sexta-feira, 27 de julho de 2012

Portas de Plataforma - Parte 2

Estação Faria Lima, Linha 4-Amarela
Fonte: Brasil Engenharia
Por Renato Ferreira da Costa

(cont.) Baseada em todas estas possibilidades e nos novos conceitos de operação e segurança aos usuários aplicados ao redor do mundo, o Metrô de São Paulo estabeleceu a implantação do sistema de portas de plataforma. As especificações de concepção, documentos que contém todos os requisitos de funcionamento e interface do sistema, foram gerados ao longo dos anos de 2007 e 2008 e existem, atualmente, quatro contratos em andamento. O projeto e implementação da modernização dos sistemas das linhas 1, 2 e 3 contempla o sistema de portas de plataforma para as estações Jabaquara e Tucuruvi (Linha 1-Azul), Vila Madalena (Linha 2-Verde), Palmeiras-Barra Funda e Corinthians-Itaquera (Linha 3-Vermelha), considerando o conceito de 'estações terminais' do sistema par ao caso de despacho automático de trens aos pátios e estacionamentos de trens.

As novas estações da Linha 2-Verde (Sacomã, Vila Prudente e Tamanduateí), além das estações da Linha 4-Amarela já tiveram seus projetos concebidos de maneira a considerar o sistema de portas de plataforma e todas as interfaces com obras civis, acabamento, material rodante e sinalização. Os trens da Linha 4-Amarela já contarão com o sistema de condução driverless, tornando necessário o sistema PSD como suporte ao embarque e desembarque de usuários. E por fim, 12 estações da Linha 3-Vermelha serão contempladas com o sistema PSD, em busca do atendimento à segurança total dos usuários na linha de metrô mais carregada do mundo.

O sistema de portas de plataforma é inédito em sistemas metroviários da América Latina e configura-se  num marco sem precedentes para a operação do Metrô de São Paulo, já que possui em sua essência uma nova cultura de transporte. Foram realizadas diversas pesquisas com fornecedores de todo o mundo, em sistemas similares implantados em estações da França, da Espanha, do Canadá, da Grã-Bretanha, da China, da Coreia do Sul, de Cingapura e dos Estados Unidos. As concepções de sistema foram elaboradas com base na realidade das estações existentes do Metrô de São Paulo - ou nos estudos técnicos de suas estações futuras -, bem como de seus sistemas elétricos, de sua arquitetura e de sua operação.

Estação Vila Prudente, Linha 2-Verde
Sendo assim, alguns pontos-chave de projeto surgem diretamente das interfaces entre os sistemas, as estruturas existentes e o novo equipamento. Entre eles, destacamos:

1- as adaptações de obra civil em regiões de borda de plataforma - como reforços ou cortes no piso -, de modo a compatibilizar as cargas estáticas previstas no projeto civil original com o peso das fachadas e a circulação de usuários, bem como viabilizar a instalação de soleiras e trilhos de portas;
2- o adequado sistema de aterramento das fachadas, estudado de forma a preservar as diferenças entre os terras estrutural e de via, e assim, evitar riscos devidos a correntes de fuga;
3 - a necessidade de comunicação e sinalização correta e segura com trens de diversas frotas, para promover a sincronia na abertura e no fechamento de portas do trem e o alinhamento de portas do material rodante com portas de plataforma;
4 - os estudos de gabarito dinâmico dos trens em conjunto com as fachadas a serem instaladas, já que elas inserem uma interferência mecânica acima da borda da plataforma;
5 - a nova concepção de comunicação visual nas estações e a compatibilização com os projetos de arquitetura existentes;
6 - a consideração de um sistema de alimentação elétrica que contemple as cargas de consumo do sistema PSD e seu comportamento perante situações de emergência;
7 - o seguimento aos requisitos de segurança, confiabilidade e disponibilidade exigidos por normas brasileiras e internacionais, aplicados para os sistemas existentes e o PSD em conjunto.

Com a demanda crescente de usuários, o Metrô de São Paulo tem enfrentado desafios maiores para manter a qualidade de seu transporte sobre trilhos, que se apresenta entre os melhores do mundo. A parte da diminuição do headway, a ser viabilizada pela colocação de novos trens em operação e pela modernização dos sistemas das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, processos já em andamento, sente-se como necessária por parte do Metrô uma nova filosofia de operação para que se tenha sucesso na resolução deste novo cenário. Com a implantação do sistema PSD em suas estações existentes e futuras, o Metrô visa encontrar o melhor equilíbrio entre o atendimento à demanda e a qualidade de seus serviços, proporcionando à população da Grande São Paulo um transporte cada vez mais seguro, rápido e adequado às mudanças de uma metrópole que nunca para.

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Um comentário:

Pedro Leal de Oliveira disse...

Às vezes essas portas falham, e os usuários ficam estressados.Mas o problema é da porta e não do Metrô.

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