terça-feira, 4 de outubro de 2011

Automação é necessária, mas precisa de testes

Fonte: Revista Ferroviária/O Estado de São Paulo

A Linha 4-Amarela é baseada em sistemas totalmente automatizados, como a linha 14 do metrô de Paris e a Jubilee Line de Londres. É um tipo de operação que exige mais cautela. "Quanto mais de ponta for a tecnologia de automação, mais testes são necessários", diz o presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos do Metrô, José Geraldo Baião. Mas ressalta que a automação traz uma série de ganhos operacionais, como a agilidade dos trens.
Para o especialista em Transporte Ferroviário da USP, Telmo Porto, o fato de o metrô parar quando apresenta uma falha depõe a favor do sistema automatizado. "Trem parado é seguro porque não bate um no outro", diz. "Se houvesse maquinista na Linha 4, os trens poderiam até andar, mas operando de maneira precária, lentos, com muito mais risco de tumulto e superlotação."
O professor de Engenharia Civil do Centro Universitário FEI, Creso de Franco Peixoto, acredita que o sistema ainda precisa "amadurecer" para ser mais seguro. "Por enquanto, o metrô deveria trabalhar com níveis de redundância e protocolo um pouco mais altos."

2 comentários:

Diego Fernando disse...

Olha, a automação me deixou sempre com a "Pulga atrás da orelha", mas depois que andei na Linha 4-Amarela vi que ela era ótima, mas acho que por enquanto não devemos ter mais automações nas Linhas como a Linha 6-Laranja.Eu particularmente acho que o sistema de metrô usado em São Francisco, apenas com metrôs mais bonitos, rápidos e mais tecnológicos e claro...Com maquinista.

Diego Silva disse...

Diego, no metrô chegou um ponto em que qualquer solução que ajude a amenizar a lotação e otimizar o sistema é bem-vinda. Eu particularmente sou contra a operação driverless, mas é uma tendência daqui para frente. A Linha 4 é um laboratório para isso, e as próximas linhas deverão operar assim.

Postar um comentário

Seguidores