quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Estações Luz e República, da Linha 4, serão inauguradas dia 15

Fonte: Folha de São Paulo
Imagem: Alexandre Pisciottano

As estações República e Luz da linha 4-amarela do metrô de São Paulo serão inauguradas no próximo dia 15, uma quinta-feira.
Elas serão as últimas da primeira etapa da linha 4, que funciona atualmente do Butantã à avenida Paulista.
A data de abertura das duas estações foi confirmada pelo Palácio dos Bandeirantes, após ter sido citada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em entrevista ao "Programa do Jô", da TV Globo.
As novas paradas devem provocar um aumento significativo do número de passageiros na linha 4, porque, na prática, permitirão a integração com as linhas 1-azul (Luz) e 3-vermelha (República).
A expectativa é que a demanda atual de 190 mil usuários por dia mais que dobre ainda em 2011 e, no ano que vem, alcance 700 mil por dia.
Com a entrega de Luz e de República, a linha 4 ganha 3,7 km e passa a totalizar 9 km, com seis estações.
O governo Alckmin também já havia anunciado anteriormente que, até 30 de setembro, a linha 4 passaria a funcionar em horário completo, das 4h40 à 0h, inclusive aos finais de semana. Atualmente ela fecha às 21h.
O Metrô informou que não há definição se essa ampliação ocorrerá já no dia 15.
A Folha apurou que técnicos cogitam aumentar a hora de funcionamento para a 0h só nas quatro estações já entregues --Butantã, Pinheiros, Faria Lima e Paulista.
Nas semanas seguintes, havia a ampliação total.

Editoria de Arte/Folhapress
 
SEGUNDA FASE
A conclusão da primeira etapa da linha 4 ocorrerá com três anos de atraso. A obra ficou marcada pela cratera da estação Pinheiros, em 2007.
Até 2014 é prevista a construção da segunda fase da linha 4 do metrô, com mais quatro estações (São Paulo-Morumbi, Fradique Coutinho, Oscar Freire e Higienópolis-Mackenzie), num total de 12,8 km de extensão.
A linha 4 é a primeira da rede metroviária paulista operada pela iniciativa privada --pela ViaQuatro.
As novas estações da linha 4 devem ter impacto no restante do sistema, já que permitirá novas integrações.
A estação Sé tende a esvaziar um pouco, a Luz deve ganhar importância e parte da linha 2 poderá ter maior lotação.
As estações República e Luz começaram a ser construídas ainda em 2005.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Usuários da Linha 4-Amarela já reclamam de lotação

Plataforma da Linha 4-Amarela, dias depois da inauguração. Hoje, já sofre com lotação nas plataformas e trens.


Fonte: G1
Imagem: Diego Silva

Passageiros da Linha 4-Amarela do Metrô reclamam da superlotação dos trens, como aperto, demora e falta de organização. De acordo com o diretor de operações do Metrô, Mário Fioratti Filho, a interligação da Linha 4 com as estações Luz (Linha 1-Azul) e República (Linha 3-Vermelha), fará uma redistribuição dos passageiros.
“Isso facilitará muito e diminuirá a lotação nas estações Luz, Sé e Paraíso. Além disso, teremos investimento pesado na modernização de todo o sistema”, diz Fioratti Filho. O Metrô de São Paulo transporta quase 4 milhões de passageiros por dia.
Na Linha 4-Amarela, que transporta cerca de 190 mil passageiros por dia, quem chega na Estação Paulista facilmente tromba no corredor com os passageiros que vêm da Estação Consolação, da Linha 2-Verde. Com a interligação com a Estação Pinheiros da CPTM, inaugurada em maio deste ano, aumentou também o movimento de passageiros pela linha, principalmente nos horários de pico.
Segundo o diretor de operações, o problema da interligação na Estação Paulista é temporário. “Enquanto não chegamos com a Linha 4 até as estações República e Luz, temos esse trânsito de pessoas entre as estações Paulista e Consolação. Com a inauguração desse trecho central, que será feito no mês de setembro, esse cruzamento de fluxo será praticamente eliminado”, afirma.
Até que o trecho central não seja inaugurado, o Metrô afirma que a orientação do público está sendo feita com a ajuda de agentes de segurança. “Para que possamos conduzir corretamente a população de um jeito tranquilo, sem nenhum conflito”.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Luz e República, da Linha 4-Amarela, farão Metrô crescer 6,8 %

Fonte: Jornal Destak
Imagem: Alexandre Pisciottano

A rede de metrô da capital deverá ganhar cerca de 223.849 mil usuários ao dia com a inauguração das estações Luz e República da Linha 4 - Amarela, prometidas para setembro, o que representa 6,2% do total atual.
Atualmente, a média diária é de 3.614.833 usuários, conforme dados de agosto fornecidos pelo metrô. Esse número poderá subir para 3.838.833, conforme projeções feitas pelo professor Samy Dana, da Escola de Economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), e pelo analista da Consultoria Júnior de Economia da mesma fundação, João Gabriel Viol, a pedido do Destak.
A projeção foi feita com base no histórico dos últimos cinco anos de passageiros transportados e a quantidade de rede aberta desde janeiro de 2010 (estações das linhas 2 - Verde e 4 - Amarela).
Esses cálculos apontaram que, em média, para cada km de expansão das linhas de metrô abertas desde o início do ano passado, cerca de 52.298 pessoas a mais passaram a usar o serviço diariamente.
Procurado, o Metrô não comentou os dados alegando que não faz projeções de média diária de passageiros transportados nem de quanto cada km acresce na demanda universal.
Após a abertura de Luz e República, recordes em um único dia devem acontecer rapidamente. Projeções dão conta de que a média diária de passageiros deve variar de 3.758.197 a 3.971.538. O último recorde em um único dia foi na sexta-feira anterior ao Dia dos Pais, 12 de agosto: 4.150.447 passageiros.

Capacidade X impacto

Atualmente, são 70,6 km de linhas de metrô. Após Luz e República serão 73,4 km. O trajeto já aberto (da Paulista até o Butantã) carrega um total de 190 mil passageiros e terá capacidade de atender mais de 700 mil pessoas.

Essa demanda não representará diretamente impacto no crescimento absoluto da média de usuários transportados ao dia. Isso ocorre porque muitos usuários que realizavam um trajeto poderão simplesmente trocá-lo por outro mais conveniente.

Governo quer concluir todo o ramal até 2014

A abertura das estações Luz e República - ainda sem dia exato para ocorrer - marcará o fim do primeiro trecho da linha.
A intenção do governo estadual é concluir a Linha 4 - Amarela até 2014. Para isso, ainda precisa concluir o ramal até Vila Sônia e as estações intermediárias (Fradique Coutinho, Oscar Freire, Higienópolis-Mackenzie e São Paulo-Morumbi, além da própria Vila Sônia).
O governo estadual já anunciou que quer prolongá-la em ambas as pontas. Rumo ao oeste, ela deverá seguir até Taboão da Serra (Grande São Paulo). No centro e na zona leste, ela poderá incluir paradas em locais como o Pari.
Atualmente as estações Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã operam das 4h40 às 21h. Após a inauguração de Luz e República, elas funcionarão até meia-noite.

domingo, 28 de agosto de 2011

Metrô recebe o 5º trem modernizado

Por Diego Silva

O Metrô recebeu seu quinto trem modernizado. Trata-se do K24, antiga composição 324 da Linha 3-Vermelha, que foi enviado para a reforma há cerca de seis meses. A composição, assim como seus antecessores 301 e 307, recebeu nova máscara facial, ar-condicionado, reforço estrutural, novos equipamentos e itens de segurança. O contrato de reforma dos trens do Metrô foi fechado em meados de 2010, quando as primeiras composições já seguiram para suas respectivas reformas. São quatro lotes de empresas que irão modernizar toda a frota de 98 trens das linhas 1-Azul e 3-Vermelha. Dos cinco primeiros trens modernizados, dois já estão em circulação, ambos da Frota K (unidades 01 e 07), na Linha 3-Vermelha, tendo sido aprovados pela população. A reforma de todos os 98 trens deverá ser finalizada até o final de 2013. Nesse espaço de tempo, o Metrô adquiriu 16 novos trens para a Linha 2-Verde (Alstom Frota G), e outros 16 novos trens para as Linhas 1-Azul e 3-Vermelha (CAF Frota H).

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

SMS-Denúncia já recebeu mais de 26 mil mensagens

Fonte: Metrô

O serviço SMS-Denúncia se mostra uma importante ferramenta para garantir a segurança dos usuários do Metrô. De 26 de janeiro até 22 de agosto deste ano, o Centro de Controle de Segurança da Companhia recebeu 26.503 mensagens de celular. Por dia, em média, chegam 125 SMS.
Com o passar dos meses, foi possível notar um salto nos números desse canal de atendimento. Em fevereiro, o sistema computou 2.914 torpedos. Já em julho, foram 4.865, um aumento de 66%.
As denúncias por parte dos usuários variam bastante, mas algumas delas se repetem com maior frequência: 16% dos SMS referem-se a comércio irregular, 13% relatam presença de pedintes, 10% informam comportamento inadequado nas estações e trens (como pés no banco, bagunça e exagero no namoro) e 7% reclamam do volume alto em aparelhos sonoros.
O objetivo da iniciativa é facilitar a comunicação entre quem usa o sistema metroviário e a equipe de segurança, um modo de estimular a colaboração no combate a condutas ilícitas ou que possam perturbar terceiros.
Para denunciar, o procedimento é simples. Basta enviar uma mensagem de texto para o número do “SMS-Denúncia – (11) 7333-2252”. Não esquecer de informar as características do infrator, a linha em que se encontra, o número do carro, em qual sentido está o trem e a próxima estação. O serviço funciona 24 horas por dia e garante anonimato.
Além do SMS, é possível relatar problemas na Central de Atendimento ao Usuário, que atende no telefone 0800-77077222, todos os dias, das 5h30 às 23h30.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

TAM abre lojas em estações de Metrô

Fonte: IG
Imagem: Google

A TAM Linhas Aéreas informou há pouco a abertura de um ponto de venda de passagens no metrô de São Paulo, na estação Corinthians-Itaquera. De acordo com a companhia, o atendimento ao público é feito durante toda a semana das 9 horas às 21 horas.
A TAM planeja abrir mais dois quiosques no metrô na primeira quinzena de setembro, nas estações Ana Rosa e São Bento.
Por meio de comunicado, a TAM lembra que iniciou há um ano, em agosto do ano passado, o seu projeto de varejo com o objetivo de aumentar as vendas de passagens entre os consumidores da classe C. Como parte desse plano, naquela época a companhia iniciou vendas em três lojas das Casas Bahia.
Em janeiro, a TAM passou a vender passagens em mais três unidades das Casas Bahia. Em março, a Gol Linhas Aéreas foi a primeira companhia aérea brasileira a vender passagens aéreas no metrô de São Paulo.
A empresa abriu quiosques nas estações Sé, Luz e Itaquera e fez uma promoção de bilhetes a R$ 10 o trecho de volta.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Linha 18 (Metrô do ABC) vira VLT e deve retirar ônibus

Fonte: Infoextra

A chegada do VLT (Veículo Leve sobre Trilho) ao ABC, prevista para 2014, impactará de forma positiva no trânsito. Em São Bernardo, o prefeito Luiz Marinho afirma que o novo meio de transporte irá reorganizar os modais e, consequentemente, eliminará o trajeto dos ônibus na rua Jurubatuba e na Faria Lima, vias da região central que apresentam altos índices de congestionamento, pois os sistemas se “abastecerão”. 

“O nosso modelo de transporte está ultrapassado. Vamos fazer corredores de ônibus e o metrô poderá ser essa linha que fará a ligação dos lados da cidade sem precisar ter todas as linhas passando pela Faria Lima e pela Jurubatuba”, disse Luiz Marinho nesta sexta-feira (19/08) durante sessão solene do aniversário de 458 anos da cidade realizada na Câmara. 

Marinho não deu detalhes, mas revelou estudar um projeto também para equacionar o gargalo constatado no trânsito na saída da via Anchieta que dá acesso ä avenida Dr. Rudge Ramos, na região da Faculdade de Engenharia Mauá. 

VLT 
O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que passará por São Caetano, Santo André e São Bernardo percorrerá, na primeira etapa, 12 estações no ABC na mesma velocidade do metrô, ou seja, 90 KM/h. 

O traçado de 28 quilômetros de extensão deverá ter início no primeiro semestre de 2012 e partirá da estação Tamanduateí, em São Paulo. Ao todo, serão construídas 12 estações até o Paço de São Bernardo: Carioca, Goiás, Espaço Cerâmica, Estrada das Lágrimas, Rudge Ramos, Instituto Mauá, Afonsina, Fundação Santo André, Winston Churchill, Senador Vergueiro, Baeta Neves e Paço. A segunda parte do projeto, a ser realizada no segundo momento, ligará o centro de São Bernardo ao Alvarenga. 

2012 
Durante a sessão, o prefeito ouviu discursos que, mesmo sendo de integrantes de partidos opositores, mais pareciam afagos. Entre os oradores, estavam Hiroyuki Minami (PSDB) e Miranda da Fé (PPS). “Faz parte do que a cidade respira. É a unidade ancorada nas obras e na qualidade do governo. Isso facilita a interação”, disse Luiz Marinho. “Porém não significa que eu não espero ter oposição (na eleição de 2012)”, completou. 

Expansão do Metrô poderá levar mais de 30 anos

Fonte: Rede Brasil Atual
Imagem: Diego Silva

O metrô de São Paulo expande-se de forma lenta e equivocada, aponta o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres Junior.  Ao 'esticar linhas', sem criar conexões, a ampliação do metrô aumenta a superlotação e o risco de acidentes. 'O Metrô vem de um atraso de décadas que, somado a mais gente no sistema e à expansão lenta, cria superlotação. O que aumenta mesmo são os problemas', critica.
Com o corte de investimentos na expansão do sistema no primeiro semestre, Altino calcula que o governo do estado de São Paulo pode levar mais de 30 anos para atingir a meta de 200 quilômetros de vias. Entre 2008 e 2010, a gestão estadual utilizou 37% a menos da verba disponível para a Companhia do Metropolitano de São Paulo. Nesse período, dos R$ 9,58 bilhões previstos, foram gastos R$ 5,95 bilhões, segundo o Sistema de Informações Gerenciais da Execução Orçamentária (Sigeo). Para os seis primeiros meses deste ano, o orçamento do estado previa investimentos de R$ 3 bilhões. O governo empenhou R$ 1,2 bilhão, mas não chegou a concretizar nenhum pagamento.
Na ponta do lápis, se o governo estadual mantiver o ritmo de ampliação atual das linhas em 2,35 quilômetros por ano, de acordo com relatório do próprio Metrô, a previsão de Altino é otimista, porque seriam necessários aproximadamente 55 anos. Atualmente, esse modal de transporte na capital paulista est[a perto de completar 70 quilômetros de vias.
Com os congestionamentos no trânsito da cidade cada vez maiores, o sindicalista prevê o metrô cada dia mais inchado. 'Não há alternativa: ônibus e carro são piores', critica. 'O problema é que começa a cair a qualidade'. Na sexta-feira 12 de agosto, o metrô atingiu a marca de 4,1 milhões de passageiros, recorde de usuários num único dia.
Além da falta de investimentos, o metroviário aponta falhas no planejamento das linhas. Segundo ele, faltam conexões. 'A Linha 4-Amarela, por exemplo, não é eficiente, porque só ampliou a entrada e continuam existindo poucas saídas. Quem vem da zona leste continua sem ter alternativa para ir à avenida Paulista, por exemplo. A única via de integração passa pela Estação Sé, detalha.
A Linha 5-Lilás já teve aumento de quase 100% no fluxo de passageiros, informa Altino. Dos 130 mil passageiros diários no início, o atendimento passou para 250 mil. Além disso, a linha continua desconectada de outras do próprio sistema. A única conexão é com a Linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Acidentes
A lotação cada vez maior, segundo Altino, aumenta a insegurança nos trens. 'Agressões sexuais são favorecidas pela superlotação. Também cresceram os acidentes em escadas e o empurra-empurra. '
As falhas nos trens também tendem a aumentar, diz. 'Em relação à manutenção, o metrô funciona como carro: quanto mais lotado maior o desgaste', explica. A frequência de manutenção preventiva, analisa, não é suficiente diante dos novos números. 'Não chega a haver risco, mas com o número de passageiros cada vez maior, seria necessário mais manutenção'.
Novas máquinas colocadas em operação no sistema também preocupam. 'Já chegaram com problemas' diz. 'O Caf (os novos trens são chamados pelo nome da empresa que os fabrica) é mais alto que o normal e fica acima da plataforma', relata. Apesar de a empresa ter rebaixado os carros no limite, os trens ainda estão em desacordo com o nível das plataformas, dificultando o acesso de cadeirantes, por exemplo. 'Compraram os trens com padrão errado', denuncia.
O novo sistema de sinalização e gerenciamento das composições, chamado de CBTC (Controle do Trem Baseado em Comunicações, na sigla traduzida do inglês) é outra preocupação. 'Nos testes na linha 2 apresentou problemas'. O novo sistema permite aproximação maior entre os trens e redução dos intervalos. Mas se não estiver funcionando adequadamente aumenta a probabilidade de acidentes. Para o sindicalista o número de testes ainda é insuficiente para garantir a segurança do sistema. 'No metrô qualquer falha, por menor que seja, causa tumulto', alerta.

Atrás de México, Santigo e Buenos Aires
O metrô paulistano é tido como um dos mais modernos do mundo, mas o serviço poderia ser muito melhor se não fosse a lentidão com o que o governo do Estado investe no sistema, que começou a operar nos anos 1970 e possui 70 quilômetros de extensão divididos em sete linhas. A média diária de passageiros é de 3,4 milhões, sendo que a cidade tem quase 12 milhões de habitantes e o centro de uma Região Metropolitana com 20 milhões de pessoas.
A Cidade do México, centro de um conglomerado urbano com o mesmo número de habitantes, começou seu sistema metroviário na mesma época que o de São Paulo e já chegou a 202 quilômetros em suas 11 linhas.
A Grande Santiago, no entorno na capital do Chile, também inaugurou sua primeira linha em meados dos anos 1970. Com 6,6 milhões de habitantes, a cidade é servida por 105 quilômetros e cinco linhas de metrô, e deve chegar a 120 quilômetros em 2014.
Buenos Aires, na Argentina, começou a construir suas linhas subterrâneas no início do século 20. Hoje conta com 56 quilômetros em seis linhas, para uma população de 3 milhões de pessoas.


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Portas de plataforma podem demorar

Portas de plataforma em estação da Linha 4-Amarela
Fonte: Band

O Metrô de São Paulo ainda não tem prazo para instalar as portas nas plataformas das estações da Linha 3-Vermelha, a mais movimentada do sistema.
A Companhia do Metropolitano de São Paulo alega que a empresa que venceu a licitação passa por dificuldades financeiras e, por isso, corre o sério risco de quebra de contrato.
A necessidade das portas nas plataformas surgiu nas estações da Linha 4-Amarela, devido ao sistema driverless, no qual os trens não têm operador. No entanto, a ideia passou a ser aplicada também no ramal convencional.
Atualmente, além das estações em operação na Linha 4-Amarela, também contam com o dispositivo as estações Vila Prudente, Tamanduateí e Sacomã, da Linha 2-Verde.

Metrô já estuda levar a Linha 4 até o Pari

Fonte: Revista Ferroviária
Imagem: Autor desconhecido

Prevista para abrir no mês que vem, a Estação Luz não deverá ser o ponto final da Linha 4-Amarela do Metrô na região central de São Paulo. O governo do Estado já estuda prolongar o ramal um pouco para o leste, com o acréscimo de uma estação no Pari, bairro vizinho à Luz. O projeto inicial desse trecho - sugerido em antigos planos da rede - será feito em 2012.
Por enquanto, não existe previsão para o começo das obras, mas um túnel logo depois da Luz está pronto e poderia ser incorporado ao traçado. A estrutura, que termina em um poço de ventilação na Rua João Teodoro, foi construída pelo "tatuzão", equipamento responsável por escavar a maior parte da Linha 4.
Segundo o Metrô, ainda não é possível definir se esse túnel será usado na extensão da linha. O que se sabe é que ele servirá para manobrar e estacionar trens.
A possibilidade de ter uma estação de metrô perto de casa anima Yara da Mata, secretária da Associação dos Moradores, Comerciantes e Amigos do Brás, Pari e Canindé. "Aqui a gente tem de ir até a Estação Brás ou a Tiradentes. Até lá, de ônibus, às vezes leva meia hora, porque o trânsito no bairro vive parado."
Ela diz que há alguns anos ouviu sobre a intenção de se estender o metrô até o Pari. "Houve até um estudo e, pelo que disseram, a estação ficaria no antigo pátio da Rede Ferroviária Federal, onde hoje está a Feira da Madrugada, no final da Rua Oriente. A ideia era magnífica, só que, depois, ninguém mais tocou no assunto."
O Metrô não informou se há algum ponto sondado para instalar a futura estação. Mas, sobre o traçado do prolongamento da Linha 4 até o Pari, a estatal divulgou que ele será definido "nos próximos meses", quando for elaborado o projeto funcional.
O diretor da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Rogério Belda, explica que a Estação Pari poderá atender moradores de bairros do setor nordeste da cidade, como Vila Maria e o Parque Novo Mundo, que hoje dependem principalmente da Linha 1-Azul. "Será uma alternativa importante."
No mapa de linhas do Metrô previstas para o futuro, a Estação Pari da Linha 4 aparece interligada à Linha 19-Celeste, que conectará a zona sul da capital ao Parque Cecap, em Guarulhos, na Região Metropolitana.
A outra ponta da Linha 4, que originalmente acabaria na Estação Vila Sônia, também deverá ser expandida. O estudo para a ampliação até Taboão da Serra, na Grande São Paulo, já se tornou promessa de governo, apesar de as cinco estações da segunda fase do ramal sequer terem sido entregues.
Inaugurações
O sistema de metrô de São Paulo deverá ficar quase dois anos sem inaugurações depois que as Estações Luz e República, na Linha 4-Amarela, forem entregues, em setembro. Embora o cronograma esteja sujeito a adiantamentos ou atrasos, a projeção atual é de que só no fim do primeiro semestre de 2013 a rede ganhe sua próxima extensão, com a abertura da Estação Adolfo Pinheiro, na Linha 5-Lilás, zona sul.
Também para 2013 - neste caso, o segundo semestre - está previsto o trecho inicial de 2,9 km do monotrilho que é tratado pelo Metrô como o prolongamento da Linha 2-Verde, com as Estações Vila Prudente e Oratório, na zona leste.
Em 2014, devem sair do forno as Estações Higienópolis-Mackenzie, Oscar Freire, Fradique Coutinho, São Paulo-Morumbi e Vila Sônia, da Linha 4-Amarela.

domingo, 21 de agosto de 2011

Linha 4-Amarela irá abrir espaços comerciais

Fonte: G1
Imagem: Divulgação

Em São Paulo, a nova linha do metrô abre espaços comerciais. Hoje, ter uma loja instalada numa estação significa ter ponto estratégico para um público alvo definido. Os passageiros, na maioria das vezes, compram por impulso.

São 3,7 milhões de usuários por dia no metrô de São Paulo. Montar um pequeno negócio no local é a chance de começar pensando grande. Afinal, esse é ou não o sonho de qualquer empresário: um exército de consumidores em frente da loja, fazendo fila para comprar?

O metrô de São Paulo tem hoje 62 estações. Nelas, há negócios de todos os tamanhos e tipos. Vendem roupas, livros, bijuterias, relógios, sapatos e lanches rápidos. “Essas lojinhas estão em um ponto estratégico. A gente chega de metrô, vai pegar o ônibus, para para um lanchinho rápido, né?”, diz Cinthia Bettoi Pais, professora.
Mas nem sempre consumidor passando na frente é igual a venda. É preciso dar um empurrãozinho para ele entrar. A dica de uma loja de bolsas e sapatos é pendurar produtos bem na frente e caprichar na iluminação da vitrine.

Quem quiser ter um negócio no metrô precisa participar de uma licitação pública. Os editais são publicados pelos jornais de grande circulação, no Diário Oficial Empresarial e no sitewww.metro.sp.gov.br.

A proposta a ser encaminhada deve partir dos preços mínimos estabelecidos pelo metrô. Os aluguéis variam, conforme o tamanho do espaço e a estação. Uma pequena máquina de autoatendimento paga a partir de R$ 800 por mês. Uma loja de quatro metros quadrados custa a partir de R$ 2.100.

O metrô recebe as propostas lacradas e faz a abertura em data marcada, na presença dos interessados. É como um leilão, ganha quem oferece o maior valor. “E esse aluguel é versátil. A pessoa pode participar de uma licitação, e assinar um contrato de dois anos, renováveis por mais dois anos. Mas ela também pode obter uma carta de autorização de uso para ficar um mês, às vezes até 24 horas para fazer algum evento numa estação”, afirma Sérgio Avelleda, presidente do Metrô.

Mas para a nova linha Amarela, que está sendo inaugurada, não há necessidade de licitação. A negociação é direta com a concessionária do percurso, a Via Quatro. A preferência é por produtos práticos e baratos.
“Então é um negócio que seja de rápido acesso, semi-pronto. Então um pão de queijo, um café. Também pode ser uma revista, um livro ou algo que permita ele deixar de manhã e pegar de tarde, exemplo de lava roupa, fazer ajuste em uma determinada roupa, concertar um sapato, coisa dessa natureza”, afirma Luis Valença, diretor da Via Quatro.
Quem já montou um negócio no metrô, nem pensa em sair. Uma loja de noivas, por exemplo, apostou com tudo no espaço. De um lado, a loja fica em frente a uma rua. Dentro, continua por toda a estação. Na verdade, a empresa alugou e uniu cinco lojas numa só, e fez uma das maiores vitrines que já se viu no metro. São 30 metros quadrados de extensão, até chegar ao outro lado da estação, que dá para outra rua. É visibilidade para todos os lados, e a empresa não precisa nem fazer muita propaganda do negócio, é só caprichar na vitrine, que consumidor passando e olhando, tem o dia inteiro.
O empresário Caio Capelletti montou a loja de noivas em 2005. Ele mostra que o campo de visão é estratégico. “Nove a cada dez pessoas que sobem as escadas viram à direita, e aí elas tem a visão da minha vitrine. Um ponto totalmente estratégico”, diz.

Com a loja no metrô, o empresário fez um golaço nos concorrentes que ficam numa famosa rua de noivas a três quarteirões do local. “Com essa loja, nós somos os primeiros a poder mostrar nossa qualidade e nosso produto para as noivas”, diz. A loja fatura R$ 90 mil por mês.

“A gente já desce do metrô e já tem acesso à loja, não precisa procurar estacionamento nem precisa vir de carro porque o metrô facilita”, diz a consumidora Rosana Pereira da Silva.

Também é possível alugar espaços inteiros na rua, que ficam do lado da estação e pertencem ao metrô. É o caso da estação República, no centro, onde a empresária Cinthia Capela montou uma loja de bijuteria. Cyntia paga aluguel alto, de R$ 8.530 por mês, mas garante que vale a pena. “Você tem uma garantia muito alta de retorno de investimento, porque gente passando na frente da sua loja você vai ter sempre”, diz.

Segundo a empresária, o publico de metrô tem pressa. Por isso, ela investe em atendimento. A loja tem cinco funcionárias treinadas para atender com rapidez. “Você tem que investir muito em qualidade de atendimento, em rapidez de atendimento, porque senão a pessoa desiste da compra, mesmo porque ela vai comprar ou indo para o trabalho, ou voltando, ou na hora de almoço”, diz.

Hoje, o metrô de São Paulo tem 81 lojas abertas. Até 2014, serão inaugurados mais 200 pontos comerciais em novas estações. Oportunidade para bons negócios com público certo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Metrô já recebe 4 milhões de usuários

Fonte: Revista Ferroviária / O Estado de São Paulo
Imagem: Divulgação

Cada vez mais cheio, o Metrô de São Paulo bateu o número de 4 milhões de passageiros transportados diariamente. Na sexta-feira da semana passada, 4.150.447 pessoas usaram o sistema, um recorde histórico. O número leva em conta todas as linhas da rede, inclusive a 4-Amarela, que é administrada pela concessionária ViaQuatro. Nos primeiros meses do ano, a média diária era de 3,7 milhões.
E se plataformas e trens já estão lotados, a previsão do governo do Estado é que a quantidade de usuários cresça ainda mais a partir do mês que vem, quando começam a funcionar as estações de integração República e Luz da Linha 4. O diretor de Operações do Metrô, Mário Fioratti Filho, atribui o grande volume registrado há uma semana ao Dia dos Pais. "Muito provavelmente, houve um movimento maior na região central em função do comércio", disse.
Além disso, segundo ele, a demanda voltou a crescer após as férias do meio do ano - quando o uso da rede naturalmente diminui -, período em que o sistema não sofreu todo o reflexo da ampliação do horário da Linha 4 até as 21h, no fim de junho. Antes, o ramal funcionava apenas até as 15h, o que não abrangia o horário de pico da tarde.
O recorde anterior ao de sexta-feira passada havia sido registrado no dia 8 de outubro de 2010, também uma sexta-feira, véspera do fim de semana prolongado do Dia da Criança. Na ocasião, segundo o Metrô, 3,91 milhões de passageiros foram transportados nas quatro linhas gerenciadas pelo Metrô (Linhas 1,2, 3 e 5).
Naquela época, a Linha 4-Amarela, com uma extensão menor do que a atual e operando só até o meio da tarde, transportava relativamente poucos usuários, não causando tanto impacto no restante da rede. Por isso, o número de passageiros não foi levado em conta.
Queixas
Quem anda todo dia de metrô está descontente com a falta de conforto. "No começo da manhã e no fim da tarde é muito aperto para conseguir entrar no vagão. E o trem está parando muito entre as estações, deixando a viagem lenta", diz a bancária Paola da Glória Barros, de 24 anos, que diariamente usa a Linha 3-Vermelha.
A auxiliar de limpeza Gianny Campos, de 39 anos, também reclama. "Acho um absurdo pagar R$ 2,90 pelo serviço e ter de esperar três trens para poder embarcar", diz. Na opinião do vendedor Ricardo Batista, de 34 anos, a organização dos passageiros nas plataformas lotadas deveria ser um pouco melhor. "Do jeito que está é um empurra-empurra entre os que saem e quem está entrando no trem."
Alguns trechos das linhas 1-Azul e 3-Vermelha chegam a ter oito pessoas por metro quadrado no interior dos trens nos horários de pico, limite considerado aceitável pelo próprio Metrô. Na Linha 2-Verde, entre as Estações Paraíso e Brigadeiro, em alguns momentos do dia a lotação é de 7,2 passageiros por metro quadrado.
Segundo o Metrô, a situação deve melhorar a partir do fim do ano na Linha 2, quando um novo sistema de sinalização e operação de trens, o CBTC, entrar em operação. Ele possibilitará um intervalo menor entre as composições, deixando as estações menos lotadas nas horas do rush. Essa inovação será levada para as Linhas 1 e 3 no segundo semestre do ano que vem.
Crítica
O rápido crescimento do número de passageiros transportados pelo metrô acontece porque a potencial demanda é grande e a rede demora para se expandir, avalia Altino de Melo, presidente do Sindicato dos Metroviários.
"Enquanto não criarem mais linhas e novas conexões entre elas a curto e médio prazo, o metrô vai superlotar e bater um recorde atrás do outro", diz o sindicalista. Para ele, os investimentos do governo do Estado na ampliação da rede deveriam ser maiores.
Para lembrar: Conexões vão desafogar a Sé
A inauguração das conexões da Linha 4-Amarela nas Estações Luz e República, respectivamente das Linhas 1-Azul e 3-Vermelha, deve reduzir em 20% o número de passageiros que passam diariamente pelas plataformas da Sé, Paraíso e Ana Rosa.
Também espera-se que o movimento caia 33% na Estação Consolação, da Linha 2-Verde. Nos últimos meses, a ampliação do horário da Linha 4-Amarela fez crescer o número de passageiros dessa estação. Agora, com as novas conexões, os usuários não precisarão fazer a baldeação na Consolação se quiserem chegar às Linhas 1 e 3. Por outro lado, o número de passageiros transportados na Linha 4 deverá subir quase quatro vezes - de 190 mil pessoas para cerca de 700 mil por dia.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Carros do Metrô não terão mais divisórias

Fonte: O Estado de São Paulo


Vai ficar um pouco mais fácil encontrar espaço dentro dos trens lotados da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), a partir de 2013. Os novos trens que estão sendo adquiridos para todo o sistema serão como os que servem a Linha 4-Amarela desde o ano passado, sem divisórias entre os carros. Desta forma, um passageiro poderá deslocar-se por toda a composição em busca de lugar.
Haverá 41 trens circulando com essa característica nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 5-Lilás - esta última deve ser a primeira a receber as unidades. Desde os anos 1970, até hoje, o metrô nunca operou trens com essa característica, bastante comum no exterior. A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) tem composições (algumas delas bastante antigas) que permitem a migração entre os carros, como na Linha 12-Safira, ligando o Brás a Poá.
Segundo o edital lançado para a compra de 15 desses trens, as composições terão capacidade para 2,2 mil passageiros, ou seja, mais do que os 2 mil que podem ser levados em cada uma das composições mais recentes da Linha 2. Diferentemente dos 14 trens sem divisória da Linha 4, as composições que vão passar a circular nos próximos anos no restante do sistema continuarão sendo operadas por condutores.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Metrô vai testar comunicação sonora bilíngue; conheça as novas vozes

Fonte: Agência Estado / Portal Via Trolebus

O Metrô de São Paulo deve começar até o início de 2012, os testes para a implantação da comunicação sonora bilíngue em todo o sistema.

O projeto deverá facilitar a vida do viajante estrangeiro que se desloca pela cidade por meio do transporte público. Nossa cidade continua sendo a principal porta de entrada no Brasil, tendo dois milhões de chegadas de estrangeiros só em 2010.

Doni Littieri, Doni Littieri, de 40 anos, locutor profissional - uma das vozes oficiais da programação da Globo, e titular de programa matinal na Rádio Antena 1. Ana Martins, de 29 anos, locutora do Programa do Gugu, da Record, e também âncora de programação matinal, na 89 FM. São ouvidos, diariamente, por milhares de pessoas por minuto, em rádios e TVs da capital.

Desde outubro de 2009, e cada vez mais nos últimos tempos, são ouvidos também por outro tipo de público - pessoas apressadas, cerca de 1,5 milhão todos os dias, em viagens por trens e estações do Metrô de São Paulo. Doni Littieri e Ana Martins são donos das vozes dos anúncios eletrônicos das novas composições do Metrô, que ressoam em 15 trens da Linha 2 - Verde, e em dois da Linha 3 - Vermelha, os mais modernos entre os 134 trens da cidade.

Coube a Littieri - "voz austera, que impõe respeito com cordialidade", na definição técnica do Metrô - a incumbência de fazer as advertências aos passageiros. Se você já foi orientado a "não segurar as portas" e ouviu que "o trem aguarda a movimentação da composição à frente", saiba que a voz é a mesma da TV, do "Globo e você, tudo a ver". Já a Ana coube a função de orientar: "Próxima estação, Clínicas", "Paraíso", "Arthur Alvim", "Capão Redondo", todos os pontos da rede são indicados pelo timbre límpido da locutora.

Com a modernização da frota - o governo promete que até 2014 serão ouvidos apenas anúncios eletrônicos no Metrô -, Ana e Littieri se tornam candidatos a vozes mais ouvidas da cidade, mesmo que incógnitos. Eles simbolizam também a mudança de dinâmica nos sons do subterrâneo. Saem 925 timbres diferentes, dos metroviários nas composições antigas do Metrô; entram apenas duas vozes.

Orgulho. "Vi como qualquer outro trabalho. Mas quando fui gravando, me senti importante. Pensei em todas as pessoas que iriam ouvir e tentei me sentir como um operador do metrô", contou Ana, paulistana do Pari, na zona norte, e locutora de rádio desde os 16 anos. "Meu pai, que tirava os fins de semana para me ensinar a usar o metrô sozinha, foi quem mais gostou. Fica todo orgulhoso."

As 61 transições entre as estações, conta ela, além dos 153 avisos de orientação - "não é permitido sentar no chão" e "desculpe, estamos com falta de troco" - foram gravados no estúdio caseiro da locutora, nos fundos de seu apartamento, na Vila Madalena, zona oeste. "Cada frase gravei quatro vezes, com entonações diferentes. A orientação era passar naturalidade, sem aquele tom robótico das palavras gravadas."

Para Littieri, o serviço foi menos trabalhoso: gravou tudo em um único dia, num estúdio na Aclimação, zona sul da cidade. "Mas o trabalho foi bastante recompensador. São palavras para a cidade inteira, para o cidadão cansado que volta do trabalho, a turma que vai para a balada... Acho que nunca me senti tão próximo da vida da cidade."

Metrô recebe oficinas de Ecotoy Art na estação Paraíso



Fonte: Metrô 

O Metrô de São Paulo promove neste mês oficinas de Ecotoy Art, brinquedos feitos a partir do reuso de objetos mesclando design, moda e sustentabilidade. Posteriormente, os melhores trabalhos serão expostos em estações do Metrô e no site do projeto.
O Projeto de Ecotoy Art baseia-se no reaproveitamento de materiais que iriam para o lixo, como embalagens de produtos alimentícios e de limpeza, não só para produzir brinquedos mas também para promover, de modo divertido, a conscientização ambiental.
Às 15h do dia 16, o artista Marcelo Shun Izumi, que é ilustrador e sócio do Estúdio 1+2 e já fez trabalhos de animação e ilustração para o Guaraná Antarctica e para a Editora Abril, estará na Estação Paraíso do Metrô (Linha 1 – Azul e Linha 2 – Verde) ensinando a criar os brinquedos.
A atividade é gratuita, e cada participante, que deve levar suas embalagens, reberá um kit com alguns materiais para a produção do brinquedo. As vagas são limitadas e as inscrições devem ser realizadas no site http://ecotoy.art.br/participe.
Dia 23, no mesmo horário, os usuários poderão finalizar seus trabalhos e apresentá-los para os demais.

Projeto Encontros
O Projeto Encontros transforma as estações do Metrô de São Paulo em espaços culturais com atrações gratuitas. A primeira estação integrante dessa iniciativa, que deverá se estender a outras 15 estações, foi a Paraíso, em outubro de 2010. O projeto é uma realização do Metrô e do Consórcio Bus Magia (formado pelas empresas Bus Mídia e CineMagia), contratado via concorrência pública. A implantação do projeto deve se estender a outras 15 estações.

Deputados da comissão de transporte conhecem planos da STM


Fonte: Metrô


O secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos (STM), Jurandir Fernandes, apresentou o plano de investimentos para o setor e esclareceu dúvidas dos deputados membros da Comissão de Transportes e Comunicações da Asssembleia Legislativa do Estado de São Paulo, na tarde da quarta-feira (10/08), na sede da pasta, na região central da Capital. A expansão do Metrô, a modernização da CPTM, a implantação de corredores de ônibus pela EMTU/SP e as novas tecnologias foram os principais assuntos em pauta.
Fernandes destacou os projetos que deverão ser concluídos até 2014. No Metrô, a conclusão da Linha 4-Amarela, com nove estações do trecho entre Largo Treze e Adolfo Pinheiro, da Linha 5-Lilás bem como dos trechos de monotrilho entre Morumbi (CPTM) e aeroporto de Congonhas, da Linha 17-Ouro, e de Vila Prudente a São Mateus, da extensão da Linha 2-Verde.
A modernização da malha existente da CPTM é prioridade, mas está sendo feito grande esforço para implementar os projetos de extensão da Linha 9-Esmeralda até Varginha, o Expresso ABC e a Linha 13 (ligação com Guarulhos e o aeroporto de Cumbica) ainda nesta gestão. Já na EMTU, o secretário citou os projetos já em andamento, a exemplo dos corredores Guarulhos-Tucuruvi e Itapevi-São Paulo e obras de extensão do corredor Noroeste, na região de Campinas.
São quatro pontos mandatórios que norteiam todos os projetos, segundo o secretário. “A integração, pois é fundamental integrar os modais, continuar o máximo possível, expandir a rede e inovar, olhar o novo sem preconceito”.
A importância dos transportes de massa na vida da população dos conglomerados urbanos foi lembrada por Fernandes. “Somente o Metrô e a CPTM representam 20% do total de todas as viagens na Região Metropolitana de São Paulo. Se somarmos a EMTU, que inclui as regiões de Campinas e Baixada Santista, ultrapassamos 8,5 milhões de pessoas transportadas por dia”.
Além dos empreendimentos em curso, deverão ser contratadas, ainda nesta administração, as obras das futuras linhas 6-Laranja (Brasilândia-São Joaquim) e 18-Bronze (monotrilho ligando São Bernardo a Tamanduateí, servindo todo o ABC).

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Governo planeja quase 200 km de metrô até o final da década

Fonte: G1
Imagem: Alexandre Pisciottano


O governo de São Paulo pretende aumentar para 195 km a extensão da malha metroviária até o fim da década. O projeto foi apresentado na tarde desta segunda-feira (15) pelo governador Geraldo Alckmin e faz parte do Plano Plurianual (PPA) 2012-2015.
O PPA prevê para o período R$ 118 bilhões de investimentos – sendo R$ 85 bilhões do governo e R$ 33 de estatais e Parcerias Público-Privadas (PPPs). Desse total, R$ 45 bilhões serão usados no transporte metro-ferroviário – sendo R$ 30 bilhões do governo e R$ 15 bilhões de PPPs.
“Além dos 70 km atuais, vamos entregar mais 30 km de Metrô até 2014 e deixaremos um canteiro de obras de 95 km”, disse Alckmin, durante entrevista no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, na Zona Sul de São Paulo.
Os 95 km restantes, no entanto, ficarão a cargo da próxima gestão. Além do aumento da malha metroviária, outro objetivo do governo é modernizar as composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Segundo o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Regional, Emanuel Fernandes, se o PPA recebesse nome, seria intitulado PPA da mobilidade. “Melhoria no transporte é melhoria na qualidade de vida do cidadão.”
A construção dos trechos Leste e Norte do Rodoanel Mário Covas, duplicação da Rodovia dos Tamoios, modernização da malha rodoviária, a criação do túnel ligando Santos ao Guarujá, no litoral, e investimento nos aeroportos são alguns projetos que o PPA abrange.

Conheça o patrimônio arquitetônico de São Paulo: use a CPTM e o Metrô

Fonte: CPTM
Imagem: créditos ao autor

Que tal conhecer as ruas e edifícios históricos do centro de São Paulo, utilizando o Metrô e a CPTM, meios de transporte não poluentes? É o que propõe a visita orientada que será realizada neste sábado [13] pelo Museu da Casa Brasileira. Além da chance de visitar o centro da cidade com guias das FAUs Mackenzie e USP, entre outros, o passeio também incentiva deslocamentos menos poluentes pela cidade utilizando o sistema metroferroviário e percursos a pé.

Professores de arquitetura da FAU-Mackenzie, FAU-USP e da Escola da Cidade servirão como guia no passeio. Eles pontuarão a importância, estilo e detalhes históricos e arquitetônicos dos locais visitados, revelando particularidades de famosos pontos como o Mosteiro de São Bento, Teatro Municipal, Edifício Martinelli, Galeria do Rock e edifícios Copan e Itália.

Para participar

Para participar basta se inscrever pelo telefone 3032-3727. As vagas são limitadas. Participantes receberão um mapa do centro de São Paulo, fornecido pela Associação Viva o Centro e Secretaria Municipal de Cultura, e outro com a programação cultural da cidade para que aqueles que desejarem realizar outras visitas possam localizar facilmente os pontos visitados sem a presença de um guia.

Roteiro

10h00 - Encontro e saída na Estação Júlio Prestes/Sala São Paulo

10h30 - Estação da Luz/ Jardim da Luz/ Pinacoteca

11h30 - Embarque na Estação Luz [Metrô] com destino à Estação São Bento [Metrô].

11h45 - Itinerário Centro Velho: Mosteiro de São Bento, Viaduto Sta. Ifigênia, Rua São Bento, Edifício Martinelli, Rua 15 de Novembro, Pátio do Colégio, Rua Direita, Praça Patriarca, Edifício Sampaio Moreira.

12h45 - Itinerário Centro Novo: Viaduto do Chá, Vale do Anhangabaú, Teatro Municipal, Galeria do Rock, Galerias Itá e R. Monteiro, Rua Barão de Itapetininga, Avenida Ipiranga, Edifício Esther, Galeria Metrópole, Biblioteca Municipal Mário de Andrade, Av. São Luís, Edifício Silvio Penteado, Edifício Copan, Edifício Itália, Praça da República.

Novas estações chamam atenção pelo espaço físico


Estação Luz Linha 4-Amarela
Fonte: O Estado de São Paulo

Na quinta-feira, a reportagem visitou as obras dos dois terminais novos. As estações seguem o padrão de outros prédios da Linha 4. Na Luz, os arquitetos optaram por aproveitar a luz natural. Parapeitos e laterais das escadas rolantes são de vidro. O chão é claro. Paredes e vigas foram revestidas com cerâmica colorida. Os trens já passam por testes nas estações, enquanto os últimos detalhes são arrumados.
A Estação Luz da Linha 4 fará a interligação com a Linha 1 do Metrô e as Linhas 7, 10 e 11 da CPTM. O prédio tem quatro níveis - entre o primeiro e o último há 36 metros. Uma claraboia coberta por vidro garante a entrada da luz solar. "Aumentando o revestimento das paredes, demos mais claridade", diz o arquiteto do Metrô Thiago Lima.
Já a construção da Estação República não atrapalhou a operação comercial da parte que serve à Linha 3. Uma das preocupações da arquiteta Cláudia Chemin foi fazer uma transição agradável entre os dois estilos de acabamento. No mezanino, é possível ver, de um lado, o piso emborrachado preto e as paredes com concreto aparente de 1982. Do outro, ficam o piso de porcelanato cinza e as paredes com placas de cerâmicas esmaltadas em verde e azul. "Mostra a evolução dos materiais que usamos." 

Novas estações da Linha 4-Amarela irão desafogar a Sé

Fonte: O Estado de São Paulo
Estação da Sé, 18 horas. Mesmo quem não frequenta o lugar regularmente sabe o que vai encontrar lá nesse horário: multidão, filas, empurrões, trombadas e vagões lotados. O Metrô acredita, porém, que os passageiros sentirão menos desconforto no próximo mês. A inauguração das Estações Luz e República, da Linha 4-Amarela, deve fazer o número de pessoas que passam pela Sé cair até 20%.
Na prática, é como se um a cada cinco passageiros que hoje utilizam o terminal deixasse de passar por lá e migrasse para a Linha 4. A mesma redução deve ser notada nas Estações Paraíso e Ana Rosa, que permitem baldeação entre as Linhas 1-Azul e 2-Verde. Já na Consolação, que liga as Linhas Verde e Amarela, o movimento pode cair 33%, segundo o Metrô. A quantidade de passageiros da Linha 4, por outro lado, deve subir quase quatro vezes - de 190 mil pessoas por dia para cerca de 700 mil.
"A sobrecarga no metrô de hoje se origina na falta de outras linhas. A abertura de novos trechos, como a Linha Amarela, vai reduzindo a concentração de pessoas nos ramais já existentes, principalmente onde há baldeação, pois as pessoas encontram outros caminhos para seus trajetos", avalia o professor de Engenharia Creso de Franco Peixoto, da Fundação Educacional Inaciana (FEI).

domingo, 14 de agosto de 2011

A advogada que mudou as regras do Metrô


Thays com seu novo cão, Diessel: batalha jurídica durou 6 anos e terminou com acesso irrestrito 
Fonte: O Estado de São Paulo

A primeira tentativa de melhorar o acesso para cegos nas estações do Metrô de São Paulo foi marcada por uma ironia - e por um fato que hoje parece bizarro. Em uma tarde de maio de 2000, os primeiros pisos táteis da rede começaram a ser instalados na Estação Marechal Deodoro (Linha 3-Vermelha), no centro. Na mesma tarde, na mesma estação, a advogada Thays Martinez, então com 27 anos, cega desde os 4, ficou conhecida no País inteiro: ela foi barrada, impedida de ultrapassar a catraca com seu novo e primeiro cão-guia, Boris. O Metrô proibia animais na rede, Boris teria de ficar na rua. Mesmo que estivesse ali a trabalho.
Foi o início de uma batalha jurídica que durou seis anos. E teve lances de desrespeito inimagináveis - como o do dia em que um funcionário desligou a escada rolante por onde desciam Boris e Thays, provocando um tranco que quase os derrubou. No final, a advogada ganhou na Justiça o direito de acesso irrestrito ao Metrô. E acabou mudando também as regras da companhia, que passou a aceitar cães-guia na rede.
Labrador treinado na ONG americana Leaders Dog for the Blind, Boris se aposentou em 2008, após memorizar, em 8 anos, mais de 200 caminhos na cidade. Em 2009, morreu. Thays, paulistana da Vila Leopoldina, zona oeste da capital, que teve sua cegueira causada por uma caxumba, agora já tem seu segundo cão-guia. Um labrador preto chamado Diesel. Ainda sente falta de Boris, mas entende as diferenças: o primeiro, decidido e "brilhante"; o segundo, manhoso e "uma graça". Cada um com seu jeito de animá-la.
"O Diesel é solidário, fica triste junto. Aí, me forço a ficar alegre. Já o Boris pulava e mordia de leve, como que pedindo para não ficar assim (para baixo)", conta Thays. "Não conseguia resistir."
Livro. Para contar sua história e a do cão que mudou a forma como as instituições públicas veem a relação entre pessoas cegas e seus guias, a advogada lança nesta semana o livro Minha Vida com Boris (Editora Globo, 142 páginas). "Comecei a escrever no jardim do prédio, em 2005. É uma reflexão que estava dentro de mim e sabia que teria de contar", disse Thays, que narra tudo a partir da infância - de quando sonhava em ter em casa um "cachorro grande". "Só não sabia que representaria também minha independência."
Quando ainda vivia na Vila Leopoldina, Thays e Boris caminhavam diariamente em volta de uma praça. Ele passou a conhecer o caminho, a desviar de árvores e buracos. Aos poucos, começaram a trotar. De repente, a correr. "Para quem sempre precisou de ajuda, correr é algo indescritível. É o tipo de liberdade a que todo deficiente tem direito."
Em seu livro, Thays conta em detalhes o que sentia em relação ao cão - sentimentos, como uma inesperada vaidade, chegaram a surpreendê-la. Quando foi buscar o cão em Michigan (EUA), lembra de ter tomado um banho "de lavar a alma". Depois, demorou a decidir a melhor roupa. "Confesso que, por uma fração de segundo, pensei que poderia estar sendo um pouco ridícula, mas nunca se sabe os critérios caninos...", escreveu, com bom humor. "No fim, deu certo. O Boris nunca reclamou", brincou, durante entrevista na quinta-feira.
Praia. Além da descrição detalhada do processo com o Metrô - como as ironias que enfrentou de advogados da companhia, que diziam não impedi-la de entrar, "só o cachorro" -, Thays fala também das pequenas alegrias do convívio com o animal. Como a primeira vez em que caminhou na praia sozinha, em Peruíbe, no litoral sul. "Parecia sonho impossível, porque a praia, lugar amplo e sem referências, desorienta a pessoa cega. Mas, com o Boris, marcamos os quiosques como referenciais e conseguimos", contou. "Tomamos até banho de mar."
Thays voltou também a caminhar pela cidade. Boris conhecia como poucos os trajetos do centro velho, onde a advogada trabalhava. Hoje, com Diesel, dá expediente no Tribunal Regional do Trabalho. "Nunca me deixou bater nos obstáculos aéreos, como orelhões", contou Thays, que fundou a ONG Iris, de auxílio a deficientes (já ajudou 24 pessoas a terem cães-guia). "Depois de tanta exposição, são poucos lugares que resistem a receber cães-guia. Alguns restaurantes e taxistas. Mas, explicando bem, quase sempre aceitam."
Depois de Boris, Thays decidiu que pretende ter cães-guia "enquanto puder". "Como a separação é difícil, pensei em voltar a ficar sozinha. Mas a liberdade e a alegria compartilhadas compensam", disse. "Até a frase de que "cão-guia vira sua extensão" deixa de ser clichê. Quando o Boris se aposentou, me separei dele pela primeira vez. Um dia, acordei e joguei a mão para o lado, procurando. Parecia que nem meu braço estava ali."
No processo de produção do livro, Thays fez uma única exigência - que fosse lançado em audiolivro junto com a edição impressa. "Para evitar que as pessoas cegas esperem meses por um livro disponível para todos os outros." A obra será lançada nesta terça-feira na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073), entre 18h30 e 20h30.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Demanda na estação Consolação cresce 68% nos últimos tempos


Fonte: O Estado de São Paulo / Revista Ferroviária

Filas nas catracas, plataformas lotadas, demora para conseguir embarcar nos trens. O cenário, típico das grandes estações de transferência do metrô paulistano, como Sé e Paraíso, começa a caracterizar a Consolação, da Linha 2-Verde, onde o número de passageiros subiu 68% só nos últimos quatro meses.
Em maio, cerca de 84 mil pessoas usavam a estação por dia; na quarta-feira passada, circularam por lá 142 mil usuários. O período coincide com ampliações no funcionamento da Linha 4-Amarela, cuja Estação Paulista faz conexão com a Linha 2 na Consolação. Entre as principais mudanças estão a abertura da Estação Pinheiros e a extensão do horário da Linha 4 até as 21h.
Menor do que as outras três estações de integração do Metrô, a Consolação tem 10 mil metros quadrados de área construída. Na Sé, são 39 mil m² e, na Paraíso e na Ana Rosa, 15 mil m² cada. Além disso, ela conta com apenas uma saída própria. Pode ser que, quando planejaram a estação, não tivessem pensado em uma integração como a que existe hoje, diz Rogério Belda, da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP).
Para o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, o fluxo de passageiros na Estação Consolação deve diminuir a partir do próximo mês, quando for aberta a conexão da Linha 4 com as Estações República, da Linha 3-Vermelha, e Luz, na Linha 1-Azul, ambas na região central. Hoje boa parte dos passageiros que fazem a baldeação entre as Linhas 2 e 4 na Consolação segue em direção à Estação Paraíso para chegar ao centro da cidade.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Mais planos para o transporte paulista

Fonte: O Estado de São Paulo/Revista Ferroviária
Imagem: Alexandre Pisciottano

A região metropolitana de São Paulo deverá ganhar mais duas linhas de metrô. Uma delas, na capital, ligará a Lapa, na zona oeste, à região da Avenida Faria Lima e do bairro de Moema. A outra ultrapassará as fronteiras entre municípios e ligará a Avenida Jornalista Roberto Marinho, na zona sul, a Guarulhos. O projeto das novas linhas consta do Plano Plurianual (PPA) para o período de 2012-2015 que o Executivo enviará à Assembleia Legislativa ainda neste mês. Dele constam também outras linhas que deveriam ter sido entregues entre 2008 e este ano de 2011, mas que sofreram atrasos ou nem sequer foram iniciadas.
Das duas primeiras fases da Linha 4-Amarela, só uma será entregue e o prolongamento da Linha 5-Lilás até a Chácara Klabin também ficou na promessa, assim como a Linha 13-Jade da CPTM, o chamado Trem de Guarulhos. Tão importante quanto planejar o futuro é realizar o que já foi proposto, caso contrário os planos plurianuais irão, a cada período, ficando mais recheados de projetos não executados. Como bem disse a urbanista Ermínia Maricatto em entrevista ao Estado, no Brasil ninguém respeita planejamento. "Tem plano sem obra e obra sem plano", afirmou.
A necessidade de investir em transporte público de massa, em especial no metrô, é indiscutível, uma vez que a malha viária não tem mais como suportar uma frota que continua a crescer rapidamente. Na página de abertura do portal do PPA 2012-2015, o governo paulista declara sua intenção de estabelecer, por meio desse plano, "a igualdade de oportunidades, com condições sociais mais equilibradas e a geração de empregos, posicionando o Estado como centro financeiro e logístico continental e como o grande referencial de negócios empresariais do Hemisfério Sul". Essa é a vocação de São Paulo, mas para torná-la realidade é urgente a melhoria do setor de transporte público, o que exige o cumprimento das metas fixadas para ele, no menor prazo possível.
Entre as diretrizes estratégicas do PPA 2012-2015 está a que atribui ao Estado o papel de integrador do desenvolvimento regional e metropolitano. Para isso, é fundamental a criação da Autoridade Metropolitana de Transporte (AMT). Com autonomia administrativa e financeira, esse órgão conduziria a política de transporte metropolitano de passageiros com mais agilidade, integrando os esforços dos municípios, do Estado e da União. Ele teria como objetivo desestimular e reduzir o transporte individual, oferecendo transporte coletivo de qualidade.
Metrópoles dos países ricos, como Londres, Nova York, Madri e Barcelona, já adotaram essa medida e a rapidez com que resolvem seus problemas de mobilidade é, em grande parte, resultado disso. A implantação da AMT exige a criação de um consórcio, composto por Estado e municípios dispostos a aderir.
Há um ano, o prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior, se reuniu com o então secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, e propôs a elaboração de um projeto para promover a racionalização e a integração dos meios de transportes que atendem o município. Seria um plano piloto para a futura AMT e teria como um de seus objetivos principais integrar o transporte local à rede metropolitana.
Em setembro, ao inaugurar a Estação Tamanduateí do metrô, da Linha 2-Verde e da Linha 10-Turquesa da CPTM, que beneficiou milhões de passageiros que se deslocam entre o ABC e as regiões da Avenida Paulista e Pinheiros, na capital, o governador do Estado lembrou que a entrega da obra significava o início da implantação da AMT. O projeto reuniu trem, metrô e três linhas de ônibus intermunicipais que atendem os principais eixos de deslocamentos em São Caetano.
De lá para cá, no entanto, muito pouco se avançou na implantação desse órgão que poderia trazer a contribuição dos municípios da região metropolitana para a tarefa de construção do metrô, que isoladamente o Estado não consegue realizar com a rapidez necessária.

domingo, 7 de agosto de 2011

Iniciativa privada irá operar o monotrilho da Linha 2


O prolongamento da Linha 2-Verde, que será um monotrilho entre as Estações Vila Prudente e Cidade Tiradentes, vai ser operado por um grupo privado e não pelo Metrô - a exemplo do que ocorre na Linha 4-Amarela. O secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, informou ontem que pretende aprovar até o mês de outubro a inclusão do projeto como uma Parceria Público Privada (PPP).
Um dos motivos apontados para a opção pela PPP foi acelerar o processo de formação de profissionais, que vão trabalhar com tecnologias diferente das operadas pelo Metrô. "Nossa equipe é das melhores na questão operacional, mas criar um corpo técnico do início, para contratar, formar, demoraria muito. Então, vamos deixar para a iniciativa privada", diz Fernandes.
O grupo vencedor da licitação vai operar já o primeiro trecho do monotrilho, entre as Estações Vila Prudente e Oratório, previsto inicialmente para o segundo semestre de 2013. As empresas também precisarão construir todas as demais estações.
O prolongamento da Linha 2-Verde terá 24,5 km e 17 estações. A segunda fase (até São Mateus) está prevista para o segundo semestre de 2014. Toda a linha, até Cidade Tiradentes, deve ficar pronta apenas em 2016. O projeto total está orçado em R$ 2,4 bilhões.

sábado, 6 de agosto de 2011

Metrô inicia construção do Monotrilho da Linha 2

Estação de monotrilho, suspensa, será interligada à atual estação Vila Prudente de metrô convencional
Fonte: Metrô 
Com a presença do secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e do presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, foi realizado às 10h desta sexta-feira (5/8) o içamento, por dois guindastes, da primeira viga de concreto armado que fará o suporte da plataforma da estação suspensa Vila Prudente, que irá funcionar, com sistema monotrilho, na ligação Vila Prudente-São Mateus-Cidade Tiradentes. 

A nova estação será interligada à atual estação Vila Prudente da Linha 2-Verde e abrigará sob ela terminal de ônibus do Expresso Tiradentes, ex-”Fura-Fila”, da SPTrans (na ligação Vila Prudente-Parque Dom Pedro II).

A primeira viga de concreto, de uma série de oito, que irá estruturar a plataforma da estação, mede 27m de comprimento, 2,50m de altura e 1,10m de largura, com peso aproximado de 80 toneladas.

A nova estação Vila Prudente, com sistema monotrilho, faz parte da extensão da Linha 2-Verde, que terá 24,5 km de extensão total e 17 estações: Vila Prudente, Oratório, São Lucas, Camilo Haddad, Vila Tolstói, Vila União, Jardim Planalto, Sapopemba, Fazenda da Juta, São Mateus, Iguatemi, Jequiriçá, Jacu-Pêssego, Érico Semer, Márcio Beck, Cidade Tiradentes e Hospital Cidade Tiradentes -todas localizadas na zona Leste da capital paulista.

A opção pelo monotrilho
A opção do Metrô de São Paulo pelo monotrilho para fazer a ligação Vila Prudente-Cidade Tiradentes levou em consideração o tempo menor de implantação deste sistema em relação ao metrô convencional, além da previsão de atendimento pleno da demanda, com capacidade para transportar 48 mil passageiros/hora/sentido. A implantação do monotrilho, privilegiando o canteiro central de avenidas, a uma altura entre 12 e 15 metros, minimiza a necessidade de desapropriações. 

A extensão da Linha 2-Verde avançará ao longo das avenidas Luiz Inácio de Anhaia Mello, Sapopemba, Metalúrgicos e Estrada do Iguatemi.

Com velocidade semelhante ao metrô convencional (máxima de 80 km/h e média operacional de 36 km/h), o monotrilho também é movido a energia elétrica, não poluente, e com reduzido ruído operacional também por rodar sobre pneus.

A tecnologia do monotrilho da extensão da Linha 2-Verde é fornecida pela fabricante canadense Bombardier, que usará sua fábrica no município paulista de Hortolândia para montar (com índice de nacionalização de equipamentos superior a 60%), 53 dos 54 trens do sistema, com sete carros cada (o primeiro trem virá da matriz no Canadá).

A extensão da Linha 2-Verde é um empreendimento orçado em R$ 2,4 bilhões (incluindo as obras civis, equipamento elétrico e trens). A inauguração do primeiro trecho, em construção entre Vila Prudente e Oratório, está prevista para 2013. O segundo trecho, até São Mateus, deverá iniciar funcionamento em 2014 e a chegada à Cidade Tiradentes, em 2015.

O mesmo local das duas estações Vila Prudente abrigará futuramente uma terceira linha do Metrô, a Linha 15-Branca, entre Vila Prudente e Tiquatira (após Penha), também na zona Leste.

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