terça-feira, 10 de abril de 2012

Corredor de integração da estação Brás vira reduto de pedintes, que infernizam vida de usuários

Corredor de integração, entre CPTM e Metrô, na estação Brás
Por Diego Silva
Matéria conjunta entre os blogs 'CPTM em Foco' e 'Metrô em Foco'

A estação Brás é uma das mais movimentadas de São Paulo, principalmente por contar com a integração de quatro linhas, sendo 3 da CPTM (10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira) e 1 do Metrô (3-Vermelha). Segundo dados, quase meio milhão de pessoas passam diariamente por ali. Até pouco tempo atrás, era possível encontrar alguns quiosques de conveniência, comercializando lanches e fast-food. Depois de um processo, a CPTM retirou os quiosques do seu espaço. O Metrô, por sua vez, fechou grande parte dos comércios que ocupam a sua parte do corredor, mas alguns ainda estão abertos, comercializando lanches, além de um posto de casa lotérica.

Por diversas vezes, passamos por esse corredor, em diversos horários (manhã, tarde e noite). Durante algumas passagens, uma pausa para um lanche rápido. Mas a situação que acontece é a seguinte: os passageiros mal enconstam nos quiosques e pedintes já se aproximam. Todo tipo de pedinte, caros leitores: bêbados (sim, eles entram no sistema), mulheres com crianças, idosos... Cada um com uma história. Estão ali pedindo dinheiro, ou lanches, ou vendendo qualquer outra coisa. Por vezes, um grupo de mulheres e crianças se concentram perto do portão (na área do Metrô), parecendo um grupo de ciganos. 
Durante a noite, uma idosa muito descarada carrega uma folha de caderno escrita à mão, simulando ser algum receituário. Puxando um carrinho de feira, a mesma está sempre com uma saia colorida e uma blusa amarela. De dia, um homem de média altura, mais similar à um mendigo (usa um saco plástico preto como 'colete'), incomoda diversos usuários que param para fazer uma rápida refeição.

Por várias e várias vezes, solicitamos a presença de um agente de segurança, via SMS-Denúncia do Metrô (7333-2252), onde os mesmos apareceram com certa rapidez, coibindo a presença dos mesmos. Mas bastavam virar as costas e os ambulantes voltavam a agir. Todos os dias, caros leitores, isso acontece. Quem passa por esse acesso na estação Brás, sabe do que estou falando. No lado da CPTM, os pedintes se concentram num cantinho desse acesso, ao lado do portão, para contar os rendimentos do dia, além de conversar com outros pedintes para saber sobre as novidades, novos esquemas de segurança e etc. Mais recentemente, um grupo de mulheres estava agindo na área da CPTM, parando usuários para pedir dinheiro. Solicitamos a presença de um segurança, mas como sempre, ninguém apareceu. Quando aparecem, passam em frente aos infratores, mas parecem fingir que nada está acontecendo.

Uma solução viável para essa situação, no caso do Metrô: disponibilizar ao menos três agentes de segurança operacional no local. Fechar os quiosques pareceria meio revolucionário, lembrando que muitos usuários passam por ali para uma lanche rápido durante o corre-corre diário da frenética rotina paulistana. A CPTM, por sua vez, já eliminou os quiosques. Apenas um posto do CAT ainda permanece em sua área. Mas é interessante colocar mais seguranças transitando pelo mezanino. Alguma providência há de ser tomada, por ambas as empresas. Os usuários agradecem.

Um comentário:

alexandrov disse...

A ligação da linha 1 com a linha 10 é bastante extensa, deve-se tomar cuidado para não ser roubado! Pena que a CPTM trcou o final da linha 10 da Luz para o Brás.

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