sábado, 24 de março de 2012

Afinal, monotrilho é uma boa ou má opção?


Fonte: STEFZS

A pergunta foi feita pelo jornal Estado de São Paulo em matéria publicada na última segunda-feira (19). Com o trânsito cada vez mais caótico nos grandes centros urbanos e na região metropolitana de São Paulo, está aí a Raposo Tavares para comprovar isso, o monotrilho, o famoso trem de superfície sobre rodas, é considerado o salvador da pátria, a solução para melhorar o trânsito.

Por outro lado, associação de moradores, urbanistas não aprovam a ideia e a consideram um verdadeiro símbolo de mau gosto e degradação urbana. “Afinal, quem está certo? Há um meio termo?”, pergunta a reportagem do Estadão.

Em Cotia o assunto gera polêmica e mexe com o imaginário dos moradores e lideres políticos, embora por enquanto tudo não passou de discussões teóricas. Considerado solução para o caótico trânsito da Raposo Tavares, que se transformou em uma grande avenida, o monotrilho passou a fazer parte do sonho de parte da população a partir de 2009, quando o grupo Think Tank – pensar e agir Granja Viana, apresentou um proposta que foi considerada viável pelo então presidente do Metrô de São Paulo, José Jorge Fagalli.

Recentemente o prefeito Carlão Camargo disse ao cotiatododia que não havia desistido de levar a ideia adiante e recebeu resposta positiva do secretário Estadual de transportes Jurandir Fernandes que disse que irá encaminhar os estudos.

O monotrilho é um trem elétrico suspenso, que corre com pneus encaixados em um trilho a cerca de 15 metros de altura. Um dos mais antigos do mundo, o de Wuppertal, na Alemanha, foi construído em 1901 e ainda continua funcionando.

Apesar de ser mais conhecido em parques de diversão e aeroportos, o monotrilho é a aposta da Prefeitura e do governo do Estado para criar um sistema de média capacidade. Três linhas devem ser construídas e os primeiros veículos já estão quase prontos. Mas, voltando ao primeiro parágrafo, o monotrilho é bom para São Paulo? O poder público está certo em investir no modelo, ou os moradores estão corretos em criticar os trens suspensos?

2 comentários:

Luiz Carlos Leoni disse...

Este monotrilho, Ipiranga, Vila Prudente, Cidade Tiradentes irá trafegar em uma região de alta demanda na zona Leste, maior do que as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e a futura 6-Laranja, e já corre o risco de já nascer congestionado, além de ser uma tremenda incógnita, quando ocorrer uma avaria irá bloquear todo sistema, como deverá ser feita a movimentação e o socorro!?

Deveria ser prolongada a linha 2 Verde até São Mateus, e a partir daí seguir em monotrilho, até a cidade Tiradentes, mas como as obras já estão começadas, a estação terminal deveria ser no terminal rodoviário do Sacomã, e não em Vila Prudente, que basicamente será uma estação de transbordo.
(Nota: Recentemente para remediar a estação terminal será no estação Ipiranga da CPTM).


Nem conseguiram acabar com o caos da estação da Luz, e já estão "planejando" outros inúmeros transbordos na nova estação Tamanduateí com as linhas 10 Turquesa, 2 Verde, e os monotrilhos Expresso ABC e Expresso São Mateus Tiradentes, com um agravante, de que as plataformas da estação Tamanduateí são mais estreitas que a Luz, e não satisfeitos, já prevendo a expansão em linha reta em monotrilho, é assim nas linhas 2 Verde e o projeto da linha 6 Laranja com transbordo obrigatório caso os usuários desejem prosseguir viagem, fazendo que os usuários tenham que fazer múltiplos transbordos provocando enorme desconforto.

Surgiu no metrô de São Paulo, uma engenharia de vanguarda, e seus discípulos fizeram estágio na Harvard com aulas com o dr. Smith, imagine só, a moda agora é projetar linhas de metrô, utilizando rodeiros e trilhos convencionais, em bitolas e tensões diferentes, numa atitude insensata, bloqueando as possibilidades de bifurcação e interpenetração em “Y” como a existente no metrô Rio após a estação presidente Vargas, no qual os usuários tem a opção de apanhar a composição que se dirige ao Estácio, ou Cidade Nova entre outras inúmeras facilidades, isto foi possível porque o metrô do Rio uniformizou a tensão e a bitola de todas suas linhas em 1,6 m, algo que não aconteceu em São Paulo.

Luiz Carlos Leoni disse...

A capacidade do Monotrilho previsto para a linha 15-Prata, que é considerado o maior do mundo para carruagens com largura de 3,1 m (standard), e comprimento da composição total de ~90 m e com 7 vagões, é de ~1000 pessoas, concorrendo com o BRT e o VLT são considerados de média demanda, contra para a mesma largura, porém com comprimento de ~132 m e com 6 vagões é de ~2000 pessoas para o Metrô, e com comprimento de ~170 m e com 8 vagões é de ~2500 pessoas para os Trens Suburbanos, significando com isto que a capacidade do metrô e dos trens suburbanos são no mínimo o dobro do monotrilho, trafegando na mesma frequência, sendo considerados de alta demanda.

Comparativos: A capacidade é expressa em número de passageiros por hora por sentido (p/h/s), assim BRT, VLT, Monotrilho – 4000 a 25000 p/h/s, enquanto Metrô, Trens suburbanos – 20000 a 60000 p/h/s.

Estão previstas plataformas centrais para saídas de emergência em todo seu trajeto, obrigatórias para esta função, não deslumbrei em nenhuma das postagens de pesquisei, porém constam na especificação que iram existir, além das escadas retráteis!!! (de uso duvidoso).

A largura padronizada dos carros para os três são de 3,1 m (standard). Não confundir com os trens suburbanos espanhóis da CPTM-SP e alguns da SUPERVIA-RJ de 2,9 m que possuem uma plataforma (gambiarra) em frente ás portas para compensar o vão.


O monotrilho da linha 15-Prata, com ~26,5 km, Ipiranga, Cidade Tiradentes irá trafegar em uma região de alta demanda reprimida na zona Leste, com migração de parte da linha 3-Vermelha (a mais saturada do sistema) maior do que as linhas 4-Amarela, 5-Lilás e a futura 6-Laranja, e já corre o risco de saturação, além de ser uma tremenda incógnita, quando ocorrer uma avaria irá bloquear todo sistema, pois ao contrário que ocorre com os trens do metrô em que o chaveamento é simples, nos monotrilhos a mudança das carruagens para a via oposta se da de maneira complexa.

Postar um comentário

Seguidores