sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Reformas no Metrô avançam, e mais um trem foi recebido

Trem Frota I - Metrô recebeu mais um dos trens modernizados
Por Diego Silva

O Metrô está recebendo de volta os antigos trens que foram modernizados. Dessa vez, retornou a unidade I12 (ex-12/A12), que se envolveu em um acidente com a unidade 214 (atual G14) na região da Ana Rosa, em meados de 2010. O choque entre os trens causou um abalo na estrutura do Budd 12, que foi o primeiro a ser enviado para reforma. Sua modernização demorou mais tempo que o trem seguinte (a unidade A15 seguiu para modernização tempos depois, e voltou bem antes).
A frota I (que são os trens que circulam na Linha 1-Azul, fabricados em 1974), ganhou reforços estruturais, nova máscara facial, novos freios, ar-condicionado, novo layout e maior confiabilidade em seus diversos sistemas. A cabine também é nova, ampliando a visão do operador. Os trens da Frota I deverão entrar em operação entre o fim desse ano e o princípio de 2012, segundo expectativas. Esses trens estão equipados com receptores de CBTC, que é a nova sinalização escolhida pelo Metrô para aumentar a eficiência e eficácia do sistema, reduzindo intervalos e aproximando trens.
Os trens já recebidos: I12 e I15 (Ex- A12 e A15, frota Budd, Linha 1-Azul); J31 (Ex- A31, frota Budd lote II, Linha 1-Azul); K01, K07 e K24 (Ex- 301, 307 e 324, frota Cobrasma, Linha 3-Vermelha); L26 e L27 (Ex- 326 e 327, frota Mafersa, Linha 3-Vermelha). A expectativa é modernizar os 98 trens das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha até o fim de 2013, além da aquisição de mais 15 trens para ambas as linhas.

Trem da Frota I do Metrô de São Paulo ganhou novo interior, com ar-condicionado

Artigo: Metrô de São Paulo no trilho certo

Budd 'Frota A' - Metrô de São Paulo
Fonte: Revista Ferroviária/Folha de São Paulo

*Por Jurandir Fernandes

As últimas pesquisas mostram que, pela primeira vez em 40 anos, o transporte coletivo voltou a crescer em relação ao individual. Em setembro, inauguramos a primeira fase da Linha 4 - Amarela. Conhecida como a linha da integração, ela irá reduzir em 20% o fluxo de passageiros das estações Sé e Paraíso do metrô, oferecendo novas opções para os usuários do transporte público de São Paulo.
O Estado responde hoje por três em cada quatro passageiros de transporte sobre trilhos do Brasil. Esse número se expande cada vez mais, com a ampliação da estrutura física, a aquisição de trens e a diminuição dos intervalos de espera.
Prova disso é que, de 2007 a 2011, o aumento de viagens diárias (incluindo metrô e trens da CPTM) foi superior a 40%, passando de 4,5 milhões para 6,4 milhões. Em 2014, chegaremos a impressionantes nove milhões de passageiros.
Os investimentos feitos também contribuíram para que se promovesse uma importante mudança na cultura dos habitantes da região metropolitana da capital. A última pesquisa origem-destino do metrô mostrou, pela primeira vez em 40 anos, que o transporte coletivo voltou a crescer em relação ao individual. Isso resulta em menos poluição, menos trânsito e mais qualidade de vida para todos os cidadãos.
Contribuiu para esse novo cenário a implementação de medidas de política tarifária que permitem a transferência livre entre CPTM e metrô e a integração desses ao bilhete único da capital, a preços reduzidos. Por sinal, hoje o sistema metroferroviário se apresenta como aquele com a menor tarifa de transporte público da cidade.
A ampliação da rede física segue a pleno vapor. Somente em 2011, são quatro novas estações na Linha 4 - Amarela, o que implica mais 5,4 quilômetros na rede, que se aproxima cada vez mais da população.
Até 2014, vamos implantar 30 quilômetros de metrô em São Paulo. Serão outras cinco estações na Linha 4 - Amarela; oito na Linha 17 - Ouro, que passará pelo aeroporto de Congonhas e pelo Morumbi; uma na Linha 5 - Lilás, em Adolfo Pinheiro; e oito no monotrilho da Linha 2 - Verde, até São Mateus, na zona leste.
Alcançaremos, assim, uma média recorde de 7,5 quilômetros por ano em novos trilhos.
Em relação à CPTM, as nossas ações envolvem reforma de estações, entrega de novos trens, modernização de linhas e de sistemas de sinalização, telecomunicações e energia. Aproveito a oportunidade para esclarecer a população acerca de alguns mitos criados durante as campanhas eleitorais e reproduzidos no artigo de Eduardo Fagnani publicado neste espaço, em 8 de setembro.
Sobre o metrô do México, citado por Fagnani, é importante identificar que ele abrange trens de superfície e estações elevadas. Se considerarmos, portanto, a rede de trens metropolitanos, observaremos que São Paulo conta com 331,4 km de trilhos contra apenas 201 km do sistema mexicano.
Outro fator de extrema relevância é a fonte dos investimentos. Enquanto em outros países os recursos vêm dos governos federais, em São Paulo não se recebe um centavo de investimentos diretos da União. Vale observar que a prefeitura passou a repassar recursos para o metrô, medida tantas vezes prometida, mas que só foi de fato adotada recentemente.
Lembro também da importância do transporte público na preparação para a Copa do Mundo. Investiremos R$ 2,5 bilhões na modernização das linhas 3 - Vermelha do Metrô e 11 - Coral da CPTM. Assim, vamos dobrar a capacidade de passageiros por hora exigida pela Fifa na hora dos jogos.
Se governar é escolher, optamos por dar prioridade absoluta ao transporte sobre trilhos. Já temos um caminho definido para os próximos anos. A meta é trilhá-lo com rapidez, responsabilidade e eficiência, em sintonia com o desenvolvimento crescente de nossa metrópole.

Linha 4-Amarela já transporta 405 mil usuários

Trens da Linha 4-Amarela no pátio da Vila Sônia
Fonte: Jornal Destak

De segunda para terça, 53 mil novas pessoas passaram a usar o ramal; 35 mil na Luz e República

Na última terça-feira, a Linha 4/Amarela transportou 53 mil usuários além do que havia carregado no dia anterior, chegando a 405 mil, segundo a ViaQuatro,que opera o ramal. Na segunda-feira haviam sido 352 mil.
A maior parte destas entradas a mais, 35 mil (66% do total) ocorreram nas estações Luz e República, que passaram a operar das 4h40 à 0h desde a última segunda.
Na segunda a República teve 52,3 mil passageiros. Anteontem, 71,6 mil (37,1% a mais). A Luz passou dos 48 mil para 63,7 mil usuários (crescimento de 32,7%).
A abertura das duas estações fez quase dobrar o volume de passageiros no novo ramal. Antes do dia 15 deste mês, quando abriram, a média diária de usuários que usavam o trecho em operação -composto pelas estações Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã- era de 210 mil. Uma semana depois, no dia 22 deste mês, foram 255 mil, 45 mil a mais.
Até então, as duas estações operavam das 10h às 15h. Na sexta-feira passada, quando as duas ampliaram o horário e operaram das 9h às 16h, foram 270 mil usuários.
A rápida evolução na quantidade de usuários se deve ao fato de que até então elas não funcionavam nos horários de pico da manhã e da tarde. A projeção prevista pelo metrô é de que a estação República chegue a ter 100 mil usuários por dia, enquanto a Luz esse número deve ser de 132 mil.

Pesquisa

Desde o dia 15 deste mês o metrô colocou sete pesquisadores na estação República, logo após os bloqueios. Eles perguntam para o usuário qual linha ele irá usar -se a vermelha ou amarela. O metrô não especificou a finalidade desses dados.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Estações Luz e República lotam com horário ampliado

Estação Luz - Linha 4-Amarela
Fonte: Folha de São Paulo

Mesmo com a ampliação do horário de funcionamento divulgada de última hora, as estações Luz e República da linha 4-amarela do metrô lotaram ontem (26).
A estimativa da ViaQuatro, que administra a linha, é que entre 100 mil e 130 mil pessoas usem as estações por dia. Elas passaram a funcionar das 4h40 à 0h durante a semana e até a 1h aos sábados. Ainda não há previsão de abertura aos domingos.
A ampliação do horário foi anunciada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) pelo Twitter (rede de relacionamento na internet), na noite de sexta-feira. A data inicial de ampliação era a próxima quinta, dia 29.

No trecho percorrido ontem pela Folha, a estação Paulista (centro) era a mais congestionada. Por volta das 18h45, os passageiros levavam 15 minutos para percorrer 200 m e fazer a transferência para a estação Consolação da linha verde.
Funcionários da ViaQuatro orientavam os usuários na baldeação. "Essa linha amarela sempre estressa", gritou um passageiro em meio à caminhada lenta.

Dos 50 usuários ouvidos pela reportagem, apenas seis sabiam que as estações recém-inauguradas agora funcionam em horário integral. "Meu filho, que saiu cedo para a escola, me avisou que estava funcionando", contou a ilustradora Anelise Amaral, 45, que mora na Vila Madalena (zona oeste) e trabalha perto da República (centro).

"Eu estava atrasada, usei o metrô e cheguei mais cedo ao trabalho". Ela costumava fazer o trajeto de ônibus.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Avenidas de SP viram canteiro de obras

Trem Frota K - Estação Itaquera (Linha 3-Vermelha)
Fonte: Revista Ferroviária

As Avenidas Santo Amaro e Ibirapuera, na zona sul da capital, estão se transformando em um grande canteiro de obras do Metrô. Principais eixos da expansão da Linha 5-Lilás, as duas vias sofrerão intervenções em quase um quinto de seus quarteirões, alterando parte de suas características.
Uma caminhada pela região já revela mudanças. Lojas, agências bancárias, concessionárias de automóveis, restaurantes e até uma fábrica estão sendo demolidos para que estações, poços de ventilação e saídas de emergência sejam construídos no lugar. Foram declarados de utilidade pública no trecho de 11,4 km, entre as Estações Largo 13 e Chácara Klabin, 350 imóveis. A ampliação da Linha 5 será totalmente subterrânea.
O quarteirão onde será feita a Parada Borba Gato, perto da famosa estátua do bandeirante, já foi quase todo demolido.
Alberto Alves de Souza, de 31 anos, é ajudante em uma floricultura que funcionava ali. Segundo ele, caiu 70% o movimento na loja, que passou a funcionar em um imóvel no outro lado da rua desde a desapropriação, no ano passado. "Antes, a gente tinha um espaço maior, onde podia atender os clientes que compravam no balcão. Hoje, só por encomenda."
Vizinho dele, o cirurgião-dentista Marcos Fernando Oliveira, de 36 anos, afirma que o preço do aluguel de seu consultório deve subir 250% no próximo reajuste, só por causa do início das obras. "Acho que eu devia ganhar um desconto pelos transtornos, como o pó."
Sobe e desce. A urbanista Maria Lucia Refinetti, da Universidade de São Paulo (USP), explica que a tendência é que o valor dos imóveis no entorno de futuras estações de metrô suba após o anúncio da construção, mas se estabilize quando as obras começam, por causa dos transtornos. "Terminada a obra, tudo volta a fervilhar novamente."
Nas imediações das demolições na Avenida Ibirapuera, o temor de alguns moradores é de possíveis danos estruturais. "Sou favorável ao metrô. Só tenho medo de que façam um poço igual ao da Estação Pinheiros (onde houve um desabamento com sete mortes, em 2007). Nunca se sabe se uma obra dessas pode trazer rachaduras, infiltrações", diz o advogado Ivan Galbiati, de 51 anos, que mora há dez em uma residência nos fundos do canteiro de obras da Estação Eucaliptos. As demolições em Moema começaram no início deste mês.
Para o taxista Antonio Lopes de Sá, de 62 anos, que trabalha em um ponto próximo da Avenida Ibirapuera, a ampliação da Linha 5 vai aumentar o movimento de clientes. "Mais vale uma estação de metrô do que 20 lojas de colchão, que é o que mais tem por aqui."
O Metrô informou que o traçado das linhas "procura seguir o leito das avenidas e ruas" e que nem todos os quarteirões das duas avenidas vão sofrer intervenções em sua maior parte. Em alguns casos, as demolições ocorrerão só em trechos pequenos das quadras.
Tatuzão. O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, diz que as desapropriações geralmente ocorrem em locais onde há áreas vazias ou deterioradas. "Evitamos hospitais e escolas. Isso é muito pensado", afirmou.
Além disso, a Assessoria de Imprensa do Metrô informou que o trecho da Avenida Ibirapuera será construído com máquinas tuneladoras (os tatuzões), que minimizam reflexos da obra na superfície. As perfuradoras deverão iniciar as escavações em outubro de 2012.
O Metrô não informou, mas a extensão da Linha 5 deve ser entregue a partir de 2015.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Brooklin terá demolições com a Linha 17-Ouro

Monotrilho Scomi - Modelo similar deverá circular na Linha 17-Ouro
Fonte: Revista Ferroviária

O monotrilho que formará a Linha 17-Ouro do Metrô também levará a desapropriações e demolições na região do Brooklin e de Santo Amaro, na zona sul. Inicialmente, o ramal conectará o Aeroporto de Congonhas à Estação Morumbi, na Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). No percurso, o viaduto do monotrilho deverá passar sob um trecho da Ponte Octavio Frias de Oliveira. Isso ocorrerá na alça de acesso da ligação da Marginal do Pinheiros, sentido Lapa, com a Avenida Jornalista Roberto Marinho.
Ao todo, 162 imóveis serão desapropriados - 46 só na Avenida Washington Luís, boa parte perto do aeroporto. O Metrô está fazendo o cadastramento dos imóveis para saber quantos deverão ser demolidos. Somente após essa etapa será possível definir a área total.
Quando estiver completa, a linha chegará à Estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela, na zona oeste.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Blog Metrô em Foco: chegou a hora da virada

Diego Silva - Pátio de Itaquera - Trem Frota H
Por Diego Silva

Uma dúvida grande está pairando a cabeça desse que vos escreve: porque esse blog tem tantas dificuldades para alcançar um número bom de visitas? Concordo plenamente que o blog Metrô em Foco merece mais atenção, mas ainda falta alguma coisa que poderia fazer a página ganhar o mesmo índice de sua co-irmã CPTM em Foco.
Mas os bastidores desse blog estão incendiando. Temos muitas cartas na manga, e apesar da fraqueza de material exposta até agora, estamos preparando algo que dará muita visibilidade para o blog Metrô em Foco. Um trabalho que deverá ser digno de milhares de visitas por dia, e equilibrando o número de leitores com os principais blogueiros de transportes metropolitanos.
O maior problema ainda não foi resolvido: dar uma identidade ao blog. Esse novo cenário, com um trem da ViaQuatro, agradou alguns, mas não é definitivo. Ainda estamos procurando a melhor imagem, assim como foi conseguido no Blog CPTM em Foco. Então, preparem-se para grandes novidades no blog Metrô em Foco, pois estamos quietinhos, mas na primeira oportunidade, daremos a volta por cima.

domingo, 25 de setembro de 2011

Luz e República já operam das 04h40 à 00h amanhã

Fonte: Metrô

O governador Geraldo Alckmin anunciou neste sábado (24) que as estações Luz e República da Linha 4 – Amarela passarão a funcionar em horário integral (de segunda à sexta das 4h40 à meia-noite e aos sábados das 4h40 à 1h de domingo) a partir desta segunda-feira (26).

Atualmente, os passageiros que usam a Linha 4-Amarela já podem fazer a integração com as linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena) e 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera -Palmeiras/Barra Funda), respectivamente, nas estações Luz, Paulista e República, além de integração com a CPTM nas estações Pinheiros e Luz.
       
A atual demanda da linha é de 260 mil passageiros/dia. Com a ampliação do horário, essa demanda deve chegar a 500 mil passageiros/dia até o fim deste ano. A previsão é que, em 2012, a média de passageiros da Linha 4-Amarela seja de 700 mil passageiros/dia.

Próxima etapa da Linha 4
Com a operação comercial das estações Luz e República, encerra-se a primeira fase de implantação da Linha 4-Amarela. A segunda fase compreende a complementação das obras das estações Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis/Mackenzie, São Paulo/Morumbi e a implantação de cerca de 1 km de túnel e a estação (com terminal de ônibus) Vila Sônia.

sábado, 24 de setembro de 2011

Desde ontem, Luz e República operam das 09h às 16h

Trem da Linha 4-Amarela - Pátio da Vila Sônia
Fonte: STM

A operação comercial das estações Luz e República será ampliada em duas horas e passará a funcionar das 9h às 16h, amanhã. O novo horário de funcionamento da Linha 4-Amarela foi anunciado pelo secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, durante a entrega do bicicletário da Estação Butantã, hoje.
Até o dia 30, toda a primeira fase da Linha 4-Amarela, de Butantã até Luz, funcionará das 4h40 às 24h – mesmo horário das demais linhas do Metrô.
Atualmente, os passageiros que usam a Linha 4-Amarela já podem fazer a integração com as linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Prudente-Vila Madalena) e 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera -Palmeiras/Barra Funda), respectivamente, nas estações Luz, Paulista e República, além de integração com a CPTM nas estações Pinheiros e Luz.

Próxima etapa da Linha 4
O Metrô de São Paulo já colocou em licitação a segunda fase de implantação da Linha 4-Amarela, que compreende a complementação das estações Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis/Mackenzie, São Paulo/Morumbi e a implantação de cerca de 1 km de túnel e a estação (com terminal de ônibus) Vila Sônia. A segunda fase da linha, que inclui a aquisição de mais 15 trens pela concessionária ViaQuatro, será entregue gradativamente à população até 2014. Com isso, a demanda diária da Linha-4 passará a mais de 900 mil passageiros.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Investimentos ajudarão na mobilidade do ABC

Trem Frota L do Metrô - Composição Mafersa - Reforma Alstom/Siemens
Fonte: Revista Ferroviária / Repórter Diário

Os recentes anúncios de investimentos no campo do transporte público, como a possível liberação de verba do PAC Mobilidade para construção do monotrilho, feita pela ministra do Planejamento Miriam Belchior e a integração do ABC com o Metrô, irão ajudar a equacionar os graves problemas que a região enfrenta neste campo, afirmou o arquiteto e urbanista Nazareno Affonso, também coordenador do MDT (Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte).
O especialista esteve nesta quarta-feira (21) no Consórcio Intermunicipal do Grande ABC para ministrar o curso de Mobilidade Urbana do MDT, para cerca de 30 pessoas ligadas aos movimentos populares da região. Segundo Affonso, o ABC possui o corredor ABD como exemplo de sucesso e nos últimos anos tem avançado nas discussões sobre o transporte público. “É bom ver que o berço do automobilismo tem se voltado para a questão do transporte de massa”, comemora.
No entanto, para o urbanista, os municípios devem se voltar para solucionar a mobilidade dentro das próprias cidades, antes de buscarem a integração do transporte com regiões mais distantes. “Temos de pensar em criar sistemas eficientes, melhorar o que já existe, como fazer mais ciclovias e melhorar as calçadas para os pedestres”, diz.

Projetos de lei
Entre as propostas do MDT para melhorar a mobilidade urbana no País estão dois projetos de lei: o que define um marco regulatório - PL da Mobilidade, já aprovado pela Câmara e Senado e aguardando a sanção da presidenta Dilma – e o PL do Barateamento das Tarifas do transporte público. A intenção é reduzir entre 15% a 20% o valor das passagens, dando um tratamento diferente para encargos sociais e reduzindo o valor do diesel. Este último projeto está aguardando a aprovação de duas comissões na Câmara dos Deputados para seguir para votação em plenário.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Nova etapa da Linha 4-Amarela

Trem da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo
Fonte: Revista Ferroviária

O Metrô de São Paulo receberá no dia 27 de outubro as propostas para a segunda fase da Linha 4-Amarela, que compreende as obras civis da extensão da via e da estação da Vila Sônia. No mesmo dia, serão abertas as propostas apresentadas pelas empresas.
Todos os consórcios pré-qualificados já retiraram o edital na sede da Companhia do Metropolitano de São Paulo.  A pré-qualificação é feita com base nos regras (guidelines) do Banco Mundial, que financia o projeto.  A licitação segue regras de confidencialidade determinadas pelo Bird.
A segunda etapa da primeira linha driverless da América Latina contempla cinco estações e 1,5 km de vias em túnel. O vencedor desta licitação construirá as estações Higienópolis- Mackenzie, Oscar Freire, Fradique Coutinho, São Paulo-Morumbi e complementação do Pátio Vila Sônia. Outra licitação indicará quem construirá 1,5 km de túnel e a futura Estação Vila Sônia.  Já para a implantação de sistemas está prevista uma licitação especifica, ainda não definida.
Outras informações podem ser adquiridas na gerência de Contratações e Compras do Metrô, na Rua Boa Vista, 175, 2º Andar, no Centro de São Paulo. Ou pelos telefones (11) 3291-5364 e 3291-5367.
As empresas qualificadas são:
- Doosan E&C - Daewoo Eng Joint Venture
Doosan Engineering & Construction Co., Ltd. (Coréia)
Daewoo Engineering Company (Coréia)
- Consórcio BRH-ARG-CST
Benito Roggio e Hijos Sociedad Anónima (Brasil)
A.R.G. Ltda. (Brasil)
Construtora Sanches Tripoloni Ltda. (Brasil)
- Construções e Comércio Camargo Corrêa S/A. (Brasil)
- Consórcio Linha 4
Construtora OAS Ltda. (Brasil)
Construtora Queiroz Galvão S.A. (Brasil)
CBPO Engenharia Ltda. (Brasil)
- Consórcio Serveng-Galvão
Serveng-Civilsan S.A Empresas Associadas de Engenharia (Brasil)
Galvão Engenharia S.A. (Brasil)
- Consórcio Tiisa/Comsa
Tiisa – Triunfo-Iesa Infra-Estrutura S.A. (Brasil)
Comsa S.A. (Espanha)
- Consórcio Linha 4 Amarela L42-01
CR Almeida S.A. Engenharia e Obras (Brasil)
Consbem Construções e Comércio Ltda. (Brasil)
- Consórcio Andrade Gutierrez / Construbase
Construtora Andrade Gutierrez S.A. (Brasil)
Construbase Engenharia Ltda. (Brasil)
- Consórcio L4
Carioca Christiani-Nielsen Engenharia S.A. (Brasil)
Somague Engenharia S.A. (Portugal)
Cetenco Engenharia S.A. (Brasil)
S.A. Paulista de Construções e Comércio (Brasil)
- Consórcio Construcap – Acciona (Pátio Vila Sônia)
Construcap CCPS Engenharia e Comércio S.A. (Brasil)
Acciona Infraestructuras S.A. (Brasil)
- Consórcio SNC-Lavalin Inc/Contern
Contern Construções e Comércio Ltda. (Brasil)
SNC-Lavalin Inc. (Canadá)
- Constran S.A. – Construções e Comércio (Brasil)
- Corsán-Corvian Construcción, S.A (Espanha)

Bombardier assina contrato de sinalização da Linha 5

Alstom Metropolis A48 - Frota F - Linha 5-Lilás
Fonte: Revista Ferroviária

A Bombardier foi a empresa vencedora para o fornecimento da sinalização da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo. De acordo com a assessoria de imprensa do metrô, a licitação já foi concluída e aguarda os procedimentos burocráticos necessários para a assinatura do contrato.
A condução dos trens na linha será feita totalmente de forma automática, por meio da tecnologia CBTC (Communication-based Train Control), que permite a redução do tempo de intervalo entre os trens nas estações. A estimativa é que a espera seja de 75 segundos.
A Linha 5-Lilás opera atualmente com 8,4 km de extensão, e será expandida em aproximadamente 11,6 km até a região da Chácara Klabin, com 11 estações e mais 26 trens.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Monotrilho de SP será o de maior capacidade no mundo

Futuro monotrilho da Linha 17-Ouro, da malaia Scomi
Fonte: Revista Ferroviária

O monotrilho da linha 2 – Verde de São Paulo, que ligará a estação Vila Prudente a Cidade Tiradentes, na zona leste de São Paulo, será o de maior capacidade do mundo. A afirmação foi feita pelo gerente do empreendimento, Paulo Sérgio Meca, do Metrô, durante a 17ª Semana de Tecnologia Ferroviária na quarta-feira (14).
A linha terá capacidade para transportar 40 mil passageiros por hora, em cada sentido, e um total de 500 mil pessoas por dia. De acordo com o consultor e mestre em engenharia de transportes Sergio Ejzenberg, a capacidade dos monotrilhos ficam em torno de 30 mil passageiros por hora por sentido.
Apesar de ter capacidade abaixo do metrô e de passar por uma das regiões mais populosas da capital paulista, Meca diz não acreditar que isso será um problema.
- Imagina-se que haverá outras alternativas de malha ferroviária, do próprio Metrô, como a linha Laranja.
Ao todo, serão 24,5 km de linha e a primeira fase, de Vila Prudente a Oratório (onde ficará o centro de operações) deverá estar pronta em 2013. O trecho que vai de Oratório a São Mateus deve estar pronto até o final de 2014. Já a previsão da conclusão para a última etapa, até Cidade Tiradentes, é até o final de 2016.
Os trens usarão tecnologia driverless (trens sem condutores) e estima-se que as estações abriguem, em média, seis passageiros por m². Atualmente, a linha Vermelha abriga 11 pessoas por m².
O primeiro trem do monotrilho, um protótipo que será fabricado em Kingston, no Canadá, e servirá de modelo para a construção no Brasil, entrará em fase de testes em março do ano que vem.
Os demais carros serão fabricados em Hortolândia, no interior de São Paulo. De acordo com o diretor comercial da Bombardier, Eduardo Saccaro, empresa responsável pela produção do monotrilho, o primeiro deles deverá ficar pronto entre junho e julho de 2012.
Ainda segundo Saccaro, o custo de construção do monotrilho é, em média, de 40% a 50% mais barata que o metrô.
Apenas para fazer a adequação da fábrica, que já faz a reforma dos trens da linha 1 – Azul, a Bombardier investiu R$ 15 bilhões.

Parceria com o setor privado
Ainda de acordo com Meca, o Metrô avalia a possibilidade de fazer uma parceria público-privada para construção da linha. Segundo ele, o investimento do setor privado seria de R$ 1,8 bilhões.
O custo de construção total da linha, que ligará Vila prudente a Cidade Tiradentes, na zona leste da capital, é de R$ 4,5 bilhões. Desses, R$ 2,7 bilhões já fazem parte dos contratos assinados.
Na parceria com o setor o privado, estaria incluso a construção das 15 estações da linha, além do fornecimento de sistemas elétricos, de sinalização e de controle. Também entrará nesse pacote, a implantação de escadas rolantes.
O protótipo que será fabricado em Kingston, no Canadá, será testado em março do ano que vem. O primeiro carro fabricado no Brasil deverá ficar pronto entre junho e julho de 2012.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Metrô poderá ter VLT cearense

Fonte: Revista Ferroviária

Liderando a comitiva do Estado de São Paulo ao Ceará no dia de ontem, o secretário dos Transportes Metropolitanos paulista, Jurandir Fernandes, admitiu que sua visita à fábrica de Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) da Bom Sinal, no Cariri, visa uma possível contratação dos carros cearenses para atender ao mercado daquela unidade federativa. Já o diretor comercial da empresa de Barbalha, Márcio Florenzano, garantiu que, em 2012, será fechado um contrato de "cerca de R$ 60 milhões de reais", a partir de negociações iniciadas neste contato.
A expectativa, segundo contou Florenzano, deve-se ao transporte férreo paulista não dispor de muitos veículos movidos a diesel, os quais são a especialidade da produção da Bom Sinal e podem ser utilizados nas linhas turísticas paulistas. "Esse é o foco que eu quero atacar, pois eles ainda tem cerca de 10 projetos diferentes", declarou, mencionando interesse também nos trechos regionais que estão sendo estudados em São Paulo, pelos quais a capital será ligada às cidades do interior.
Modernização
Já o secretário daquele Estado disse esperar uma "modernização na questão da eletrificação", pela qual, segundo ele, será "um passo importante para ampliar o mercado" consumidor da empresa cearense.
Fernandes ressaltou o uso da rede elétrica como fundamental para conceder robustez ao carro, principalmente quando este é usado em um tráfego muito intenso, onde trens e VLTs correm próximos uns dos outros. "O fundamental é que o VLT cearense evolua para ser um veículo elétrico, por que aí ele fica muito mais aceito que o diesel. Se ele for diesel-elétrico, também serve", afirmou. A partir desta visita, segundo ele, irá acompanhar a "evolução" da produção cearense.
Atualmente, o secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo contou que foram comprados mais de 54 VLTs para o atendimento à linha da região leste da cidade, mais 27 para cobrir a região do Morumbi e outros 20 para atender ao ABC Paulista.
"Só aí tem mais de uma centena de carros, e cada um deles tem entre quatro e sete vagões, então vamos ter mais de 400 carros. E cada carro destes fica na ordem de R$ 2 milhões, então, estamos falando de algo em torno de R$ 800 milhões", contabilizou, enfatizando que o montante conta apenas com o orçamento destinado ao "material rodante", ou seja, os vagões propriamente ditos. Ainda faz parte do todo necessário para o funcionamento dos trechos "a parte de energia, automação e sinalização, o que faz este valor quase dobrar".
Mais projetos
De olho em demandas como esta, a Bom Sinal espera conquistar diretores paulistas e fechar negócios para as próximas linhas em estudo de São Paulo. Por vir, estão listados o VLT da Baixada Santista e outras cidades do interior, as quais também optaram por este tipo de veículo. "Então, nós temos que verificar como o sistema daqui (do Ceará), evoluindo para eletricidade, pode servir", declarou Fernandes. A comitiva compareceu à estação com maior índice de conclusão, a São Benedito, no Centro, onde representantes paulistas conheceram os trechos pelos quais a linha Oeste do Metrofor passa e as outras ainda em estágio inicial.
Competitividade
"O fundamental é que o VLT cearense evolua para ser um veículo elétrico". Jurandir Fernandes, secretário dos Transportes Metropolitanos de SP.
Parangaba-Mucuripe - Licitação de novo trecho em dez dias
Anfitrião no encontro promovido pela Companhia Cearense de Transportes Metropolitano (Metrofor) e a pasta que dirige, o secretário de Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), Adail Fontenele, anunciou, durante a visita da comitiva paulista, a licitação do trecho Parangaba-Mucuripe do VLT. De acordo com ele, o documento deve ser divulgado nos próximos dez dias. Fontenele ainda afirmou que a outra linha do Metrô de Fortaleza, a que atenderá o lado leste da cidade, terá atividades divulgadas até o final deste ano.
Ao todo, a obra está estimada em cerca de R$ 3 bilhões e precisará, segundo o secretário, "cerca de seis anos de obras 24h por dia". Outro diferencial desta linha é que ela será totalmente submersa, ou seja, por baixo das principais avenidas da área nobre da cidade, como a Santos Dumont e a Antonio Sales.
A estimativa do secretário é de que as obras que ligarão o Centro da Capital ao bairro Edson Queiroz deverão começar entre fevereiro e março de 2012. "Até lá esperamos todos os procedimentos administrativos estarem resolvidos e a equação financeira também montada", declarou.
Ajuda do Metrô de SP
A participação mais acentuada de representantes do Metrô de São Paulo também é almejada pela Seinfra. Além do intercâmbio esperado desde o começo do ano, uma consultoria técnica deve fazer parte entre os dois governos. "É que o nosso trecho é exatamente igual a um trecho deles, o mesmo procedimento, o tipo de máquina que vai ser usada é exatamente o mesmo também. Então, é uma obra que temos muito a copiar do que foi feito por lá", declarou.
Desde o começo do ano, uma parceria foi fechada com os paulistas para treinamento de pessoal e consultoria. No entanto, ainda é esperada a publicação no diário oficial. Já a parceria com o Metrô de Recife teve duas turmas de operários treinadas, totalizando 35 pessoas.
"Eles vão começar a operação assistida e a primeira parte da operação comercial. Logicamente que estes funcionários não são suficientes. E aí faremos as licitações de terceirização", garantiu o presidente da Metrofor, Rômulo Fortes.
Até março
"Esperamos todos os procedimentos administrativos estarem resolvidos". Adail Fontenele, secretário de Infraestrutura do Ceará (Seinfra).


Metrô SP irá comprar mais 15 trens

Frota H - Trem 364
Fonte: Revista Ferroviária

O Metrô de São Paulo vai comprar mais 15 trens para integrar sua frota, que conta atualmente com 150 trens.  Serão 10 novos trens circulando na Linha 2-Verde, três na Linha 3-Vermelha e dois trens na Linha 1-Azul.
A companhia realizou uma audiência pública no final de julho para recebimento das contribuições e está finalizando o edital da compra.  A licitação será aberta ainda no final desse ano. 
Além da aquisição dos trens, o metrô está reformando os trens em operação nas linhas Vermelha e Azul, das quais dois já foram entregues. O cronograma prevê que, até o final de 2014, todos os trens estejam reformados.
Sinalização
Os sistemas de sinalização das linhas também estão sendo trocados para o CBTC (communication-based train control), que irá diminuir o intervalo de tempo entre os trens nas estações. 
De acordo com Sérgio Avelleda, presidente do metrô, após a troca, o intervalo será reduzido de 103 para 85 segundos na Linha 3; 110 para 95 segundos na Linha 1; e de 150 para 120 segundos na Linha 2-Verde. “Isso aumenta a oferta de viagens e o conforto dos usuários nos carros e plataformas”, afirmou.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Secretário critica exigências ambientais do Monotrilho da Linha 2


Fonte: Revista Ferroviária

O secretário dos Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, criticou na sexta-feira (16/09) as exigências impostas no licenciamento ambiental para a extensão da Linha 2-Verde do metrô, que será prolongada com o sistema de monotrilho.
De acordo com o secretário, que fez as declarações durante a 17ª Semana de Tecnologia Metroferroviária, organizada pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô, as 65 condicionantes impostas pelo Cades – conselho municipal do meio ambiente – atrasam a obra em aproximadamente 10 meses.
Apesar de ressaltar a necessidade de analisar as questões ambientais, Fernandes disse que a cidade ‘pega carona’ em alguns projetos do metrô, e que isso causa a morosidade das obras. “Acho que está havendo um equívoco em se querer resolver problemas que o município deveria resolver em cima desses projetos”, ressaltou.
O secretário também afirmou não concordar com alguns itens impostos pela licença, como a obrigatoriedade de fazer sinalização para ciclistas e pedestres a 250 metros de cada estação e a necessidade de estudar o impacto na população de alguns animais, como ratos e baratas. “O sistema é elevado, então o pássaro pode bater no trem. A barata voa. Mas ratos? ”, indagou.
Fernandes ainda comparou a licença ambiental do monotrilho do Expresso Tiradentes com a da Linha 4-Amarela, que teve apenas oito itens a serem cumpridos. “Se isso passar a ser natural, vão colocar cada vez mais exigências. E aí, não vai parar nunca”, afirmou.

Desativada, Ponte Orca transportou mais de 19 milhões entre Vila Madalena e USP

Em março deste ano, usuários fazem fila para embarcar no micro-ônibus da Ponte Orca na estação Cidade Universitária
Ponte Orca entre USP e Vila Madalena encerrou as atividades

Fonte: Folha de São Paulo       



O serviço de micro-ônibus Ponte Orca, que liga a estação de metrô Vila Madalena (linha 2-verde) com a estação de trem Cidade Universitária (linha 9-esmeralda), foi desativado em 09 de setembro.
A integração gratuita entre as duas linhas funcionava desde 2000. Desde julho, a linha só funcionava das 21h às 22h30.A EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) informa que o fim do serviço acontece por conta da ampliação do horário de funcionamento da linha 4-amarela do Metrô, que vai funcionar das 4h40 à meia-noite a partir da segunda-feira (12/9).
Agora, os usuários poderão fazer a transferência na estação Pinheiros, que atende as linhas amarela e esmeralda.Segundo a EMTU, a Ponte Orca transportou 19,8 milhões de pessoas desde 2007.

domingo, 18 de setembro de 2011

Metrô recomenda cuidado com 'crocs'

Estação Pinheiros - Linha 4-Amarela
Fonte: Jornal da Tarde

Adesivos colados nas escadas e esteiras rolantes da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo recomendam aos usuários cuidado no uso de calçados de borracha. Exibindo a imagem estilizada de uma sandália que aparenta ser da marca Crocs, o texto do informe alerta que esses sapatos “podem causar acidentes”, sem, no entanto, especificar quais, ou como os passageiros podem se proteger. No ano passado, ao menos um incidente envolvendo o produto nesses equipamentos foi registrado em um shopping center da cidade.
Segundo a ViaQuatro, concessionária que opera a Linha 4, a medida é preventiva, já que ainda não houve acidentes do tipo em suas dependências – o ramal foi aberto no ano passado. O gestor de atendimento da empresa, José Luiz Bastos, diz que a peça, afixada no rodapé dos aparelhos, integra uma campanha para evitar que usuários se machuquem nas escadas. Ela inclui mensagens sonoras para que as pessoas não corram ou sentem nesses locais.
“Toda vez que você encosta o calçado na parte fixa (das escadas e esteiras), corre o risco de ele ficar preso (no vão). Num sapato com muita aderência, seja Crocs, Havaianas ou tênis, a tendência é prender entre o degrau e a parede.” Bastos afirma que a imagem de um Crocs foi escolhida devido à popularidade do calçado. “A gente achou que ilustraria melhor.”
Os passageiros divergem a respeito da iniciativa. O pedreiro Elizardo José de Oliveira, de 57 anos, calçava sandálias Crocs cinza escuro na tarde desta segunda-feira. Ele foi entrevistado na esteira entre as estações Paulista, na Linha 4, e Consolação, na 2-Verde. “Para mim, é exagero. Enquanto (o calçado) está novo, não tem problema nenhum. É leve e gostoso de usar.”
Já o publicitário Adriano Domingues, de 28 anos, que embarca na Estação Pinheiros, aprova o adesivo. “Eu acho interessante. Quando eu era criança, num shopping, meu tênis prendeu na escada rolante e o bombeiro teve que ir tirar.” Colega dele, o também publicitário Caio Aidar, de 29, opina que o alerta está escondido. “Você tem que andar olhando para o chão para ver. Se querem prevenir, poderiam anunciar no sistema de áudio. Além disso, estão usando só a imagem de um Crocs. Tinham que explicitar todos os calçados que dão problema.”
Na avaliação do ortopedista Antonio Egydio de Carvalho Junior, da Faculdade de Medicina da USP, a alta aderência de calçados como o Crocs – feito de uma resina chamada “croslite” – pode inibir o deslizamento normal dos pés em chãos ásperos. “É um calçado que não comprime o pé, mas, em certas situações, é inseguro para o tipo de piso da escada e da esteira rolante.” Para o especialista, Crocs são sapatos “de férias, praia, piscina e casa”. No dia a dia, ele recomenda o uso de tênis.
Em nota, a empresa Crocs diz apoiar “qualquer medida que possa esclarecer o consumidor” sobre cuidados nas escadas rolantes e que criou uma etiqueta de alerta nos produtos. O Metrô não informou quantos acidentes foram registrados neste ano nas escadas rolantes das outras linhas da rede.

sábado, 17 de setembro de 2011

Após inaugurações, Governador diz querer recursos do PAC

Alstom Milenio - Frota E - Estação Santos-Imigrantes
Fonte: Revista Ferroviária / Valor Econômico

Por enquanto, o funcionamento das estações será das 10h às 15h, de segunda a sábado, por conta de adaptação e testes necessários. A partir do dia 30 de setembro, o horário de funcionamento será normalizado, das 4h40 à meia-noite, de segunda a sexta-feira. O governo estima que a nova linha de metrô receberá 700 mil passageiros/dia em 2012.
O custo total das obras é de R$ 5,6 bilhões. Quatro novas estações serão entregues até 2014 – São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie. Atualmente, há obras em andamento em quatro linhas diferentes do metrô. “É uma questão de política pública, prioritária, uma obstinação nossa”, afirmou o governador.
Segundo Alckmin, não há “nenhum centavo” nas obras proveniente de recursos federais. “Tem financiamentos, recursos do tesouro paulista e parcerias público-privadas”. O governador afirmou que pretende recorrer à União para trazer recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a construção do Metrô Leve, trem elevado que funcionará na região do Grande ABC.
Durante a campanha eleitoral de 2010, Alckmin, então candidato ao governo, demonstrava grande preocupação em manter o ritmo de investimentos no transporte público metropolitano de seu antecessor, José Serra, caso se elegesse.
De forma velada, era criticado pelos correligionários por ter feito uma gestão de pouco impacto na área nos seis anos em que comandou o governo – Serra ainda herdou uma "herança maldita", diziam seus pares, com o desabamento, em seu 12 º dia de governo, de parte das obras da estação do metrô Pinheiros, que matou sete pessoas. O contrato entre o Metrô e as construtoras responsáveis pela obra havia sido assinado no governo Alckmin.

Agora, ir da Paulista ao Centro leva apenas 3 minutos!

Plataforma da Estação Luz - Linha 4-Amarela
Fonte: Revista Ferroviária / O Estado de São Paulo

O trajeto do paulistano até o centro de São Paulo ficou mais rápido com a inauguração de duas estações da Linha 4-Amarela, República e Luz. Agora, a viagem da Avenida Paulista até a Praça da República é direta e dura 3 minutos - antes, com duas baldeações, levava quase meia hora. Mas as duas paradas só funcionam das 10h às 15h. A promessa do Metrô é de que o ramal passe a funcionar em período integral em no máximo 15 dias.
Quando as estações estiverem em pleno funcionamento, o Metrô garante que vai tirar 160 mil passageiros por dia da superlotada Estação Sé (cruzamento das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha) e mais 59,6 mil da Estação Paraíso (das Linhas 1-Azul e 2-Verde). A explicação é que esse fluxo de pessoas será redistribuído ao longo do sistema.
Por outro lado, o governo também prevê uma demanda reprimida de pessoas que vão começar a usar o metrô a partir da expansão da Linha 4-Amarela. Só a Estação República, por onde passam 63 mil passageiros por dia, ganhou mais 37 mil usuários desde ontem. Com as Linhas 1 e 4, a Estação Luz agora transporta 132 mil pessoas diariamente, um aumento de 4% no movimento.
Para o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, o tamanho da nova Estação República já mostra que a previsão é receber mais gente. "Claro que vai haver um aumento de passageiros, a estação é grande para receber esse fluxo."

Migração. 
A estimativa da Secretaria de Transportes Metropolitanos é que a Linha 4-Amarela também seja uma alternativa ao corredor de ônibus da Avenida Rebouças. Segundo o secretário Jurandir Fernandes, pelo menos 25 mil usuários de ônibus dessa área - que se prolonga pelo corredor da Rua da Consolação - podem migrar para o metrô. "É só ver como está a Rebouças hoje e como era bem mais congestionada há seis meses", disse o secretário, referindo-se à migração para as estações já em funcionamento da Linha 4-Amarela.
Há, ainda, as pessoas que vão deixar o carro para andar de metrô - segundo o governador Geraldo Alckmin (PSDB), é "bom que as pessoas peguem o metrô" mesmo que tenham de abdicar do conforto do carro. "No metrô não tem congestionamento, não tem atraso. As pessoas vão preferir ir mais apertadas, mas chegar em casa mais cedo."
Ainda segundo Alckmin, outro fator que pode levar mais gente ao metrô é a economia. "As pessoas perguntam da superlotação do metrô, e ela é uma realidade. Mas é porque é mais barato. Quem faz a integração do metrô ou trem com o ônibus gasta R$ 4,50 no Bilhete Único. Já a integração entre os trens e o metrô custa R$ 2,90. É uma economia grande no mês."

Novo trajeto. 
Mesmo com horário reduzido, a Linha 4-Amarela já foi a nova opção de caminho para a estudante Maria Carolina Lima, de 21 anos, que mora em Pinheiros, e faz curso pré-vestibular no centro. "Minha aula é mais perto da Estação Anhangabaú, mas agora vou preferir descer na República e ir andando."
A dona de casa Odete Santos, de 49 anos, veio de mais longe: pegou o trem da Linha 9-Esmeralda em Osasco, trocou pelo metrô na Estação Pinheiros e foi até a Luz. "Sempre venho fazer compras e agora ficou bem mais prático e barato."

Metrô é 21 minutos mais rápido que carro, entre Luz e Butantã

Estação Paulista - Linha 4-Amarela
Fonte: Folha de São Paulo

A partir da próxima quinta, dia 15, é provável que ela leve menos tempo para ir ao centro da capital paulista do que para se deslocar aos extremos do seu próprio bairro.
Amanhã, a linha 4 já passa a operar em período integral das 4h40 à 0h, de segunda a sexta (aos sábados, até a 1h) entre as estações Butantã e Paulista -que funcionavam apenas até as 21h.
A expectativa da professora Magda de viajar de metrô para ver concertos musicais no centro ainda não será atendida porque, em Luz e República, será parcial por enquanto, das 10h às 15h. A previsão é ampliar esse horário em semanas.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Linha 4 deverá abrir todos os dias à partir de outubro

Trens da Linha 4-Amarela, no pátio Vila Sônia (Foto de Alexandre Pisciottano)



Fonte: O Estado de São Paulo

A Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo deverá passar a funcionar em horário integral - abrindo também domingos e feriados - em "duas ou três semanas", segundo Luís Valença, presidente da Via Quatro, a concessionária que administra a linha. "A ideia é ampliar gradativamente (o horário de abertura nas estações República e Luz) a cada semana. Eventualmente, podemos abrir de vez se verificarmos logo que a distribuição dos passageiros está dentro daquilo que planejamos."
As estações República e Luz da Linha 4 abrem ao público amanhã (dia 15), funcionando, inicialmente, apenas entre 10h e 15h. A linha inteira (desde a estação Butantã) ainda não opera aos domingos, por causa da necessidade de testes operacionais, segundo o governo do Estado.
Quando a linha passar a funcionar em horário integral, o movimento de passageiros na estação República deverá crescer 58%, passando dos atuais 63 mil usuários atendidos por dia útil, em média, para 100 mil. No caso da estação Luz, o fluxo subirá de 126 mil para 132 mil passageiros.
Para evitar aglomerações no corredor que liga a nova estação Luz à antiga da Linha 1-Azul e às demais da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), panfletos sobre a organização do fluxo de passageiros começaram a ser distribuídos ontem no local.

Primeira viagem de Metrô foi para poucos

Frota A do Metrô de São Paulo - Trem similar realizou a primeira viagem em São Paulo
Fonte: O Estado de São Paulo

“Deixem bem claro que a população não poderá entrar nas estações, e que qualquer tentativa desse tipo só servirá para criar tumulto”, advertiu o organizador da festa aos jornalistas. A data da inauguração da primeira linha de metrô do Brasil foi estrategicamente escolhida: 14 de setembro de 1974, dia do aniversário do governador de São Paulo, Laudo Natel.
Como sempre costuma acontecer por aqui, a  obra foi inaugurada sem que tudo estivesse pronto. Mas cerca de 5 mil autoridades foram convidadas para estrear a pequena linha de 7 quilômetros que ligava as Estações Jabaquara e Vila Mariana, com cinco paradas entre elas. A escola de samba Vai-Vai e o sanfoneiro Mario Zan foram acionados para as festividades. Uma página do jornal do dia seguinte sintetizava como foi a comemoração: “O grande comício teve até passeio de metrô.”

14 de setembro de 1974


A operação dos trens para o público só começou para valer dois dias depois, na segunda-feira, com horário reduzidíssimo:  das 9 às 13 horas, de segunda a sexta-feira. A média diária de passageiros nessa primeira fase era de 2.500.
Hoje, com a inauguração das estações Luz e República, o metrô passa a ter 10 vezes mais de extensão que aquele trecho inicial inaugurado, totalizando 74,3 quilômetros de linhas. Quando a linha 4 passar a funcionar em horário integral, o movimento de passageiros somente na estação República em dias úteis deve crescer 58%, passando dos atuais 63 mil usuários, em média, para 100 mil.




Pesquisa e texto: Rose Saconi e Edmundo Leite
Tratamento de imagens: José Brito

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Metrô avalia monotrilho do ABC

A empresa malaia Scomi irá fornecer os monotrilhos da Linha 17-Ouro do Metrô
Fonte: Revista Ferroviária

O Metrô de São Paulo estuda a criação de uma nova linha de monotrilho da Estação Tamanduateí, na Linha 2-Verde, até a região do Grande ABC. A informação foi dada, ontem, 14, pelo assessor técnico de Planejamento do Metrô de São Paulo, Epaminondas Duarte Júnior, durante a 17ª Semana de Tecnologia Metroferroviária da Aeamesp. O sistema é o favorito pela pequena parcela de desapropriações ao longo do trajeto, baixa emissão de ruído e por ser totalmente elétrico, não poluindo o meio ambiente.
O estudo prevê a implantação de um sistema de monotrilho que parte da Estação Tamanduateí, na região sudeste da cidade, seguindo pela Rodovia Anchieta, chegando até a Estrada do Alvarenga, em Diadema.
O projeto segue a atual preferência de São Paulo pelo sistema de monotrilho que já conta com a extensão da Linha 2-Verde (Vila Prudente-Cidade Tiradentes) em obras e com o contrato assinado com o consórcio Integração (Scomi Engineering, Andrade Gutierrez, CR Almeida e MPE) para a implantação da Linha 17-Ouro (Jabaquara-Aeroporto de Congonhas-Morumbi).

Nova Estação Luz terá shopping, hotel ou faculdade

Trens da ViaQuatro, no pátio da Vila Sônia
Fonte: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

Inaugurada hoje, a Estação Luz da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo deve ganhar uma faculdade, um shopping ou um hotel nos próximos anos. A intenção da concessionária ViaQuatro, responsável pela linha, é firmar uma parceria com um empreendedor privado e montar o negócio no terreno ao lado da praça sobre a parada, para criar "receitas acessórias".
Há outras iniciativas parecidas com essa para a Linha 4. Um shopping center está sendo construído em uma área vizinha da Estação Faria Lima e outro poderá ser erguido no terreno da futura Estação Vila Sônia, ambas na zona oeste. Esses imóveis vão atrair ainda mais pessoas para o ramal que, segundo as previsões da concessionária, deve transportar 700 mil passageiros por dia a partir do ano que vem. Hoje, são quase 210 mil.
Segundo Luís Valença, presidente da ViaQuatro, os estudos preliminares apontam que o melhor uso para o empreendimento da Luz é o do ensino superior. "A construção vai ser vertical", explica Valença. Ele diz que o prédio será conectado à estação de metrô e ajudará a revitalizar a área, degradada. A obra vai ocupar um espaço de 6 mil metros quadrados.

Faria Lima
Assim como no caso da Luz, o centro comercial em construção na Avenida Faria Lima, na esquina coma Rua Teodoro Sampaio, se ligará à estação por uma passagem subterrânea. "As pessoas não vão precisar sair do shopping para chegar ao metrô", afirma Valença. Mas, diferentemente dos projetos da Luz e da Vila Sônia, esse terreno pertence a terceiros.
Valença explica que haverá "uma cooperação operacional" e um "conjunto de compensações" entre a ViaQuatro e os proprietários do shopping, para criar receita. Procurada ontem, a incorporadora Yuni, responsável pelo empreendimento, não se manifestou sobre quando o espaço será aberto. A obra, de acordo com funcionários, começou há quatro meses.
No caso do shopping sobre a Estação Vila Sônia - que só deve abrir entre 2013 e 2014 -, Valença afirma que na região faltam centros comerciais do gênero. Ainda não há prazo para as obras começarem, assim como na Estação Luz.

Polos
Para o arquiteto e urbanista Cândido Malta, da Universidade de São Paulo (USP), a medida é positiva. "Vai atrair mais gente para a linha, mas isso, no fundo, é bom. A cidade de São Paulo seria muito melhor se as linhas de metrô tivessem sido adensadas desde o início, para permitir uma mescla de usos", explica.
Malta diz que polos de serviços, como shoppings, ou de educação, como faculdades, com acesso facilitado por meios de transporte de alta capacidade, caso do metrô, induzem as pessoas a recorrer menos aos carros para chegar até eles.
Mas o urbanista ressalta que o principal objetivo da ViaQuatro é zelar pelo serviço de qualidade na Linha 4-Amarela.
Passageiros da Linha 4 se dividem sobre a construção de shoppings perto das estações do ramal. "Acho bom. Dentro de um shopping a gente se sente mais segura. Além disso, vai dar uma renovada no pedaço", diz a fonoaudióloga Adriane Dias, de 34 anos, usuária da Estação Faria Lima. "Faculdade acho positivo, mas shopping já tem demais", afirma o assessor sindical Regis Munhoz, de 24 anos, que também usa a parada.

Governador inaugura estações Luz e República

Plataforma da Estação Luz, da Linha 4-Amarela (Foto de Ernesto Rodrigues)
Fonte: Metrô

No dia 15 de setembro de 2011, foram inauguradas as estações Luz e República da Linha 4-Amarela do Metrô. As estações entraram em operação comercial logo após a inauguração e funcionam das 10h às 15h, de segunda a sábado, inclusive feriados.

O novo trecho tem 3,7 quilômetros de extensão, entre as estações Paulista e Luz, passando pela estação República e atenderá à região central da cidade. Com a inauguração das estações República e Luz da Linha 4-Amarela, estima-se em 100 mil passageiros/dia a demanda para a estação República e 132 mil passageiros/dia para a estação Luz. Com a inauguração das estações Luz e República, a Linha 4-Amarela passará a ter nove quilômetros de extensão em sua operação comercial. Somados aos 65,3 quilômetros da Companhia do Metrô, totalizam 74,3 quilômetros de rede metroviária na capital paulista. O total de estações agora é de 64, sendo 58 operadas pela Companhia do Metrô e seis pela concessionária ViaQuatro.

Com o funcionamento das novas estações República e Luz da Linha 4, o Metrô prevê uma redução de movimento nas estações Paraíso, Sé, Luz (da Linha 1) e no trecho Paraíso-Luz, o mais carregado da Linha 1-Azul. Também há a perspectiva de redução de movimento na estação Brás, em razão da integração com as linhas da CPTM em Luz.

A partir da consolidação da demanda da Linha 4-Amarela, ela deverá transportar cerca de 700 mil pessoas por dia, a partir de 2012.

Próxima etapa

Na sequência, será concluída a 2ª fase de implantação da Linha 4-Amarela, com a construção de um quilômetro de túnel até a futura estação Vila Sônia, além de complemento de acessos, acabamento das obras civis e instalação de sistemas operacionais e equipamentos em quatro estações: São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie. O percurso entre Luz e Vila Sônia terá 12,8 km de extensão e 11 estações. A previsão é que as obras restantes sejam finalizadas em 2014.

Plano de Expansão do Metrô prevê uma linha nos Jardins

Estação Luz - Linha 4-Amarela
Fonte: O Estado de São Paulo / Revista Ferroviária

A Prefeitura de São Paulo quer usar o dinheiro do boom imobiliário da região da Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona sul, para investir pelo menos mais R$ 1 bilhão em uma nova linha de metrô na capital, que aparece com detalhes nos mapas da companhia pela primeira vez. Batizado de Linha 20-Rosa, o novo ramal terá 12,3 quilômetros de extensão e ligará a Lapa, na zona oeste, a Moema, na zona sul. 
A linha faz parte do Plano Expansão 2020 do Metrô, a que a reportagem teve acesso com exclusividade. O estudo projeta o sistema com até 161 estações de metrô na Região Metropolitana - hoje são 62 - e ampliação dos atuais 70,6 km para 184,2 km de linhas. A previsão de investimento estadual na rede é de R$ 27,4 bilhões até 2015.
Nos estudos preliminares do Metrô, a Linha 20-Rosa aparece com entrega prevista para 2025, mas a Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos acredita que esse prazo possa ser encurtado graças ao interesse da Prefeitura em investir no ramal. O projeto inicial prevê 14 estações, espalhadas pelas zonas estritamente residenciais próximas da Praça Panamericana e por toda a extensão da Faria Lima. No mapa do Metrô, é possível ver que a futura linha tem tudo para ser polêmica, uma vez que passa por áreas valorizadas, como Jardim Europa e Jardim América.
O dinheiro da Prefeitura viria das contrapartidas pagas pelo mercado imobiliário da região da Operação Urbana Faria Lima para construir prédios acima do limite da lei de zoneamento. Como o Estado revelou há duas semanas, o prefeito Gilberto Kassab (sem partido) enviou um projeto à Câmara Municipal que prevê a emissão de mais 500 mil Certificados de Potencial Construtivo (Cepacs), títulos que permitem a construção de edifícios mais altos. Esses papéis devem render cerca de R$ 2 bilhões aos cofres públicos - no último leilão da operação, em 25 de maio de 2010, cada Cepac foi comercializado por R$ 4 mil, valor considerado baixo, pela demanda do mercado. Parte do valor arrecadado deve ir para a Linha 20 do Metrô, já que, por lei, esse dinheiro deve ser aplicado no perímetro da Faria Lima.
"Temos um sistema de transporte público que precisa ser aprimorado naquela região e estamos conversando para conseguir acoplar o desenvolvimento dessa linha à Operação Urbana", disse o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem.
Demanda. Outra alternativa que aumenta as chances de o ramal sair mais cedo é o interesse de investidores privados em fazer uma Parceria Público-Privada (PPP), mesmo modelo utilizado na Linha 4-Amarela. Segundo a reportagem apurou, a Prefeitura também articula essa possibilidade com o governo estadual.
O software de simulação de demanda do Metrô detectou que o novo ramal teria uma demanda diária média de 600 mil pessoas. "Nós achávamos que essa linha retiraria passageiros da Linha 9-Esmeralda de trens, que passa pela Marginal do Pinheiros. Mas isso não aconteceu, pois a demanda para essa nova linha é fortíssima", afirmou o secretário estadual de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. No futuro, a Linha 20-Rosa deve ganhar ainda uma extensão de 10,7 km até o bairro de Rudge Ramos, em São Bernardo, com mais sete estações.

SP quer Metroanel até 2030

Trem K07 do Metrô - Estação Corinthians-Itaquera
Fonte: O Estado de São Paulo / Revista Ferroviária


Hoje com 62 estações, o Metrô de São Paulo quer chegar até 2020 com mais que o dobro de paradas, exatas 161. A rede, historicamente criticada por não dar conta de uma megalópole de 11 milhões de moradores, passaria então de atuais 70,6 km para 184,2 km de extensão, quase o mesmo índice de cidades como Tóquio e Cidade do México. Os novos ramais subterrâneos e os trechos de superfície que estão sendo planejados pelo governo estadual farão com que a Região Metropolitana ganhe até um "Metroanel" em 2030, ligando os ramais e criando um mapa metroferroviário muito parecido com o das grandes metrópoles mundiais.
Os projetos estão no plano estratégico de investimentos do Metrô, obtido pelo Estado, chamado pelos técnicos de "Expansão 2020". Esse estudo detalha todas as novas linhas já programadas, os ramais em estudo e a integração com outros meios de transporte. Até o fim de 2014, último ano da gestão Geraldo Alckmin (PSDB), R$ 27,4 bilhões serão investidos nas Linhas 5-Lilás, 15-Branca, 17-Ouro, 4-Amarela e 18-Bronze. Além delas, o governo estadual já enviou para a Assembleia Legislativa o detalhamento para a construção de duas novas linhas, a 20-Rosa (que vai ligar a Lapa, na zona oeste, ao bairro de Moema, na zona sul) e a chamada 19-Celeste (que ultrapassará os limites entre municípios e ligará a Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul, a Guarulhos).
Para além desse período, o Metrô já conta com estudos preliminares para a construção de diversos novos ramais e trechos, como a Linha 23-Preta, que pretende ligar o Pari, no centro, a São Miguel Paulista, na zona leste, e a Linha 21-Roxa, da Vila Prudente, na zona leste, a Cachoeirinha, na zona norte. Se todos os planos saírem do papel, São Paulo passaria a ter 76 pontos de conexão para os passageiros, contra apenas dez atuais. Há também planos para a criação da Linha 16, chamada de Arco Norte, que ajudaria a criar um ramal circular para ligar boa parte da rede metroferroviária.
"Seria uma espécie de Circle Line (linha circular), como a que existe em Londres, fazendo um círculo e unindo todas as outras linhas", diz o arquiteto e urbanista Alberto Epifani, gerente de Planejamento e Integração de Transportes Metropolitanos do Metrô. "A ideia é que a rede abarque realmente a Região Metropolitana. Pelos nossos estudos atuais, esses seriam os melhores investimentos a serem feitos no metrô."
Prioridades. De acordo com Epifani, os projetos até 2015 estão garantidos do jeito que estão detalhados no estudo "Expansão 2020". Para os outras linhas, novas projeções de demanda serão feitas no ano que vem, o que pode alterar detalhes e prioridades. "Não vai mudar muito o que está sendo planejado até 2020 e 2030, o que vai mudar é aumentar a prioridade de uma linha ou outra", explica. "Ainda vamos aferir as nossas pesquisas de origem e destino para saber a necessidade dos usuários. Se muda a economia, pode cair o custo de deslocamento, o que muda também a nossa projeção. Mas a intenção, o ideal para a Região Metropolitana, seria isso que está no estudo da expansão."
O Metrô também aponta em seu plano de investimentos os novos prazos de entrega dos trechos que estão atualmente em construção - isso se nenhuma ação judicial ou acidente atrasar o cronograma. Em 2013, o governo estadual espera entregar a Linha 5-Lilás até a Estação Adolfo Pinheiro e a expansão da Linha 2-Verde (conhecida como Linha 15-Branca) da Vila Prudente até a Estação Oratório.
Para 2014, essa mesma Linha 15-Branca chegará até São Mateus e o monotrilho da Linha 17-Ouro vai ligar o Morumbi a Congonhas. Já para 2015, a Linha Lilás será estendida até a Chácara Klabin e a Linha 18-Bronze vai levar da Estação Tamanduateí até o Paço Municipal de São Bernardo do Campo. "A não ser que aconteça algo fora do nosso planejamento, esses ramais estão garantidos", diz Epifani.
A gestão Alckmin também quer encaminhar o início da construção da Linha 6-Laranja, que vai da Estação São Joaquim, já existente na Linha 1-Azul, a uma futura estação em Brasilândia, na zona norte. No estudo do Metrô, já há a intenção de ampliá-la até a Rodovia dos Bandeirantes e à Cidade Líder, na zona leste.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sé ficará menos cheia com abertura de Luz e República

Estação Luz - Linha 4-Amarela (Foto de Ernesto Rodrigues)
Fonte: Jornal da Tarde

Estação da Sé, 18h. Mesmo quem não frequenta o lugar regularmente sabe o que vai encontrar lá nesse horário: multidão, filas, empurrões, trombadas e vagões lotados. O Metrô acredita, porém, que os passageiros sentirão menos desconforto daqui um mês. A inauguração das estações Luz e República, da Linha 4-Amarela, prevista para o fim de setembro, deve fazer com que o número de pessoas que passam pela Sé caia até 20%.
O Jornal da Tarde visitou as duas novas estações na quinta-feira, dia 11, e encontrou operários trabalhando nos últimos detalhes de acabamento. Os terminais seguem o padrão de outros prédios da Linha 4. Na Luz, os arquitetos optaram por aproveitar a iluminação natural. Os parapeitos e as laterais das escadas rolantes são de vidro, o chão é claro e paredes e vigas foram revestidas com cerâmica colorida.
A partir das inaugurações, a quantidade de passageiros da Linha 4 deve subir quase quatro vezes – de 190 mil pessoas por dia para cerca de 700 mil. Parte dessas pessoas sairá das demais linhas. Na Sé, é como se um a cada cinco passageiros deixasse de passar por lá. A mesma redução deve ser notada nas estações Paraíso e Ana Rosa, que permitem baldeação entre as linhas 1-Azul e 2-Verde. Já na Consolação, que liga as linhas Verde e Amarela, o movimento pode cair 33%, diz o Metrô.
“A sobrecarga no metrô de hoje se origina na falta de outras linhas. A abertura de novos trechos, como a Linha Amarela, vai reduzindo a concentração de pessoas nos ramais já existentes, principalmente onde há baldeação, pois as pessoas encontram outros caminhos para seus trajetos”, avalia o professor de engenharia Creso de Franco Peixoto, da Fundação Educacional Inaciana (FEI).
Passageiros que aguardavam a chance de entrar em um trem na plataforma sentido Corinthians-Itaquera da Sé na sexta-feira, por volta das 18h15, receberam a notícia com descrença. “Espero que diminua mesmo (o número de passageiros na estação), porque do jeito que está, fica difícil aguentar pegar esse metrô todo dia”, reclamou a auxiliar de escritório Marina de Jesus Silva, de 26 anos, que esperou quatro trens para entrar.
Marina trabalha em um escritório perto da Avenida Paulista, região central, e mora na Vila Matilde, zona leste. Hoje, pega o metrô na Brigadeiro (Linha 2), faz baldeação no Paraíso (para entrar na Linha 1) e na Sé, de onde segue pela Linha 3. A partir do fim de setembro, ela poderá ir até a Consolação, pegar a Linha 4 até a República e seguir até a Vila Matilde.
“O Metrô está ganhando cara de rede. Vai ocorrer uma melhor distribuição da demanda”, afirma o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Metrô (Ameaesp), José Geraldo Baião. O dia de setembro em que as estações Luz e República serão inauguradas ainda não foi definido. Quando os terminais forem abertos, a Linha 4 passará a funcionar em horário comercial, das 4h40 à meia-noite – atualmente, os trens param de rodar às 21h.

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