sexta-feira, 9 de março de 2012

Para enfrentar metrô superlotado, passageiros viajam em sentido contrário

Alstom Milenio, Frota E - Estação Artur Alvim
Por Diego Silva

Caros leitores, uma prática que já é hábito de muitos usuários, seja no Metrô ou na CPTM, é viajar no sentido contrário para evitar lotação. Além de perder um pouco mais de tempo, o usuário ainda contribui para a diminuição da oferta de lugares, o que prejudica os demais que esperam por um transporte vazio.

São muitos casos de pessoas que praticam esse ato, onde os maiores exemplos estão nas linhas 2-Verde (quem embarca em Tamanduateí, vai para Vila Prudente e volta), Linha 3-Vermelha (embarque em Patriarca ou Artur Alvim, vá em Corinthians-Itaquera e volte) e até mesmo na menor linha do sistema, a Linha 5-Lilás (Embarque em Santo Amaro, vá ao Largo Treze e volte). Nessa história toda, o usuário consegue realizar sua viagem sentado, uma vez que alguns atravessam as linhas de ponta a ponta, para cumprir os seus compromissos diários.

A lógica dos usuários é uma só: garantir seu lugar durante a viagem. Sabe-se que o Metrô está crescendo cada dia mais no número de usuários, ao mesmo tempo que suas linhas não estão crescendo no mesmo ritmo. Atualmente, cerca de quatro milhões de usuários por dia estão nos trens da companhia, percorrendo os quase 80 quilômetros de linhas. É muita gente para pouco trem, mas ainda assim, a companhia faz todos os esforços para manter o sistema funcionando no limite. Ao contrário do trem metropolitano, as viagens no Metrô são mais rápidas, o número de trens em circulação também é maior, o que torna o sistema mais procurado e valorizado. O nível de confiabilidade no Metrô supera expectativas.

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