terça-feira, 31 de maio de 2011

Greve Metrô 2011: Metrô funcionará normalmente amanhã

Fonte: Metrô/Facebook

O Metrô funcionará normalmente nesta quarta-feira, dia 1º, a partir das 4h40. Os metroviários, em assembleia realizada até às 21 horas, adiaram a decisão sobre a possibilidade de greve, marcando uma nova assembleia para a próxima quinta-feira, dia 2/6. A última proposta do Metrô foi de reajuste salarial de 8%.

Greve do Metrô 2011: Metrô apresentou nova proposta

Fonte: Site Metrô

A Companhia do Metropolitano de São Paulo - Metrô apresentou nova proposta ao Sindicato dos Metroviários e dos Engenheiros do Metrô, durante reunião realizada no Tribunal Regional do Trabalho - TRT, na tarde desta terça-feira (31).

O Metrô ofereceu reajuste salarial de 6,39% (conforme IPC/Fipe) mais 1,3% de aumento real, o que significa um ganho de 7,77% sobre os salários atuais. Além disso, a Companhia reajustou o valor do Vale Alimentação mensal em 50%, passando este benefício para R$ 150. As demais propostas da Companhia garantem mais benefícios à categoria. No caso de metroviários residentes fora da cidade de São Paulo haverá um auxílio- transporte. O Metrô propôs ampliação do auxílio-creche, agora também para filhos com deficiência, sem limite de idade. Outra iniciativa foi a ampliação no tempo da licença maternidade, também proposta de quatro para seis meses.

A Companhia ressalta que garantiu o aumento de 6,39% (IPC/Fipe) em todos os benefícios extra-salariais. Dentre os itens negociados está a nova PLR – Participação nos Lucros e Resultados, que será equivalente a um salário extra, o 14º salário, concedida aos empregados mediante cumprimento de metas estabelecidas pela Companhia.

A proposta do Metrô foi acatada pelo TRT e consolidada pelo Ministério Público Estadual, que a considerou extremamente razoável para o fechamento de acordo.

O Tribunal determinou que, em caso de greve, os metroviários mantenham em operação 90% da frota nos horários de pico e 70% das composições em circulação no horário de vale. Sobre essa obrigação, o Metrô está pronto para cumprir a medida judicial e espera o mesmo de todos os seus empregados.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Metroviários de SP decidem entrar em greve no dia 1º de junho

Fonte: G1

Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia na noite desta quinta-feira (26), entrar em greve a partir da 0h de quarta-feira (1º). A categoria se reuniu na sede do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, no Tatuapé, na Zona Leste. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana, que congrega funcionários da CPTM, também decidiu pela greve a partir do dia 1º.
Os metroviários reivindicam um reajuste de 10,79%, com base na inflação medida pelo IGP-M, e outros 13,8% de ganho de produtividade, conforme o ICV, do Dieese. Segundo a categoria, o Metrô ofereceu 6,39% de reajuste.

Segundo o presidente do sindicato, Altino de Melo, a categoria vai esperar uma nova manifestação da Companhia do Metropolitano até as 18h de terça-feira (31). A nova proposta será analisada na reunião marcada para as 18h30, quando os metroviários voltam a se reunir para organizar a mobilização.

Ainda de acordo com Melo, se a Justiça determinar que pelo menos um terço dos funcionários continuem trabalhando, haverrá problemas para o funcionamento da rede. “Apenas 30% é inviável porque cria um caos no sistema. É necessário entender que o trabalhador tem direito de greve. Por isso, estamos dispostos a conversar com o Judiciário”, afirma.

Os funcionários do Metrô vão continuar usando coletes de  mobilização e pretendem divulgar uma carta aberta à população da capital paulista informando sobre a greve. Segundo Melo, mais de mil pessoas participaram da assembleia desta quinta-feira.
Em nota, o Metrô informou que acionará o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência (Paese) para minimizar os transtornos causados aos 3,7 milhões de usuários e à população em geral caso a greve ocorra.
“A Companhia do Metrô preparou um esquema especial para garantir o acesso dos seus empregados aos postos de trabalho e alertou todos os funcionários sobre a responsabilidade de manter os serviços essenciais que atendam as necessidades inadiáveis da sociedade. Com o anúncio de greve, a SPTrans deverá readequar as linhas de ônibus para assegurar o transporte de passageiros ao Centro da cidade”, informa o texto.

O Metrô disse ainda que continuará negociando com os sindicatos e que considera “precipitado o anúncio de paralisação”.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Linha 4-Amarela completa 1 ano de operação

Foto: autor desconhecido
Texto: Diego Silva

Hoje, a Linha 4-Amarela completa seu primeiro ano de operação comercial. Aberta à população em 25 de Maio de 2010, a primeira linha em operação driverless da América Latina foi uma obra bastante esperada pela população, já que foi entregue com muitos anos de atraso. A Linha 4-Amarela não pertence ao Metrô, sendo operada por um consórcio particular (Grupo CCR - ViaQuatro), que possui a concessão da operação por 30 anos. Essa é a primeira PPP (Parceria Público-Privada) do Governo do Estado no que se diz a transporte sobre trilhos. Em seu primeiro ano de operação, a Linha 4-Amarela não teve grandes evoluções. Em sua inauguração, um trecho de apenas duas estações foi entregue à população, compreendendo o espaço entre as estações Paulista e Faria Lima, numa viagem de cerca de 3 minutos. Já em 2011, foram entregues duas outras estações: Butantã e Pinheiros, e até o final do ano, deverão ser entregues as estações República e Luz, dando finalização à primeira fase de construção e operação da linha, que opera ainda em horário reduzido (das 08h as 15h, de segunda a sexta).
A Linha 4-Amarela ficou marcada na história de São Paulo, por conta do acidente nas obras da estação Pinheiros, em 2004. Uma cratera se abriu na obra, causando a morte de sete pessoas. Hoje, no local do acidente, já está funcionando a estação Pinheiros, que aguarda a integração com a Linha 9-Esmeralda da CPTM. Quando as obras forem concluídas (isso por volta de 2014), a Linha 4-Amarela ligará a estação Luz, ao bairro da Vila Sônia, integrando diversas linhas em suas estações. Conhecida como linha da integração, foi estrategicamente planejada para facilitar a vida do usuário, em seus deslocamentos diários.

Plataforma da Estação Pinheiros
O trem que opera na Linha 4 é o primeiro da América Latina a operar em sistema Driverless, ou seja, sem condutor. Com essa nova tecnologia, os usuários podem observar todo o trajeto do trem, de frente. Outra novidade foi o gangway (passagem livre entre os carros), facilitando a movimentação dos usuários, e consequentemente, distribuindo melhor a utilização do espaço físico do trem. As composições foram fabricadas na Coreia do Sul, pelo consórcio Hyunday-Rotem. Contam com câmeras de vigilância a bordo, telas de LCD, indicadores de estação, ar-condicionado e alimentação via catenária rígida.

As novas máquinas de lavar metrô

Fonte: O Estado de SP

Em certos aspectos, os cuidados necessários com um trem do Metrô são parecidos com os dos carros. As composições também estão sujeitas a sol, chuva e poluição - mesmo as que só trafegam dentro dos túneis, por conta das saídas de ventilação. Por isso, a limpeza também é parecida e são usados "lava-rápidos". E para melhorar a eficiência, essas máquinas da companhia estão sendo trocadas pela primeira vez em 35 anos.
As novas máquinas começaram a ser instaladas há dois meses no pátio Jabaquara (Linha 1-Azul) e depois serão expandidas para Itaquera (Linha 3-Vermelha) e Capão Redondo (Linha 5-Lilás). Elas mantêm as características típicas de um lava-rápido de carros: o condutor leva os trens a uma velocidade de 5 km/h enquanto os braços de uma máquina com cerdas, controladas por funcionários em uma cabine externa, vai esfregando a composição. O processo de lavagem das laterais dura entre 20 e 30 minutos.

Os trens são lavados durante a madrugada ou no horário de menor movimento de público nos pátios de sua linha. Trabalham na lavagem dois operadores da máquina e outras seis pessoas em cada vagão, esfregando o teto. Esse processo é realizado semanalmente, mas a limpeza da parte interna dos trens é diária.
As composições também passam por um trabalho mais intenso de limpeza - com duas horas de duração em média - a cada dois meses, com detergentes específicos, principalmente na parte de cima dos vagões, que está mais exposta à oxidação.
A principal novidade das novas máquinas de lava-rápido é que elas conseguem reaproveitar a água utilizada no processo. Os cálculos do Metrô apontam que 70% da água utilizada seja proveniente de lavagens anteriores e apenas 30% seja de fornecimento da Sabesp.
"O excedente de água é captado por tanques e depois tratado para que possamos utilizar em novas lavagens", diz o gerente de Manutenção do Metrô, Walter Castro. Depois de captada pelos reservatórios que ficam enterrados embaixo de onde os trens passam, a água é levada para uma caixa d"água que fica no alto da máquina, para ser novamente utilizada. As máquinas antigas não possuíam esse sistema de reaproveitamento.

Ajustes. Outra novidade é que as novas máquinas podem ser ajustadas mais facilmente, modificando a posição dos braços mecânicos e das cerdas que vão esfregar as laterais. Isso é considerado uma vantagem, porque a frota atual da companhia tem unidades com diferentes aerodinâmicas - rodam na Linha 3-Vermelha, por exemplo, trens da marca Cobrasma e Mafersa (ambos do início da década de 1980) e também os CAF (de 2010).
"É um conjunto mais eficiente. Nós conseguimos colocar a máquina em uma determinada posição, de acordo com o modelo dos trens. Essa nova máquina tem uma tecnologia de escovas com cerdas diferenciadas, que consegue penetrar mais nas ranhuras do trem e limpar melhor", completa Castro.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Integração na estação Pinheiros deverá sair no começo do mês

Texto e imagem: Diego Silva

A integração entre as estações Pinheiros, das Linhas 4-Amarela e 9-Esmeralda deverá se dar pelos próximos dias. Durante a inauguração da estação Pinheiros da Linha 4, apuramos que faltavam alguns detalhes para entregar a passarela de integração das duas estações. Ontem, durante passagem pela Linha 9-Esmeralda da CPTM, pudemos observar que faltam poucos detalhes mesmo para entregar a passagem, que foi prometida para o começo de junho.
Após entregue, os usuários provenientes da região da Avenida Paulista terão mais uma opção para alcançar a Linha 9-Esmeralda, que atualmente é atendida pelo sistema ponte Orca, ligando as estações Vila Madalena, da Linha 2-Verde, e Cidade Universitária, da Linha 9-Esmeralda. Atualmente, quem desembarca na estação Pinheiros e deseja migrar para a CPTM ou ViaQuatro, necessita desembolsar mais uma passagem.

domingo, 22 de maio de 2011

Metroviários de São Paulo aprovam estado de greve




Os metroviários de São Paulo rejeitam a proposta do Metro de reajuste de 6,45% e aprovaram estado de greve. A decisão foi tomada em assembléia realizada nesta de quinta-feira (19), que contou com a presença de 700 pessoas. Os trabalhadores do Metrô reivindicam a reposição da inflação pelo IGMP (Índice Geral de Preço de Mercado) de 10,79%.
A partir de agora, os metroviários vão intensificar suas mobilizações com a realização de reuniões setoriais e utilização de coletes com suas reivindicações nos locais de trabalho.
A categoria realizará também um ato na estação Sé do metrô, região central  de São Paulo, na próxima quarta-feira (25).
Uma nova assembleia será realizada na quinta-feira (26), que poderá decretar a greve da categoria por tempo indeterminado, caso não haja o atendimento das reivindicações.

O que querem os metroviários
- Reajuste de 10,79%, conforme IGPM, para reposição da inflação;
- Produtividade de 13,80%, conforme ICV-Dieese;
- Reajuste de 13,90% para o VR;
- Aumento do valor da cesta básica e do VA para R$ 311,09;
- Equiparação salarial e Plano de Carreira;
- PPP para aposentadoria e plano de saúde para os aposentados;
- Não à privatização das L4 e L5;
- PR igualitária;
- Licença maternidade de seis meses;
- Anistia aos demitidos.

Campanha unificada
Os metroviários de São Paulo estão em campanha unificada com os trabalhadores da Sabesp, os eletricitários e os ferroviários de Sorocabana (interior de São Paulo).
Essas categorias em luta estão promovendo atividades conjuntas com o objetivo de melhorar os serviços públicos prestados. Uma carta aberta foi distribuída à população, em ato unificado realizado por esses setores na última quarta-feira (18). O documento denunciava a precarização desses serviços, o aumento das tarifas nos transporte, e convocava a sociedade a se somar nessa luta pela valorização dos serviços essenciais como  água, saneamento, transporte e  eletricidade no Estado de  São Paulo.

Blog Metrô em Foco no prêmio TopBlog 2011: Como votar?


O blog Metrô em Foco está concorrendo ao prêmio Top Blog 2011
 
O Blog Metrô em Foco, um dos pioneiros que abordam a Companhia  do Metropolitano de São Paulo como tema, está concorrendo ao prêmio Top Blog 2011, na categoria ´Notícias e Cotidiano`. Conheça um pouco sobre o prêmio, e principalmente, como contribuir com o seu voto:

O que é o Top Blog?
Top Blog Prêmio é um sistema interativo de incentivo cultural destinado a reconhecer e premiar, mediante a votação popular e acadêmica (Júri acadêmico) os Blogs Brasileiros mais populares, que possuam a maior parte de seu conteúdo focado para o público brasileiro, com melhor apresentação técnica específica a cada grupo (Pessoal, Profissional e Corporativo) e categorias.

Top Blog Busca oferece um serviço gratuito de busca, indexação e divulgação de blogs em língua portuguesa, que reúne uma numerosa comunidade virtual de editores e leitores de blogs. O sistema faz um ranking dos mais visitados, relaciona os mais populares e classifica os Blogs mais acessados.   

Top Blog Portal é uma plataforma WEB 2.0 que disponibiliza aplicativos multimídia para divulgação de conteúdo de blogs no formato texto e vídeo. O portal mantém parceria com vários canais de informação: BLOGLOG, Edição Saúde – MEGATV, IDÉIA Socioambiental, ECOD, YOUTUBE, Espaço Mix – MEGATV, SEBRAE-SP, COLUNISTAS e BLOGUEIROS de diversos segmentos (Celebridades, Cultura, Comunicação, Esportes, Games, Humor, Música, Política, Saúde, Tecnologia e Variedades, entre outros). Todo o conteúdo do portal TOPBLOG é colaborativo. A função do portal é divulgar o conteúdo realizado pela Blogosfera, somando uma biblioteca com mais de 180 mil blogs indexados.

Como votar no Blog Metrô em Foco: (Clique nas imagens para visualizar melhor)

1. Acesse o site do Top Blog (www.topblog.com.br)
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sexta-feira, 20 de maio de 2011

Posicionamento do Metrô sobre a Linha 6-Laranja

Fonte: Metrô de São Paulo
Imagem: Montagem

Sobre o projeto da futura Linha 6-Laranja (Brasilândia-São Joaquim), o Metrô esclarece que:

1. Visando melhor equilíbrio do projeto da futura Linha 6-Laranja, a Companhia está reavaliando a localização da futura Estação Angélica, em razão dela estar a apenas 610 m da futura Estação Higienópolis-Mackenzie e a 1.500m da futura Estação PUC-Cardoso de Almeida.

2. Essa reavaliação tem caráter exclusivamente técnico, em nada motivada por pressão dos moradores da região de Higienópolis, a favor ou contra a estação.

3. No momento, a área técnica do Metrô estuda a melhor localização de uma nova estação que atenda à FAAP, Av. Angélica, Praça Vilaboim e Estádio do Pacaembu.

4. A definição da nova localização depende da conclusão de estudos geotécnicos e do melhor posicionamento para a implantação da obra, de forma a causar o menor impacto na região.

5. Essa definição constará no projeto básico da futura Linha 6-Laranja, cuja conclusão será no final deste ano.

6. A futura Linha 6-Laranja, com 13,5 km e 14 estações, deverá transportar cerca de 638 mil passageiros por dia. A linha fará integração com as linhas 1-Azul e 4-Amarela do Metrô e com a Linha 7-Rubi da CPTM. 


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Metrô dará seguimento às obras da Linha 5-Lilás


Foto: Willian Molina
Texto: Metrô de SP

A Companhia do Metropolitano de São Paulo-Metrô decidiu avançar com as obras da Linha 5 – Lilás, da estação Adolfo Pinheiro até Chácara Klabin, trecho, de 10,4 quilômetros e 11 estações, atende os bairros de Santo Amaro, Moema, Ibirapuera e Vila Mariana. Os canteiros das obras começarão a ser instalados a partir do mês de junho.

A Linha 5 – Lilás, quando concluída, atenderá diariamente mais de 700 mil pessoas, conectando o Capão Redondo, na zona sul, a Chácara Klabin, na Vila Mariana, com 19,8 quilômetros de extensão e 17 estações.

A nova linha, já integrada à Linha 9 – Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos- CPTM, em Santo Amaro, também fará conexão com a futura Linha 17 – Ouro (monotrilho que passará por Jabaquara, Aeroporto de Congonhas, Paraisópolis e estação São Paulo-Morumbi), na estação Água Espraiada, com a Linha 1 – Azul, na estação Santa Cruz, e com a Linha 2- Verde, na estação Chácara Klabin.

Os contratos da Linha 5- Lilás referentes aos lotes de 2 a 8, para construção das obras civis, acabamento e via permanente, assinados no dia 20 de outubro de 2010, haviam sido suspensos pelo Metrô em 8 de dezembro. Diante da falta de elementos para invalidar o processo licitatório e após rigoroso processo de avaliação, o Metrô concluiu pela continuidade das obras da Linha 5, de importância significativa para toda a população de São Paulo.

Blog Metrô em Foco concorrendo ao prêmio Top Blog 2011


O Blog Metrô em Foco, um dos únicos blogs sobre a Companhia do Metropolitano de São Paulo, está concorrendo ao Prêmio Top Blog 2011, patrocinado pelo site Lomadee.com. Na versão 2011, estamos concorrendo na categoria ´Notícias e Cotidiano`. A votação se inicia no próximo dia 20 de Maio, e nosso principal objetivo é alcançar o selo de Top 100 Blog, ou seja, escolhido no mínimo, entre os 100 principais blogs do país. Mas se tudo der certo, e nosso trabalho for bem avaliado, poderemos concorrer como o melhor blog do Brasil, durante uma votação que irá até o mês de novembro. Com isso, gostaria de pedir a colaboração de todos os visitantes do blog, desde os fãs da CPTM e também do Metrô, os admiradores do trabalho, os funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo, e todos aqueles que acompanham nosso trabalho, a votarem no nosso blog. A votação se inicia em 20 de Maio, e apenas um voto por pessoa. Aguardem instruções sobre como votar, mas mobilize seus amigos e vamos juntos conquistar esse prêmio! Conto com a colaboração de todos vocês! Metrô em Foco: O Metrô fica melhor com você.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Metrô cede espaço para posto de atendimento gratuito da Defensoria Pública



Nesta quinta-feira, dia 19, das 7h às 18h, a Defensoria Pública da União em São Paulo vai prestar atendimento jurídico gratuito na estação Luz da Linha 1 – Azul, no corredor de acesso entre o Metrô e a CPTM.

Quem passar pela estação poderá fazer consultas e receber orientações nas áreas previdenciária, cível, tributária e criminal. Por exemplo, podem procurar atendimento aqueles que tiverem questões relacionadas ao INSS (aposentadoria, auxílio-doença), à Caixa Econômica Federal (contratos de habitação), FIES, contratos bancários, à Saúde (acesso a tratamentos e medicamentos), à regularização de estrangeiros, a dívidas com conselhos profissionais e pendências criminais na esfera federal. As orientações serão prestadas pelos defensores no próprio local e os casos que demandarem atuação específica encaminhados aos órgãos competentes.

A iniciativa faz parte dos eventos comemorativos do Dia Nacional da Defensoria Pública.

Metrô realiza sanificação em 29 milhões de m²

Interior do trem Frota H: Assim como no trem, estações também estão sempre limpas

Foto: Leo M. Santos
Texto: Site Metrô

A limpeza do Metrô é reconhecida por mais de 88% dos usuários e tem fama internacional. Mas um fato desconhecido por muitos é que esse trabalho de conservação está atrelado a um outro serviço fundamental: a sanificação das instalações metroviárias. Desde o início do funcionamento do Metrô, o combate aos ratos e baratas é uma questão de segurança operacional. Em 1975, roedores causaram a paralisação do sistema durante horas ao comer um cabo elétrico.
Após essa experiência, a Companhia realiza um integrado controle de pragas. Em 2010, a área total tratada com atividades de desinsetização e desratização foi de 29 milhões de m2, o equivalente a 4.900 campos de futebol.
A desinsetização consiste na aplicação de produtos químicos inseticidas em líquido e gel para o combate às baratas, escorpiões, pulgas, moscas, pernilongos e aranhas. Ao longo de um ano são utilizados 54.500 litros deste produto na formulação líquida e 2.000 peças em gel. Já, a desratização realiza o controle dos ratos por meio de raticida granulado e em pó para uso em tocas. Em 2010, foram colocados 230 mil sachês ao longo das linhas e dependências metroviárias. Nesses dois processos os produtos são alternados, mudando seu princípio ativo para que a praga não crie imunidade ao produto. Além de atuar nestas duas frentes, a equipe de manutenção também realiza o controle de cupim e do mosquito Aedes aegypti.
O controle das pragas urbanas no Metrô envolve a utilização de quatro métodos de inspeção. O mecânico é realizado com armadilhas adesivas e impedimentos de acessos. O ambiental é feito com a limpeza interna e externa das instalações. O químico usa aplicação de iscas raticidas e inseticidas no controle de baratas, aranhas, cupins, moscas e pernilongos.

A tropa armada do Dr. Angelo
A Gerência de Manutenção do Metrô é o setor responsável pelo plano e pelos procedimentos preventivos que minimizam o aparecimento de pragas. Estão envolvidos com as atividades de sanificação 33 funcionários. A equipe interna especializada conta com 8 colaboradores (1 encarregado + 7 oficiais). A empresa contratada tem 25 integrantes.
Quem observa a “tropa da sanificação” trabalhando, de segunda a sexta-feira, das 24h às 5h, fica surpreso com o “arsenal” utilizado para o extermínio dos ratos e baratas. Além dos equipamentos de proteção individual (EPI´s), como máscaras, óculos, capacetes e luvas, os funcionários caminham pelos túneis com bombas atomizadoras, polvilhadeiras e bomba manual costal. Com tudo isso, não há bicho indesejável que resista.
À frente de toda essa turma está o veterinário Angelo Boggio, consultor técnico externo que determina os respectivos produtos químicos, procedimentos e recomendações para as atividades.
Há mais de 35 anos, Boggio coordena as ações de higienização do metrô paulistano. Para livrar as estações e vias de ratos tem um segredo. “Abrigo, água e alimento. Os roedores precisam desses três elementos. Quando acabamos com um deles, os ratos desaparecem. Água não tem jeito, já que chove e ela vaza pelo canos. Abrigo: o Metrô é um imenso. Só podemos retirar o alimento e é o que fazemos”, ressalta o Dr. Angelo.
Agora, uma curiosidade, por que os ratos são tão ameaçadores para o Metrô? “Os dentes dos ratos têm crescimento permanente e eles precisam roer para ter o desgaste. No entanto, eles querem roer especialmente fios elétricos. Os de alta voltagem são os mais apetitosos”, brinca Boggio.
Angelo Boggio (74) é um figura simpática, mas um exterminador implacável. Ele se formou em medicina veterinária em 1968 na USP e se especializou no combate às pragas. Boggio viajou o mundo e acumulou experiências na área sanitária. Mas quem pensa que ele quer o fim de todos os roedores está enganado. “Se os ratos desaparecessem a vida não ficaria nada melhor. Teríamos infestação de baratas e formigas. Eles fazem parte do equilíbrio ambiental”, esclarece.

Locais higienizados e tratados
O Metrô desenvolveu uma rotina para cada uma das atividades. Assim, nenhuma dependência fica sem passar pelo tratamento.
No anel sanitário, que compreende ruas e avenidas num raio de 50 metros do eixo das linhas do Metrô, a aplicação acontece em bocas-de-lobo, canaletas de água pluvial e vias de acesso ao esgoto, numa periodicidade de 90 dias para desinsetização e 60 dias para desratização.
Na via, que é a área delimitada pelo túnel ou muros divisórios das linhas e pátios, o processo compreende a aplicação de iscas raticidas ao longo da linha na distância aproximada de 40 metros uma da outra e próximo dos equipamentos e caixas de saídas de cabos. A desinsetização, na formulação liquida, acontece sob a plataforma ao longo da estação até 50 metros além da extremidade e próximo dos equipamentos e caixas de saídas de cabos ,numa periodicidade de 90 dias para desinsetização e 60 dias para desratização.
Nas estações e edifícios, o trabalho do Dr. Ratão envolve as estações, edificações como sub-estação e retificadoras, oficinas, pátios, galeria de cabos e salas técnicas passam pela higienização a cada 90 dias para desinsetização e 60 dias para desratização. Os 150 trens também passam pela desinsetização A periodicidade é de 90 dias e a aplicação se dá nos painéis elétricos, console do operador, base de bancos e bolsa de porta.
O Metrô alia todo esse processo com a preservação do meio ambiente. As embalagens dos produtos químicos, os raticidas recolhidos e os cadáveres de roedores são destinados ao incinerador através da empresa contratada e evidenciados através de documentos específicos (Certificado de Destinação de Resíduos Industriais – CDR ), que são essenciais para atender as auditorias da ISO14001 (Sistema de Gestão Ambiental-SGA).

Nem o labirinto da Estação São Bento escapa
Na estação São Bento, com cerca de 40 metros de profundidade, está o “Diafragma”, vão que fica entre as edificações do Mosteiro e da estação. Nem mesmo essa área de difícil acesso deixa ser desratizada e desinsetizada. Para acessar esse labirinto vertical entre paredes, a equipe da sanificação tem que descer um escada tipo marinheiro e passar por túneis de 1,5 m de diâmetro.
Entre os diversos pavimentos do lugar, há estruturas de tubulações por todos os lados. Também em certos pontos é possível avistar os cabos que desembocam na via. A cada andar, a equipe vai depositando as iscas e aplicando o inseticida. Tudo isso para a segurança operacional do sistema.
O mais complicado é levar os tanques de produtos químicos, mas nada que a prática não resolva. Ah! Alimentação reforçada antes de descer e o uso de uniforme são práticas fundamentais para o bom desenvolvimento das atividades.

O Metrô e sua gente diferenciada

Reportagem da colunista Ruth de Aquino, da revista Época
Imagem: Derick Toshiba

Não quero metrô perto de casa porque... bem, porque não preciso. Tenho carro e motorista. A minha família tem vários carros. Com o metrô ao lado, o bairro se degrada, se adensa. Somos mais abordados por pessoas flutuantes. Vem uma gente diferenciada de outros lugares. Vem drogado, mendigo, camelô. E com isso mais roubo, mais violência. Quem pensa e fala assim é uma minoria não esclarecida e barulhenta da zelite do Sudeste. Haja preconceito, egoísmo e ignorância. 

O vocabulário e os argumentos são tão toscos e tortuosos que o movimento contra o metrô em áreas chiques de São Paulo e do Rio de Janeiro virou motivo de chacota na internet. Um churrascão com farofa, cachaça e som portátil foi convocado para este fim de semana em frente ao Shopping Higienópolis, bairro paulistano elegante de 55 mil moradores. É um protesto popular contra a cegueira de alguns.
O estopim foi o plano de mudar a estação prevista na esquina da Rua Sergipe com a Avenida Angélica, a principal do bairro. Em agosto do ano passado, a psicóloga Guiomar Ferreira, de 55 anos, há 25 em Higienópolis, comprava vinho quando resolveu abrir a boca: “Eu não uso metrô e não usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada...” 

O que poderia ser uma opinião isolada virou um abaixo-assinado de 3.500 moradores. Eles não precisam de metrô. Mas reclamam do trânsito caótico e precisam muito de pobres. Cozinheira, passadeira, faxineira, motorista e jardineiro chegam às casas dos patrões em transporte público. E penam em ônibus lotados, precários e caros. 

Dona Guiomar não representa todos os ricos do bairro. Mas ela e seus colegas da Associação Defenda Higienópolis fizeram tanta pressão que, inicialmente, conseguiram mudar o metrô para o Pacaembu, onde ele atenderia menos passageiros. Não se sustenta a alegação oficial de “critérios técnicos” para a mudança. É tão óbvio que o poder público cedeu ao lobby de moradores influentes que já se estuda um terceiro lugar para a estação da discórdia. O mais grave de tudo é o governo colocar o interesse de uma minoria acima do bem coletivo. 

Quem associa metrô à invasão dos bárbaros não tem direito de exigir bons serviços públicos
Que tipo de cidade se deseja? Partida ou integrada? Com ou sem engarrafamentos monstruosos? Que tipo de transporte queremos? O elitista, obsoleto e poluidor “um carro para uma pessoa” ou um transporte digno de massas? “Massa” inclui o operário, a empregada, o professor, o estudante, a madame, o profissional liberal, o empresário. É assim no Primeiro Mundo. Turistas brasileiros elogiam as redes de metrô na Europa e nos Estados Unidos. Preferem hospedar-se perto de uma estação, por conforto. O que os torna tão cegos quando voltam ao patropi? 

Não é só em São Paulo que alguns tentam se fechar em seu gueto, como se adiantasse. Acontece também no Rio, onde ricos convivem com favelas. Moradores do Quadrilátero do Charme em Ipanema, que reúne as maiores grifes da cidade, são contra a futura estação de metrô na Praça N. Sa. da Paz. Um abaixo-assinado diz que a primeira estação do bairro, na Praça General Osório, “trouxe um adensamento insuportável, e o morador perdeu o direito a sua praia no fim de semana”. 

“Não podemos deixar que o nosso bairro vire um despejadouro de gente que vai usá-lo e deixar o bagaço”, continua o abaixo-assinado. “Não somos contra o metrô, mas Ipanema é um bairro pequeno, onde as pessoas fazem tudo a pé.” As pessoas quem, cara pálida? Essa última declaração não é só provinciana, é uma tolice mesmo. Então ninguém sai de Ipanema? Se alguém quer ir ao centro da cidade, faz o quê? Pega o carro importado com vidros pretos na garagem e enfrenta o trânsito, xinga o seu próximo, estaciona em fila dupla e deixa a chave com o flanelinha ilegal. 

É natural que a população queira ordem, segurança e limpeza. Mas muitas vezes é a classe alta que promove as badernas. Quem associa metrô à invasão dos bárbaros não tem a menor noção do que significa viver em comunidade nem tem o direito de exigir serviços públicos de qualidade. É uma gente diferenciada.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Inaugurada a nova Estação Pinheiros

Fachada da nova estação Pinheiros: acesso ao Metrô e à CPTM

Texto: Diego Silva
Imagens: Diego Silva, Ricardo Guimarães

São Paulo ganhou mais uma estação de Metrô. Nessa manhã, a ViaQuatro entregou à população paulistana a estação Pinheiros, da Linha 4-Amarela. Essa estação será de fundamental importância, pois fará integração com a estação Pinheiros da CPTM (Linha 9-Esmeralda), integração essa que deverá ser concretizada até 1º de Junho.
Em cerimônia realizada na parte da manhã, o governador Geraldo Alckmin, juntamente do prefeito Gilberto Kassab, do secretário de transportes metropolitanos Jurandir Fernandes e do presidente do metrô Sérgio Avelleda, cortaram a fita e inauguraram a nova estação, que ficou marcada no país inteiro pelo acidente que abriu uma cratera, vitimando sete pessoas. Durante a entrega da nova estação, houve protestos por parte de familiares, e também por parte do Sindicato dos Metroviários, que defendem a construção de mais linhas estatais, e são contra as PPP's. 
Cheguei por volta das 11h na nova estação, que foi inaugurada por volta das 10h, e já não havia tanto movimento, a não ser de alguns canais de mídia que estavam presentes, fazendo as últimas reportagens e entrevistas. Ainda tive tempo de acompanhar todo o trabalho da equipe da Rede Globo, no jornal SPTV.

Estação valoriza iluminação natural

A nova estação Pinheiros não foge muito do padrão das demais estações da ViaQuatro. Com plataformas amplas, portas de plataformas e toda a estrutura já noticiada pelo blog anteriormente, o maior destaque dessa estação fica por conta de sua integração com a Linha 9-Esmeralda. Com isso, usuários da região de Santo Amaro, Grajaú, Capão Redondo e arredores poderão desembarcar em Pinheiros (CPTM), transferir gratuitamente para a Linha 4, e se deslocar até a Avenida Paulista, ou mesmo acessar a Linha 2-Verde, e seguir até o ABC, ou ainda transferir para a Linha 1-Azul. Com a chegada da Linha 4 em Pinheiros, a população da zona sul será muito beneficiada, e quem necessita de ônibus para se deslocar até as regiões centrais de São Paulo não irá mais sofrer horas no trânsito.

Plataforma da Estação Pinheiros: Semelhante as demais estações da Linha 4

Vale lembrar que a integração com a Linha 9-Esmeralda se dará apenas em Junho. Durante esse período, quem desembarcar da CPTM e quiser acessar à ViaQuatro, terá que pagar outra passagem. Também lembrando que o horário de funcionamento de Pinheiros será semelhante aos das demais estações, ou seja, das 04h40 às 15h. O Governador Geraldo Alckmin disse em entrevista às mídias que pretende realizar a entrega das estações Luz e República até outubro. Com essas entregas, a Linha 4-Amarela deverá passar a funcionar em horário integral, ou seja, das 04h40 à 00h, além de se integrar com a Linha 1-Azul (Luz), Linha 2-Verde (Consolação), Linha 3-Vermelha (República), Linha 7-Rubi; Linha 10-Turquesa; Linha 11-Coral (Luz) e Linha 9-Esmeralda (Pinheiros). Ainda há uma certa dúvida sobre a integração dessa linha com a futura Linha 6-Laranja do Metrô, na estação Higienópolis-Mackenzie.

Vista do mezanino: Pinheiros é uma das estações mais profundas de São Paulo

domingo, 15 de maio de 2011

Estação Pinheiros será inaugurada amanhã

Foto: Ricardo Guimarães (Blog Diário da CPTM)
Texto: Site Metrô

No próximo dia 16, a cidade de São Paulo ganhará mais uma estação de metrô: Pinheiros, que está localizada na rua Capri,145, próxima à Marginal Pinheiros e rua Gilberto Sabino. A estação Pinheiros é a quarta estação da Linha 4-Amarela a entrar em operação comercial e a 62ª estação do sistema metroviário da cidade.

A inauguração da estação Pinheiros não irá alterar a extensão atual da rede metroviária, de 70,6 quilômetros, já que fica no trecho intermediário entre as estações Butantã e Faria Lima. Hoje, a Linha 4-Amarela transporta cerca de 50 mil passageiros/dia, de segunda a sexta-feira (incluindo feriados), das 4h40 às 15h, nas três estações em funcionamento: Paulista, Faria Lima e Butantã.

Também das 4h40 às 15h, a entrada em operação da estação Pinheiros deverá ampliar a demanda da Linha 4-Amarela para cerca de 80 mil usuários/dia.

Integração com a Linha 9-Esmeralda da CPTM e ampliação do horário de funcionamento

Ainda neste semestre, serão concluídas as obras de instalação de passarela, sobre a Marginal Pinheiros, entre a estação Pinheiros da Linha 4-Amarela e a estação Pinheiros da Linha 9-Esmeralda (Osasco-Grajaú) da CPTM, que também está em obras, possibilitando a interligação dessas duas estações e a integração das duas linhas. Com esta integração, o horário de operação da Linha 4-Amarela passará das 4h40 à meia-noite, de segunda a sexta-feira, e a demanda diária prevista é de 240 mil passageiros na Linha 4-Amarela.

Com a utilização da Linha 9-Esmeralda da CPTM, o usuário da Linha 4-Amarela poderá acessar gratuitamente a Linha 5-Lilás do Metrô (Capão Redondo-Largo Treze), com transferência na estação Santo Amaro.

Inauguração das estações República e Luz no segundo semestre ampliará funcionamento da Linha 4 aos sábados e domingos

A Linha 4- Amarela, que hoje se integra fisicamente com a Linha 2-Verde, permitindo transferência livre aos usuários entre as estações Paulista e Consolação, será interligada no segundo semestre deste ano também com a Linha 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera – Palmeiras/Barra Funda) na estação República e a Linha 1- Azul (Jabaquara – Tucuruvi) na estação Luz. Com a inauguração das estações República e Luz, a Linha 4-Amarela passará a operar aos sábados e domingos.

No complexo metroferroviário da estação Luz, a Linha 4-Amarela fará conexão com as seguintes linhas da CPTM: 7-Rubi (Luz-Francisco Morato), 10-Turquesa (Luz–Rio Grande da Serra) e 11-Coral/Expresso Leste (Luz– Guaianazes).

A previsão é de que a nova linha metroviária transporte 700 mil passageiros/dia até o final do ano.

Terminal urbano de ônibus

Ao lado da estação Pinheiros da Linha 4-Amarela, a Prefeitura de São Paulo, por meio da SPObras, está implantando um terminal urbano, com previsão de atender 160 linhas de ônibus, e um estacionamento de autos (que ficará sob este terminal), com capacidade para 500 vagas de automóveis.

Primeira PPP do País

A concessionária ViaQuatro, integrante do Grupo CCR, é a responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela, no primeiro contrato de Parceria Público-Privada (PPP) assinado no País. São 14 trens (84 carros) para a primeira fase do projeto e até 15 (90 carros) para a segunda fase. Ao longo dos 30 anos de operação, a ViaQuatro investirá mais de US$ 2 bilhões na linha.
O custo da Linha 4-Amarela do Metrô, na primeira fase, é de R$ 3,8 bilhões (incluindo a parcela de US$ 450 milhões da ViaQuatro, referente à compra de 14 trens mais sistemas operacionais)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Linha 6-Laranja foi o assunto da semana

Fontes: Uol, Diário da CPTM

A decisão do Governo do Estado de São Paulo de alterar o traçado da Linha 6 (Laranja) do Metrô, transferindo a estação que seria construída na Avenida Angélica para um local próximo ao Estádio do Pacaembu, ganhou enorme repercussão nas redes sociais nesta quarta-feira (11/05).
A maioria dos usuários protesta contra a mudança. Não por se sentir prejudicada, mas por discordar das possíveis motivações que levaram o Governo a rever seu plano. Segundo o jornal Folha de São Paulo, a Associação Defenda Higienópolis reuniu mais de três mil assinaturas de moradores do bairro contrários ao surgimento de mais uma estação nas redondezas.
A polêmica está na justificativa. O texto do abaixo-assinado diz que o metrô traria "pessoas diferenciadas" à região, afetando a qualidade de vida e aumentando o número de “ocorrências indesejadas”. Além disso, comenta que, devido às dimensões da construção, o entorno seria “degradado”, pois se transformaria em um “camelódromo”.
Churrasco e preconceito
Como forma de ironizar a posição de milhares de moradores de Higienópolis – um bairro de alto padrão – um evento foi criado no Facebook: “O churrascão da gente diferenciada”. Na descrição da página, há um convite para que, neste sábado (14/05), todos se reúnam em frente ao shopping da região para provar que, “se os ricos não chegam aos pobres, os pobres, sim, chegam aos ricos”. A sugestão é que os convidados levem farofa e carne de gato. Mais de 11 mil pessoas (até a publicação deste texto) confirmaram presença.
O incidente foi destaque também no Twitter. As palavras-chave #higienopolis e #gentediferenciada alcançaram, respectivamente, a liderança e a segunda colocação no treding topics nacional. As mensagens de indignação eram as mais comuns, mas houve espaço para as bem humoradas: “E se o metro em Higienopolis tiver uma entrada de Serviço e uma Social, pode?”, questionou @rodrigo_facknet. “A galera não quer metro lá? Alguém avisa essa #gentediferenciada que isso vai demorar uns 29 anos... nao se preocupem”, afirmou @JesusBebasso, zombando da demora do Governo em concluir obras.
Infelizmente, mensagens antissemitas se fizeram presentes, já que o bairro é conhecido por sua grande colônia judaica. O usuário @ateucristao, por exemplo, publicou: “O nome é Higienópolis, mas o correto seria forno de cremação, já que lá é lotado de judeus”. Já o @otaviogws disse: “Cadê o Hitler pra botar fogo na galera do Higienópolis? Faz falta o bigode”.
Palavra oficial
Segundo o Secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, a alteração do traçado não foi motivada pela pressão da associação. Ele afirmou a estação ficaria muito próxima de outras duas: as futuras estações Mackenzie – 600 metros de distância – e PUC-Cardoso de Almeida – 1500 metros. Ambas fazem parte da linha laranja, cuja licitação só ocorrerá em 2013.
 
ESTAÇÃO CONTINUARÁ EM HIGIENÓPOLIS, DIZ PRESIDENTE DO METRÔ
 
Fonte: Veja

O presidente do Metrô, Sergio Avelleda, afirmou que estação Angélica da futura linha 6 - Laranja não ficará em frente ao estádio do Pacaembu, mas que será construída em algum ponto “entre a praça Charles Miller e a Avenida Angélica”. Ou seja, dentro de Higienópolis.
Segundo Avelleda, a mudança do local da estação, anunciada nesta quarta (11) pelo jornal "Folha de S.Paulo", não foi motivada pelo abaixo-assinado dos 3.500 moradores do bairro contrários à obra. "Foi por razões de ordem técnica", diz. De acordo com o presidente da companhia, extremidades das plataformas das estações Angélica e Mackenzie (esta última, da linha 4-Amarela) ficariam a apenas 500 metros uma da outra, o que causaria congestionamentos de trens e transtorno aos usuários.
“O que buscamos agora é um equilíbrio de velocidade e uma localização que atenda a dois bolsões: o da Faap e o da Avenida Angélica. Também queremos que a estação fique mais próxima da estação da PUC. Se a colocarmos no Pacaembu ficará um buraco. Nós fazemos metrô para toda a cidade”, afirma o presidente.
Agora, o Metrô estudará terrenos e perfis geológicos compatíveis para a instalação da nova estação, ainda no chamado “miolo” do bairro. Avelleda diz ainda que essa mudança não afetará a atratividade de passageiros, que, segundo pesquisa da companhia, será de 25.000 pessoas por dia. “Podemos atender a esse público sem necessariamente estar na esquina da Angélica. Mas haverá, sim, uma estação no meio do bairro.”

Gente diferenciada
A mudança na localização da estação Angélica provocou polêmica nas redes sociais. Indignados com o possível lobby dos moradores contra a obra (negado pelo Metrô), mais de 11.000 internautas se mobilizaram no Facebook para organizar o Churrascão da Gente Diferenciada, marcado para sábado em frente ao shopping Higienópolis.

No Twitter, o jargão “gente diferenciada” chegou ao topo dos Trending Topics (assuntos mais comentados). A expressão foi dita ao jornal "Folha de S. Paulo" por uma psicóloga, no ano passado, quando começou o movimento contrário à estação. “Não uso metrô e não usaria. Isso vai acabar com a tradição do bairro. Você já viu o tipo de gente que fica ao redor das estações do metrô? Drogados, mendigos, uma gente diferenciada…''

Presidente do Metrô visita Paraisópolis e reafirma que Linha 17-Ouro do Metrô é prioridade do Governo Estadual

Fonte: paraisopolis.org


No dia 12 de maio, o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda, fez uma visita aos moradores do bairro de Paraisópolis. Durante o encontro, agradeceu a mobilização da comunidade em defesa da Linha 17-Ouro e reafirmou que a construção dessa nova linha metroviária é prioridade para o Governo do Estado.
Na oportunidade, Avelleda compareceu ao estúdio da Rádio Comunitária Nova Paraisópolis para uma entrevista. Confira as principais questões abordadas pelo presidente do Metrô sobre a construção dessa nova linha.

Importância do Metrô em Paraisópolis e região: Avelleda considera a chegada do Metrô a Paraisópolis fundamental para a melhoria da mobilidade dos moradores da região. Segundo ele, há poucas pontes que conectam o Morumbi e os demais bairros vizinhos ao Centro da cidade. Além disso, o transporte público oferecido também é insuficiente para a população. “É preciso investir em transporte coletivo sobre trilhos porque é o único que tem capacidade de transportar uma grande quantidade de pessoas. O monotrilho poderá chegar a transportar até 40 mil pessoas/hora/sentido. O Metrô oferece às pessoas um deslocamento rápido e confiável”, ressaltou.
Avelleda enfatizou também que além de oferecer transporte de qualidade, a chegada do Metrô ao local revalorizará o espaço urbano da região e possibilitará às pessoas utilizarem, de forma mais ampla, os equipamentos públicos oferecidos pelo Estado. “Não adianta você morar em São Paulo, se não consegue usufruir de equipamentos públicos, como hospitais, escolas e áreas de lazer. É preciso oferecer condições para que as pessoas possam circular de maneira mais ágil pela cidade”, diz ele.

Copa do Mundo x Metrô: Avelleda considera a Copa do Mundo um evento importantíssimo para São Paulo, mas o anúncio da FIFA em não utilizar o estádio do Morumbi para os jogos da Copa não alterou em nada a posição do Governo do Estado sobre a importância da Linha 17-Ouro para a cidade. “Ninguém pode pensar em fazer uma linha de metrô somente em razão de um evento de poucos dias. Você constrói uma linha de metrô para atender a cidade pelo resto da vida. Nesta região, há uma quantidade enorme de pessoas que dependem do transporte público para se movimentarem pela cidade. Portanto, a importância da Linha 17-Ouro está muito além de qualquer atividade relacionada à Copa do Mundo. Ela vai na veia da qualidade de vida das pessoas que moram nesta região”.

Opção por metrô em elevado: O presidente do Metrô também esclareceu a opção de se fazer a Linha 17 em elevado.
Segundo Avelleda, para se chegar a essa escolha diversos fatores foram analisados, entre os quais, o custo da obra, as interferências no trajeto da linha e a demanda prevista. “Se fosse feito em superfície, o monotrilho teria que parar a cada cruzamento de rua. A velocidade média cairia muito e o tempo de viagem aumentaria, deixando de ser um sistema atrativo para o usuário. O monotrilho em elevado não sofre nenhuma interferência. É um sistema testado, rápido e muito seguro, utilizado em países como China, Japão, Coreia, Estados Unidos e Austrália. O trem irá percorrer os 18 quilômetros da linha a uma velocidade média de 80 Km/h e só vai parar nas estações. Além disso, a obra em elevado é mais barata. A Linha 17 será uma linha alimentadora das demais linhas troncais, com demanda prevista para 20/25 mil usuários hora/sentido. Metrôs enterrados são mais caros e feitos para transportar 60, 70 e até 80 mil pessoas hora/sentido. Portanto, não havia necessidade de fazermos um buraco de 18 quilômetros de extensão. Além de custar uma fortuna, causaria enormes transtornos à cidade”, complementa Avelleda.

Liminares contra a obra: Sérgio Avelleda demonstrou também confiança e aposta numa solução pacífica para as divergências que envolvem a construção da Linha Ouro. “A liminar concedida a uma associação de moradores que impede que o Metrô assine o contrato ainda não está atrasando a obra, pois ainda estamos na fase de licitação. Porém, o Metrô já apresentou sua defesa à juíza e temos esperança de que ela se convença sobre a necessidade da obra, revogando a liminar. Também já me reuni com o promotor estadual que está cuidando do caso no Ministério Público e levei a ele todas as explicações necessárias sobre o projeto”, salientou.

Adaptações no Projeto: Avelleda disse ainda que o Metrô não quer briga com quem é contrário à obra e está disposto a adaptar o projeto naquilo que for possível para diminuir eventuais transtornos. Prova disso é o acordo já firmado com moradores de um prédio da região que alegaram perda de privacidade. O Metrô já determinou que o trilho em frente àquele prédio seja envelopado, uma solução arquitetônica encontrada para preservar a privacidade desses moradores. “Sabemos que construir uma linha de metrô na cidade de São Paulo provoca problemas e incomoda pessoas. Porém, o ganho é muito maior para uma quantidade muito maior de pessoas. Estamos dispostos a atender todas as necessidades, porém, sem abrirmos mão da construção da linha, sem abrirmos mão da melhoria da locomoção das pessoas”, reforçou Avelleda.

Entorno das Estações: Avelleda tranquilizou também alguns moradores quanto à conservação do entorno das futuras estações da Linha 17 e citou como exemplo o cuidado permanente da Companhia com o entorno das estações em elevado já existentes nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha, afirmando ser fundamental que as regiões nas quais o Metrô se instale não ocorra degradação. “Pelo contrário, queremos valorizar e fazer com que essas regiões se desenvolvam ainda mais. No caso do monotrilho, estamos prevendo jardins e o plantio de, no mínimo, cinco mil árvores embaixo dos trilhos para um embelezamento paisagístico. As estações serão projetadas com preocupação na inserção urbana, de forma a melhorar o plano urbanístico da cidade, o que implicará tratamentos viário, paisagístico e urbanístico”, finaliza.

No total, a Linha 17 terá 19 estações: Jabaquara, Hospital Sabóia, Cidade Leonor, Vila Babilônia, Vila Paulista, Jardim Aeroporto, Congonhas, Brooklin Paulista, Vereador José Diniz, Água Espraiada, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan, Morumbi, Granja Julieta, Panambi, Paraisópolis, Américo Mourano, Estádio Morumbi e São Paulo-Morumbi.
A nova linha seguirá o traçado das avenidas Jornalista Roberto Marinho, Nações Unidas, Perimetral e João Jorge Saad, entre outras. Ela permitirá a conexão com o sistema metro-ferroviário nas estações Jabaquara (Linha 1-Azul) e Morumbi da CPTM (Linha 9-Esmeralda). Futuramente, ligará ainda as estações Água Espraiada (Linha 5-Lilás) e São Paulo-Morumbi (Linha 4-Amarela).

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Metrô vai alertar sobre falhas via celular

Fonte: Site Metrô / Revista Ferroviária / O Estado de São Paulo
A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) vai começar a enviar no próximo mês mensagens de celular para alertar passageiros sobre problemas nas linhas, incluindo trechos onde trens operam com velocidade reduzida ou mesmo interrupção do funcionamento. O conteúdo será "personalizado": cada usuário vai receber apenas informações referentes às linhas e estações que estão em seu caminho. O cadastro para receber SMSs começa hoje.
O objetivo do novo serviço é avisar usuários com antecedência sobre problemas na rede, para que eles possam organizar-se melhor, optar por outros meios e minimizar transtornos - optando, por exemplo, por ir de ônibus. Para a rede de metrô, um dos benefícios é contribuir para que as estações não fiquem superlotadas.
"Vai ser um importante mecanismo para mantermos contato com os passageiros. Vamos ajudá-los a decidir com mais precisão as melhores formas de se dirigir para casa ou para o trabalho", diz o presidente do Metrô, Sérgio Avelleda.
Mensagens serão direcionadas aos passageiros menos de um minuto após o registro da ocorrência pelos funcionários. Esse será o tempo para um software instalado no Centro de Controle Operacional (CCO) extrair a informação do sistema do Metrô, selecionar a grade de usuários que se encaixam nesse perfil e disparar os textos.
Os usuários vão receber mensagens do tipo "trens da Linha 1-Azul operam com velocidade reduzida" ou "problema interrompe momentaneamente a circulação na Linha 3-Vermelha". Haverá informações sobre praticamente todas as linhas, com exceção da 4-Amarela, cuja administração é de responsabilidade de uma empresa privada.

Cadastro. A seleção das mensagens personalizadas será possível porque passageiros precisarão fornecer para cadastro nome completo, número do celular e informações sobre itinerário. Eles poderão escolher até três linhas que costumam utilizar e três faixas horárias (com duas horas cada uma), além dos dias da semana. O cadastro começa hoje e deverá ser feito no site do Metrô - http://www.metro.sp.gov.br/.
"Um usuário pode escolher para receber as informações de ocorrências que acontecem entre 6 e 8 horas, por exemplo, quando ele vai para o trabalho. E depois em outras duas faixas de horário, quando volta e vai para a faculdade", diz o diretor do Departamento de Marketing do Metrô, Aluizio Gibson.
A companhia afirma que as informações sobre as ocorrências serão o ponto de partida do novo serviço, mas, com o tempo, serão feitos estudos para incrementar o sistema. Uma das ideias para o futuro é enviar aos passageiros não só os problemas, mas algumas sugestões de itinerário para escapar. "Vamos começar os estudos para o serviço. Não podemos fugir da tecnologia", diz Gibson.
Desde março, o Metrô já disponibiliza em seu site na internet informações sobre suas linhas, por meio do serviço "Direto do Metrô", que é atualizado praticamente em tempo real. É desse sistema que o novo software vai retirar as informações para enviar os SMSs.

Para lembrar
Em três meses, 10,7 mil denúncias.
Pouco mais de três meses após ser lançado, o serviço de denúncias via SMS da Companhia do Metropolitano de São Paulo já recebeu 10,7 mil mensagens.
O programa foi lançado para que os usuários pudessem apontar crimes, vandalismo e comércio de ambulantes nas várias composições do sistema.
De acordo com o Metrô, o ideal é relatar o tipo de crime, as características do infrator e a próxima estação onde o trem vai parar. O telefone é (11) 7333-2252 e o Metrô garante sigilo sobre todas as informações fornecidas pelos usuários.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O Metrô está de cara nova

Trem Frota C #310 em Patriarca: Frota inteira em modernização (Foto: Diego Silva)

Texto: Diego Silva
Imagens: Diego Silva, Samuel Tuzi

Quem viaja de Metrô diariamente pelas linhas paulistanas irá se deparar com novos trens pelos próximos dias. Isso porque a Companhia do Metrô está recebendo os primeiros trens modernizados de sua frota. A reforma, licitada em meados de 2009, abrange toda a frota das linhas 1-Azul e 3-Vermelha, dividida em 4 lotes diferentes. Os trens da Linha 1-Azul estão sob responsabilidade do consórcio Alstom/Siemens, e do outro, Bombardier/IESA. A Linha 3-Vermelha terá seus trens reformados pelo consórcio BTT (Bombardier, Tejofran e Temoinsa), e pelo consórcio Reformas Metrô (Alstom-Siemens). Com essas modernizações, os trens da Linha 1-Azul (que já cercam os 40 anos de vida), e os trens da Linha 3-Vermelha (próximos dos 30 anos), serão totalmente revitalizados, ganhando ar-condicionado, novo layout interno, substituição de equipamentos e acessórios, dando uma nova cara para o transporte de São Paulo. Veja como serão os trens da Linha 1 - Azul, que liga Jabaquara à Tucuruvi:

Antes
Frota A (Budd-Mafersa) - 1974

Frota A - Salão de Passageiros

Frota A - Painel de Controle

DEPOIS
REFORMA ALSTOM/SIEMENS

Frota I (Alstom-Siemens) - Ex-Frota A (trem A15)

Frota I - Salão de Passageiros

Frota I - Painel de Controle

REFORMA BOMBARDIER/IESA

Frota J (Bombardier, Iesa) - Ex-Frota A (Trem A31)

Frota J - Salão de Passageiros

Frota J - Painel de Controle

Nos próximos dias, mostraremos a cara nova dos trens da Linha 3-Vermelha! Aguardem.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Expansão da Linha 4 deve aliviar a Estação Sé

Estação Sé atualmente é um dos maiores problemas do Metrô

Fonte: Portal G1-SP

O presidente do Metrô de São Paulo, Sérgio Avelleda, disse nesta segunda-feira (2) em entrevista ao SPTV que a Estação da Sé, no Centro da capital paulista, e a Linha 1-Azul do Metrô deverão ter o fluxo de passageiros reduzido com a expansão da Linha 4 no Centro da cidade. O governo promete inaugurar as Estações Luz e República até o fim do ano. Já a Estação Pinheiros, na Zona Oeste, tem entrega prevista para o dia 16 de maio.
“A Sé especificamente vai ser beneficiada quando a Linha 4 chegar na República e Luz, no segundo semestre. Muita gente que faz baldeação na Sé vai passar a fazer baldeação na República com a Linha 4. Isso vai aliviar a Estação da Sé e vai aliviar a Linha 1-Azul”, afirmou Avelleda.
O presidente do Metrô também comentou algumas melhorias que estão sendo feitas na companhia para melhorar a vida dos passageiros, que enfrentam superlotação. “Em todas as linhas do Metrô, 1, 2 e 3, estamos trocando o sistema de sinalização. O governo do estado está investindo R$ 700 milhões para diminuir a distância dos trens.”
Avelleda admitiu que o Metrô está superlotado, mas argumentou que a companhia adota medidas para tentar melhorar o atendimento. “Realmente a gente vive um momento de superlotação. O fluxo de pessoas no horário de pico é muito grande, nós estamos transportando na Linha 3-Vermelha 60 mil pessoas em uma hora, em um sentido. Nós temos adotado estratégias operacionais para tentar diminuir esse desconforto, nós temos a operação plataforma, a operação embarque preferencial”, afirmou.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Superlotação no Metrõ faz da Linha 4 sonho de consumo

Fonte: Portal G1 - SP


O horário de funcionamento da Linha Amarela do Metrô foi ampliado nesta segunda-feira (2), o que significa que mais pessoas poderão usar o sistema e deixar o carro em casa, diminuindo o trânsito e a poluição do ar. Mas outras linhas da rede estão superlotadas.
Nesta segunda-feira (2), na Linha Amarela, na Estação Butantã, estava tudo tranquilo. Já na Linha Vermelha, na Estação Tatuapé, havia filas intermináveis. A Linha Amarela é nova, moderna e confortável. “É o sonho de consumo de qualquer paulistano”, diz a passageira Rosangela de Carvalho.
A Linha Vermelha é a segunda mais antiga e a mais movimentada da cidade. Nos horários de pico, 60 mil passageiros circulam por hora nos trens.
Por enquanto, a Linha Amarela tem três estações: Butantã, Faria Lima e Paulista. A partir desta segunda-feira (2), ela começou a funcionar às 4h40. O tempo de viagem entre as estações Butantã e a Paulista é de sete minutos. Mesmo no horário de pico da manhã, o trem seguiu tranquilo, com os passageiros viajando sentados. Mas as estações da Linha Amarela fecham às 15h.
“O ideal seria o dia inteiro. A gente sai do trabalho às 18h ou 19h”, justifica a comerciante Maria Edith.
Na Linha Vermelha, o Metrô só fecha à meia-noite. Às 18h15, os trens ficam muito cheios. Há muita gente para pouco espaço.
A desafogada Linha Amarela passa a funcionar até a meia-noite no fim de junho, com a inauguração da Estação Pinheiros e a integração com a CPTM.
“Até o final do ano iremos ampliar com República e Luz, quando operaremos das 4h40 à 0h também nos finais de semana”, diz o presidente da ViaQuatro, Luís Valença.

Trem reformado da Linha 3-Vermelha em testes

A movimentada Linha Vermelha ganhará dez novos trens e os antigos serão reformados. A direção do Metrô diz também que está trabalhando para diminuir a superlotação.
“São R$ 700 milhões para trocar o sistema de sinalização, o que vai reduzir a distância entre um trem e outro. Com isso, os intervalos serão menores e, naturalmente, vamos diminuir a superlotação”, afirma Sérgio Avelleda, presidente do Metrô de São Paulo.
O presidente do Metrô diz que a superlotação também vai diminuir com a Linha 15, que deve ficar pronta em 2014 e vai ligar a Vila Prudente à Estação Penha.

Alunos da USP ganham rapidez com metrô, mas perdem no ônibus



Fonte: IG Último Segundo

Inaugurada em março, a Estação Butantã da Linha 4-Amarela do metrô da cidade de São Paulo deu uma "força" para os estudantes da USP no trajeto até a universidade – fica a cerca de 1 km de uma das entradas do câmpus. O problema é o trajeto de ônibus que complementa o percurso: com a espera e o trânsito, o passageiro perde nesse último trecho o tempo que ganhou no metrô. 

Para quem é usuário da Ponte Orca, transporte gratuito de micro-ônibus da Estação Vila Madalena do Metrô até a Estação Cidade Universitária da CPTM, o calvário se repete nas filas quilométricas e nas vans sempre lotadas, muitas vezes com mais passageiros que o permitido. Os horários de pico da manhã e do fim de tarde são os piores. 

"Demorando, né?", comenta o estudante de ciências da computação Marcel Kania, de 30 anos, na fila do ônibus circular que leva até a USP. A economia de tempo que Kania fez nos 15 minutos que levou, mesmo com duas baldeações, da Estação Paraíso, zona sul, até a Butantã, zona oeste, foi perdida no meio da espera de mais 20 minutos pelo ônibus. Elisa Mendes, de 21 anos, também universitária, dá seu jeito quando o ônibus demora ou vai muito cheio para a USP. "Vou a pé. Em vez de ficar meia hora esperando pelo ônibus, mais 30 minutos presa no trânsito, é melhor investir esse tempo em caminhada", diz.

No terminal de ônibus anexo à Estação Butantã, o circular é atualmente a única opção para os estudantes irem da Avenida Vital Brasil (onde fica o metrô) até a USP. Ocioso, o terminal recebe, além dessa, apenas mais uma linha de ônibus, a Metrô Butantã/Estação da Luz, que não passa pela universidade.

Questionada, a SPTrans afirmou que "outras linhas poderão partir ou chegar no terminal, mas ainda não estão definidas". A companhia, que faz a gestão do sistema de transporte da cidade, disse ainda que o ônibus circular para a USP opera "com intervalo médio de 12 minutos" e que, durante o período de testes da Estação Butantã, técnicos estão monitorando o fluxo de usuários que pegam a integração metrô-ônibus para "verificar a demanda e a necessidade de possíveis ajustes de intervalos e horários de atendimento".

Por enquanto, a morosidade faz a alegria dos taxistas que trabalham na Rua MMDC, ao lado do terminal. "Muita gente não tem paciência de esperar o ônibus, olha para o lado e vê logo o ponto de táxi. Acaba sendo uma opção mais rápida", conta o taxista Carlos Roberto Palermo, de 59 anos. "O movimento aqui melhorou muito", completa Nelson Ribeiro, de 53, motorista que trabalha no mesmo ponto.

Ponte
Mais complicada ainda é a vida de quem depende do serviço da Ponte Orca, que faz o bate e volta entre os trilhos do metrô e da CPTM. A reportagem do jornal "O Estado de São Paulo" observou grandes filas nos dois extremos da rota, na Vila Madalena e na Cidade Universitária – esta mais problemática no fim da tarde, segundo funcionários e usuários da linha. "O problema não é só a fila. Esse lugar é totalmente escuro e perigoso à noite, morro de medo de assalto", diz a bancária Marcela Silva, 31 anos.

O ponto de partida e chegada da Ponte Orca fica a cerca de 100 metros da escadaria que leva à estação de trem, na Marginal do Pinheiros, embaixo da Ponte Cidade Universitária. O transporte é feito por 24 vans, que levam 5,8 mil passageiros nos horários de pico da tarde, segundo a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU). Nesse período, a Ponte Orca faz 270 viagens nos dois sentidos. A lotação de cada van deveria ser entre 15 e 19 passageiros por viagem, mas leva mais de 21 pelas contas da EMTU. Os passageiros reclamam. "É como entrar numa perua. Já peguei van com gente em pé", diz o gerente Paulo Brito, de 29.

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