ele já tinha uma ponte de safena feita há 25 anos).

“Fui até o ponto de ônibus e senti uma dor no peito, mas ela passou. Peguei o ônibus e fui até a Estação Itaquera do Metrô”, conta. “Cheguei na estação e fui para a fila para comprar o bilhete. Eram 9h40 e faltava uma pessoa para que eu chegasse à bilheteria. Foi aí que desfaleci. Acordei depois de 10 minutos rodeado de homens de preto (os seguranças do Metrô). Até hoje sou muito grato a eles. Eles foram meus anjos da guarda”, diz, emocionado.

Adérito tinha tido uma parada cardiorrespiratória e os funcionários do Metrô aplicaram o desfibrilador no peito dele, que acabou sendo reanimado e retomou a consciência depois de cerca de 10 minutos do desmaio. De lá, ele foi transferido para o Hospital Santa Marcelina, também na região de Itaquera, onde ficou internado por quatro dias até receber alta para voltar para casa.

“Hoje, eu me sinto renovado. Sou um novo homem a cada dia que acordo. Eu retomei todas as atividades que fazia antes da parada cardíaca”, afirma o aposentado.

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