segunda-feira, 28 de novembro de 2011

R7 testa o Metrô na Linha 1: ''Do Tucuruvi ao Jabaquara, usuário reage como manada na Sé''

Trem Frota A - Estação Portuguesa-Tietê - Linha 1-Azul
Fonte: R7
Reportagem: Mônica Ribeiro

Sair de casa para trabalhar utilizando o metrô de São Paulo é o que todo especialista de trânsito afirma ser o correto a se fazer. Mas a possibilidade de demorar para embarcar devido às filas nas plataformas e às frequentes paradas para "aguardar o trem à frente" no horário de pico da manhã garante atraso na chegada ao serviço. Pelo menos, na linha 1-Azul.

Por volta das 8h do dia 26 de outubro, peguei a linha rumo ao Tucuruvi. O intervalo de trens dentro da estação ia de 40 segundos a um minuto. Na estação Paraíso, foi possível encontrar as plataformas com movimentação normal, sem tumulto. Já dentro do trem, o tempo de paradas nas estações era de 30 segundos. Durante o percurso, houve dois intervalos para aguardar “a movimentação do trem à frente”, também com paradas de 30 segundos.
Como o veículo era da nova frota do Metrô, o aviso das estações era bem mais claro que o da maioria dos trens em circulação. Em todas as portas, logo após o aviso sonoro de fechamento, os usuários conseguiam ver em que estação estavam e qual seria a próxima parada. Por ser novo, o veículo tinha sistema de ar-condicionado, que facilita a vida dos usuários quando os veículos ficam lotados. Também foi possível fazer ligações e usar internet, por telefone celular, de dentro do trem – assim como na plataforma.

A pior situação enfrentada foi na Sé, que é ponto de transferência para a linha 3-Vermelha. Apesar do conforto do trem, a superlotação da estação impede que se aproveite qualquer tipo de conforto. Na plataforma, os passageiros agem como "manada" a cada abertura de porta dos vagões. Embora nesse dia não tenha presenciado nenhum passageiro sendo espremido entre as portas, a cena é comum quando os trens estão extremamente cheios.
No desembarque no Tucuruvi, procurei um funcionário do Metrô e perguntei como chegar à estação Clínicas (linha 2-Verde). O atendente não soube responder na hora, mas mostrou-se atencioso e prestativo e consultou em um pequeno mapa. Soube que para ganhar um exemplar, que contém todas as estações do Metrô e da CPTM, é preciso pedi-lo a algum funcionário. Não há nenhum banner ou cartaz informando o usuário sobre o "brinde".

Retorno
Para voltar do trabalho pela linha 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi) do Metrô, no período das 17h30 às 19h, também é preciso coragem. São plataformas e vagões cheios por toda a linha. Entretanto, como prêmio de consolação, o intervalo entre trens é relativamente rápido: eles passam a cada um minuto.

No embarque feito na estação Sé, às 18h25 do dia 27 de outubro, no sentido Jabaquara, a plataforma estava cheia. Dentro do trem – que, desta vez, era de um modelo antigo - a ventilação era ruim e sufocante, levando em consideração a lotação no interior do vagão.
O passageiro também tem de "ficar esperto" para não perder a estação de descida, pois o único indicador é o aviso sonoro, que estava baixo e a voz do locutor era abafada. Após 25 minutos de viagem num vagão apertado, consegui chegar à estação Jabaquara. Transporte rápido, mas ruim.

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