sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Monotrilho vai passar por linhas de alta tensão


Fonte: Folha de São Paulo

O monotrilho da linha 18-bronze do Metrô, que vai ligar a zona leste da capital ao ABC, tem pela frente no seu traçado, entre outros obstáculos, linhas elétricas de alta tensão em seis lugares.
O trem ainda irá cortar bairros residenciais e desapropriar dois campos de clubes de futebol tradicionais, um deles reformado recentemente por R$ 2 milhões.

As informações estão no EIA-Rima (estudo de impacto ambiental) apresentado pelo Metrô para obter o licenciamento ambiental prévio da obra -ele cita o caso das torres de energia como importante interferência na infraestrutura urbana no ABC.
Como o trem vai circular a uma altura média de 20 metros em todo o trajeto, é impossível que a nova construção e as torres de alta tensão dividam o mesmo espaço.

Os impactos da obra, que deverá ficar pronta, na primeira fase, em 2015, preocupam moradores de São Bernardo do Campo há um ano. A estação Baeta Neves, por exemplo, está projetada sobre a torre de um condomínio de alto padrão, recém-entregue aos compradores. O estudo inicial errou ao apresentar a área como desocupada.
Os moradores da região que temem pelo barulho do futuro trem também não estão totalmente errados, indica o estudo. O texto cita a necessidade de que sejam feitos, pelo governo, constantes programas de monitoramento do barulho do monotrilho.

Outros dois problemas são as possíveis desapropriações do Lavínia Esporte Clube e do Triângulo Esporte Clube. A sede do Lavínia acaba de ser reformada. No ano passado, o próprio prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT), inaugurou o centro esportivo. A prefeitura investiu mais de R$ 2 milhões na reforma.

No total, estima o estudo de impacto ambiental, vão ser desapropriados 203 mil m². Quase 40% da área é classificada como residencial.

Outro lado
Por meio de nota, o Metrô informa que "as informações preliminares não podem ser tomadas como definitivas" e que apenas no projeto executivo é que as desapropriações e a solução para as linhas de transmissão de energia serão totalmente definidas.

Mudanças radicais no EIA-Rima, no entanto, podem exigir um novo processo de licenciamento ambiental.

Toda a linha será construída por meio de uma parceria público-privada. As propostas dos consórcios interessados na obra é que terão peso decisivo no trajeto, desapropriações e locais de estações.

2 comentários:

ALEXANDRO disse...

Nossa, esta obra vai demorar muito muito muito tempo! Erro de planejamento!

Diego Silva disse...

Não foi um erro de planejamento, Alexandro. A Linha 18, inicialmente, seria em sistema VLT. Por conta de alguns trechos sofrerem com alagamentos nas épocas de chuva, a primeira providência já foi mudar o sistema para monotrilho, elevado e que não sofre com chuvas.

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